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Carteira Recomendada de Ações Internacionais/BDR BTG Pactual [Maio 2026]

Globo, trazendo o mapa internacional em evidência.

Investir no exterior é uma forma de diversificar riscos e acessar as maiores empresas do mundo. A Carteira Recomendada de Ações Internacionais do BTG Pactual reúne, mensalmente, oportunidades globais selecionadas pelo time de Research.

A estratégia é composta por BDRs, permitindo que o investidor brasileiro tenha exposição a gigantes globais diretamente pela B3, combinando crescimento, inovação e diversificação cambial.

Apresentamos, abaixo, a Carteira Recomendada de Ações Internacionais do BTG Pactual para maio de 2026. Confira:

Objetivo da carteira de ações internacionais

A carteira busca superar o índice BDRX, selecionando empresas globais com base em fundamentos sólidos e análise do cenário macroeconômico. A estratégia combina crescimento estrutural (especialmente em tecnologia) com posições mais defensivas para equilibrar o portfólio.

Carteira de Ações Internacionais | Maio 2026

Veja abaixo a composição recomendada:

Empresa BDR Peso
Nvidia NVDC34 13%
Apple AAPL34 9%
Microsoft MSFT34 9%
Alphabet GOGL34 8%
Amazon AMZO34 8%
Meta Platforms M1TA34 8%
TSMC TSMC34 7%
Bank of America BOAC34 7%
Goldman Sachs GSGI34 6%
Newmont N1EM34 6%
Walmart WALM34 4%
Johnson & Johnson JNJB34 4%
Coca-Cola COCA34 4%
Raytheon RYTT34 4%
Micron MUTC34 3%

Fonte: BTG Pactual e Bloomberg

Alocação setorial

  • Tecnologia: 41%
  • Comunicação: 16%
  • Financeiro: 13%
  • Consumo: 16%
  • Outros setores: 14%

A carteira mantém forte exposição a tecnologia, com destaque para empresas ligadas à inteligência artificial, ao mesmo tempo em que adiciona ativos defensivos para equilibrar o risco.

Carteira para maio sem alterações

Para maio de 2026, o BTG manteve a composição da carteira inalterada, sustentado por uma visão otimista para o S&P 500 — mesmo após a forte performance de abril de aproximadamente 10,4%. Quatro fatores embasam essa visão construtiva:

  • Múltiplo P/L do S&P 500 em 22x, dentro da média histórica de cinco anos
  • Expectativa de crescimento de LPA do S&P 500 de 18% em 2026
  • Sexta temporada consecutiva de resultados do S&P 500 com crescimento de dois dígitos do lucro líquido
  • Aproximadamente 80% das companhias reportando resultados acima das expectativas, versus média histórica de 65%

O BTG reconhece um momento técnico mais desafiador, com investidores de varejo otimistas e institucionais com elevada alocação em ações. Ainda assim, avalia que o portfólio permanece bem balanceado entre nomes defensivos (Johnson & Johnson, Coca-Cola e Walmart), teses de crescimento (Nvidia, TSMC e Meta) e large caps de qualidade (Raytheon, Bank of America e Goldman Sachs).

Cenário global: EUA passando no teste de resiliência

Em abril, o cenário macro dos EUA combinou elevada incerteza geopolítica, com cessar-fogo parcial no Oriente Médio, e atividade que surpreendeu positivamente. O PIB do 1T26 cresceu 2,0% t/t anualizado, sustentado por demanda doméstica robusta (+2,5%) e contribuição relevante de investimentos em IA. A expectativa do BTG é de crescimento de aproximadamente 2,75% em 2026, acima do consenso.

A inflação permaneceu pressionada, com o PCE em 3,5% a/a devido ao aumento dos preços de energia. Nesse contexto, o Fed manteve juros entre 3,50% e 3,75% na reunião de 29 de abril, com tom claramente hawkish. O BTG mantém a visão de que não haverá cortes de juros pelo Fed em 2026.

7 Magníficas: temporada de resultados forte

A temporada das “7 Magníficas” reforçou leitura de resiliência operacional, com todas as empresas entregando resultados acima do consenso. Os principais destaques foram:

Alphabet apresentou crescimento robusto em Search e forte aceleração do Google Cloud (+63% a/a), com surpresa positiva de lucro líquido de +94,7%. Amazon entregou crescimento de AWS de +28% a/a, com surpresa de +71,2%. Microsoft reforçou a tese estrutural de cloud com Azure crescendo ~40% a/a. Meta apresentou resultados operacionais fortes mas foi penalizada pelo aumento do guidance de capex para US$ 135-145 bilhões em 2026. Apple superou expectativas com crescimento de 17% na receita, sustentado por serviços e iPhone.

Destaques individuais das escolhas do mês

A Nvidia consolida-se como principal beneficiária da tese de IA, com participação de aproximadamente 90% no fornecimento de data centers. A TSMC destaca-se pelo lançamento do chip A16 e momento de resultados positivos. A Micron beneficia-se do ciclo favorável para o mercado de memória, com preços acumulando alta de 6x em menos de cinco meses.

Entre as teses defensivas, Johnson & Johnson oferece exposição a modelo resiliente com 63 anos consecutivos de aumento de dividendos. Coca-Cola beneficia-se da busca por defensividade em ambiente de incerteza, com ROE projetado de 39% em 2026. A Newmont, maior mineradora de ouro do mundo, captura o ambiente favorável para preços do ouro com yield de fluxo de caixa de 7,8%.

No setor financeiro, Goldman Sachs está bem-posicionado para a retomada da atividade de IPOs e M&A, enquanto Bank of America reportou LPA de US$ 1,11 no 1T26, acima do consenso de US$ 1,01, negociando a 1,4x P/VPA. A Raytheon captura o aumento estrutural da demanda por defesa, com países europeus ampliando gastos militares para até 5% do PIB.

Performance da carteira

Em abril de 2026, a carteira apresentou alta de 7,9%, em linha com o BDRX (+7,8%). No acumulado de 2026, a carteira registra -5,9% e o BDRX -4,4%. Desde o início (julho de 2021), a carteira acumula 87,1% versus 92,8% do BDRX.

Os destaques individuais de abril foram Micron (+45,9%), Alphabet (+27,9%), Amazon (+21,4%), TSMC (+11,9%) e Nvidia (+10,5%). Por outro lado, Raytheon (-12,5%) e Johnson & Johnson (-10,0%) pressionaram o resultado.

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Informações importantes

Este relatório foi elaborado pelo Banco BTG Pactual. Os dados referem-se ao passado e não garantem resultados futuros.

Certificado do analista

Cada analista de pesquisa responsável pelo conteúdo deste relatório de pesquisa de investimento, no todo ou em parte, certifica que:

(i) Nos termos do Artigo 21º, da Resolução CVM nº 20, de 25 de fevereiro de 2021, todas as opiniões expressas refletem com precisão suas opiniões pessoais sobre esses valores mobiliários ou emissores, e tais recomendações foram elaboradas de forma independente;

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