Segundo a lâmina da Investo, o CHIP11 registrava rentabilidade de aproximadamente 116,6% nos 12 meses encerrados em maio de 2026 — um resultado que varia diariamente, não é líquido de impostos e reflete o desempenho recente do setor de semicondutores. A estratégia atual, focada em chips, passou a vigorar em julho de 2024, após a transformação do antigo 5GTK11. O fundo replica o índice MVIS US Listed Semiconductor 25 Index e permite que qualquer investidor brasileiro acesse grandes empresas globais do setor, como Nvidia e TSMC, diretamente pelo home broker, em reais, sem abrir conta no exterior.
Resposta direta: CHIP11 é um ETF de renda variável listado na B3 que acompanha 25 das maiores e mais líquidas companhias da indústria de semicondutores com valores mobiliários listados em bolsas dos Estados Unidos, via o índice MVIS US Listed Semiconductor 25. É gerido pela Investo, cobra cerca de 0,30% ao ano e tributa o ganho de capital a 15% em operações comuns, com alíquota de 20% no caso de day trade, sem isenção de R$ 20 mil mensais.
O que é o CHIP11?
CHIP11 é um ETF de renda variável listado na B3 que replica o índice MVIS US Listed Semiconductor 25 Index. Esse índice acompanha 25 das maiores e mais líquidas companhias da indústria de semicondutores com valores mobiliários listados em bolsas dos Estados Unidos. Na prática, comprar uma cota do CHIP11 significa ter exposição indireta a empresas como Nvidia, TSMC e ASML sem precisar de conta em corretora estrangeira.
A estrutura jurídica do fundo é classificada como fundo de índice de investimento no exterior. Isso significa que o CHIP11 não compra diretamente as ações das empresas de semicondutores. Em vez disso, ele investe no ETF americano SMH (VanEck Semiconductor ETF), listado na NASDAQ, que por sua vez detém as ações do índice. Trata-se de uma estrutura de fundo de fundo com replicação indireta.
A gestora responsável é a Investo Gestão de Recursos, uma das primeiras gestoras independentes a oferecer ETFs temáticos no Brasil e que passou a integrar o grupo VanEck em 2024. O administrador do fundo é o Banco BNP Paribas Brasil. O código de negociação é CHIP11, e a atual estratégia de semicondutores teve início em 18 de julho de 2024, após a transformação do antigo 5GTK11. O investidor que desejar confirmar o código ISIN do fundo pode consultá-lo diretamente na página do CHIP11 no site da B3 ou no regulamento depositado na CVM.
A taxa de administração do CHIP11 é de aproximadamente 0,30% ao ano. Esse valor cobre a gestão do fundo no Brasil. Além disso, há a taxa interna do SMH, que incide sobre o patrimônio do ETF americano. O investidor arca com as duas camadas de custo, ainda que a taxa total permaneça competitiva frente a outras alternativas de acesso ao mercado americano.
O fundo não distribui dividendos. Toda a valorização é incorporada ao preço da cota. Portanto, o retorno para o investidor vem exclusivamente da valorização do preço das cotas ao longo do tempo. Isso diferencia o CHIP11 de FIIs e ações que pagam proventos regulares.
Para o investidor iniciante, o CHIP11 representa uma forma acessível de diversificação internacional setorial. Em vez de comprar individualmente ações de dez empresas de semicondutores em dólares, uma única cota do CHIP11 já entrega exposição às componentes do índice. A implicação prática é direta: quem acredita no crescimento estrutural do setor de chips — impulsionado por inteligência artificial, veículos elétricos e data centers — pode acessar esse tema com liquidez diária e em reais.
Como funciona o CHIP11 na prática?
Mecanismo de replicação e rebalanceamento
O CHIP11 funciona comprando cotas do ETF americano SMH, que por sua vez detém ações das companhias de semicondutores do índice. O investidor brasileiro compra cotas do CHIP11 no pregão da B3, em reais, pelo home broker de qualquer corretora habilitada.
O mecanismo de replicação é indireto. O CHIP11 não compra Nvidia ou TSMC diretamente. Ele compra o SMH, que detém essas ações. Isso cria uma cadeia: investidor → CHIP11 → SMH → ações das empresas. Cada elo tem sua própria estrutura de custos e regulação.
No índice MVIS US Listed Semiconductor 25, os pesos são rebalanceados trimestralmente, enquanto a composição é reconstituída ordinariamente em março e setembro. Para novas inclusões, exige-se que ao menos 50% da receita da empresa venha de semicondutores ou equipamentos relacionados; para componentes que já integram o índice, a regra de permanência admite um piso de 25%. No rebalanceamento, o peso máximo inicial de uma empresa é de 20%; posteriormente, oscilações de mercado podem levar a participação acima desse limite até a revisão seguinte.
Na prática, o investidor opera o CHIP11 como qualquer ação na B3. Basta acessar o home broker, digitar o ticker CHIP11 e enviar uma ordem de compra. O lote mínimo é de uma cota. Não há valor mínimo além do preço de uma cota no pregão.
Exemplo prático: supondo cotas a R$ 35,00 (valor ilustrativo), um investidor que compra 10 cotas desembolsa cerca de R$ 350,00. Com essa operação, ele passa a ter exposição indireta a Nvidia, TSMC, ASML, Broadcom e outras líderes do setor — sem remessa de dólares, sem conta em corretora americana e sem burocracia cambial.
A liquidez do fundo depende do volume negociado no pregão. Por ser um fundo relativamente recente, o volume diário pode ser menor do que ETFs mais antigos. Em períodos de alta volatilidade, o spread entre compra e venda pode se ampliar. O investidor deve observar o book de ofertas antes de executar ordens maiores.
O risco cambial está embutido na estrutura. Como os ativos subjacentes são denominados em dólares, uma valorização do real frente ao dólar reduz o retorno em reais — mesmo que as ações de semicondutores subam em dólares. O inverso também é verdadeiro: uma desvalorização do real amplifica os ganhos em reais. Com o dólar rondando patamares em torno de R$ 5,00 a R$ 5,10 no período (o valor de referência deve ser confirmado na cotação PTAX do Banco Central na data desejada), esse efeito é relevante para quem acompanha o portfólio.
O que poucos explicam: o impacto do câmbio pode cancelar boa parte do ganho em dólares — ou amplificá-lo significativamente. A composição entre moedas é multiplicativa, seguindo a fórmula: (1 + retorno do ativo em dólar) × (1 + variação do dólar em reais) − 1. Se você compra CHIP11 esperando ganho de 20% em dólar, mas o real se valoriza 5% no mesmo período, seu retorno efetivo em reais cai para aproximadamente 14% (1,20 × 0,95 − 1), antes de taxas e tracking error. Na direção oposta, uma desvalorização do real de 5% transformaria um ganho de 20% em dólar em cerca de 26% em reais. Esse efeito não é secundário — é determinante no retorno final. Ignorá-lo é o erro mais caro ao investir em ETFs de ativos no exterior.
Quais empresas compõem o CHIP11?
O CHIP11 replica o MVIS US Listed Semiconductor 25 Index, composto por 25 das maiores e mais líquidas companhias de semicondutores com valores mobiliários listados em bolsas dos Estados Unidos. A composição exata muda a cada reconstituição, mas os nomes mais representativos do setor tendem a permanecer no índice.
As empresas do índice cobrem diferentes elos da cadeia de valor dos semicondutores: design de chips, fabricação, equipamentos de litografia e memória e armazenamento. Essa diversificação dentro do setor reduz o risco de concentração em um único elo da cadeia produtiva.
| Empresa | Segmento | País de origem |
|---|---|---|
| Nvidia | Design de chips (GPU) | EUA |
| TSMC | Fabricação (foundry) | Taiwan |
| ASML | Equipamentos (litografia) | Holanda |
| Broadcom | Design de chips (rede) | EUA |
| AMD | Design de chips (CPU/GPU) | EUA |
| Intel | Design e fabricação | EUA |
A diversificação geográfica indireta é um ponto relevante. Embora as empresas tenham valores mobiliários listados em bolsas americanas, suas operações são globais. TSMC fabrica em Taiwan, ASML opera na Holanda e tem clientes em todo o mundo. Isso significa que o CHIP11 carrega riscos geopolíticos associados a Taiwan e à cadeia global de suprimentos de semicondutores.
A regra de peso máximo inicial de 20% por empresa no rebalanceamento reduz a dependência excessiva de um único nome, embora oscilações de mercado possam elevar temporariamente essa participação até a revisão seguinte. Na prática, a Nvidia tem sido uma das maiores posições, refletindo sua relevância no segmento de GPUs para inteligência artificial. O limite ajuda a evitar que uma eventual queda de um único componente comprometa desproporcionalmente o fundo.
Para o investidor, a implicação prática é que o CHIP11 não é uma aposta em uma única empresa. É uma aposta no setor de semicondutores como um todo. Quem acredita que chips continuarão sendo a infraestrutura crítica da IA, dos carros autônomos e dos data centers encontra no CHIP11 uma forma diversificada de expressar essa visão.
CHIP11 x SMH: qual a diferença entre os dois ETFs?
CHIP11 e SMH replicam o mesmo índice, mas o CHIP11 é negociado em reais na B3, enquanto o SMH é negociado em dólares na NASDAQ. A diferença prática vai além da moeda: envolve tributação, acesso, custos e perfil do investidor.
| Característica | CHIP11 | SMH |
|---|---|---|
| Moeda | Real (BRL) | Dólar (USD) |
| Onde negociar | B3 (home broker BR) | NASDAQ (conta exterior) |
| Taxa total estimada | ~0,65% a.a. | Taxa SMH apenas (~0,35% a.a.) |
| Tributação BR | 15% em operações comuns; 20% em day trade | 15% na declaração anual (Lei 14.754/2023) |
| Acesso | Qualquer corretora BR | Corretora no exterior |
A dupla camada de taxas é o principal custo adicional do CHIP11 frente ao SMH direto. O investidor paga a taxa de administração do CHIP11 (cerca de 0,30% ao ano) mais a taxa interna do SMH. Para o investidor que já tem conta no exterior, comprar o SMH diretamente pode ser mais eficiente em custos. Para quem não tem essa estrutura, o CHIP11 evita a burocracia cambial e a necessidade de declarar o SMH como bem mantido diretamente no exterior. Vale lembrar que a declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (CBE) ao Banco Central só se aplica a investidores cujo total de ativos externos alcance os limites regulamentares.
O risco cambial existe nos dois casos. Tanto CHIP11 quanto SMH têm seu valor atrelado ao desempenho de ativos em dólar. A diferença é que no CHIP11 a conversão acontece automaticamente dentro da estrutura do fundo. No SMH, o investidor lida diretamente com a conta em dólar e a variação cambial no momento da remessa e do retorno dos recursos.
Em termos de tributação no Brasil, os regimes são diferentes. No CHIP11, operações comuns em bolsa são tributadas mensalmente a 15% sobre o ganho, com apuração via DARF, enquanto operações de day trade são tributadas a 20%. Já no SMH, os rendimentos realizados de aplicação financeira no exterior são tributados a 15% na Declaração de Ajuste Anual, incluindo a variação cambial, conforme a Lei 14.754/2023 — e não pelo mesmo DARF mensal do ETF brasileiro.
Para o investidor brasileiro que prefere negociar em reais na B3, o CHIP11 pode ser uma alternativa operacionalmente mais simples de acessar o setor global de semicondutores. A escolha frente ao SMH deve considerar custos totais, tributação, patrimônio no exterior, objetivos e perfil de risco do investidor. Para investidores com patrimônio relevante e estrutura internacional já montada, comparar os custos totais antes de decidir é prudente.
Qual é a tributação do CHIP11 para pessoa física?
Alíquota e recolhimento via DARF
O CHIP11 tributa o ganho de capital à alíquota de 15% sobre o lucro em operações comuns. Operações de day trade com cotas do CHIP11 são tributadas à alíquota de 20%. O imposto é calculado sobre o ganho líquido mensal, após custos de negociação, compensações permitidas de prejuízos da mesma modalidade e abatimento do IRRF, e deve ser recolhido via DARF até o último dia útil do mês seguinte à operação com lucro. Se o DARF apurado for inferior a R$ 10, o valor é acumulado para recolhimento posterior.
Exemplo prático: um investidor compra 20 cotas a R$ 38,25 cada (custo: R$ 765) e vende as mesmas cotas a R$ 63,50 cada (receita: R$ 1.270) — valores ilustrativos. O lucro bruto é de R$ 505. Aplicando 15%, o imposto seria de R$ 75,75 antes de custos e abatimentos; o valor final pode diferir após dedução de despesas de negociação, compensação de prejuízos e IRRF.
Ausência de isenção de R$ 20 mil
Um ponto crítico: o CHIP11 não tem isenção de R$ 20 mil mensais. Essa isenção vale apenas para ações individuais negociadas na B3. ETFs, mesmo os listados no Brasil, não se beneficiam dessa regra. Ainda assim, isso não significa que todo lucro isolado gere imediatamente um DARF: o imposto é apurado sobre o resultado líquido mensal, considerando custos, compensações permitidas e o IRRF, e valores de DARF inferiores a R$ 10 são acumulados.
Declaração no IRPF e come-cotas
O CHIP11 não tem come-cotas. Esse mecanismo de antecipação de IR semestral aplica-se a fundos de investimento tradicionais, não a ETFs. Portanto, o imposto só é devido no momento da venda com lucro — o que representa uma vantagem de eficiência tributária frente a fundos convencionais.
Na declaração anual do IRPF, a posição do CHIP11 é informada pelo custo de aquisição no patrimônio, na ficha de Bens e Direitos, no grupo de ETFs. Os resultados das vendas, o IRRF e os DARFs pagos são informados mês a mês no demonstrativo de Renda Variável, nas modalidades operações comuns ou day trade.
O fundo não paga dividendos. Portanto, não há tributação de proventos para o cotista. Todo o retorno vem da valorização da cota, tributada apenas no momento da venda. Isso simplifica o controle tributário: o investidor só precisa emitir DARF nos meses em que apurar ganho líquido nas vendas.
Risco de atraso e multa
O principal risco tributário do CHIP11 é esquecer de apurar e recolher o DARF no mês da venda com ganho. Ao contrário de ações e renda fixa, onde o IR é retido na fonte ou há isenção até certo limite, no CHIP11 a responsabilidade de apuração e recolhimento é do investidor. A multa por atraso incide sobre o valor do imposto devido.
Para mais detalhes sobre obrigações de declaração de ETFs no IRPF, consulte o portal da Receita Federal.
Resumo prático
- O que é: ETF de renda variável listado na B3 que acompanha 25 das maiores e mais líquidas companhias de semicondutores listadas em bolsas dos EUA, via o índice MVIS US Listed Semiconductor 25.
- Gestora e taxa: Investo Gestão de Recursos, taxa de administração de aproximadamente 0,30% ao ano, mais a taxa interna do SMH. Custo total estimado: ~0,65% a.a.
- Tributação: 15% sobre o ganho de capital em operações comuns e 20% em day trade, apurado mês a mês sobre o ganho líquido e recolhido via DARF — sem isenção de R$ 20 mil mensais e sem come-cotas.
- Dividendos: o CHIP11 não distribui dividendos; o retorno vem exclusivamente da valorização da cota.
- Risco principal: alta volatilidade setorial típica de ETFs temáticos, além de risco cambial embutido na estrutura — a desvalorização do real amplifica ganhos, enquanto valorização reduz retornos.
- Para quem é indicado: investidores com perfil arrojado, horizonte de longo prazo e interesse em exposição ao setor de semicondutores e inteligência artificial sem abrir conta no exterior.
Perguntas frequentes sobre o CHIP11
O CHIP11 paga dividendos?
Não. O CHIP11 não distribui dividendos ou rendimentos periódicos. O retorno para o cotista vem exclusivamente da valorização do preço das cotas no pregão da B3. Toda a renda gerada pelos ativos subjacentes é reinvestida dentro da estrutura do fundo, aumentando o valor patrimonial da cota.
Qual a taxa de administração do CHIP11?
A taxa de administração do CHIP11 é de aproximadamente 0,30% ao ano. Além dessa taxa, o fundo arca internamente com a taxa do ETF americano SMH (aproximadamente 0,35% a.a.), que também incide sobre o patrimônio. O custo total estimado é de ~0,65% a.a. O investidor paga as duas camadas de custo, mas não precisa gerenciá-las separadamente — ambas já estão refletidas no preço da cota.
O CHIP11 tem isenção de IR nos R$ 20 mil mensais?
Não. A isenção de R$ 20 mil em vendas mensais aplica-se exclusivamente a ações individuais listadas na B3. ETFs como o CHIP11 não se beneficiam dessa regra. O imposto é apurado sobre o ganho líquido mensal, à alíquota de 15% em operações comuns e 20% em day trade, e recolhido via DARF quando houver resultado positivo.
Qual a diferença entre CHIP11 e SMH?
Os dois ETFs replicam o mesmo índice de semicondutores. A diferença está na moeda e no acesso: o CHIP11 é negociado em reais na B3, acessível via home broker brasileiro. O SMH é negociado em dólares na NASDAQ e exige conta em corretora no exterior. O CHIP11 tem uma camada adicional de taxa (a própria taxa de administração do fundo brasileiro), mas evita a burocracia cambial e a necessidade de estrutura internacional. A tributação também difere: o CHIP11 é apurado mês a mês em renda variável, enquanto os rendimentos do SMH seguem o regime anual da Lei 14.754/2023.
O CHIP11 é um investimento seguro?
O CHIP11 é um ETF de renda variável com perfil de alto risco. O setor de semicondutores é cíclico e sensível a fatores geopolíticos, como tensões entre EUA e China envolvendo Taiwan. A volatilidade setorial pode resultar em perdas significativas em períodos de retração. Não há garantia do FGC. A rentabilidade passada não representa garantia de rentabilidade futura. O investimento é indicado para perfis arrojados com horizonte de longo prazo e tolerância a oscilações relevantes de preço.
A Renova Invest pode ajudar a avaliar se o CHIP11 faz sentido dentro da sua estratégia de diversificação — especialmente para quem busca exposição internacional sem abrir conta no exterior. Antes de alocar capital, a pergunta certa não é qual empresa de chip vai crescer — é se esse risco cambial e de volatilidade setorial cabe efetivamente no seu portfólio e em qual proporção. Fale com um assessor para avaliar uma alocação compatível com seus objetivos, horizonte e tolerância a perdas, sem garantia ou previsibilidade de retorno.