O SPYI11 é o Buena Vista US High Income ETF, um fundo de índice listado na B3 que investe no SPYI, o NEOS S&P 500 High Income ETF negociado nos Estados Unidos. A gestão é da Buena Vista Gestora de Recursos e a administração, da Vórtx DTVM. O fundo acompanha o NEOS U.S. Equity High Income Index, que combina as ações do S&P 500 com a venda de opções de compra para gerar renda mensal.
Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.
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Resposta direta: O SPYI11 é um ETF da B3 que aplica no mínimo 95% do patrimônio em cotas do SPYI, fundo americano da NEOS que compra as ações do S&P 500 e vende opções de compra para gerar renda. A classe pode distribuir resultados todo mês, no 6º dia útil do mês seguinte, com IR de 15% retido na fonte para pessoa física. Em troca dessa renda, o investidor abre mão de parte da alta da bolsa americana. A cota oscila com o S&P 500 e com o dólar.
A cotação do dia, o retorno em 12 meses e o patrimônio atualizado estão na ficha do SPYI11.
O que é o SPYI11
O SPYI11 estreou na B3 em 14 de novembro de 2023, com cota inicial de R$ 100, segundo a gestora e a cobertura do lançamento. O regulamento em vigor é de 29 de abril de 2024, data em que o fundo foi adaptado à Resolução CVM 175 e que aparece no cadastro da CVM. O público-alvo são investidores em geral, pessoas físicas e jurídicas, residentes e não residentes.
A estrutura é de fundo alimentador (feeder): pelo regulamento, a classe investe no mínimo 95% do patrimônio em cotas do fundo investido, o NEOS S&P 500 High Income ETF (ticker SPYI). Os 5% restantes ficam em caixa e investimentos permitidos. A gestão é passiva: a Buena Vista não tenta bater o índice nem monta posições defensivas quando o mercado cai. Segundo dados da CVM consultados em setembro de 2026, o patrimônio líquido estava em torno de R$ 281,5 milhões.
A moeda de referência da classe é o real. Para medir a aderência, o valor da carteira do índice é convertido todo dia para reais. Na prática, a cota sobe quando o dólar se valoriza e cai quando o real se fortalece, além de acompanhar o SPYI.
Como funcionam o índice e a estratégia de opções
O índice de referência é o NEOS U.S. Equity High Income Index (código NEOSSPYI), criado e calculado pela NEOS Investment Management. Ele mede a variação das cotas do SPYI. O regulamento descreve a mecânica: a carteira de opções é refeita todo mês com a venda de opções de compra fora do dinheiro, e as opções do mês anterior são encerradas quando as novas entram. As mudanças valem a partir do fechamento do último dia útil de cada mês.
O SPYI, lançado nos EUA em 29 de agosto de 2022, mantém as ações do S&P 500 e opera opções sobre o próprio índice S&P 500 (SPX). Segundo a NEOS, o fundo vende e também compra opções de compra, uma estrutura que troca parte do prêmio recebido pela chance de manter alguma participação na alta. O dinheiro que sustenta os proventos vem desses prêmios, somados aos dividendos das empresas.
O trade-off de vender opções de compra
Quem vende uma opção de compra recebe um prêmio e, em troca, aceita um teto para o ganho naquele mês. Se o S&P 500 sobe forte, o SPYI tende a ficar para trás do índice puro, porque parte da alta vai para quem comprou a opção. Se a bolsa cai, o prêmio amortece pouco e a cota acompanha a queda. O resultado é uma estratégia que costuma render menos que o S&P 500 em ciclos de alta forte e que não protege contra quedas.
O provento também não é dinheiro extra. Cada distribuição sai do patrimônio do fundo e reduz o valor da cota na mesma medida. Nos EUA, a NEOS informa que as distribuições do SPYI foram classificadas como devolução de capital (return of capital), o que mostra que nem todo pagamento vem de resultado. O próprio regulamento diz que a política de investimento não caracteriza garantia de rentabilidade, e o valor pago varia mês a mês. O histórico de pagamentos fica na ficha do fundo.
Ficha técnica do SPYI11
| Item | Dado |
|---|---|
| Nome | Buena Vista US High Income ETF (classe do Buena Vista I Fundo de Índice) |
| Gestora | Buena Vista Gestora de Recursos Ltda. |
| Administradora e custodiante | Vórtx DTVM Ltda. |
| CNPJ | 51.949.867/0001-29 |
| Índice de referência | NEOS U.S. Equity High Income Index (NEOSSPYI) |
| Fundo investido | NEOS S&P 500 High Income ETF (SPYI), mínimo de 95% do patrimônio |
| Início das negociações na B3 | 14/11/2023 |
| Taxa de administração | Taxa de gestão de 0,83% a.a.; taxa máxima de 1,51% a.a., que inclui a taxa do SPYI (consultado em 28/09/2026) |
| Distribuição de rendimentos | Distribui mensalmente, no 6º dia útil do mês seguinte |
| Classe | Internacional (ações dos EUA com estratégia de opções) |
| Lote mínimo na bolsa | 1 cota |
| Formadores de mercado | UBS e BTG |
Sobre o custo: a Buena Vista divulga 0,83% ao ano, que no regulamento aparece como taxa de gestão. O regulamento prevê ainda a remuneração da administradora fiduciária, de 0,09% a 0,13% ao ano conforme o patrimônio, com mínimo mensal, e fixa uma taxa máxima de 1,51% ao ano somando a classe e o fundo investido. O SPYI cobra 0,68% ao ano nos EUA, segundo a NEOS. Esse custo já sai da cota e não aparece como cobrança separada na corretora.
SPYI11, IVVB11 ou QQQI11: comparação
| ETF | Gestora | O que acompanha | Vende opções? | Proventos | Taxa (consultado em 28/09/2026) |
|---|---|---|---|---|---|
| SPYI11 | Buena Vista | SPYI: S&P 500 com venda de opções de compra | Sim | Mensais | 0,83% a.a. de gestão; máxima de 1,51% a.a. com o SPYI |
| IVVB11 | BlackRock | S&P 500 em reais, via IVV | Não | Reinveste | 0,23% a.a. |
| QQQI11 | Buena Vista | Nasdaq-100 com venda de opções (índice NDXHIEN) | Sim | Mensais | 0,83% a.a. mínima; 1,51% a.a. máxima |
O IVVB11 é o caminho mais direto para o S&P 500: não vende opções, reinveste os dividendos e cobra bem menos. Quem só quer a bolsa americana inteira, sem teto de ganho, tende a olhar para ele ou para o SPXI11, que também reinveste. O QQQI11 é o irmão da mesma gestora, com a mesma lógica de renda aplicada ao Nasdaq-100, uma carteira mais concentrada em tecnologia e mais volátil.
Riscos do SPYI11
- Mercado: a cota acompanha as ações do S&P 500 e cai quando a bolsa americana cai; o prêmio das opções amortece pouco.
- Teto de ganho: a venda de opções de compra limita a participação em altas fortes, e o fundo pode ficar bem atrás do S&P 500 puro.
- Câmbio: a cota é calculada em reais a partir de ativos em dólar, sem proteção cambial prevista; a valorização do real reduz o resultado.
- Proventos variáveis: o valor distribuído muda todo mês e pode cair; cada pagamento reduz a cota.
- Liquidez em bolsa: o volume negociado é menor que o dos ETFs de S&P 500 mais antigos, e a diferença entre compra e venda pode pesar em ordens grandes.
- Tracking error: custos, câmbio, caixa e a defasagem entre os pregões do Brasil e dos EUA afastam a cota do índice.
- Dependência do fundo investido e do índice: se a NEOS deixar de calcular o índice ou o contrato de licença acabar, os cotistas votam a troca de índice ou a liquidação.
- Histórico curto: o SPYI existe desde 2022 e o SPYI11, desde 2023; nenhum dos dois passou por muitos ciclos de mercado.
Como o SPYI11 é tributado
O SPYI11 é tratado como ETF de renda variável, e a tributação tem duas partes. Na venda das cotas, o ganho paga imposto de renda de 15% em operações comuns e de 20% em day trade. Não existe a isenção de R$ 20 mil por mês que vale para ações: todo ganho é tributado. O próprio investidor apura o ganho e paga o DARF (código 6015) até o último dia útil do mês seguinte à venda. Na venda há também a retenção de 0,005% sobre o valor da operação, que funciona como antecipação.
Nos proventos, a regra é outra. Segundo a gestora e a B3, os rendimentos distribuídos por ETF de renda variável sofrem retenção de 15% na fonte para pessoa física, feita antes de o dinheiro cair na conta. A estrutura segue a Lei 14.754/2023, que reorganizou a tributação dos fundos. Os ganhos obtidos dentro da carteira do fundo não são tributados enquanto ficam lá. A MP 1.303/2025, que propunha mudar a tributação de aplicações financeiras, caducou sem virar lei. Para a regra completa, veja o guia de tributação de ETF, onde a regra vigente é mantida atualizada.
Para quem o SPYI11 pode fazer sentido
O SPYI11 costuma entrar na conversa de quem quer exposição à bolsa americana e prefere receber fluxo mensal a reinvestir tudo, como quem usa a carteira para complementar renda. Também atende quem aceita ganhar menos em altas fortes em troca de uma renda mais regular, e quem quer dolarizar parte do patrimônio sem abrir conta no exterior.
Ele encaixa pior para quem busca o máximo de crescimento no longo prazo, porque o teto das opções e o custo maior pesam contra. Quem não precisa do dinheiro todo mês paga IR na fonte sobre cada provento e reinveste o que sobrou, o que reduz a eficiência frente a um ETF que acumula. O peso do fundo na carteira depende de objetivo, prazo e tolerância a oscilação.
Como investir no SPYI11 passo a passo
- Abra conta em uma corretora com acesso à B3.
- Busque o ticker SPYI11 no home broker.
- Envie a ordem de compra: o lote padrão é de 1 cota, e a ordem com preço limitado evita pagar acima do que você quer.
- Acompanhe cotação, proventos e patrimônio pela ficha do SPYI11.
- Declare as cotas e os proventos no imposto de renda e pague o DARF quando vender com ganho.
Para decidir quanto do SPYI11 cabe na sua carteira, converse com um assessor da Renova.
Perguntas frequentes sobre o SPYI11
O SPYI11 vale a pena?
Depende do objetivo. O SPYI11 entrega renda mensal e exposição ao S&P 500 em reais, mas cobra mais que um ETF de S&P 500 tradicional e abre mão de parte da alta em mercados fortes. Faz mais sentido para quem prioriza fluxo de caixa do que para quem busca o máximo de valorização no longo prazo.
O SPYI11 paga dividendos?
Sim. A classe pode distribuir resultados todo mês, no 6º dia útil do mês seguinte. O dinheiro vem principalmente dos prêmios das opções vendidas pelo SPYI, somados aos dividendos das empresas. O valor varia a cada mês, sofre retenção de 15% de IR na fonte e reduz a cota na mesma medida.
Qual a taxa do SPYI11?
A Buena Vista divulga taxa de 0,83% ao ano, que o regulamento chama de taxa de gestão. O regulamento fixa uma taxa máxima de 1,51% ao ano, que inclui a taxa do SPYI, de 0,68% ao ano segundo a NEOS. Os custos já saem da cota (consultado em 28/09/2026).
Como declarar o SPYI11 no imposto de renda?
As cotas entram em Bens e Direitos, grupo 07 (Fundos), código 06, com o CNPJ 51.949.867/0001-29 e o custo de compra. Os proventos, já tributados na fonte, vão em Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva. Ganhos na venda são apurados mês a mês, pagos por DARF e informados em Renda Variável.
Qual a diferença entre SPYI11 e IVVB11?
Os dois dão exposição ao S&P 500 em reais. O IVVB11 replica o índice sem opções, reinveste os dividendos e cobra 0,23% ao ano. O SPYI11 vende opções de compra para distribuir renda mensal, cobra mais e tende a ficar para trás em altas fortes do mercado.
O SPYI11 tem exposição ao dólar?
Sim. O fundo investe em um ETF americano e a carteira é convertida para reais todo dia, sem proteção cambial prevista. Quando o dólar sobe, a cota tende a subir; quando o real se valoriza, o efeito é o contrário.
Do mesmo tipo: QQQI11, Nasdaq-100 com renda mensal e GPUS11, o ETF de S&P 500 da Investo.
Veja também: IVVB11: o ETF de S&P 500 em reais, SPY ou IVVB11: qual o melhor ETF para você, ETF paga dividendos? Entenda de uma vez por todas, SPXI11 e todos os ETFs da B3.
Fontes:
- Buena Vista Capital: características do SPYI11
- Buena Vista Capital: taxas e tributação do SPYI11
- Buena Vista Capital: perguntas frequentes do SPYI11
- Regulamento do Buena Vista I Fundo de Índice (29/04/2024)
- NEOS Investments: NEOS S&P 500 High Income ETF (SPYI)
- InvestNews: lançamento do SPYI11
- BlackRock: IVVB11
- Buena Vista Capital: taxas do QQQI11
- B3 Bora Investir: como declarar ETFs no IR 2026
- Lei 14.754/2023
- CVM: cadastro de fundos
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