Você, provavelmente, já conhece o conceito de inadimplência. No entanto, o seu exato oposto também é importante. Afinal, a adimplência é desejável e pode ajudá-lo a economizar ou evitar dificuldades financeiras.

Ao mesmo tempo, ela exige algum planejamento para que possa se concretizar. Então, depois de entender o conceito, é preciso se planejar para ser adimplente. Precisa de ajuda para compreender o tema e colocá-lo em prática?

Continue a leitura e explore o assunto!

O que é adimplência?

A adimplência corresponde ao cumprimento de todos os deveres estabelecidos em uma relação. O conceito é mais utilizado na questão financeira e representa a capacidade de manter os pagamentos em dia.

Ou seja, realizar seus pagamentos nos valores e nas datas previstas. Então, uma pessoa que mantém suas contas em dia, sem atrasos ou falhas nos valores acordados, é alguém adimplente.

Qual é a relação entre adimplência e inadimplência?

O contrário de adimplência é a inadimplência. Logo, ela representa o descumprimento de alguma ou de várias condições que estavam previstas em um acordo.

Torna-se inadimplente quem atrasa o pagamento de uma conta, não quita o valor completo ou deixa a dívida definitivamente em aberto, por exemplo. Há, portanto, uma quebra de confiança e, potencialmente, prejuízos para a outra parte.

Quais são as vantagens da adimplência?

Agora que você já sabe o que representa a adimplência, é a hora de compreender o que ela oferece em termos de benefícios.

Primeiramente, ela é importante para o seu perfil de consumo e seu histórico de pagamento. Ser constantemente adimplente é visto de maneira positiva e favorece a sua análise de crédito em empresas e instituições financeiras.

Além disso, a adimplência evita o pagamento de multas, juros e outros encargos. Certas dívidas, quando são mantidas em aberto, podem se multiplicar rapidamente. É o caso do cheque especial e do cartão de crédito, que têm juros rotativos que multiplicam o valor inicial.

Outro ponto positivo está relacionado à previsibilidade financeira. Com todos os pagamentos e condições em dia, é possível se planejar melhor para utilizar o dinheiro disponível. É bem diferente de ter que pagar juros e, consequentemente, ter contas maiores do que o desejado.

Como ser adimplente em seu dia a dia?

Ser adimplente é a consequência de um bom nível de organização financeira. Desse modo, os pagamentos ocorrem no momento certo, nos valores acordados e dentro do esperado.


Veja algumas dicas para obter e manter a adimplência no cotidiano.

Analise a sua situação financeira atual

O diagnóstico inicial é muito importante para identificar oportunidades de uso dos recursos, além de identificar gargalos e desafios. Por isso, o ideal é reconhecer como está a sua situação financeira atual.

Entenda o quanto você ganha e quais são os seus gastos. O objetivo é manter as despesas em um nível menor que os recebimentos. Isso evita o endividamento e garante que todas as contas fiquem cobertas pelas suas condições de renda.

Acompanhe todas as movimentações financeiras

Depois de fazer o mapeamento inicial, é o momento de aumentar a sua visibilidade sobre o seu comportamento financeiro. Então, o recomendado é realizar um acompanhamento completo, com registros referentes às movimentações.

Registre todas as entradas e saídas, por menores que pareçam. A anotação é útil para identificar onde estão os maiores custos. Assim, é possível pensar em fazer algum tipo de economia, de modo que as demais despesas não fiquem sem o pagamento adequado.

Uma indicação consiste em manter uma planilha de gastos e de ganhos, com identificação de cada movimentação. Também é possível usar um aplicativo. Periodicamente, confira as informações para encontrar oportunidades de otimização.

Monte um orçamento adequado

Após entender melhor as suas finanças, é o momento de partir para o planejamento financeiro propriamente dito. Como o objetivo é garantir a adimplência, o ideal é elaborar um orçamento completo e robusto.

Você precisa definir para onde os recursos devem ser direcionados e em qual proporção. Pense nas despesas fixas e variáveis do seu cotidiano e garanta que todas sejam pagas, de acordo com o fluxo de recebimento.

O orçamento servirá como um mapa e ajudará a determinar a distribuição de recursos. Desse modo, não será preciso deixar um débito em aberto em detrimento do outro, por exemplo.

Saiba o momento certo de pagar as contas

A inadimplência não ocorre apenas quando não se consegue arcar financeiramente com um acordo ou uma conta. Ela também pode se dar de forma temporária, como em um atraso por esquecimento da conta.

Para impedir que isso aconteça, o ideal é conferir quais são as datas de vencimento dos débitos do seu orçamento. A partir de tal ponto, é interessante priorizar os pagamentos de acordo com a ordem dos vencimentos.

Mantenha uma reserva de emergência

Até aqui, você aprendeu como se manter adimplente diante de situações típicas no seu orçamento. Contudo, podem ocorrer imprevistos que levam a uma saída maior de dinheiro. Como consequência, as chances de você ficar inadimplente aumentam.

Para evitar problemas, o ideal é constituir uma reserva de emergência. Mensalmente, separe parte dos recursos para criar esse fundo. O valor indicado varia entre 3 a 12 meses dos seus custos mensais. Assim, você terá suporte financeiro em urgências.

No entanto, não basta poupar. Deixar o dinheiro parado em casa ou na conta-corrente leva à perda do poder de compra pela inflação. Então, o melhor é realizar investimentos seguros e com alta liquidez. Assim, o valor é corrigido e você pode usá-lo quando precisar.

Logo, sua reserva de emergência não pode ser investida em Ações, por exemplo. Afinal, elas apresentam alta volatilidade e risco. Mas existem aplicações seguras e estáveis, como o CDB, os títulos públicos e outras possibilidades da renda fixa.

Depois de estar adimplente e ter sua reserva montada, você pode desejar se tornar um investidor diversificado. Nesse caso, é possível conhecer Fundos de Investimento ou alternativas de renda variável. As escolhas dependem do seu perfil de investidor.

Conclusão

A adimplência envolve a capacidade de se manter em dia com suas obrigações, inclusive as financeiras. Logo, ela tem grande importância no dia a dia. Com nossas dicas de planejamento financeiro, você terá a chance de se manter em dia com todas as demandas!

Considerando que o controle do orçamento é essencial, aproveite para descobrir como montar a sua planilha de gastos!