Para entender tesouro prefixado investir como funciona, o ponto de partida é simples: você contrata uma taxa hoje e sabe exatamente qual será a rentabilidade nominal bruta no vencimento. O Tesouro Prefixado é um título público federal emitido pelo Tesouro Nacional com rentabilidade nominal definida no momento da compra. A Selic está em 14,00% ao ano, após cortes iniciados em março de 2026 — foram quatro reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual, partindo de 15,00% ao ano. Nesse contexto, o investidor precisa avaliar se as taxas prefixadas disponíveis já incorporam a expectativa de novas reduções, que permanece incerta e depende da evolução da inflação e do cenário fiscal.
Resposta direta: O Tesouro Prefixado paga uma taxa fixa acordada na compra — por exemplo, 13% ao ano. Se você mantiver o título até o vencimento, a rentabilidade nominal bruta contratada é preservada, independentemente do que acontecer com a Selic. O valor efetivamente recebido, porém, sofre incidência de Imposto de Renda e da taxa de custódia, e o ganho real depende da inflação do período. Vender antes do vencimento acrescenta o risco de receber um preço de mercado diferente do esperado.
O que é o Tesouro Prefixado?
O Tesouro Prefixado é um título público federal com taxa de juros inteiramente definida no ato da compra. Isso significa que o investidor conhece, desde o início, a rentabilidade nominal bruta que receberá caso mantenha o papel até o vencimento. Não há surpresas ligadas à inflação ou à variação da Selic ao longo do caminho — embora o rendimento real, descontada a inflação, só seja conhecido no final.
Ele é negociado dentro do Tesouro Direto, programa criado pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3 para permitir que pessoas físicas comprem títulos públicos federais diretamente. Antes desse programa, o acesso a esses papéis era restrito a grandes instituições financeiras. Hoje, qualquer pessoa com CPF e conta em uma corretora habilitada pode investir.
Existem dois tipos principais de Tesouro Prefixado disponíveis no programa:
- LTN (Letra do Tesouro Nacional): não paga juros durante o período. O investidor compra o título com desconto e recebe R$ 1.000 por unidade no vencimento. A diferença entre o preço pago e os R$ 1.000 representa o rendimento total acumulado.
- NTN-F (Nota do Tesouro Nacional série F): paga cupons de juros a cada seis meses, além do valor de face no vencimento. É chamado de Tesouro Prefixado com Juros Semestrais na plataforma do Tesouro Direto.
A taxa prefixada é expressa em percentual ao ano. Por exemplo, uma LTN com taxa de 13% ao ano significa que o rendimento nominal bruto anual contratado é de 13%, independentemente do que aconteça com a Selic ou o IPCA ao longo do período.
É importante destacar que o Tesouro Prefixado não conta com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). No entanto, por ser emitido pelo governo federal, ele carrega o risco soberano brasileiro — considerado o mais baixo risco de crédito disponível no mercado doméstico.
A custódia dos títulos é feita pela B3, que cobra uma taxa padrão de 0,20% ao ano sobre o valor do estoque investido. Essa cobrança incide sobre o Tesouro Prefixado, o Tesouro IPCA+ e o Tesouro Selic — neste último, observada a isenção para estoques de até R$ 10.000 por CPF. Os títulos Tesouro RendA+ e Tesouro Educa+ possuem regras próprias de cobrança e hipóteses específicas de isenção, que devem ser consultadas diretamente na tabela de tarifas da B3.
Na prática, o Tesouro Prefixado é indicado para quem tem um objetivo financeiro com prazo definido e quer eliminar a incerteza sobre o rendimento nominal. Por outro lado, quem não tem certeza sobre quando precisará do dinheiro deve avaliar com cuidado, pois o resgate antecipado pode resultar em valor diferente do esperado.
como funciona o Tesouro Selic e suas vantagens | /etf-lfts11-o-que-e-e-vantagens-de-investir
Como funciona o Tesouro Prefixado na prática?
O mecanismo é direto: o investidor compra o título pagando um preço de mercado inferior a R$ 1.000 e recebe exatamente R$ 1.000 por unidade no vencimento. A diferença entre o que pagou e o que recebe é o rendimento bruto do período.
Considere um exemplo com a LTN. Suponha que um investidor compre uma LTN com vencimento em dois anos a uma taxa de 13% ao ano. O preço de compra seria calculado trazendo R$ 1.000 a valor presente pela taxa contratada:
VF = R$ 1.000 | taxa = 13% a.a. | n = 2 anos
VP = 1.000 / (1 + 0,13)² = 1.000 / 1,2769 ≈ R$ 783,15
Portanto, o investidor paga cerca de R$ 783,15 e recebe R$ 1.000 dois anos depois — um ganho bruto de aproximadamente R$ 216,85 por unidade. Trata-se de um cálculo simplificado: a precificação oficial do Tesouro Direto considera datas efetivas, contagem em dias úteis e taxas distintas de compra e de venda. Sobre esse ganho incide o IR regressivo, que veremos na seção de tributação.
No Tesouro Prefixado, quanto menor o preço pago hoje, maior a taxa embutida — e maior o rendimento no vencimento.
No caso da NTN-F, o fluxo é diferente. O investidor recebe cupons semestrais de juros ao longo do período e, no vencimento, recebe o valor de face de R$ 1.000. Na estrutura padrão desse título, com cupom de 10% ao ano, cada pagamento semestral corresponde a aproximadamente 4,88% do valor nominal (4,8809%), o que equivale a cerca de R$ 48,81 por unidade de R$ 1.000, antes de tributação — o valor financeiro pode sofrer pequeno truncamento operacional.
O papel da B3 nesse processo é de custodiante: ela registra a posição do investidor, garante a liquidação financeira e disponibiliza o saldo atualizado na plataforma do Tesouro Direto. O investidor não recebe nenhum certificado físico — tudo é eletrônico.
A taxa prefixada contratada não muda ao longo do tempo para quem mantém o título. Isso é diferente de um CDB pós-fixado, por exemplo, cujo rendimento flutua conforme o CDI. No Tesouro Prefixado, a taxa está travada desde o primeiro dia.
Na prática, esse mecanismo tende a ser vantajoso quando as taxas de mercado caem após a compra. Se você contratou 13% ao ano e a taxa de mercado exigida para aquele prazo recua para 10%, seu título continua rendendo 13% — enquanto novas aplicações de prazo semelhante tendem a render menos. Por outro lado, se as taxas subirem, você ficará com um rendimento inferior ao disponível no mercado naquele momento. Vale lembrar que as decisões do Copom influenciam a curva de juros, mas não determinam sozinhas a taxa prefixada de cada vencimento.
R$ 783,15 — preço aproximado de uma LTN com taxa de 13% a.a. e vencimento em 2 anos, por unidade de R$ 1.000
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais: como funciona?
O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) paga cupons de juros a cada seis meses, enquanto a LTN concentra todo o rendimento no vencimento. Essa diferença define para qual perfil cada um se encaixa melhor.
A NTN-F é indicada para quem deseja receber renda periódica ao longo do investimento — por exemplo, aposentados ou investidores que usam os cupons para custear despesas regulares. Cada pagamento semestral é tributado na fonte pelo IR regressivo, com alíquota calculada com base no prazo de cada cupom individualmente.
Porém, há uma desvantagem relevante: o risco de reinvestimento. Quando você recebe um cupom, precisa reaplicar esse dinheiro em algum produto. Se as taxas disponíveis no mercado forem menores do que a taxa original contratada, o rendimento total acumulado será inferior ao que seria obtido com uma LTN de mesmo prazo e taxa.
Veja a comparação direta entre os dois tipos:
| Característica | LTN | NTN-F |
|---|---|---|
| Pagamentos intermediários | Não | Sim (semestral) |
| Recebimento do principal | No vencimento | No vencimento |
| Risco de reinvestimento | Baixo | Presente |
| Ideal para | Objetivo futuro único | Renda periódica |
Para investidores que buscam acumular patrimônio para um objetivo específico — como a compra de um imóvel ou a formação de uma reserva —, a LTN tende a ser mais eficiente. Isso porque os juros compostos trabalham sobre o total acumulado, sem interrupções.
Já para quem precisa de fluxo de caixa regular, a NTN-F faz sentido. É comum vê-la em carteiras de investidores que já possuem patrimônio consolidado e desejam transformar parte dele em renda previsível e com taxa travada.
Um ponto de atenção: o preço da NTN-F está sujeito à marcação a mercado. Os cupons contratados têm valores nominais fixos e não são remarcados, mas, em uma venda antecipada, o valor presente dos cupons futuros ainda não pagos e do principal será recalculado pelas taxas vigentes naquele momento — não pela taxa contratada. Portanto, mesmo na NTN-F, o risco de resgate antecipado existe.
entenda como funcionam os juros compostos | /juros-simples-compostos
Marcação a mercado: o que acontece se você resgatar antes do vencimento?
A marcação a mercado é o principal risco de mercado para quem vende o Tesouro Prefixado antes do vencimento. Se você vender o título antecipadamente, receberá o preço de mercado do momento — que pode ser maior ou menor do que o valor que você pagou.
O conceito funciona assim: o preço de um título prefixado é inversamente proporcional à taxa de juros exigida pelo mercado para aquele prazo. Quando essa taxa sobe, o preço do título cai. Quando ela cai, o preço sobe. Isso acontece porque os investidores recalculam o valor presente dos fluxos futuros usando a taxa atual de mercado.
Exemplo prático simplificado: suponha que você comprou uma LTN a 12% ao ano, pagando R$ 797,19 por unidade (valor de face R$ 1.000, prazo 2 anos). Após seis meses, a taxa de mercado para títulos equivalentes subiu para 14% ao ano. O novo preço do título, com 1,5 ano restante, seria:
VP = 1.000 / (1 + 0,14)^1,5 = 1.000 / 1,2137 ≈ R$ 823,90
Nesse cenário, mesmo com a taxa subindo — o que é desfavorável para quem quer vender —, o preço ainda é maior do que os R$ 797,19 pagos, pois o tempo decorrido compensou parte da perda (o preço original a 12% a.a. para 2 anos é de aproximadamente R$ 797,19; o cálculo com 1,5 ano restante a 14% a.a. resulta em cerca de R$ 823,90). Porém, se a alta for mais acentuada, o preço pode cair abaixo do valor de entrada. Vale reforçar que a precificação efetiva no Tesouro Direto utiliza datas específicas, contagem em dias úteis e taxas de compra e de venda distintas.
Quando a taxa de mercado do título sobe após sua compra, o preço do Tesouro Prefixado no mercado secundário cai — e vender antes do vencimento pode gerar prejuízo.
O cenário oposto também existe: se as taxas caírem após sua compra, o título se valoriza no mercado secundário. Nesse caso, vender antes do vencimento pode gerar um ganho superior ao que você teria se esperasse. Essa estratégia de aposta na queda dos juros com títulos prefixados longos é uma operação direcional na curva de juros — no mercado, costuma ser tratada como compra de prefixado longo ou posicionamento na inclinação da curva. A alta sensibilidade desses títulos à taxa de juro, medida pela duration modificada, é o que amplifica tanto o ganho em cenário de queda quanto a perda em cenário de alta.
Para o investidor iniciante, a regra prática é clara: só invista no Tesouro Prefixado o dinheiro que você tem certeza de que não precisará antes do vencimento. O Tesouro Nacional oferece liquidez diária, observados os horários de negociação, eventuais suspensões temporárias para atualização de preços e as restrições operacionais aplicáveis aos títulos com cupons — cujo resgate fica suspenso nos dois dias úteis anteriores ao pagamento. E o preço praticado na venda será o de mercado, não o da taxa contratada.
Portanto, se há chance de precisar do dinheiro antes do prazo, o Tesouro Selic costuma ser mais adequado, pois seu preço oscila muito menos.
Tributação do Tesouro Prefixado: IR, IOF e taxa de custódia
A tributação do Tesouro Prefixado segue a tabela regressiva de IR sobre os rendimentos, com alíquotas que variam conforme o prazo de permanência. O imposto é retido na fonte automaticamente no momento do resgate ou vencimento — o investidor não precisa recolher o IR separadamente.
A tabela completa de IR regressivo é:
| Prazo de aplicação | Alíquota de IR |
|---|---|
| Até 180 dias | 22,5% |
| De 181 a 360 dias | 20% |
| De 361 a 720 dias | 17,5% |
| Acima de 720 dias | 15% |
15% — alíquota mínima de IR no Tesouro Prefixado, aplicável a resgates acima de 720 dias
Além do IR, aplicações resgatadas em até 30 dias da data de compra estão sujeitas ao IOF regressivo. A alíquota começa em 96% do rendimento no primeiro dia e vai caindo progressivamente até zerar no 30º dia. Na prática, resgatar um título prefixado em menos de 30 dias quase elimina qualquer ganho líquido.
A taxa de custódia da B3 é de 0,20% ao ano sobre o valor do estoque investido. Ela é calculada e provisionada diariamente na posição do investidor e efetivamente cobrada nos eventos de resgate antecipado, vencimento ou pagamento de cupons — não mais em datas fixas de janeiro e julho, conforme regra vigente desde o fim de 2024. Para o Tesouro Prefixado, não há isenção dessa taxa (diferentemente do Tesouro Selic, isento até R$ 10.000 por CPF).
Para ilustrar o impacto da tributação, considere um exemplo simplificado de investimento de R$ 10.000 em um Tesouro Prefixado com taxa de 13% ao ano, mantido por dois anos (mais de 720 dias corridos):
- Rendimento bruto aproximado em 2 anos a 13% a.a.: R$ 10.000 × (1,13)² − R$ 10.000 = R$ 10.000 × 1,2769 − R$ 10.000 = R$ 2.769,00
- IR de 15% (prazo acima de 720 dias): R$ 2.769,00 × 0,15 = R$ 415,35
- Resultado após IR: R$ 2.769,00 − R$ 415,35 = R$ 2.353,65
- Taxa de custódia em 2 anos (0,20% a.a. calculada sobre o valor dos títulos, que cresce ao longo do período): impacto aproximado de R$ 45,00
O rendimento líquido nominal fica em torno de R$ 2.308, representando cerca de 23,1% sobre o capital inicial em dois anos. Trata-se de um resultado nominal: para saber o ganho real, é preciso descontar a inflação acumulada no período. Para comparação em cenário hipotético, se o CDI permanecesse em 13,90% ao ano durante os dois anos, um CDB de 100% do CDI teria ganho líquido aproximado de R$ 2.527 sobre R$ 10.000, considerando a mesma alíquota de 15% de IR e antes de condições específicas do emissor. Qualquer comparação com a poupança também exige hipóteses sobre a trajetória futura da Selic e da TR.
A implicação prática é direta: quanto maior o prazo, menor a alíquota de IR e maior o rendimento líquido. Por isso, o Tesouro Prefixado é mais eficiente a partir de 721 dias corridos de aplicação, quando a alíquota cai para 15% — o que inclui aplicações de 2 anos ou mais.
Tesouro Prefixado vale a pena em 2026?
Com a Selic em 14,00% ao ano, os títulos prefixados disponíveis no Tesouro Direto ainda oferecem taxas elevadas em termos históricos. O Tesouro Prefixado tende a ser vantajoso quando o investidor acredita que os juros cairão mais do que o mercado já precifica — travar uma taxa hoje pode garantir rentabilidade superior à disponível à frente.
O histórico monetário brasileiro sugere que ciclos de alta da Selic tendem a ser seguidos de ciclos de queda — e o atual ciclo de afrouxamento, iniciado em março de 2026, com quatro cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual, reforça essa leitura. Ainda assim, o ritmo e a extensão dos cortes dependem da evolução da inflação e do cenário fiscal. Importante: o momento atual não é o pico do ciclo, já que a taxa está um ponto percentual abaixo do topo de 15% ao ano. Ainda assim, quem trava uma taxa prefixada agora pode se beneficiar de duas formas — pelo rendimento contratado e pela eventual valorização do título no mercado secundário, caso as taxas longas recuem e o investidor queira vender antes do vencimento. Parte dessas reduções, porém, já pode estar embutida nos preços atuais.
Por outro lado, há cenários em que o prefixado não é a melhor escolha:
- Se a inflação acelerar acima da taxa contratada, o rendimento real pode ser negativo
- Se as taxas de mercado voltarem a subir após a compra, novas aplicações renderão mais
- Se o investidor precisar de liquidez imediata, o resgate antecipado pode gerar perdas
Veja uma comparação entre os três principais títulos do Tesouro Direto para 2026:
| Título | Rentabilidade | Melhor para |
|---|---|---|
| Tesouro Prefixado | Taxa fixa contratada | Queda de juros esperada |
| Tesouro Selic | Selic + ágio ou deságio | Reserva e liquidez |
| Tesouro IPCA+ | IPCA + taxa real | Proteção contra a inflação |
14,00% a.a. — Selic meta vigente em agosto de 2026, após quatro cortes consecutivos desde março
Para ajudar na decisão, veja o checklist abaixo:
Tesouro Prefixado é para você se:
- Você tem um objetivo financeiro com prazo definido (ex: trocar de carro em 3 anos)
- Você acredita que os juros vão cair mais do que o mercado já projeta
- Você não precisará do dinheiro antes do vencimento
- Você quer previsibilidade sobre o rendimento nominal bruto
- Você já tem uma reserva de emergência em um produto de alta liquidez
Não é para você se:
- Você pode precisar resgatar a qualquer momento sem aviso
- Você está preocupado com a inflação superar a taxa contratada
- Você prefere rendimento variável atrelado à Selic
O Tesouro Prefixado pode ser adequado para investidores cujo prazo de uso do dinheiro coincida com o vencimento do título e que aceitem o risco de inflação e de marcação a mercado — a vantagem dependerá da trajetória futura das taxas e dos preços. A Renova Invest orienta que essa decisão deve ser combinada com a análise do restante da carteira — especialmente da reserva de emergência, que nunca deve estar em prefixado.
onde guardar sua reserva de emergência com liquidez | /quanto-dinheiro-guardo-mes-guia
Resumo prático
- O Tesouro Prefixado trava uma taxa nominal desde a compra — você conhece a rentabilidade bruta se levar até o vencimento, mas o valor líquido depende de IR, custódia e o ganho real, da inflação.
- Existem dois tipos: LTN (sem cupons, tudo no vencimento) e NTN-F (cupons semestrais + valor de face no vencimento).
- O resgate antecipado está sujeito à marcação a mercado — o preço pode ser maior ou menor dependendo das taxas vigentes.
- O IR regressivo varia de 22,5% (até 180 dias) a 15% (acima de 720 dias), retido na fonte automaticamente.
- A taxa de custódia da B3 é de 0,20% ao ano sobre o estoque, provisionada diariamente e cobrada na venda, no vencimento ou no pagamento de cupons.
- O prefixado tende a ser mais interessante quando os juros estão altos e há expectativa de quedas adicionais — cenário em discussão com a Selic a 14,00% ao ano e o ciclo de cortes em andamento.
FAQ — Perguntas frequentes sobre Tesouro Direto e Tesouro Prefixado
Quanto rende R$ 1.000 no Tesouro Direto hoje?
Depende do título escolhido. No Tesouro Prefixado, R$ 1.000 investidos a uma taxa de 13% ao ano renderiam, em termos brutos, cerca de R$ 130 após 12 meses — antes do IR. Como 12 meses civis superam 360 dias, aplica-se a alíquota de 17,5%: o imposto seria de R$ 22,75 e o ganho após IR, de aproximadamente R$ 107,25, valor que ainda sofre a dedução da taxa de custódia. No Tesouro Selic, cuja rentabilidade é vinculada à taxa Selic acrescida do efeito de ágio ou deságio do papel, uma hipótese ilustrativa de 13,90% ao ano em 12 meses resultaria em cerca de R$ 139 brutos e aproximadamente R$ 114,68 após IR de 17,5%, antes da custódia. O rendimento exato varia conforme a taxa contratada, o prazo e o título escolhido.
Como funciona o Tesouro Direto?
O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional, em parceria com a B3, que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos federais pela internet. O investidor acessa a plataforma por meio de uma corretora habilitada, escolhe o título e o prazo, e realiza a compra a partir de valores baixos. Os títulos ficam custodiados na B3 e podem ser vendidos antes do vencimento, com o preço refletindo as condições de mercado. Há três grandes famílias: Tesouro Selic (pós-fixado), Tesouro IPCA+ (híbrido) e Tesouro Prefixado (taxa fixa). Mais informações estão disponíveis no portal da B3.
Quanto rende R$ 20.000 no Tesouro Direto por mês?
Sob a hipótese meramente ilustrativa de uma taxa constante de 13,90% ao ano no Tesouro Selic (cuja remuneração acompanha a Selic, e não o CDI), R$ 20.000 renderiam cerca de R$ 218,00 brutos por mês — com base na taxa mensal equivalente de 1,090%. Após IR de 22,5% (resgate em até 180 dias), o rendimento ficaria em torno de R$ 168,95, do qual ainda deve ser descontada a taxa de custódia incidente sobre os R$ 10.000 que excedem o limite de isenção, além do eventual efeito do preço do título. No Tesouro Prefixado, o rendimento mensal bruto equivalente a 13% ao ano seria de aproximadamente R$ 204 — mas o ganho só é realizado no resgate ou vencimento, não mês a mês. Para renda mensal efetiva, o produto mais adequado seria o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) ou o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais.
Quanto rende R$ 100 no Tesouro Direto?
Considerando a hipótese ilustrativa de uma taxa de 13,90% ao ano mantida por 12 meses, R$ 100 no Tesouro Selic renderiam cerca de R$ 13,90 brutos — com IR de 20% (prazo entre 181 e 360 dias, aplicável a 12 meses corridos considerando 365 dias — ver nota metodológica) de aproximadamente R$ 2,43, resultando em cerca de R$ 11,47 após imposto. No Tesouro Prefixado a 13% ao ano, o rendimento bruto em 12 meses seria de R$ 13,00 — com cerca de R$ 10,73 após IR de 17,5%, antes da custódia. São valores pequenos em termos absolutos, mas os juros compostos ampliam significativamente o resultado em prazos mais longos.
A diferença entre escolher o Tesouro Prefixado certo e o errado não está apenas na taxa — está no prazo, no seu objetivo e no cenário de juros. Investir sem essa análise pode significar resgatar no pior momento e perder parte do rendimento esperado. Se você quer montar uma carteira de renda fixa alinhada ao seu perfil, fale com um assessor da Renova Invest.