O GPUS11 é o Investo GP ETF S&P 500 Fundo de Índice, um ETF negociado na B3 que dá exposição às maiores empresas listadas nos Estados Unidos. A gestão é da Investo Gestão de Recursos, e o produto foi lançado em parceria com o Grupo Primo, empresa fundada por Thiago Nigro. Para acompanhar o S&P 500, o fundo compra cotas do Vanguard S&P 500 UCITS ETF (VUAA), um ETF domiciliado na Irlanda.
Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.
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Renova Invest atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A (Resolução CVM nº 178).
Resposta direta: O GPUS11 é um ETF brasileiro, gerido pela Investo e administrado pelo BTG Pactual, que replica o índice S&P 500 Net Total Return. Em vez de comprar as 500 ações diretamente, ele investe no VUAA, ETF da Vanguard com sede na Irlanda e padrão europeu UCITS. Não distribui dividendos: os proventos são reinvestidos na carteira. A exposição é ao dólar, sem hedge cambial, e a taxa total informada pela gestora é de 0,25% ao ano.
A cotação do dia, o retorno em 12 meses e o patrimônio atualizado estão na ficha do GPUS11.
O que é o GPUS11
O GPUS11 é um fundo de índice da classe internacional registrado na CVM sob o CNPJ 60.832.345/0001-33. Segundo a lâmina da gestora, o fundo começou em 28/05/2025, e as cotas passaram a ser negociadas na B3 em 2 de junho de 2025. O BTG Pactual acumula as funções de administrador, custodiante e formador de mercado.
O “GP” do nome vem do Grupo Primo, dono de marcas de educação financeira e de canais de conteúdo sobre investimentos. A parceria é comercial: a gestão da carteira e as decisões do fundo cabem à Investo, gestora especializada em ETFs. Para o investidor, o que importa é a estrutura do produto, o custo e os riscos, e não a marca de quem o divulga.
A Investo apresenta o GPUS11 como o primeiro ETF disponível no Brasil que investe em um ETF UCITS. Essa é a principal diferença em relação aos concorrentes mais antigos, que em geral compram ETFs listados nos Estados Unidos.
Como o GPUS11 replica o S&P 500
O índice de referência é o S&P 500 Net Total Return, calculado pela S&P Dow Jones Indices. Ele reúne cerca de 500 das maiores empresas listadas nas bolsas americanas, ponderadas pelo valor de mercado. A versão Net Total Return considera o reinvestimento dos dividendos já descontado o imposto retido na fonte, o que se encaixa num fundo que não distribui proventos.
A replicação é indireta. O fundo brasileiro compra cotas do VUAA, ETF da Vanguard listado em Londres e domiciliado na Irlanda, e o VUAA é quem detém as ações. Segundo a lâmina de 31/08/2026, a carteira do VUAA tinha 504 ativos, e as maiores posições em 01/09/2026 eram NVIDIA (7,5%), Apple (7,0%), Microsoft (5,3%), Amazon (4,1%) e Alphabet. A lâmina informa rebalanceamento semestral e exposição cambial ao dólar.
Por que um ETF irlandês
O argumento da gestora é tributário. Um fundo domiciliado na Irlanda sofre retenção de 15% sobre os dividendos pagos por empresas americanas, graças ao acordo entre Estados Unidos e Irlanda. Fundos brasileiros que compram ETFs sediados nos Estados Unidos ficam sujeitos à retenção de 30%. A Investo diz que essa diferença aparece no desempenho líquido ao longo do tempo. O ganho real depende do nível de dividendos do índice em cada ano e não é garantido.
O VUAA também acumula os proventos, ou seja, reinveste os dividendos em vez de distribuí-los. Por isso o GPUS11 não paga rendimentos ao cotista: o retorno aparece só na valorização da cota.
Ficha técnica do GPUS11
| Item | GPUS11 |
|---|---|
| Nome | Investo GP ETF S&P 500 Fundo de Índice |
| Gestora | Investo Gestão de Recursos Ltda. |
| Administradora | BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM |
| CNPJ | 60.832.345/0001-33 |
| Índice de referência | S&P 500 Net Total Return |
| ETF investido | Vanguard S&P 500 UCITS ETF (VUAA), domiciliado na Irlanda |
| Início do fundo | 28/05/2025 |
| Início das negociações na B3 | 02/06/2025 |
| Taxa de administração | 0,18% a.a. no Brasil + 0,07% a.a. do VUAA = 0,25% a.a. no total (consultado em 28/09/2026) |
| Distribuição de rendimentos | Não distribui; reinveste os proventos |
| Hedge cambial | Não; exposição ao dólar |
| Patrimônio líquido | Cerca de R$ 297,9 milhões (CVM, 22/09/2026) |
| Classe | Internacional |
GPUS11, IVVB11, SPXI11, SPXB11 e SPYI11: comparação
A B3 tem vários ETFs ligados ao S&P 500, e eles diferem no veículo que compram, na forma de contar a taxa e no tratamento dos proventos. A tabela usa as taxas informadas pelas gestoras ou por agregadores de dados, consultadas em 28/09/2026.
| ETF | Gestora | O que compra | Taxa informada | Proventos |
|---|---|---|---|---|
| GPUS11 | Investo | VUAA (Vanguard, Irlanda) | 0,25% a.a. total (0,18% + 0,07%) | Reinveste |
| IVVB11 | BlackRock (iShares) | IVV (iShares, Estados Unidos) | 0,23% a.a. | Reinveste |
| SPXI11 | Itaú Asset (It Now) | ETF da Vanguard | 0,21% a.a. | Reinveste |
| SPXB11 | BTG Pactual Asset | ETF da Vanguard | 0,20% a.a. | Reinveste |
| SPYI11 | Buena Vista | NEOS S&P 500 High Income ETF (ações + venda de opções de compra) | 0,83% a.a. | Distribui mensalmente |
Três cuidados ao ler a tabela. Primeiro, a Investo soma na taxa do GPUS11 o custo do ETF irlandês; as taxas dos outros fundos são as divulgadas para a camada brasileira, e os ETFs estrangeiros que eles compram também têm custo próprio. Comparar só o número da taxa pode enganar. Segundo, a diferença de retenção sobre dividendos (15% contra 30%) pesa no resultado líquido tanto quanto a taxa. Terceiro, o SPYI11 não é um replicador puro do S&P 500: ele vende opções de compra para gerar renda mensal, o que limita parte da alta do índice em troca de proventos. O concorrente mais direto do GPUS11 é o IVVB11, o mais antigo e mais negociado do grupo.
Riscos do GPUS11
- Mercado: a cota acompanha as ações americanas e pode cair bastante em correções da bolsa dos Estados Unidos. A concentração em poucas empresas de tecnologia aumenta a sensibilidade a esse setor.
- Câmbio: não há hedge. Se o real se valorizar frente ao dólar, o investidor perde parte do ganho em reais, mesmo com o índice em alta.
- Liquidez em bolsa: o volume diário ainda é menor que o de ETFs mais antigos, como o IVVB11. O formador de mercado ajuda, mas o spread entre compra e venda pode ser maior em dias agitados.
- Tracking error: taxa, custos de câmbio e de operação e a diferença de horário entre B3 e bolsas estrangeiras podem descolar o retorno do fundo do índice.
- Estrutura em duas camadas: o fundo depende do VUAA e da estrutura irlandesa. Mudanças em tratados tributários ou nas regras do ETF investido afetam o GPUS11.
- Histórico curto: o fundo negocia desde junho de 2025, o que limita a análise de como se comporta em ciclos longos.
Como o GPUS11 é tributado
O GPUS11 é um ETF listado no Brasil que investe no exterior, tratado como fundo de índice de renda variável. Na venda com lucro, a regra de referência tem sido de 15% sobre o ganho em operações comuns e 20% em day trade. Não existe a isenção de vendas até R$ 20 mil por mês, que vale só para ações. O próprio investidor apura o resultado e paga o imposto por DARF até o último dia útil do mês seguinte à venda. Prejuízos podem ser compensados com lucros futuros em renda variável, respeitadas as regras da Receita.
Como o fundo não distribui proventos, não há tributação de dividendos no nível do cotista. A retenção sobre os dividendos das empresas americanas acontece antes, dentro do ETF irlandês.
A MP 1.303/2025, que propunha mudar a tributação dos investimentos, caducou sem ser convertida em lei em outubro de 2025, e as regras anteriores seguem valendo. Antes de vender, confira a regra em vigor no guia de tributação de ETF, onde a regra vigente é mantida atualizada.
Para quem o GPUS11 pode fazer sentido
O GPUS11 pode fazer sentido para quem quer exposição à bolsa americana sem abrir conta no exterior, com operações em reais e declaração mais simples do que a de ativos mantidos fora do país. Também pode interessar a quem investe para prazos longos, prefere que os dividendos sejam reinvestidos e valoriza a eficiência tributária da estrutura irlandesa.
Ele tende a combinar menos com quem precisa de renda periódica, já que não paga proventos, ou com quem não tolera a oscilação somada da bolsa americana e do câmbio. Para quem já tem outro ETF de S&P 500, trocar de fundo gera venda tributável, e o efeito do imposto deve entrar na conta.
Como investir no GPUS11 passo a passo
- Abra conta em uma corretora com acesso à B3.
- Busque o ticker GPUS11 no home broker.
- Envie a ordem de compra: o lote padrão é de 1 cota, e a ordem com preço limitado evita executar a um preço muito diferente do esperado.
- Acompanhe cotação, patrimônio e retorno pela ficha do GPUS11.
- Declare as cotas no Imposto de Renda e pague o DARF nos meses em que vender com lucro.
Se quiser entender quanto do patrimônio faz sentido deixar em bolsa americana, converse com um assessor da Renova para encaixar o GPUS11 na sua carteira.
Perguntas frequentes sobre o GPUS11
O GPUS11 vale a pena?
Depende do objetivo. O GPUS11 oferece exposição ampla ao S&P 500 com taxa total de 0,25% ao ano e retenção menor sobre dividendos graças à estrutura irlandesa. Em contrapartida, tem histórico curto, liquidez menor que a do IVVB11 e risco de câmbio e de bolsa. Faz mais sentido como parte de uma carteira diversificada e de longo prazo do que como aposta isolada.
O GPUS11 paga dividendos?
Não. O GPUS11 não distribui rendimentos. Os dividendos das empresas do S&P 500 são reinvestidos pelo VUAA, o ETF irlandês que o fundo compra, e o resultado aparece na valorização da cota.
Qual a taxa de administração do GPUS11?
Segundo a lâmina da Investo, a taxa total é de 0,25% ao ano: 0,18% cobrados pelo fundo brasileiro e 0,07% cobrados pelo VUAA (consultado em 28/09/2026). Não há taxa de performance.
Como declarar o GPUS11 no Imposto de Renda?
As cotas entram na ficha de Bens e Direitos, no grupo de fundos, com o CNPJ 60.832.345/0001-33 e o custo de aquisição. Os lucros e prejuízos das vendas são informados na área de renda variável, na linha de fundos de índice, e o imposto de cada mês com lucro é pago por DARF.
Qual a diferença entre GPUS11 e IVVB11?
Os dois acompanham o S&P 500 e reinvestem os proventos. O IVVB11, da BlackRock, compra o IVV, ETF domiciliado nos Estados Unidos, e informa taxa de 0,23% ao ano. O GPUS11 compra o VUAA, domiciliado na Irlanda, com taxa total de 0,25% ao ano e retenção de 15% sobre dividendos, contra 30% nos ETFs americanos. O IVVB11 existe desde 2014 e tem mais liquidez.
O GPUS11 tem proteção cambial?
Não. O GPUS11 tem exposição ao dólar: quando o real se valoriza, o retorno em reais diminui, e quando o real se desvaloriza, o retorno em reais aumenta.
Do mesmo tipo: SPYI11, S&P 500 com renda mensal e QQQI11, Nasdaq-100 com renda mensal.
Veja também: IVVB11, SPXB11, o ETF de S&P 500 do BTG Pactual, SPXI11, SPY ou IVVB11 e todos os ETFs da B3.
Fontes:
- Investo: página do GPUS11
- Investo: lâmina do GPUS11 (data-base 31/08/2026)
- InfoMoney: ETF do Grupo Primo e Investo chega à B3
- Investidor Top: lançamento do GPUS11
- BlackRock: IVVB11
- ETFs Brasil: SPXI11
- ETFs Brasil: SPXB11
- Buena Vista: FAQ do SPYI11
- ETFs Brasil: SPYI11
- B3: tributação de ETFs e BDRs
- InfoMoney: MP 1.303 cai no Congresso
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