Tesouro Prefixado: quanto rende, riscos e vale a pena em 2026

caixa com moedas representando os rendimentos do tesouro prefixado

Renova Invest · 11 de abril de 2026

Tesouro Prefixado: Guia Completo com Simulações Reais para 2026

Em julho de 2026, o Tesouro Prefixado segue com taxas elevadas, com referências de mercado perto de 14,38% ao ano no Prefixado 2029 e 14,61% ao ano no Prefixado 2032. Isso significa que, ao comprar um título hoje, você já sabe exatamente quanto vai receber no vencimento, independentemente do que acontecer com a Selic amanhã. Neste guia, explicamos como funciona o Tesouro Prefixado, quais são os tipos disponíveis, quanto rende na prática e quando ele realmente vale a pena para o seu perfil.

Resposta direta: O Tesouro Prefixado é um título público federal com taxa de juros fixada no momento da compra. O investidor empresta dinheiro ao governo e recebe o valor de face de R$ 1.000 no vencimento, com rentabilidade garantida se mantiver o título até o prazo final. Em julho de 2026, as taxas de referência seguem acima de 14% ao ano e mudam diariamente conforme o mercado.

Neste artigo

Atualização de julho/2026: a Selic está em 14,25% ao ano e os prefixados continuam pagando taxas de dois dígitos. Isso melhora o prêmio de entrada, mas não elimina o principal risco: se você vender antes do vencimento e as taxas subirem, pode ter perda por marcação a mercado.

Use o Tesouro Prefixado para objetivos com data definida. Para reserva de emergência ou dinheiro sem prazo, o Tesouro Selic costuma ser mais adequado.

O que é o Tesouro Prefixado?

O Tesouro Prefixado é um título público federal emitido pelo Tesouro Nacional com taxa de juros definida no ato da compra. Funciona de forma direta: o investidor sabe, desde o início, exatamente o percentual que vai receber — sem depender de variações da Selic, do IPCA ou de qualquer outro indicador externo.

Tecnicamente, o título se chama LTN (Letra do Tesouro Nacional). A versão com pagamento de juros intermediários é a NTN-F (Nota do Tesouro Nacional — Série F). Ambas são emitidas pelo Tesouro Nacional e operacionalizadas pela B3, a bolsa de valores brasileira responsável pela custódia e negociação dos títulos públicos para pessoas físicas pelo portal Tesouro Direto.

O principal atrativo do prefixado é a previsibilidade total do rendimento. Por exemplo: se você compra um Tesouro Prefixado 2029 a 14,24% ao ano, esse percentual está garantido — desde que você mantenha o título até o vencimento. Não importa se a Selic subir ou cair nos próximos anos.

Segundo o portal oficial do Tesouro Direto, qualquer pessoa física com CPF pode investir em títulos públicos federais a partir de valores baixos, sem necessidade de intermediários financeiros tradicionais. Essa acessibilidade tornou o Tesouro Prefixado uma das opções mais populares em renda fixa para investidores iniciantes e intermediários.

Na prática, a previsibilidade do prefixado é especialmente valorizada em momentos de taxas elevadas. Travar uma taxa de dois dígitos antes de uma eventual queda de juros é uma estratégia que assessorias como a Renova Invest frequentemente orientam para investidores com horizonte de médio prazo.

Em junho de 2026, o Tesouro Prefixado oferece as maiores taxas em quase uma década — acima de 14% ao ano para todos os vencimentos disponíveis.

Como funciona o Tesouro Prefixado?

O Tesouro Prefixado funciona como um empréstimo do investidor ao governo federal. Você compra o título por um valor descontado e recebe R$ 1.000 por unidade (valor de face) no vencimento — a diferença entre o que pagou e o que recebe é o seu rendimento.

Mecânica de precificação

A taxa definida no leilão do Tesouro Nacional determina o preço de compra do título. Se a taxa é de 14,24% ao ano e o vencimento é em 3 anos, o preço atual será o valor presente de R$ 1.000 descontado a essa taxa. Em outras palavras: quanto maior a taxa, menor o preço pago hoje.

O processo funciona assim: o Tesouro Nacional realiza leilões periódicos com bancos e instituições financeiras. A taxa resultante é repassada ao investidor pessoa física pelo portal do Tesouro Direto, operacionalizado pela B3. O horário de funcionamento para compras é 24 horas por dia, 7 dias por semana — com exceção de breves janelas de manutenção.

Fluxo de caixa: com e sem cupom

Existem dois formatos distintos de fluxo de pagamento:

Tesouro Prefixado (LTN) — sem cupom:

  • Pagamento: único, no vencimento
  • Fluxo: você paga hoje e recebe R$ 1.000 no final
  • Ideal para: quem quer reinvestir automaticamente

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F):

  • Pagamento: cupons a cada 6 meses mais o principal no vencimento
  • Fluxo: você paga hoje, recebe renda semestral e R$ 1.000 no final
  • Ideal para: quem precisa de renda periódica

A implicação prática é relevante: no modelo sem cupom, os juros compostos trabalham a seu favor durante todo o prazo, gerando um resultado final maior do que o modelo com cupom, para o mesmo percentual contratado. Portanto, se você não precisa de renda intermediária, o Tesouro Prefixado simples tende a ser mais eficiente.

Quais são os tipos de Tesouro Prefixado disponíveis?

Em 2026, o Tesouro Direto disponibiliza dois tipos de Tesouro Prefixado com vencimentos distintos. As taxas abaixo refletem referências de início de julho de 2026 e mudam diariamente; antes de investir, confira sempre a tela oficial do Tesouro Direto.

14%+ a.a. — Taxas prefixadas ainda elevadas no início de julho de 2026

Título Vencimento Taxa de referência (jul/2026)
Tesouro Prefixado (LTN) 2029 ~14,38% a.a.
Tesouro Prefixado (LTN) 2032 ~14,61% a.a.
Tesouro Prefixado c/ Juros Semestrais (NTN-F) 2037 ~14%+ a.a.

A diferença prática entre os dois tipos vai além do fluxo de pagamento. No Tesouro Prefixado simples (LTN), o reinvestimento automático dos juros ocorre internamente ao título — o que potencializa o efeito dos juros compostos. Já no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F), o investidor recebe cupons a cada seis meses, o que gera liquidez intermediária, mas exige reinvestimento manual desses valores para manter a eficiência do rendimento.

Vale destacar: os cupons semestrais do NTN-F são tributados pelo IR no momento do pagamento — o que reduz o capital disponível para reinvestimento. Por outro lado, esse modelo é adequado para investidores que utilizam os rendimentos para complementar renda no presente.

Em resumo: para quem busca acumulação de patrimônio com horizonte de longo prazo, o LTN (sem cupom) é geralmente mais eficiente. Para quem precisa de renda periódica, o NTN-F cumpre essa função com segurança soberana.

Quanto rende o Tesouro Prefixado em 2026?

Com taxas acima de 14% ao ano no início de julho de 2026, o Tesouro Prefixado entrega rendimento historicamente elevado, mas com risco de marcação a mercado para quem vender antes do vencimento. Para contextualizar: segundo a Anbima, os títulos prefixados de longo prazo acumularam 20,07% de rentabilidade em 2025 — desempenho superior ao CDI no mesmo período.

20,07% — Rentabilidade acumulada dos prefixados de longo prazo em 2025, segundo a Anbima

Simulação: R$ 1.000, R$ 5.000 e R$ 10.000 no Tesouro Prefixado 2029 (~14% a.a.)

As simulações abaixo são ilustrativas e consideram o Tesouro Prefixado 2029 a uma taxa aproximada de 14,38% ao ano, prazo de 3 anos e IR de 15% sobre o rendimento (acima de 720 dias). A taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano pode reduzir o valor líquido final.

Valor investido Valor bruto (3 anos) Valor líquido (após IR 15%)
R$ 1.000 R$ 1.497 R$ 1.422
R$ 5.000 R$ 7.484 R$ 7.113
R$ 10.000 R$ 14.968 R$ 14.223

Valores aproximados. O IR incide somente sobre o rendimento, não sobre o principal investido. Simulações não representam garantia de rentabilidade futura.

Para comparação: a poupança renderia cerca de 6,17% ao ano (70% da Selic quando a meta está acima de 8,5% a.a.), gerando aproximadamente R$ 11.962 líquidos sobre R$ 10.000 em 3 anos. Diferença de mais de R$ 2.200 a favor do Tesouro Prefixado no mesmo período, antes de custos operacionais.

R$ 2.200+ — Diferença estimada entre Tesouro Prefixado 2029 e poupança em 3 anos com R$ 10.000 investidos

O que poucos explicam: o prefixado não apenas rende mais do que a poupança — ele trava essa vantagem independentemente do que a Selic fizer nos próximos 3 anos. Se os juros caírem, a diferença fica ainda maior. É aí que o timing de entrada importa.

Fontes para conferir antes de comprar: consulte as taxas atualizadas no site oficial do Tesouro Direto e acompanhe a taxa Selic nos dados do Banco Central. Como a taxa do Prefixado muda ao longo do dia, a taxa contratada é sempre a que aparece no momento da aplicação.

Tesouro Prefixado ou Tesouro Selic: qual escolher?

A escolha entre Tesouro Prefixado e Tesouro Selic depende de dois fatores principais: o cenário de juros esperado e o prazo do investidor. O Prefixado vence quando há expectativa de queda da Selic; o Selic protege melhor em ambientes de incerteza ou alta de juros.

Para aprofundar esse tema, veja também CDB ou Poupança: qual rende mais atualmente?.

Para aprofundar esse tema, veja também Quanto Rende R$ 50 Mil no Tesouro Selic em 2026? Calculadora e Simulação.

Leia também: Tesouro Selic: como funciona, quanto rende e quando investir.

A lógica da marcação a mercado

O Tesouro Selic tem volatilidade mínima — seu preço acompanha a taxa diária do Banco Central sem oscilações relevantes. Já o Tesouro Prefixado oscila inversamente às taxas de mercado: se os juros sobem, o preço do título cai; se os juros caem, o preço sobe. Esse mecanismo se chama marcação a mercado.

Na prática, isso tem dois lados. O investidor que mantém o título até o vencimento não sofre nenhum impacto das oscilações intermediárias. Por outro lado, quem precisa resgatar antes do prazo está sujeito a receber menos do que investiu, caso os juros tenham subido desde a compra.

Cenário real: João e seus R$ 20.000

João tem R$ 20.000 e horizonte de 3 anos. Veja o que cada cenário indica:

Cenário A — Selic em queda:

  • Tesouro Prefixado 2029 (~14,38% a.a.): João trava a taxa alta e se beneficia enquanto a Selic cai
  • Tesouro Selic: João recebe menos à medida que a Selic recua
  • Vencedor: Prefixado

Cenário B — Selic em alta ou instabilidade:

  • Tesouro Prefixado 2029: João pode ter perda se resgatar antes do vencimento
  • Tesouro Selic: João se beneficia da taxa mais alta diariamente
  • Vencedor: Tesouro Selic

O Prefixado é para você se:

  • Você consegue manter o título até o vencimento
  • Você acredita que os juros vão cair nos próximos anos
  • Você quer previsibilidade total do rendimento final
  • Você não vai precisar do dinheiro antes do prazo

Historicamente, o Tesouro Selic acumulou 69,88% em 5 anos até 2025. Ainda assim, o Prefixado liderou isoladamente em 2025 com 20,07% no ano, segundo a Anbima. Para o investidor com horizonte definido, o Prefixado pode entregar retornos superiores em janelas específicas — e 2026 parece ser uma delas.

O Método da Âncora de Rendimento: como decidir entre Prefixado e Selic

Antes de escolher entre os dois títulos, há um raciocínio simples que ajuda a tomar a decisão certa — e que a maioria dos investidores ignora.

Chame de Método da Âncora de Rendimento: compare a taxa prefixada disponível hoje com a expectativa de Selic média para o período do título. Se a taxa prefixada for igual ou superior à Selic projetada, o Prefixado ancora seu rendimento num patamar vantajoso. Se a Selic projetada for mais alta, o Selic protege melhor.

Situação Taxa Prefixada (hoje) Selic Média Projetada Melhor escolha
Juros em queda ~14,38% a.a. 10,00% a.a. Prefixado
Juros estáveis ~14,38% a.a. 13,00% a.a. Prefixado (margem pequena)
Juros em alta ~14,38% a.a. 15,00% a.a. Tesouro Selic

Na prática, esse é o filtro que assessores da Renova Invest usam antes de recomendar qualquer prefixado. A taxa disponível hoje é boa — mas só compensa se o cenário projetado a suportar.

Tesouro Prefixado vale a pena em 2026?

Com taxas acima de 14% ao ano, o Tesouro Prefixado representa uma janela relevante para travar rentabilidade elevada. A análise, no entanto, exige olhar para o contexto macroeconômico e para o perfil do investidor.

Argumento a favor

Taxas prefixadas acima de 14% ao ano são historicamente altas. Após o Copom reduzir a Selic para 14,25% em junho de 2026, quem trava uma taxa prefixada elevada pode se beneficiar se o ciclo de queda de juros continuar nos próximos anos. Além disso, o risco de crédito é praticamente zero, pois a garantia é do governo federal.

Argumento contra

Se a Selic continuar subindo ou permanecer elevada por mais tempo do que o esperado, o investidor que resgatar antecipadamente pode sofrer perdas. Quem mantiver até o vencimento não perde nada — mas fica com capital comprometido numa taxa que pode ficar abaixo do CDI vigente.

Cenário real: Maria e os R$ 10.000 no Prefixado 2032

Maria investe R$ 10.000 no Tesouro Prefixado 2032 a cerca de 14,61% ao ano.

Se mantiver até 2032 (aproximadamente 6 anos): valor bruto estimado de cerca de R$ 22.670. Após IR de 15% sobre o ganho de R$ 12.670, o valor líquido aproximado é de R$ 20.770 — rendimento líquido de cerca de 100% sobre o capital inicial.

Se resgatar em 12 meses com alta de juros (taxa de mercado sobe para 15%): o preço de mercado do título cai, e Maria pode resgatar por valor inferior ao investido — realizando prejuízo real mesmo num título de renda fixa.

O erro mais caro: comprar um Tesouro Prefixado sem horizonte definido. O prejuízo de Maria não aconteceria se ela soubesse, antes de investir, que poderia precisar do dinheiro em 12 meses. O título em si não falhou — o planejamento falhou.

Na prática, assessorias como a Renova Invest orientam que o Tesouro Prefixado seja utilizado somente quando o investidor tem certeza de que não precisará do valor antes do vencimento. Essa é a condição essencial para aproveitar a taxa contratada.

Quais são os riscos do Tesouro Prefixado?

O Tesouro Prefixado tem risco de crédito praticamente zero — o emissor é o governo federal brasileiro. No entanto, existem dois riscos reais que o investidor precisa compreender antes de aplicar.

Risco de marcação a mercado

Este é o principal risco. O preço do título no mercado secundário oscila diariamente, de forma inversa às taxas de juros. Se os juros de mercado subirem após a sua compra, o valor atual do título será menor do que o que você pagou. Resgatar nesse momento significa receber menos do que investiu.

O Tesouro Nacional garante a recompra diária do título — mas ao preço de mercado vigente, não ao preço original. Essa é uma diferença crítica. Conforme documentação da B3, a liquidez existe, mas o preço de saída antecipada pode ser desfavorável.

Risco de inflação

Se o IPCA superar a taxa contratada durante o período, o rendimento real do investidor será negativo. Por exemplo: com taxa de 14,24% ao ano e inflação de 15%, o ganho real seria praticamente nulo (levemente negativo). Nesse cenário, o Tesouro IPCA+ seria mais adequado.

O Tesouro Prefixado tem risco de crédito zero, mas pode gerar prejuízo real se o IPCA superar a taxa contratada — ou se houver resgate antes do vencimento com juros em alta.

Em contrapartida, o Tesouro Prefixado não tem risco de crédito — diferentemente de CDBs e LCIs de bancos menores, que dependem da solvência da instituição emissora. A garantia do governo federal elimina esse risco, o que é um diferencial relevante para investidores avessos a perdas por inadimplência.

Tributação do Tesouro Prefixado: como funciona o IR?

O Tesouro Prefixado segue a tabela regressiva do Imposto de Renda, com alíquotas que diminuem conforme o prazo de aplicação. A base de cálculo é apenas o rendimento — o principal investido não é tributado.

Prazo de aplicação Alíquota de IR Observação
Até 180 dias 22,5% Resgate de curto prazo
181 a 360 dias 20%
361 a 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15% Alíquota mínima

Além do IR, o IOF incide sobre resgates realizados nos primeiros 30 dias, com alíquota regressiva que chega a zero no 30º dia. Por isso, resgates muito precoces são duplamente penalizados: pelo IOF e pela alíquota máxima de IR.

Um diferencial importante: o Tesouro Prefixado não tem come-cotas. O come-cotas é um mecanismo de antecipação de IR que incide sobre fundos de investimento duas vezes ao ano — em maio e novembro. No Tesouro Direto, o IR só é cobrado no momento do resgate ou no vencimento, o que preserva o capital para continuar rendendo até o momento certo.

Conforme orientação da Receita Federal, o IR sobre o Tesouro Direto é retido na fonte pela instituição financeira. Portanto, o investidor não precisa calcular ou recolher o imposto manualmente — ele já recebe o valor líquido após o desconto automático. Esse modelo é bem diferente de ativos como os BDRs, que exigem DARF mensal (código 6015) sobre qualquer lucro — no Tesouro Prefixado, não há recolhimento ativo: tudo é retido automaticamente pela corretora.

Para quem investe por mais de 2 anos, a alíquota de 15% torna o Tesouro Prefixado competitivo mesmo quando comparado com LCIs e LCAs isentas de IR — especialmente se a taxa bruta do prefixado for significativamente superior.

Como investir no Tesouro Prefixado passo a passo

Investir no Tesouro Prefixado é acessível e pode ser feito em menos de 30 minutos. O valor mínimo é de aproximadamente R$ 30 ou 1% do valor unitário do título — o que for maior.

  1. Escolha uma corretora habilitada: selecione uma instituição credenciada no Tesouro Direto. Corretoras como XP, Rico, NuInvest e Genial oferecem acesso sem taxa de corretagem para o Tesouro Direto.
  2. Abra sua conta e cadastre-se no Tesouro Direto: após criar a conta na corretora, o cadastro no Tesouro Direto é feito automaticamente pela própria plataforma, com envio do CPF à B3.
  3. Transfira recursos via TED ou PIX: deposite o valor que deseja investir na conta da corretora. O processo é imediato via PIX.
  4. Escolha o título e o vencimento: acesse a área de Tesouro Direto na corretora ou pelo portal oficial, compare as taxas disponíveis e selecione o vencimento adequado ao seu prazo.
  5. Confirme a compra: revise os dados — valor, taxa, vencimento e valor líquido estimado no vencimento — e confirme a operação.

O simulador oficial do Tesouro Direto permite calcular o rendimento líquido antes da compra, considerando IR e taxa de custódia da B3 (0,20% ao ano sobre o valor investido). Vale usar essa ferramenta antes de decidir.

Na prática, o processo completo — da abertura de conta à primeira compra — pode ser concluído no mesmo dia. Não há barreiras operacionais relevantes para começar.

Tesouro Prefixado vs. CDB e LCI: qual rende mais?

O Tesouro Prefixado compete diretamente com CDBs prefixados e LCIs/LCAs prefixadas. A escolha mais rentável depende da taxa bruta oferecida, do prazo e da tributação de cada produto.

Tesouro Prefixado 2029 — ~14,24% a.a.

  • IR (acima de 720 dias): 15% sobre o rendimento
  • Taxa líquida estimada: ~12,1% a.a.
  • Garantia: Governo Federal (sem limite)
  • Liquidez: diária (ao preço de mercado)

CDB Prefixado — taxa típica de 13,00% a.a. (banco médio)

  • IR (acima de 720 dias): 15% sobre o rendimento
  • Taxa líquida estimada: ~11,05% a.a.
  • Garantia: FGC até R$ 250 mil por CPF por instituição
  • Liquidez: varia — alguns permitem resgate antecipado

LCI Prefixada — taxa típica de 12,00% a.a. (banco médio)

  • IR: isento para pessoa física
  • Taxa líquida: 12,00% a.a. (igual à bruta)
  • Garantia: FGC até R$ 250 mil por CPF por instituição
  • Liquidez: sem resgate antecipado antes do vencimento — apenas no mercado secundário com possível deságio. Prazo mínimo para LCI prefixada: 12 meses.

Simulação: R$ 50.000 por 2 anos em cada produto

Considerando as taxas acima e IR de 17,5% (361 a 720 dias) para o Tesouro e o CDB:

Produto Valor bruto (2 anos) Valor líquido estimado
Tesouro Prefixado ~14% R$ 64.410 R$ 61.888
CDB Prefixado 13,00% R$ 63.845 R$ 61.422
LCI Prefixada 12,00% R$ 62.720 R$ 62.720

Simulações aproximadas. Não representam garantia de rentabilidade futura.

Nesse cenário de 2 anos, a LCI isenta supera ligeiramente o Tesouro e o CDB. No entanto, se a LCI disponível oferecer taxa inferior a 11,39% líquida equivalente, o Tesouro Prefixado passa a ser mais vantajoso. A comparação correta é sempre entre taxas líquidas — nunca entre taxas brutas.

Leia também: CDB: o que é, como funciona e quando rende mais que o Tesouro | LCI vs CDB: tabela líquida e quando cada um rende mais.

Resumo prático: Tesouro Prefixado em 2026 em 5 pontos

  • O que é: título público federal com taxa fixa definida na compra, emitido pelo Tesouro Nacional e operacionalizado pela B3. Garante rendimento certo se mantido até o vencimento.
  • Taxas atuais: entre 14,24% e 14,40% ao ano em junho de 2026 — patamar historicamente elevado, acima da inflação projetada e da maioria dos investimentos de renda fixa privada.
  • Quando vale a pena: para investidores com horizonte definido que acreditam em queda da Selic e não precisarão do dinheiro antes do vencimento.
  • Principais riscos: marcação a mercado (perda no resgate antecipado) e risco de inflação acima da taxa contratada. Risco de crédito é praticamente zero.
  • Como começar: abra conta em corretora habilitada, transfira recursos via PIX e compre pelo portal do Tesouro Direto a partir de R$ 30. Use o simulador oficial antes de decidir.

Para simular o rendimento com seus valores específicos, acesse o simulador oficial do Tesouro Direto. Veja também quando o Tesouro IPCA+ supera o Prefixado para proteger seu poder de compra no longo prazo.

Travar mais de 14% ao ano com garantia soberana é uma oportunidade que aparece poucas vezes em uma década. Mas aproveitar essa janela exige saber exatamente qual vencimento faz sentido para o seu prazo, qual parte da carteira alocar e se o prefixado substitui ou complementa o que você já tem. A Renova Invest faz esse diagnóstico com você — fale com um assessor antes que as taxas mudem.

Perguntas Frequentes sobre Tesouro Prefixado

Quanto rende R$ 1.000 no Tesouro Prefixado em 2026?

Investindo R$ 1.000 no Tesouro Prefixado 2029 à taxa de cerca de 14,24% ao ano em junho de 2026 e mantendo até o vencimento (aproximadamente 3 anos), o valor bruto estimado seria de R$ 1.456. Após o desconto do IR de 15% (alíquota para prazos acima de 720 dias) sobre o rendimento de R$ 456, o valor líquido seria aproximadamente R$ 1.388. Vale lembrar que a taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano também incide sobre o saldo. Simulações são aproximadas e não representam garantia de rentabilidade futura.

Quanto rende R$ 100.000 no Tesouro Prefixado por mês?

Com R$ 100.000 investidos no Tesouro Prefixado 2029 a cerca de 14,24% ao ano, o rendimento mensal bruto aproximado é de R$ 1.054 (calculado como juros compostos mensais equivalentes à taxa anual). Esse valor não é pago mensalmente — o Tesouro Prefixado simples (LTN) acumula os juros e paga tudo no vencimento. Para receber renda mensal ou semestral, seria necessário optar pelo Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F), que paga cupons a cada seis meses, sujeitos à tributação de IR em cada pagamento.

Qual a diferença entre Tesouro Prefixado e Tesouro Selic?

O Tesouro Prefixado tem taxa de juros fixa definida no momento da compra — o investidor sabe exatamente quanto receberá no vencimento. O Tesouro Selic tem rentabilidade variável, atrelada à taxa básica de juros definida pelo Banco Central. Na prática, o Prefixado é mais vantajoso quando os juros caem, pois a taxa contratada fica acima da Selic futura. Já o Selic é mais seguro em cenários de alta de juros ou incerteza, pois acompanha automaticamente a taxa vigente sem risco relevante de marcação a mercado.

Quais são os 3 tipos de Tesouro Direto disponíveis em 2026?

Os três tipos principais do Tesouro Direto são: (1) Tesouro Selic — rentabilidade pós-fixada atrelada à taxa Selic, ideal para reserva de emergência e curto prazo; (2) Tesouro Prefixado — taxa fixa definida na compra, ideal para quem prevê queda de juros e tem prazo definido; (3) Tesouro IPCA+ — rentabilidade híbrida que combina uma taxa real fixa com a variação do IPCA, protegendo o poder de compra do investidor. Cada tipo tem variações: o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) e o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais pagam cupons periódicos.

O Tesouro Prefixado pode dar prejuízo?

Sim. O Tesouro Prefixado pode gerar prejuízo nominal se o investidor resgatar antes do vencimento em um cenário de alta de juros. Isso ocorre porque o preço do título cai quando as taxas de mercado sobem — e o Tesouro Nacional recompra o título ao preço de mercado, não ao preço original. Além disso, se a inflação (IPCA) superar a taxa contratada durante o período, o rendimento real será negativo, mesmo que o rendimento nominal seja positivo. Mantendo o título até o vencimento, o investidor recebe exatamente a taxa contratada, sem risco de perda nominal.

Qual o valor mínimo para investir no Tesouro Prefixado?

O valor mínimo para investir no Tesouro Prefixado é de aproximadamente R$ 30 ou 1% do valor unitário do título — o que for maior. Na prática, isso significa que qualquer pessoa com uma conta em corretora habilitada pelo Tesouro Direto pode começar com valores muito baixos. O portal do Tesouro Direto é operacionalizado pela B3 e permite compras 24 horas por dia, 7 dias por semana. Não há taxa de corretagem em diversas plataformas, mas a taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano incide sobre todos os títulos do Tesouro Direto.

Tesouro Prefixado tem come-cotas?

Não. O Tesouro Prefixado não tem come-cotas. O come-cotas é um mecanismo exclusivo de fundos de investimento de renda fixa e multimercados, que antecipa a cobrança de IR duas vezes ao ano — em maio e novembro. No Tesouro Direto, o IR só é cobrado no momento do resgate ou no vencimento do título, retido na fonte pela instituição financeira. Essa característica é vantajosa porque preserva o capital total aplicado para continuar rendendo até o momento do resgate, maximizando o efeito dos juros compostos ao longo do prazo.

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CDI hoje
14,15% a.a.
  • Meta Selic
  • CDI 12 meses14,77%
  • CDI em 20267,18%
Ver CDI e simulação →
Fonte: Banco Central · 08/07/2026

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