Investir no exterior é uma forma de diversificar riscos e acessar as maiores empresas do mundo. A Carteira Recomendada de Ações Internacionais do BTG Pactual reúne, mensalmente, oportunidades globais selecionadas pelo Equity Research, composta por BDRs negociados na B3 — permitindo ao investidor brasileiro exposição a gigantes globais sem a necessidade de conta no exterior.
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Resumo rápido: Em outubro de 2026, a Carteira de Ações Internacionais do BTG Pactual fez três trocas de tese dentro dos mesmos setores: saíram Micron, Bank of America e Newmont; entraram SK Hynix (4%), J.P. Morgan (5%) e UnitedHealth (4%). O BTG também elevou Nvidia (de 13% para 15%), Amazon (de 8% para 10%), Microsoft (de 9% para 10%) e Exxon Mobil (de 4% para 5%), e reduziu Goldman Sachs e Eli Lilly. No pano de fundo, o Fed subiu os juros em 25 bps em setembro, para o intervalo de 4,00% a 4,25%, e o banco revisa para cima as projeções de juros, com um ciclo de aperto que pode se estender por todo o primeiro trimestre de 2027. Em setembro, a carteira ficou estável (0,0%), abaixo do BDRX (+1,9%).
Objetivo da carteira de ações internacionais
A carteira oferece oportunidades de investimento no exterior, sendo composta exclusivamente por BDRs. O processo de seleção é conduzido pelo time de analistas e estrategistas com base em análise conjunta dos fundamentos das companhias e do cenário econômico global. O objetivo é superar o BDRX, principal benchmark da B3 para os BDRs.
Confira a Carteira de Ações Internacionais | Outubro 2026
| Empresa | Setor | BDR | Peso |
|---|---|---|---|
| Nvidia | Tecnologia | NVDC34 | 15% |
| Alphabet | Comunicação | GOGL34 | 12% |
| Microsoft | Tecnologia | MSFT34 | 10% |
| Amazon | Consumo Discricionário | AMZO34 | 10% |
| TSMC | Tecnologia | TSMC34 | 10% |
| J.P. Morgan | Financeiro | JPMC34 | 5% |
| Exxon Mobil | Energia | EXXO34 | 5% |
| Goldman Sachs | Financeiro | GSGI34 | 5% |
| SK Hynix | Tecnologia | SKHY34 | 4% |
| Eli Lilly | Saúde | LILY34 | 4% |
| Walmart | Consumo não discricionário | WALM34 | 4% |
| Palantir | Tecnologia | P2LT34 | 4% |
| UnitedHealth | Saúde | UNHH34 | 4% |
| GE Vernova | Indústria | G2EV34 | 4% |
| Freeport-McMoRan | Materiais Básicos | FCXO34 | 4% |
Fonte: BTG Pactual e Bloomberg.
Alocação setorial e múltiplos
Com as mudanças do mês, a carteira passa a ter 43% em tecnologia (Nvidia, Microsoft, TSMC, SK Hynix e Palantir), 12% em comunicação (Alphabet), 10% em consumo discricionário (Amazon), 10% em financeiro (J.P. Morgan e Goldman Sachs, ante 14% em bancos americanos no mês anterior), 8% em saúde (Eli Lilly e UnitedHealth), 5% em energia (Exxon Mobil) e 4% em cada um destes três setores: consumo não discricionário (Walmart), indústria (GE Vernova) e materiais básicos (apenas Freeport-McMoRan, já que a posição em ouro foi zerada com a saída da Newmont).
Em termos de múltiplos, a mediana da carteira está em 21,4x P/L 2026 e 20,4x para 2027, com CAGR de LPA mediano de 21,5% (2025E-2027E) e ROE mediano de 34,2% em 2026 e 28,3% em 2027. A Nvidia, agora a maior posição, negocia a 24,4x P/L 2026, caindo para 14,4x em 2027 — patamar que o BTG considera próximo das mínimas históricas —, com CAGR de LPA de 77,0% e ROE acima de 90%. A Palantir segue com o múltiplo mais alto da carteira (115,9x P/L 2026), refletindo seu perfil de crescimento acelerado (CAGR de 82,2%), e a estreante SK Hynix fica no outro extremo, a apenas 3,3x P/L 2026 e 3,0x para 2027, com o maior CAGR de LPA da seleção (130,5%) e ROE projetado de 37,6%. Entre as outras estreantes, o J.P. Morgan sai a 13,4x P/L 2026 e a UnitedHealth a 18,5x. O Walmart segue entre as mais caras (35,9x), com o menor CAGR de LPA da carteira (6,8%). Do lado mais barato, o Goldman Sachs negocia a 13,0x P/L 2026 e a Exxon Mobil, reforçada no mês, a 13,3x.
Principais mudanças na carteira em outubro
Saída: Micron Saída: Bank of America Saída: Newmont Entrada: SK Hynix com 4% Entrada: J.P. Morgan com 5% Entrada: UnitedHealth com 4% Aumento: Nvidia (13% → 15%) Aumento: Amazon (8% → 10%) Aumento: Microsoft (9% → 10%) Aumento: Exxon Mobil (4% → 5%) Redução: Goldman Sachs (6% → 5%) Redução: Eli Lilly (5% → 4%)
Por que as trocas?
Micron → SK Hynix: a troca mantém a exposição ao ciclo de memória, mas por meio de um nome mais alavancado em HBM. Segundo o BTG, a SK Hynix é líder global em HBM (High Bandwidth Memory), componente essencial para GPUs de IA, e a segunda maior fornecedora de DRAM do mundo, o que a coloca entre as maiores beneficiárias do ciclo de investimentos em infraestrutura: o avanço do capex dos hyperscalers deve levar a demanda por memória para servidores a crescer significativamente acima da oferta ao longo de 2026. O segundo argumento é o valuation, com a ação a aproximadamente 3,3x P/L 2026E e expectativa de CAGR de lucro por ação de 130,5% entre 2025 e 2027, segundo o consenso, combinação que o banco considera pouco refletida no preço atual.
Bank of America → J.P. Morgan: o BTG descreve a mudança como um movimento de qualidade dentro do setor financeiro, combinado com uma exposição setorial menor após o sell off recente. A tese se apoia na solidez do balanço, com índice CET1 de 14,1%, que confere resiliência em períodos de volatilidade, e na diversificação de receitas entre varejo, cartões, gestão de patrimônio, asset management, investment banking e mercados, que torna os resultados mais estáveis ao longo do ciclo. Completa o argumento a rentabilidade acima dos pares, somada a ganhos de eficiência impulsionados por IA, refletida em um ROTCE de 23,5%. No agregado, a exposição a bancos americanos caiu de 14% para 10%.
Newmont → UnitedHealth: para o BTG, o forte desempenho recente do ouro já capturou boa parte do prêmio de proteção embutido no ativo, e a reprecificação do ciclo monetário global, com o aumento dos yields, pressiona o metal no curto prazo. A posição em ouro foi zerada e a proteção da carteira migrou para uma tese defensiva em saúde. O que justifica a entrada da UnitedHealth é a inflexão de resultados esperada no Medicare Advantage, segmento que representa cerca de 40% dos negócios e que atingiu o momento mais desafiador do ciclo de sinistralidade no final de 2025: à medida que os reajustes de preços entram em vigor e os custos médicos se normalizam, o banco espera aceleração do crescimento dos lucros. Na mesma linha, a Eli Lilly foi reduzida de 5% para 4%, e a exposição a saúde ganhou um perfil de risco mais equilibrado.
Aumentos: os movimentos mais defensivos foram compensados por maior concentração na cadeia de infraestrutura de inteligência artificial. A Nvidia subiu de 13% para 15% e se consolidou como a maior posição da carteira, com múltiplos que o BTG vê próximos das mínimas históricas (14,4x P/L 2027). A Amazon passou de 8% para 10% e a Microsoft, de 9% para 10%, movimentos justificados pelo otimismo do banco com os hyperscalers e por níveis de valuation atrativos. Fora de tecnologia, o único aumento foi a Exxon Mobil, de 4% para 5%, como proteção contra inflação e risco geopolítico, com a ação a 13,3x P/L 2026E. Goldman Sachs recuou de 6% para 5%, e Alphabet, TSMC, Walmart, Palantir, GE Vernova e Freeport-McMoRan ficaram inalteradas.
Cenário global: economia forte nos EUA estende o ciclo de alta de juros
A reunião de setembro do FOMC reforçou, segundo o BTG, a necessidade de resposta rápida à inflação. O comitê decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica em 25 bps, para o intervalo entre 4,00% e 4,25%, o que o BTG lê como a retirada formal de acomodação. O comitê mostrou elevada confiança no mercado de trabalho e na atividade, com o desemprego estabilizado em 4,1% e nenhum dirigente apontando riscos de baixa para o PIB. Kevin Warsh foi enfático ao afirmar que a convergência da inflação precisa ocorrer com velocidade suficiente, rejeitando projeções que empurrem o retorno à meta de 2% para 2029, e nas semanas seguintes até a ala mais moderada do comitê passou a defender a continuidade do ciclo.
O pano de fundo é uma economia que entra no quarto trimestre acelerando na margem, ancorada nos investimentos em inteligência artificial e no consumo das famílias. Pela estimativa do BTG, o consumo real caminha para expansão de 3,6% anualizada no terceiro trimestre, puxado por bens (3,87%) e serviços (3,40%). Para o quarto trimestre, o banco projeta avanço de 2,90%, o que leva o consumo de 2026 a 2,45% (2,73% Q4/Q4) e sustenta o tracking interno do PIB de 2026 em 2,6%.
Para 2027, o ponto de partida do BTG é crescimento de 2,3%, com viés de alta expressivo: mesmo com o Fed levando a taxa básica para mais perto de 5,0% do que dos atuais 4%, o ritmo conjunto de capex corporativo, consumo e efeito riqueza mantém a economia com forte tração. Para o banco, essa força da demanda doméstica é o principal vetor de persistência inflacionária, e uma eventual normalização no Estreito de Hormuz aliviaria apenas a ponta volátil de energia.
Na inflação, o PCE de agosto veio com as revisões anuais das contas nacionais pelo BEA, que promoveram um alívio técnico estimado entre 0,25 pp e 0,40 pp no núcleo. O núcleo avançou 0,25% no mês, com taxa anual de 3,01%, e o índice cheio subiu 0,31%, marcando 3,42% ao ano. O BTG, porém, vê uma reaceleração contratada para o fim do ano: a variação em três meses anualizada do índice cheio sobe de 1,03% em agosto para 2,71% em setembro e 3,58% em outubro, fechando 2026 em 3,51%, enquanto o núcleo volta a rodar perto de 3,0% anualizado no quarto trimestre e encerra o ano em 3,07%. O supernúcleo, que rodou a 0,36% no mês e 3,46% ao ano em agosto, deve fechar 2026 em 3,55%, e cerca de metade dos componentes do PCE segue com taxas anuais acima de 3%.
Nas projeções oficiais do banco para 2026, o CPI cheio fica em 3,69% e o núcleo em 2,79%, enquanto o PCE cheio deve encerrar o ano em 3,51% e o núcleo em 3,07%. Para 2027, a expectativa é de convergência gradual, com o CPI cheio em 2,60% e o núcleo em 2,53%, e o PCE cheio em 2,35% com o núcleo em 2,45%. O balanço de riscos segue inclinado para cima, pela inércia dos salários, a rigidez dos serviços e as distorções de custos em saúde.
Sobre os próximos passos: o BTG está revisando para cima as projeções de juros. Além de aumentos sucessivos, ganha força o cenário em que o Fed continua subindo a taxa básica ao longo de todo o primeiro trimestre de 2027, levando o juro terminal acima da estimativa anterior do banco, de 4,13% para 2026 e 4,38% para 2027. Esse ciclo estendido já está em grande medida no preço, com os contratos futuros embutindo cerca de 120 bps de alta acumulada e juro terminal próximo de 4,80%.
Resumo das teses das principais posições
Nvidia (NVDC34) — 15% (aumentou) Principal beneficiária da tese de IA e LLMs, com participação de aproximadamente 90% no fornecimento de data centers. Pilares: expansão de mercados endereçáveis (saúde, robótica), atualizações anuais da arquitetura de chips, liderança tecnológica em GPUs com eficiência energética superior e ecossistema de software proprietário (CUDA e bibliotecas otimizadas). Passa a ser a maior posição da carteira, com múltiplos que o BTG considera próximos das mínimas históricas (14,4x P/L 2027).
Alphabet (GOGL34) — 12% Holding com presença em busca, publicidade digital, software, sistemas operacionais móveis e hardware. Cinco pilares: liderança em busca (~90% de share via Google Search), avanço consistente em IA e machine learning, expansão via Google Cloud Platform, fortalecimento do YouTube (com ganho de participação no streaming, tanto em publicidade quanto em assinaturas) e exposição a ativos estratégicos. Negocia a 18,2x P/L 2026.
Microsoft (MSFT34) — 10% (aumentou) Comercialização de softwares (Windows, Office) e serviços de nuvem (Azure). Tese baseada em: integração de IA no Office e no Bing, desenvolvimento de soluções em realidade virtual e novo ciclo de crescimento via expansão do Azure. A posição subiu de 9% para 10%, pelo otimismo do BTG com os hyperscalers e pelo valuation atrativo.
Amazon (AMZO34) — 10% (aumentou) Varejista com atuação em e-commerce, computação em nuvem (AWS), soluções de IA e streaming (Prime). Tese: crescimento de AWS, novas oportunidades em IA e avanço das operações de streaming. A posição passou de 8% para 10%, com o mesmo racional de hyperscalers e valuation.
TSMC (TSMC34) — 10% Principal empresa global de fundição de semicondutores, com mais de 60% da receita do mercado. Visão construtiva sustentada pela liderança tecnológica e capacidade de execução para capturar oportunidades estruturais em IA, 5G, computação de alto desempenho (HPC) e veículos elétricos, além da posição central na cadeia de IA via nós avançados e empacotamento avançado.
J.P. Morgan (JPMC34) — 5% (novidade) Entra no lugar do Bank of America como uma tese de qualidade no setor financeiro. A visão positiva do BTG se apoia em quatro pilares: (i) forte capitalização, com índice CET1 de 14,1%; (ii) diversificação de receitas entre banco de varejo, cartões, gestão de patrimônio, asset management, investment banking e mercados; (iii) ganhos de eficiência impulsionados por IA e tecnologia, com a gestão indicando desaceleração do crescimento das despesas em 2027-28 e já entregando cerca de 170 bps de eficiência operacional acima do consenso no 2T26; e (iv) momento favorável para Investment Banking e Markets, com pipeline robusto, força na Ásia (especialmente na Coreia) e tendências positivas em ECM. O banco segue com rentabilidade acima dos pares (ROTCE de 23,5%) e negocia a 13,4x P/L 2026.
Exxon Mobil (EXXO34) — 5% (aumentou) Atua nos segmentos de Petróleo & Gás e produtos petroquímicos. A visão positiva se sustenta em quatro pilares: (i) valuation atrativo, com a ação negociando a aproximadamente 13x o lucro estimado para 2026, dentro da média de dois anos; (ii) um contexto geopolítico mais volátil, que tende a aumentar o prêmio de risco implícito nos preços do petróleo; (iii) o movimento de consolidação do setor, evidenciado por transações como a compra da Pioneer Natural Resources pela própria Exxon (US$ 64,5 bilhões), da Hess pela Chevron (US$ 53 bilhões) e da Marathon Oil pela ConocoPhillips (US$ 22,5 bilhões), que devem expandir a margem operacional das companhias via redução de despesas de S&GA e ganhos de escala; e (iv) margens de refino em patamares elevados, apoiadas por uma oferta global mais restrita de capacidade de processamento, resultado de anos de baixos investimentos no segmento e de disrupções recentes em mercados relevantes como Rússia e Oriente Médio. A posição subiu de 4% para 5% como proteção contra inflação e risco geopolítico.
Goldman Sachs (GSGI34) — 5% (reduziu) Bem posicionado para a retomada da atividade econômica, com reabertura dos mercados de capitais e aumento de M&A e emissões de ações. ROE estruturalmente superior aos bancos regionais, com múltiplos que seguem atrativos frente a ciclos anteriores de forte atividade. A posição recuou de 6% para 5%, dentro da redução da exposição a bancos americanos.
SK Hynix (SKHY34) — 4% (novidade) Entra no lugar da Micron mantendo a exposição ao ciclo de memória. Líder global em HBM (High Bandwidth Memory) e segunda maior fornecedora de DRAM do mundo. A visão positiva do BTG se apoia em três pilares: (i) liderança em HBM, componente essencial para GPUs de IA; (ii) perspectiva de um dos ciclos de memória mais fortes dos últimos anos, com o capex dos hyperscalers fazendo a demanda por memória para servidores crescer significativamente acima da oferta ao longo de 2026; e (iii) valuation atrativo frente ao crescimento esperado, a cerca de 3,3x P/L 2026E, com CAGR de LPA de 130,5% entre 2025 e 2027, segundo o consenso.
Eli Lilly (LILY34) — 4% (reduziu) Forte posicionamento em obesidade e diabetes via GLP-1. Tese: expansão estrutural do mercado de GLP-1 e ampliação do mercado endereçável via maior cobertura de tratamentos em programas federais dos EUA. Resultado recente acima do esperado (LPA +3,3%, receita +45% a/a, expansão de margem de 300 bps t/t). Negocia com desconto de 29% frente à média histórica de P/L 2026. A posição recuou de 5% para 4%.
Walmart (WALM34) — 4% Apesar de resultados acima do esperado no 2T26, as ações caíram cerca de 9% após o balanço: a receita de US$ 187,9 bilhões superou os US$ 186,8 bilhões esperados e o lucro por ação ajustado de US$ 0,81 ficou cerca de 9,5% acima do consenso (US$ 0,74), mas as same-store sales nos EUA cresceram apenas 2,6% a/a, abaixo dos 3,5% projetados, e parte da melhora veio de reembolsos de tarifas de importação. O BTG mantém a visão positiva, sustentada pela transformação digital em curso: crescimento de 23% no e-commerce global, avanço de 38% na receita de publicidade e expansão de 17% nas receitas de memberships, além da plataforma logística Spark. É a posição com o múltiplo mais alto entre as defensivas (35,9x P/L 2026).
Palantir (P2LT34) — 4% Software de IA para integração de dados e tomada de decisão em ambientes críticos (defesa, saúde, energia). Tese baseada na aceleração da adoção de IA por empresas, na relevância das plataformas em ambientes críticos e na capacidade de entregar soluções personalizadas com elevada segurança e precisão operacional. Resultado recente acima do esperado (LPA +18,7%, guidance elevado), embora negocie ao múltiplo mais alto da carteira (115,9x P/L 2026).
UnitedHealth (UNHH34) — 4% (novidade) Uma das maiores empresas de saúde do mundo, com quatro segmentos complementares: UnitedHealthcare (planos de saúde), Optum Health (prestação e gestão de cuidados médicos), Optum Insight (tecnologia e analytics para o setor) e Optum Rx (gestão de benefícios farmacêuticos). Entra no lugar da Newmont, migrando a proteção da carteira do ouro para uma tese defensiva em saúde. A visão positiva do BTG se apoia em três pilares: (i) recuperação da rentabilidade no Medicare Advantage, cerca de 40% dos negócios, que atingiu o momento mais desafiador do ciclo de sinistralidade no final de 2025; (ii) reposicionamento do portfólio, com menor exposição a mercados menos rentáveis; e (iii) ganhos de eficiência operacional, com melhor precificação de riscos, disciplina de custos e uso crescente de IA. O consenso projeta crescimento médio do LPA de 17% ao ano até 2028, e a ação negocia a 18,5x P/L 2026.
GE Vernova (G2EV34) — 4% Uma das principais fornecedoras globais de equipamentos para geração, transmissão, conversão e armazenamento de energia (turbinas a gás, nuclear, hidrelétrica, eólica, eletrificação). Pilares: liderança no mercado de turbinas a gás (~35% de share) e ciclo estrutural de expansão da infraestrutura elétrica puxado por data centers.
Freeport-McMoRan (FCXO34) — 4% Bem posicionada para capturar o ciclo estrutural de valorização do cobre (eletrificação, expansão de redes elétricas, data centers/IA, veículos elétricos). No 2T26, entregou surpresa positiva de 23% no lucro líquido, com alta de 36% no preço realizado do cobre (US$ 4,54/lb → US$ 6,17/lb), produção de 710 milhões de libras acima do guidance e custo caixa líquido de US$ 1,97/lb (-11% vs. a própria projeção).
Desempenho da carteira em setembro
Em setembro, a carteira de ações internacionais ficou estável (0,0%), abaixo do BDRX (+1,9%). Com isso, o benchmark passou a liderar no acumulado de 2026.
Rentabilidade acumulada
| Período | Carteira | BDRX |
|---|---|---|
| 2022 | -21,0% | -28,1% |
| 2023 | +25,0% | +26,3% |
| 2024 | +72,2% | +70,6% |
| 2025 | +6,2% | +8,3% |
| 2026 (YTD, até setembro) | +9,0% | +9,6% |
| Acumulado desde 14/07/2021 | +123,2% | +114,5% |
Fonte: BTG Pactual e Bloomberg.
Desde o início (julho de 2021), a carteira mantém um alpha de +8,6% em relação ao BDRX, segundo o BTG, com rentabilidade acumulada de +123,2% contra +114,5% do benchmark. No ano, porém, a carteira está ligeiramente atrás do BDRX, com +9,0% contra +9,6%, já que o índice avançou em setembro enquanto a carteira ficou estável. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.
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