4 Melhores Investimentos em Renda Fixa para 2026
O Tesouro IPCA+ 2035 oferecia retorno de IPCA + 7,1% ao ano em janeiro de 2026, segundo o Tesouro Nacional. Esse patamar representa uma das melhores janelas da década para quem busca proteger e ampliar patrimônio. Com a Selic em dois dígitos e ciclo de cortes em movimento, travar taxas longas tornou-se prioridade estratégica. Este guia detalha os 4 melhores investimentos em renda fixa para 2026: quais são, como funcionam, quanto rendem e qual cabe no seu portfólio. A análise considera dados de XP, Inter, JGP e InfoMoney, com simulações em reais e impacto do IR em cada estratégia.
Resposta direta: os 4 melhores investimentos em renda fixa para 2026 são Tesouro IPCA+, CDB prefixado, LCI/LCA e debêntures incentivadas de infraestrutura. Cada um cumpre função distinta: proteção real contra inflação, trava de taxa nominal, isenção fiscal e prêmio de risco de crédito.
Neste artigo
- Resposta direta: quais são os 4 melhores da renda fixa em 2026?
- Por que a renda fixa ainda domina em 2026?
- 1º lugar: Tesouro IPCA+ — proteção real contra a inflação
- 2º lugar: CDB prefixado — trave a taxa antes que a Selic caia
- 3º lugar: LCI e LCA — isenção de IR que poucos aproveitam
- 4º lugar: Debêntures incentivadas — o prêmio que o mercado subestima
- Checklist de 5 Passos: Como Montar Sua Carteira de Renda Fixa em 2026
- Ferramentas e recursos para começar
- Perguntas frequentes com simulações consolidadas
- 4. AJUSTES ESTRATÉGICOS REALIZADOS
- 5. OBSERVAÇÕES PARA FACT CHECKER
- 6. OBSERVAÇÕES PARA PUBLISHER
Resposta direta: quais são os 4 melhores da renda fixa em 2026?
Os 4 melhores ativos de renda fixa 2026 são Tesouro IPCA+, CDB prefixado, LCI/LCA e debêntures incentivadas. Cada um responde a um objetivo específico do investidor pessoa física.
O Tesouro IPCA+ protege o poder de compra com juro real acima de 7% ao ano. O CDB prefixado trava taxas nominais de até 14,5% antes da queda da Selic. As LCI e LCA entregam isenção de IR com cobertura do FGC. As debêntures incentivadas oferecem prêmio sobre títulos públicos com isenção fiscal.
A escolha não é excludente — na prática, uma carteira equilibrada combina os quatro instrumentos. Assessorias como a Renova Invest orientam que a alocação dependa de prazo, perfil de risco e necessidade de liquidez do investidor.
| Ativo | Rentabilidade estimada | Perfil indicado |
|---|---|---|
| Tesouro IPCA+ 2035 | IPCA + 7,1% a.a. | Longo prazo, proteção real |
| CDB prefixado | 13,5% a 14,5% a.a. | Médio prazo, trava de taxa |
| LCI/LCA | 90% a 95% do CDI | Conservador, isenção IR |
| Debêntures incentivadas | IPCA + 8% a.a. | Moderado, prêmio crédito |
A tabela sintetiza o que será detalhado nas próximas seções. Cada ativo tem mecânica tributária e estrutura de risco próprias. Entender a lógica de cada um evita erros caros em 2026.
Implicação prática: antes de escolher, defina o prazo de uso do dinheiro. Recursos com horizonte abaixo de 12 meses não devem ir para Tesouro IPCA+ de longo prazo. Capital com 5 anos ou mais ganha eficiência ao combinar IPCA+ com debêntures incentivadas. A diversificação entre os 4 ativos reduz risco específico e maximiza retorno líquido após impostos.
Por que a renda fixa ainda domina em 2026?
A renda fixa domina 2026 porque taxas reais positivas são raras. Com Selic em 11,25% e inflação projetada de 3,8% pelo Banco Central, o juro real chega a 7,1% — acima da média histórica dos últimos 15 anos. Mesmo com início do ciclo de cortes, esse diferencial persiste.
O cenário macroeconômico favorece quem trava taxas agora. Em ano de transição política, prêmios de risco fiscal mantêm os juros longos elevados. Isso cria oportunidade dupla: ganhar no carrego (rendimento diário) e no ganho de capital quando a Selic cair.
Cenários de Selic e impacto nos rendimentos
O retorno final da renda fixa depende não apenas da taxa atual, mas também de como a Selic evolui nos próximos meses. Veja três cenários plausíveis e o que cada um significa para os principais ativos:
| Cenário de Selic | Tesouro Selic (nominal) | IPCA+ 2035 (nominal) | CDB prefixado |
|---|---|---|---|
| Otimista (cai para 8%) | Rendimento reduz para ~8,5% | Ganha 8% a 10% em capital | Mantém 14% |
| Base (fica em 9%) | Rendimento reduz para ~9,5% | Rendimento estável + pequeno ganho | Mantém 14% |
| Pessimista (sobe para 13%) | Reduz rendimento para ~13% | Perde 3% a 5% em capital | Mantém 14% |
O Tesouro IPCA+ e o CDB prefixado se comportam diferente conforme o cenário. No cenário otimista (Selic cai), o IPCA+ ganha em preço de mercado além do rendimento normal. No pessimista, o IPCA+ sofre marcação a mercado desfavorável, mas quem mantém até o vencimento não realiza a perda. O CDB prefixado, por outro lado, mantém a taxa independentemente do movimento da Selic — por isso serve de proteção contra surpresas inflacionárias.
💡 Insight Exclusivo: Marcação a Mercado e Duration — O Ganho de Capital que Poucos Entendem
Um detalhe técnico que a maioria ignora: o preço dos títulos de renda fixa sobe quando as taxas caem. Isso é marcação a mercado. Para entender por quê, pense assim: se você comprou um Tesouro IPCA+ pagando IPCA+7,1% e depois as taxas caem para IPCA+6%, seu título virou mais valioso — qualquer novo comprador pagaria mais para travar 7,1%.
A magnitude desse ganho de capital depende de um fator técnico chamado duration — quanto maior o prazo do título, maior o ganho de preço quando taxas caem. Um IPCA+ 2035 (9 anos) ganha mais que um IPCA+ 2026 (1 ano) no mesmo movimento de taxa.
Exemplo numérico concreto: se a Selic cair 1 ponto percentual (de 11,25% para 10,25%) e isso levar a taxa real do IPCA+ de 7,1% para 6,1%, o preço de mercado do IPCA+ 2035 pode valorizar entre 8% e 10%. Para quem não vende, esse ganho se soma ao carrego de 7,1% ao ano. Para quem precisa de liquidez antes do vencimento, esse ganho é realizado na venda — ampliando o retorno total do período mantido.
| Queda na Selic | Ganho de capital IPCA+ 2026 (2 anos) | Ganho de capital IPCA+ 2035 (9 anos) | Diferença (duration) |
|---|---|---|---|
| 0,5 p.p. | 3% a 4% | 5% a 6% | 2 a 2,5% |
| 1,0 p.p. | 6% a 7% | 8% a 10% | 2 a 3% |
| 1,5 p.p. | 9% a 11% | 12% a 15% | 3 a 4% |
Esse é o motivo pelo qual especialistas recomendam comprar IPCA+ com taxa real elevada em ciclo de juros altos. A combinação do carrego generoso (7,1%) com o potencial de ganho de capital cria cenário onde você ganha tanto no “dia a dia” (juros acumulados) quanto em evento futuro (queda de taxa). Quem fez isso em 2022 (quando o IPCA+ rendia 6,5%) ganhou tanto no carrego quanto no capital quando a Selic caiu de 13,75% para 11,25% em 2024. Raramente a renda fixa oferece as duas alavancas simultaneamente — deixar essa oportunidade passar por desconhecer duration é custo real invisível.
Dados da B3 mostram que o número de investidores pessoa física em renda fixa mais que dobrou desde 2022. A migração ocorre porque o investidor brasileiro encontra na renda fixa retorno superior ao histórico da bolsa com risco substancialmente menor — especialmente em títulos públicos como o Tesouro.
7,1% — juro real anual do Tesouro IPCA+ 2035 em janeiro de 2026
Simulação prática: R$ 100.000 aplicados em Tesouro Selic a 11,25% ao ano rendem R$ 11.250 brutos em 12 meses. Com IR de 17,5% (prazo entre 361 e 720 dias), o líquido fica em R$ 9.281. A poupança, no mesmo período, paga 70% da Selic + TR, resultando em aproximadamente R$ 7.875 livres de IR — uma diferença de R$ 1.406 a favor do Tesouro Selic.
Para valores maiores, a vantagem se amplia. Em R$ 500.000, o ganho extra ultrapassa R$ 7.000 no ano. Consulte a meta Selic atualizada no Banco Central.
A renda fixa atual oferece algo raro: previsibilidade combinada com retorno real elevado. Comprar Tesouro IPCA+ 2035 hoje garante juro real de 7,1% ao ano por uma década — patamar visto poucas vezes desde 2016. Ignorar essa janela significa aceitar retornos menores quando a Selic cair para 9% ou 8%. Travar parte da carteira em ativos longos é decisão estratégica para 2026.
1º lugar: Tesouro IPCA+ — proteção real contra a inflação
O Tesouro IPCA+ é o título público federal que paga IPCA mais uma taxa prefixada. O rendimento combina a inflação medida pelo IBGE com um juro real definido na compra. Aplica-se quando o investidor quer preservar e ampliar o poder de compra no longo prazo.
A mecânica de cálculo é multiplicativa, não aditiva. Com IPCA de 4% e taxa real de 7%, o retorno nominal é (1,04 × 1,07) – 1 = 11,28% ao ano. Esse detalhe técnico é frequentemente ignorado por iniciantes — e pode representar milhares de reais em um portfólio grande.
Analistas da XP e do Inter recomendam Tesouro IPCA+ como núcleo da carteira de renda fixa em 2026. O motivo é duplo: a taxa real atual está acima da média histórica, e o potencial de ganho de capital existe quando a Selic cair.
Tributação e IR regressivo
O Tesouro IPCA+ segue tabela regressiva de IR. Até 180 dias, alíquota de 22,5%. Entre 181 e 360 dias, 20%. De 361 a 720 dias, 17,5%. Acima de 720 dias, alíquota mínima de 15%. Há ainda taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano.
Simulação completa: R$ 50.000 no Tesouro IPCA+ 2035 a IPCA+7%, com IPCA projetado de 4%, rendem aproximadamente 11,28% nominais. Em 2 anos, montante bruto é R$ 61.929. Com IR de 17,5% sobre ganho de R$ 11.929, líquido fica em R$ 59.841. Em 5 anos, com IR mínimo de 15% sobre ganho maior, líquido sobe para R$ 79.450 — retorno real consolidado mesmo com tributação.
Implicação prática: o Tesouro IPCA+ exige paciência. Resgates antes do vencimento ficam sujeitos a marcação a mercado, podendo gerar perda nominal se as taxas reais subirem. Para quem aceita o prazo, é o instrumento mais eficiente para metas como aposentadoria, educação dos filhos ou compra de imóvel em horizonte superior a 5 anos.
2º lugar: CDB prefixado — trave a taxa antes que a Selic caia
O CDB prefixado permite travar uma taxa fixa hoje, protegendo o rendimento de futuras quedas da Selic. Em janeiro de 2026, bancos médios ofereciam CDBs prefixados entre 13,5% e 14,5% ao ano para prazos de 2 a 3 anos.
A lógica é simples: se a Selic cair para 9% em 2027, quem travou 14% segue recebendo essa taxa até o vencimento. A contrapartida é o risco de o IPCA disparar e corroer o ganho real — um risco presente em qualquer ativo prefixado.
Prefixado versus pós-fixado — qual escolher
O CDB pós-fixado acompanha o CDI. Quando a Selic cai, o rendimento cai junto. Um CDB de 110% do CDI rende 12,4% com Selic em 11,25%, mas apenas 9,9% se a Selic for para 9%. O prefixado, por outro lado, mantém a taxa contratada.
Todos os CDBs contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A proteção cobre até R$ 250.000 por CPF por instituição, com teto global de R$ 1 milhão a cada 4 anos. Bancos do mesmo conglomerado compartilham o limite — detalhe crítico ao concentrar recursos.
Simulação comparativa: R$ 30.000 em CDB prefixado a 14% por 2 anos rendem R$ 38.988 brutos. Com IR de 17,5% sobre ganho de R$ 8.988, líquido é R$ 37.415. No mesmo prazo, R$ 30.000 em CDB pós a 110% do CDI, com Selic média de 9,5%, rendem R$ 36.660 brutos e R$ 35.795 líquidos. A diferença líquida de R$ 1.620 favorece o prefixado — no cenário de queda de juros.
Travar CDB prefixado a 14% pode significar R$ 1.620 a mais que o pós-fixado em 2 anos para R$ 30 mil.
Bancos menores como BMG, Daycoval e Master frequentemente pagam taxas superiores aos grandes bancos. Como todos têm cobertura do FGC no mesmo limite, o risco efetivo é equivalente dentro da proteção garantida.
Implicação prática: divida a alocação em CDB entre 2 ou 3 emissores diferentes para maximizar a proteção do FGC. Compare sempre a taxa líquida após IR, não a nominal. CDB prefixado só faz sentido se você manter até o vencimento — não há mercado secundário líquido para esses títulos. Uma venda antecipada pode resultar em perda nominal.
3º lugar: LCI e LCA — isenção de IR que poucos aproveitam
LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) são isentas de Imposto de Renda para pessoa física. Essa vantagem fiscal torna taxas nominais menores competitivas com CDBs tributados.
A regra de comparação é simples: divida a taxa do CDB pelo fator (1 – alíquota IR). Um CDB a 110% do CDI tributado em 17,5% equivale a uma LCI a 90,75% do CDI isenta. Acima desse patamar, a LCI ganha. Abaixo, o CDB é mais vantajoso.
Prazos de carência atualizados
Após mudança de 2024, os prazos mínimos variam conforme o indexador. LCI e LCA pós-fixadas (CDI) têm carência de 9 meses. Prefixadas exigem 12 meses. Atreladas a IPCA ou IGP-M, 36 meses. Não generalize como “90 dias” — essa regra antiga foi revogada e confunde muitos investidores.
Ambas contam com cobertura do FGC no mesmo limite de CDBs: R$ 250.000 por CPF por instituição. A liquidez antes do vencimento é restrita — não há resgate antecipado direto, apenas negociação no mercado secundário com possível deságio.
Simulação prática: R$ 20.000 em LCA a 92% do CDI por 1 ano, com CDI médio de 11%, rendem 10,12% líquidos sem IR. Montante final é R$ 22.024. Já R$ 20.000 em CDB a 110% do CDI rendem 12,1% brutos. Com IR de 20% (prazo 181-360 dias), líquido fica em 9,68% — montante de R$ 21.936.
| Cenário | Taxa contratada | Líquido em 1 ano | Vantagem |
|---|---|---|---|
| LCA 92% CDI isenta | 10,12% | R$ 22.024 | LCA por R$ 88 |
| CDB 110% CDI tributado | 9,68% líquido | R$ 21.936 | — |
A LCA vence por R$ 88 no exemplo. Em valores maiores e prazos mais longos, a diferença se amplifica. Para R$ 200.000 em 3 anos, a vantagem da LCA pode ultrapassar R$ 4.000 — ganho direto da isenção fiscal.
Implicação prática: sempre calcule a taxa equivalente bruta antes de comparar LCI/LCA com CDB. Investidores que ignoram a isenção fiscal perdem entre 15% e 22,5% do rendimento bruto desnecessariamente. Para quem tem dinheiro parado em CDB de grande banco a 100% do CDI, migrar para LCI/LCA de banco médio a 92% do CDI gera ganho líquido imediato.
4º lugar: Debêntures incentivadas — o prêmio que o mercado subestima
Debêntures incentivadas de infraestrutura são isentas de IR para pessoa física e oferecem spreads acima do Tesouro IPCA+. A isenção decorre da Lei 12.431/2011, que beneficia projetos de infraestrutura prioritária em setores como energia, transporte, saneamento e telecomunicações.
Gestoras como JGP recomendam exposição a debêntures incentivadas em 2026 pelo carrego elevado e isenção tributária. Mas diferente das debêntures comuns, que financiam operações gerais, as incentivadas têm destino regulado — o que reduz risco de execução de projeto.
Risco de crédito — ausência do FGC e necessidade de análise
Debêntures não têm cobertura do FGC. O risco é de crédito do emissor — empresas como Vale, Eletrobras, Sabesp ou concessionárias de rodovias. Por isso, exigem análise de rating e diversificação. Não concentre mais de 5% da carteira em um único emissor.
Segundo dados do InfoMoney citando JGP, os spreads das debêntures incentivadas atingiram mínima histórica em 2025, mas voltaram a abrir em 2026. Atualmente é possível encontrar papéis pagando IPCA+8% a IPCA+8,5% para emissores AAA — prêmio adequado para risco assumido.
Simulação prática: R$ 20.000 em debênture incentivada a IPCA+8% por 5 anos, com IPCA médio de 4%, rendem 12,32% nominais ao ano. Montante líquido em 5 anos é R$ 35.760, sem IR. No mesmo prazo, R$ 20.000 no Tesouro IPCA+ 2031 a IPCA+7% rendem 11,28% brutos, chegando a R$ 32.940 após IR de 15% sobre ganho.
R$ 2.820 — vantagem líquida da debênture incentivada vs Tesouro IPCA+ em 5 anos para R$ 20 mil
A vantagem de R$ 2.820 reflete o efeito combinado do spread maior (8% vs 7%) e da isenção de IR. No entanto, o investidor assume risco de crédito corporativo, inexistente no Tesouro.
O acesso pode ser direto via corretora ou através de fundos de infraestrutura. Os fundos oferecem diversificação automática e gestão profissional, com taxa de administração entre 0,5% e 1% ao ano. Consulte a regulamentação da CVM sobre debêntures.
Implicação prática: debêntures incentivadas são adequadas para quem já tem reserva de emergência e exposição ao Tesouro. Para investidores com menos de R$ 50.000 em renda fixa, prefira fundos de infraestrutura. Acima desse patamar, a compra direta de 4 a 6 emissores diferentes otimiza a relação risco-retorno.
Checklist de 5 Passos: Como Montar Sua Carteira de Renda Fixa em 2026
Não basta conhecer os 4 ativos — é preciso montá-los de forma coerente com seu perfil. Este checklist operacional guia você na alocação estratégica:
- Defina o horizonte temporal de cada objetivo. Dinheiro para emergência? Máximo 12 meses em Tesouro Selic. Casa para daqui 7 anos? IPCA+ longo prazo. Aposentadoria em 20 anos? Combine IPCA+ com debêntures.
- Respeite os limites de garantia do FGC. CDBs, LCIs e LCAs contam com cobertura de até R$ 250.000 por CPF por instituição. Se seu aporte é maior, distribua entre 3 ou 4 instituições diferentes. Debêntures não têm FGC — alocar no máximo 10% a 15% da carteira.
- Aloque conforme a Selic esperada. Com Selic em ciclo descendente, favoreça Tesouro IPCA+ e CDB prefixado. Com Selic esperada em queda, CDB pós-fixado perde atratividade. Com incerteza, combine os dois.
- Diversifique entre os 4 ativos. Nenhum deles é perfeito. Tesouro IPCA+ protege inflação mas tem risco de marcação a mercado. CDB prefixado trava taxa mas fica ilíquido. LCI/LCA oferece isenção mas tem carência. Debêntures pagam mais mas incluem risco de crédito. Combine para cobrir todos os cenários.
- Revise a carteira anualmente ou após mudanças de regime de Selic. A Selic atual define o menu de oportunidades. Se cair de 11% para 8%, novos ativos ficam menos atrativos. O que era ótimo em janeiro pode ser apenas bom em junho. Reavalie sem pânico, mas com estratégia.
Ferramentas e recursos para começar
Simuladores e plataformas de cálculo
Tesouro Direto: acesse tesourodireto.com.br e use o simulador oficial. Digite o valor, título e prazo para ver a projeção de rendimento. A plataforma mostra também a tabela atualizada dos 3 títulos disponíveis: Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+.
Tabela de taxas — CDB, LCI e LCA: compare ofertas em portais como Visor do BC e Bastter. Cuidado: a mesma instituição oferece taxas diferentes conforme o prazo e o volume. Acesse também as corretoras tradicionais (XP, Inter, Clear) que consolidam taxas de múltiplos emissores em tempo real.
Custos e custódia no Tesouro Direto
| Instituição | Taxa de corretagem | Taxa de custódia B3 |
|---|---|---|
| Corretoras e fintechs | 0% (geralmente) | 0,20% a.a. (acima de R$ 10 mil) |
| Bancos de varejo | 0% (geralmente) | 0,20% a.a. (acima de R$ 10 mil) |
A taxa de custódia é cobrada anualmente sobre o saldo aplicado, mas é debitada direto no rendimento — você não vê em conta separada. Para saldos abaixo de R$ 10 mil em Tesouro Selic, a custódia é isenta.
Passo a passo para fazer a primeira aplicação no Tesouro Direto
Passo 1: abra conta em uma corretora ou fintech com acesso a Tesouro Direto (XP, Inter, Nuinvest, Spinelli, etc.). Validação de identidade é online — leva 10 minutos.
Passo 2: transfira dinheiro para a conta da corretora. A maioria faz DOC/TED grátis, com recepção em até 1 hora.
Passo 3: acesse a plataforma de investimentos (app ou web) e selecione “Renda Fixa” ou “Tesouro Direto”.
Passo 4: escolha o título desejado (IPCA+, Selic ou Prefixado), o valor e a quantidade de títulos. Revise a projeção de rendimento mostrada no simulador.
Passo 5: confirme a operação. O título aparece na carteira em até 24 horas. Os juros começam a correr no dia útil seguinte.
Perguntas frequentes com simulações consolidadas
Em vez de responder cada pergunta isoladamente, aqui está uma tabela de simulações comparativas para múltiplos valores e prazos. Escolha a linha que se aproxima do seu cenário:
| Valor inicial | Tesouro Selic (11,25%) 1 ano | Tesouro IPCA+ (IPCA+7%) 5 anos | CDB prefixado (14%) 2 anos | LCA (92% CDI) 1 ano |
|---|---|---|---|---|
| R$ 1.000/mês | R$ 12.535 (líquido) | Não recomendado (sem liquidez mensal) | Não recomendado (sem liquidez mensal) | R$ 12.108 (líquido) |
| R$ 10.000 | R$ 10.926 (líquido) | R$ 14.080 (líquido, IPCA +4%) | R$ 12.833 (líquido) | R$ 11.012 (líquido) |
| R$ 50.000 | R$ 54.641 (líquido) | R$ 79.450 (líquido, 5 anos) | R$ 64.163 (líquido) | R$ 55.061 (líquido) |
| R$ 100.000 | R$ 109.281 (líquido) | R$ 144.318 (líquido, 5 anos) | R$ 128.326 (líquido) | R$ 110.123 (líquido) |
| R$ 500.000 | R$ 546.407 (líquido) | R$ 721.588 (líquido, 5 anos) | R$ 641.630 (líquido) | R$ 550.615 (líquido) |
Notas sobre a tabela:
- Tesouro Selic: IR de 17,5% para prazo de 361 a 720 dias.
- Tesouro IPCA+: IR de 15% (mínimo) para prazo acima de 720 dias. IPCA projetado de 4% ao ano.
- CDB prefixado: IR de 17,5% para prazo de 361 a 720 dias. Taxa contratada de 14% ao ano.
- LCA: isenta de IR. CDI médio projetado de 11% ao ano.
- Aportes mensais (primeira linha) funcionam bem apenas para Tesouro Selic e LCA renovada mensalmente — não para prazos longos de IPCA+ e CDB, por limitações de carência.
Escolher entre Tesouro IPCA+, CDB prefixado, LCI/LCA e debêntures incentivadas exige análise de prazo, tributação e risco de crédito. A diferença entre montar a carteira certa e a errada pode representar dezenas de milhares de reais ao longo de uma década.
Quem faz aplicações aleatórias em CDB de grande banco a 100% do CDI ou deixa recursos em poupança está deixando milhares sobre a mesa a cada ano — sem assumir risco adicional. A estrutura de renda fixa em 2026 recompensa quem toma decisões informadas: escolher ativos alinhados com seu prazo, entender a tributação real e diversificar entre os 4 principais instrumentos. Quer entender qual mix de Tesouro IPCA+, CDB, LCI e debêntures faz sentido para seu perfil e objetivo? A Renova Invest monta essa alocação para você — fale com um assessor.
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