O AUVP11 é um ETF de ações brasileiras, gerido pela BTG Pactual Asset Management, que replica o Índice Teva Ações Fundamentos (IAFD). Em vez de escolher empresas pelo volume negociado, como o Ibovespa, o índice filtra companhias por lucro recorrente, rentabilidade e endividamento. O fundo nasceu de uma parceria entre o BTG Pactual e a AUVP Capital, consultoria de investimentos que empresta o nome ao produto.
Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.
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Resposta direta: o AUVP11 é o ticker do BTG Pactual Teva AUVP Ações Fundamentos Fundo de Índice, um ETF negociado na B3 desde 25/06/2025. Ele busca acompanhar o IAFD, índice da Teva Índices que só aceita empresas brasileiras com lucro nos últimos cinco anos, ROE acima de 10%, margem líquida acima de 8% e dívida líquida abaixo de 3 vezes o EBITDA. A taxa de administração informada pela gestora é de 0,49% ao ano, e o fundo não faz distribuição recorrente de dividendos. É um produto de renda variável: o valor da cota oscila com a bolsa.
A cotação do dia, o retorno em 12 meses e o patrimônio atualizado estão na ficha do AUVP11.
O que é o AUVP11
O AUVP11 é um fundo de índice (ETF) da classe Ações Brasil. Ao comprar uma cota, o investidor passa a ter exposição a uma cesta de ações e units de empresas brasileiras selecionadas por critérios de análise fundamentalista. A gestão é passiva: o gestor não escolhe as ações, apenas replica a carteira teórica do índice.
Pela política de investimento publicada pela gestora, o fundo aplica no mínimo 95% do patrimônio em ativos do IAFD ou em posições compradas no mercado futuro do índice. Os 5% restantes podem ficar em outros investimentos permitidos pelo regulamento.
O nome do fundo junta três participantes. O BTG Pactual faz a gestão (BTG Pactual Asset Management S/A DTVM) e a administração (BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM). A Teva Índices cria e administra o índice. A AUVP Capital, consultoria que tem Raul Sena entre os sócios-fundadores, fez a parceria com o banco e, segundo a imprensa especializada, a AUVP Analítica definiu os filtros de seleção. A página da gestora descreve o produto como inspirado na metodologia do Diagrama do Cerrado.
O fundo tem a primeira cota registrada em 24/06/2025, e a negociação na B3 começou em 25/06/2025. O CNPJ é 61.273.759/0001-32. No cadastro da CVM de 22/09/2026, o patrimônio líquido era de cerca de R$ 200,2 milhões.
Como o índice Teva Ações Fundamentos monta a carteira
O IAFD se apresenta como o primeiro índice do Brasil que seleciona empresas a partir de métricas fundamentalistas. A lógica é eliminar, antes de qualquer outra coisa, quem não passa em um conjunto de filtros objetivos. Pelos critérios divulgados pela gestora, pela Teva Índices e pela AUVP Analítica, uma empresa só entra se atender a todos eles:
- Lucro recorrente: lucro líquido positivo em cada um dos últimos cinco anos. Empresa com prejuízo anual fica de fora.
- Rentabilidade: ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) acima de 10%.
- Margem: margem líquida acima de 8%.
- Endividamento: dívida líquida/EBITDA inferior a 3.
- Tempo de bolsa: pelo menos cinco anos de listagem na B3, o que exclui IPOs recentes.
- Tamanho: valor de mercado igual ou superior a R$ 3 bilhões e free float mínimo de 15%.
- Negociação: volume de pelo menos R$ 100 milhões em cada um dos dois meses anteriores ao rebalanceamento.
- Exclusão setorial: varejo, proteína animal e transporte aéreo ficam fora por princípio, independentemente dos números.
A seleção não usa o volume negociado como critério de peso, como faz o Ibovespa. O volume aparece apenas como filtro mínimo, para garantir que o ETF consiga comprar e vender as ações da carteira.
Segundo o fact sheet da Teva Índices, no último rebalanceamento, em 01/04/2026, a carteira tinha 33 ativos de 28 emissores, com giro de 31,3% em 12 meses. A AUVP Analítica aponta os setores financeiro (bancos e seguradoras), utilities (energia e saneamento) e commodities entre os de maior peso. A composição muda a cada rebalanceamento, por isso vale conferir a carteira atual antes de investir.
Um ponto que analistas levantaram desde o lançamento: como os filtros são binários (a empresa passa ou não passa), o índice tende a se concentrar nos setores que batem os números com folga. Na estreia, os maiores pesos estavam em bancos, como Itaúsa, Itaú, Banco do Brasil e Bradesco.
Ficha técnica do AUVP11
| Item | AUVP11 |
|---|---|
| Nome | BTG Pactual Teva AUVP Ações Fundamentos Fundo de Índice |
| Gestora | BTG Pactual Asset Management S/A DTVM |
| Administradora | BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM |
| CNPJ | 61.273.759/0001-32 |
| Índice de referência | Índice Teva Ações Fundamentos (IAFD), da Teva Índices |
| Início do fundo | 24/06/2025 (primeira cota); negociação na B3 desde 25/06/2025 |
| Taxa de administração | 0,49% ao ano, segundo a gestora (consultado em 28/09/2026) |
| Distribuição de rendimentos | Não há distribuição recorrente; os dividendos das empresas são reinvestidos na carteira |
| Classe | Ações Brasil |
| Patrimônio líquido | Cerca de R$ 200,2 milhões (CVM, 22/09/2026) |
| Lote no mercado secundário | A partir de 1 cota |
AUVP11 x BOVA11, DIVO11, SMAL11 e BEST11
O AUVP11 disputa espaço com outros ETFs de ações brasileiras. A diferença principal está na regra que decide quais empresas entram na carteira.
| ETF | Índice | Gestora | Como escolhe as empresas |
|---|---|---|---|
| AUVP11 | Teva Ações Fundamentos (IAFD) | BTG Pactual | Filtros de lucro, ROE, margem, dívida e tempo de bolsa, com exclusão de setores |
| BOVA11 | Ibovespa B3 | BlackRock | Ações mais negociadas da bolsa, com revisão a cada quatro meses |
| DIVO11 | IDIV B3 Dividendos | Itaú Asset | Empresas que se destacaram na remuneração ao acionista via dividendos e JCP |
| SMAL11 | SMLL B3 Small Cap | BlackRock | Empresas de menor porte, fora do grupo das mais negociadas |
| BEST11 | MarketVector Brazil BESST Quality | Investo | Empresas de qualidade em bancos, energia, saneamento, seguros e telecomunicações |
Quem quer o retrato mais amplo da bolsa costuma olhar para o BOVA11. Quem prioriza dividendos na seleção olha para o DIVO11. O AUVP11 aposta em outra pergunta: a empresa é lucrativa, rentável e pouco endividada? O BEST11 tem uma proposta parecida de qualidade, mas parte de setores definidos de antemão. Para ver os números lado a lado, use os comparadores BOVA11 vs AUVP11, DIVO11 vs AUVP11 e SMAL11 vs AUVP11.
Riscos do AUVP11
- Risco de mercado: a cota acompanha o preço das ações da carteira e pode cair, inclusive de forma forte, em períodos de estresse na bolsa. Fundos não têm garantia do FGC.
- Concentração setorial: os filtros favorecem bancos, seguradoras e utilities. Um choque nesses setores pesa mais no AUVP11 do que em um índice amplo.
- Risco de metodologia: bons números do passado (cinco anos de lucro, ROE alto) não asseguram o desempenho futuro das empresas.
- Liquidez em bolsa: o volume diário é menor que o de ETFs antigos como o BOVA11. Em dias de pouco negócio, o spread entre compra e venda pode aumentar. O fundo conta com formador de mercado (BTG Pactual CTVM).
- Tracking error: custos, taxa de administração e o prazo de ajuste da carteira fazem o retorno do ETF se descolar do índice.
- Histórico curto: o fundo negocia desde junho de 2025. Simulações retroativas (backtests) divulgadas no lançamento não equivalem a histórico real de rentabilidade.
Como o AUVP11 é tributado
O AUVP11 é um ETF de renda variável. Isso define a estrutura da tributação:
- O imposto incide sobre o ganho na venda das cotas, não sobre a valorização enquanto o investidor mantém a posição. Não há come-cotas.
- Não existe a isenção de R$ 20 mil em vendas mensais que vale para ações. Qualquer lucro na venda de ETF é tributável.
- O próprio investidor apura o ganho do mês e paga o DARF até o último dia útil do mês seguinte. Há retenção de 0,005% na fonte (o chamado dedo-duro) sobre a venda.
- Prejuízos em ETF de renda variável podem compensar lucros futuros na mesma modalidade (operação comum ou day trade).
Na tabela publicada pela gestora na página do fundo (consultada em 28/09/2026), a pessoa física paga 15% sobre o ganho líquido em operações comuns. A B3 informa 20% para o day trade. A MP 1.303/2025, que propunha mudar essas alíquotas, caducou sem virar lei. Como as regras podem mudar, confira a página de tributação de ETF, onde a regra vigente é mantida atualizada.
Para quem o AUVP11 pode fazer sentido
O AUVP11 pode fazer sentido para quem já decidiu ter ações brasileiras na carteira e prefere uma regra de seleção baseada em fundamentos a uma baseada em volume negociado. Também atende quem quer uma cesta diversificada de empresas lucrativas sem montar e rebalancear a carteira por conta própria.
Ele tende a encaixar melhor em objetivos de longo prazo, com horizonte que aguente anos de oscilação. Quem precisa de renda periódica deve notar que o fundo reinveste os dividendos em vez de distribuí-los. Quem já tem BOVA11 ou DIVO11 deve checar a sobreposição: muitas empresas aparecem nos três índices.
Para quem tem perfil conservador ou precisa do dinheiro no curto prazo, a volatilidade de um ETF de ações pode não ser compatível. A adequação depende do perfil de investidor (suitability) e do restante da carteira.
Como investir no AUVP11 passo a passo
- Abra conta em uma corretora que dê acesso à B3.
- Transfira os recursos e busque o ticker AUVP11 no home broker.
- Envie a ordem de compra. O lote padrão é de 1 cota; prefira ordem com preço limitado para não pagar acima do que planejou.
- Acompanhe a cotação, o retorno e o patrimônio pela ficha do AUVP11.
- Declare no Imposto de Renda: as cotas vão em Bens e Direitos, no grupo de fundos, e os ganhos ou perdas mensais na ficha de renda variável.
Se quiser entender como o AUVP11 se encaixa no restante da sua carteira, converse com um assessor da Renova.
Perguntas frequentes sobre o AUVP11
O AUVP11 vale a pena?
Depende do objetivo. O AUVP11 oferece uma cesta diversificada de empresas brasileiras filtradas por lucro, rentabilidade e endividamento, com taxa de 0,49% ao ano. Em troca, concentra a carteira em poucos setores e tem histórico curto. Faz mais sentido para quem busca exposição de longo prazo a ações e aceita a volatilidade da bolsa.
O AUVP11 paga dividendos?
Não de forma recorrente. Os dividendos e juros sobre capital próprio pagos pelas empresas da carteira são reinvestidos pelo fundo, o que se reflete no valor da cota.
Qual a taxa de administração do AUVP11?
A gestora informa taxa de administração de 0,49% ao ano, cobrada sobre o patrimônio do fundo (consultado em 28/09/2026). Não há taxa de performance.
Como declarar o AUVP11 no Imposto de Renda?
As cotas entram em Bens e Direitos, no grupo de fundos, pelo custo de aquisição. Os lucros e prejuízos das vendas vão na ficha de renda variável, mês a mês. O imposto sobre o ganho é pago por DARF até o último dia útil do mês seguinte à venda.
Qual a diferença entre AUVP11 e BOVA11?
O BOVA11 replica o Ibovespa, que reúne as ações mais negociadas da B3. O AUVP11 replica o IAFD, que só aceita empresas que passam em filtros de lucro, ROE, margem, dívida e tempo de bolsa, e exclui varejo, proteína animal e aviação. O resultado é uma carteira menor e mais concentrada em bancos e utilities.
Qual a relação do AUVP11 com a AUVP?
O ETF foi lançado pela AUVP Capital em parceria com o BTG Pactual, que faz a gestão e a administração do fundo. O índice replicado é criado e administrado pela Teva Índices. A AUVP não é a gestora do fundo.
Do mesmo tipo: BEST11, os setores BESST com dividendos mensais.
Veja também: BOVA11: o ETF do Ibovespa, ETF paga dividendos?, o que é e como investir em ETF, lista de ETFs da B3 e todos os ETFs da B3.
Fontes:
- BTG Pactual Asset Management: página do AUVP11
- Teva Índices: IAFD
- Teva Índices: fact sheet do AUVP11
- AUVP Analítica: índice IAFD
- Funds Society: lançamento do AUVP11
- TudoETF: os novos ETFs do BTG e da BlackRock
- Mais Retorno: cadastro do fundo
- B3 Bora Investir: como declarar ETFs no IR 2026
- B3 Bora Investir: AUVP11
- Congresso Nacional: MP 1.303/2025
Renova Invest
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Conteúdo educativo, sem recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. A Renova Invest atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A, nos termos da Resolução CVM nº 178.