O IRFM11 é negociado na B3 com cotação de R$ 98,46 (março/2026) e entrega exposição a títulos públicos prefixados de longo prazo por menos de R$ 100. Esse ETF de renda fixa replica o índice IRF-M P2 da Anbima, composto por LTNs e NTN-Fs com prazo médio igual ou superior a 2 anos. É gerido pela Itaú Asset Management e cobra apenas 0,20% ao ano de taxa de administração. Para investidores que querem aproveitar ciclos de queda de juros sem comprar título por título, o IRFM11 oferece um caminho direto, barato e com liquidez diária.
Neste artigo
- O que é o IRFM11?
- Como Funciona o IRFM11?
- Composição da Carteira: Quais Títulos Estão no IRFM11?
- Rentabilidade do IRFM11: Quanto Rendeu em 2026?
- 💡 O que poucos explicam sobre o IRFM11
- Custos e Tributação do IRFM11
- O Modelo dos Três Cenários: Como Posicionar o IRFM11 na Carteira
- IRFM11 vs Concorrentes: Comparativo com Outros ETFs de Renda Fixa
- Como Investir no IRFM11: Passo a Passo
- Riscos do IRFM11: O Que Todo Investidor Precisa Saber
- Para Quem o IRFM11 é Indicado?
- Resumo Prático
- FAQ: Perguntas Frequentes sobre o IRFM11
Resposta direta: O IRFM11 é um ETF de renda fixa que replica o índice IRF-M P2 da Anbima, formado por títulos públicos prefixados (LTNs e NTN-Fs) com prazo médio acima de 2 anos. Gerido pela Itaú Asset Management, cobra 0,20% a.a. de taxa de administração, tem IR conforme a tabela regressiva da Lei 11.033/2004 — de 22,5% a 15% dependendo do prazo — e não possui come-cotas. A cotação mínima fica abaixo de R$ 100.
O que é o IRFM11?
O IRFM11 é um ETF (Exchange Traded Fund) de renda fixa listado na B3. Ele replica o índice IRF-M P2, calculado pela Anbima, que mede o desempenho de títulos públicos prefixados com prazo médio de carteira igual ou superior a 2 anos.
O fundo foi criado em 2019 e é gerido pela Itaú Asset Management. Seu nome oficial é IT NOW IRF-M P2 Fundo de Índice. O código de negociação na B3 é IRFM11, e cada cota é comprada como se fosse uma ação — direto pelo homebroker.
A aplicação mínima é de aproximadamente R$ 98 a R$ 100, equivalente ao preço de uma cota. Isso torna o produto acessível para qualquer nível de capital. Além disso, não há carência nem prazo mínimo de permanência.
Na prática, o IRFM11 funciona como uma cesta de títulos públicos prefixados. Em vez de comprar um Tesouro Prefixado individualmente, o investidor adquire cotas de um fundo que já mantém uma carteira diversificada desses papéis. Por isso, qualquer variação nas taxas de juros futuras impacta diretamente o preço das cotas.
R$ 98,46 — Cotação do IRFM11 em março de 2026 (Fonte: B3 Bora Investir)
Definição citável: O IRFM11 é um fundo de índice (ETF) de renda fixa listado na B3 sob o código IRFM11. Replica passivamente o índice IRF-M P2 da Anbima, composto por Letras do Tesouro Nacional (LTNs) e Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-Fs) com prazo para vencimento superior a 1 mês e prazo médio da carteira igual ou superior a 2 anos. É gerido pela Itaú Asset Management, cobra taxa de administração de 0,20% ao ano, não possui come-cotas e aplica IR conforme a tabela regressiva da Lei 11.033/2004 — de 22,5% a 15% dependendo do prazo —, cobrado apenas no momento da venda. Cada cota custa aproximadamente R$ 98 a R$ 100 e pode ser comprada diretamente pelo homebroker de qualquer corretora habilitada na B3.
Em resumo: o IRFM11 transforma um conjunto de títulos públicos complexos em um único ativo simples de negociar. Para o investidor iniciante, essa simplicidade é um diferencial concreto.
Como Funciona o IRFM11?
O IRFM11 funciona como qualquer ETF listado em bolsa: o investidor compra e vende cotas pelo homebroker durante o horário de negociação. Por trás dessas cotas, o fundo mantém uma carteira de LTNs e NTN-Fs que replicam o IRF-M P2.
A replicação é passiva. Isso significa que o gestor não tenta superar o índice — apenas segue sua composição. A Anbima calcula e divulga o IRF-M P2 diariamente, e a Itaú Asset Management ajusta a carteira do fundo conforme as mudanças na metodologia do índice.
Quando títulos vencem ou saem do índice, o fundo vende esses papéis e compra os que entram. Esse rebalanceamento é automático e transparente para o cotista. Na prática, o investidor não precisa gerenciar nada — apenas manter suas cotas.
Exemplo prático de funcionamento
Um investidor compra 1 cota do IRFM11 a R$ 98,46. Esse valor vai para o patrimônio do fundo, que o aloca em LTNs e NTN-Fs conforme o índice IRF-M P2. Se os juros futuros caírem, o preço de mercado desses papéis sobe — e o valor da cota sobe junto. Se os juros subirem, o inverso ocorre.
A liquidez é diária. O investidor pode vender suas cotas em qualquer pregão da B3, das 10h às 17h. A liquidação financeira ocorre em D+2. Diferente de um fundo de investimento tradicional, não há necessidade de solicitar resgate com antecedência.
O IRFM11 não tem come-cotas — diferencial relevante frente a fundos de renda fixa tradicionais que cobram IR semestral automaticamente.
Essa diferença de tributação é mais importante do que parece. Fundos tradicionais cobram come-cotas em maio e novembro, antecipando o IR e reduzindo o capital que continua rendendo. No IRFM11, o imposto só incide na venda — o que favorece o crescimento do patrimônio no longo prazo.
Composição da Carteira: Quais Títulos Estão no IRFM11?
A carteira do IRFM11 é composta exclusivamente por LTNs e NTN-Fs — os dois tipos de títulos públicos prefixados emitidos pelo Tesouro Nacional. Todos devem ter prazo para vencimento superior a 1 mês, e o prazo médio da carteira deve ser igual ou superior a 2 anos, conforme metodologia da Anbima.
A composição muda ao longo do tempo. À medida que títulos se aproximam do vencimento ou saem dos critérios do índice, o fundo os substitui por papéis mais longos. Isso mantém a duration da carteira sempre elevada, o que amplifica tanto os ganhos quanto as perdas em resposta a variações nos juros.
LTN vs. NTN-F: entenda a diferença
Por que apenas prefixados? O índice IRF-M P2 foi criado especificamente para medir o desempenho desse segmento da dívida pública. Títulos indexados ao IPCA (NTN-B) ou à Selic (LFT) seguem índices diferentes — como o IMA-B e o IMA-S, respectivamente.
A presença de NTN-Fs com cupons semestrais significa que o fundo recebe pagamentos periódicos de juros — e reinveste esse dinheiro na própria carteira, sem distribuir dividendos ao cotista.
Em outras palavras, o investidor do IRFM11 não recebe rendimentos em conta corrente. Todo o retorno é incorporado ao valor das cotas — e o lucro só se realiza no momento da venda.
Rentabilidade do IRFM11: Quanto Rendeu em 2026?
Nos 12 meses encerrados em março/2026, o IRFM11 acumulou rentabilidade de +14,62% (Fonte: B3 Bora Investir). No mesmo período, a variação mensal de março foi de -1,27%, refletindo a volatilidade típica de títulos prefixados de médio e longo prazo em um ambiente de juros elevados.
Essa oscilação mensal negativa não contradiz o resultado anual positivo. Títulos prefixados longos são sensíveis a variações nas expectativas de juros. Em meses em que o mercado precifica alta dos juros futuros, o preço das cotas cai. Em meses de expectativa de queda, as cotas sobem.
+14,62% — Rentabilidade do IRFM11 nos 12 meses encerrados em março/2026 (Fonte: B3 Bora Investir)
Simulação: R$ 10.000 aplicados por 12 meses
Considerando rentabilidade de +14,62% em 12 meses, o valor bruto seria de R$ 11.462. Sobre o ganho de R$ 1.462, incide IR de 17,5% — alíquota da tabela regressiva para prazos entre 361 e 720 dias. O imposto seria de R$ 255,85. O valor líquido ficaria em aproximadamente R$ 11.206,15.
Para comparação, R$ 10.000 no Tesouro Selic com taxa hipotética de 13,75% ao ano renderiam cerca de R$ 11.375 brutos. O IR de 17,5% sobre o ganho de R$ 1.375 seria de R$ 240,63. Valor líquido: aproximadamente R$ 11.134,38.
No cenário de 2026, o IRFM11 superou o Tesouro Selic em rentabilidade líquida — mas com muito mais volatilidade no caminho.
Vale reforçar: rentabilidade passada não garante retorno futuro. O desempenho do IRFM11 depende diretamente do comportamento das taxas de juros. Em cenários de alta de juros, o resultado pode ser negativo no curto prazo.
💡 O que poucos explicam sobre o IRFM11
A maioria das análises foca na rentabilidade anual do IRFM11 — e para por aí. O que fica de fora é o mecanismo que realmente explica o retorno: a marcação a mercado de títulos longos.
Quando o mercado antecipa uma queda nos juros, os títulos prefixados de longo prazo sobem de preço imediatamente — antes mesmo de a Selic se mover. Isso significa que o IRFM11 pode registrar ganhos expressivos em semanas, não em anos. É o efeito oposto também: uma piora nas expectativas fiscais pode derrubar as cotas rapidamente, mesmo sem mudança na Selic.
O que poucos percebem: o IRFM11 não é um produto de renda fixa no sentido tradicional. É um instrumento de posicionamento em cenário macroeconômico. Quem compra pensando em “guardar dinheiro com segurança” pode se surpreender negativamente. Quem entende que está apostando em juros futuros mais baixos — e dimensiona isso na carteira — pode extrair um retorno que poucos ativos de renda fixa conseguem entregar.
Custos e Tributação do IRFM11
O IRFM11 cobra taxa de administração de 0,20% ao ano. Não há taxa de performance, come-cotas ou IOF após 30 dias de aplicação. O IR segue a tabela regressiva da Lei 11.033/2004, cobrado apenas no momento da venda das cotas.
Essa taxa é significativamente menor do que a média de fundos de renda fixa tradicionais, que cobram entre 0,5% e 1,5% ao ano. A diferença composta ao longo de vários anos tem impacto real no patrimônio final.
A ausência de come-cotas é um diferencial concreto. Fundos convencionais antecipam o IR em maio e novembro de cada ano, reduzindo o capital que continua rendendo. No IRFM11, o IR só incide na venda — o que favorece o efeito dos juros compostos.
Tabela regressiva de IR do IRFM11
Alíquota de IR por prazo
Até 180 dias 22,5%
181 a 360 dias 20%
361 a 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15% ✓
A alíquota mínima de 15% é atingida após 720 dias de investimento — a mesma regra que se aplica ao Tesouro Direto e a CDBs. O IRFM11 não tem desvantagem tributária em relação aos concorrentes diretos.
Checklist completo de custos
- Taxa de administração: 0,20% ao ano (já descontada do valor da cota)
- Taxa de corretagem: Depende da corretora (muitas cobram zero para ETFs)
- Emolumentos B3: Aproximadamente 0,03% por operação
- IR sobre ganho de capital: Tabela regressiva — 22,5% a 15% conforme o prazo
- IOF: Aplicável apenas nos primeiros 30 dias; após isso, isento
- Come-cotas: Não existe
- Custódia B3: Não incide sobre ETFs
Para ganhos acima de R$ 20.000 em vendas no mesmo mês, o investidor deve recolher o IR via DARF com código 6015 até o último dia útil do mês seguinte. Na declaração do IRPF, as cotas devem ser informadas em “Bens e Direitos” com código 74 (cotas de ETF).
O Modelo dos Três Cenários: Como Posicionar o IRFM11 na Carteira
Antes de decidir se o IRFM11 faz sentido para você, vale entender em qual cenário macroeconômico ele performa — e em qual performa mal. Esse modelo simples ajuda a tomar decisões mais conscientes do que simplesmente olhar a rentabilidade passada.
O horizonte mínimo recomendado para o IRFM11 é de 2 a 3 anos. No longo prazo, a taxa embutida nos títulos prefixados tende a prevalecer sobre a volatilidade de curto prazo. A Renova Invest orienta que o IRFM11 deve compor no máximo 20% a 30% da carteira de renda fixa — como complemento, não como substituto de ativos pós-fixados.
O erro mais caro aqui: alocar no IRFM11 um capital que pode ser necessário em menos de 24 meses. Se os juros subirem nesse intervalo e o investidor precisar resgatar, o prejuízo é inevitável. A duration longa não é um defeito — é uma característica que precisa ser gerenciada com horizonte adequado.
IRFM11 vs Concorrentes: Comparativo com Outros ETFs de Renda Fixa
O IRFM11 se diferencia de outros ETFs de renda fixa pelo foco exclusivo em prefixados de médio e longo prazo. Os principais concorrentes são o LFTS11 (pós-fixado Selic) e o FIXA11 (prefixados de prazo mais curto).
R$ 3,19 milhões — Volume médio diário do IRFM11 nos últimos 6 meses (Fonte: B3 Bora Investir)
A escolha entre os três depende da visão macroeconômica do investidor. Se a aposta é em queda de juros no médio prazo, o IRFM11 oferece o maior potencial de ganho — mas também o maior risco de perda caso os juros subam. Para quem quer previsibilidade, o LFTS11 é mais adequado.
Como Investir no IRFM11: Passo a Passo
Para investir no IRFM11, basta ter conta em uma corretora habilitada na B3, acessar o homebroker e comprar cotas pelo código IRFM11. O valor mínimo é de aproximadamente R$ 98 a R$ 100 por cota.
Passo a passo completo
- Abra conta em uma corretora: Escolha uma corretora habilitada na B3. Muitas oferecem conta gratuita e zero corretagem para ETFs.
- Transfira os recursos: Faça uma TED ou PIX para a conta da corretora. O valor mínimo é o preço de uma cota.
- Acesse o homebroker: Entre na plataforma de negociação da corretora, seja pelo site ou aplicativo.
- Busque o ativo: Digite “IRFM11” no campo de busca do homebroker.
- Defina a quantidade: Escolha quantas cotas deseja comprar. Cada cota equivale a aproximadamente R$ 98 a R$ 100.
- Escolha o tipo de ordem: Ordem a mercado executa pelo melhor preço disponível. Ordem limitada permite definir o preço máximo que aceita pagar.
- Confirme a ordem: Revise os dados e confirme. A liquidação ocorre em D+2.
O horário de negociação na B3 é das 10h às 17h em dias úteis. Fora desse horário, ordens podem ser enviadas, mas só serão executadas no próximo pregão.
Checklist antes de investir no IRFM11
- Você tem reserva de emergência separada deste investimento?
- Seu horizonte é de pelo menos 2 anos sem necessidade de resgatar?
- Você entende que a cota pode cair se os juros subirem?
- A posição no IRFM11 representa no máximo 20% a 30% da sua renda fixa?
- Você tem controle do custo médio de aquisição para cálculo do IR na venda?
Para acompanhar a posição, acesse a área de carteira do homebroker ou consulte o portal da B3 Bora Investir. A cotação em tempo real está disponível em borainvestir.b3.com.br.
Riscos do IRFM11: O Que Todo Investidor Precisa Saber
O principal risco do IRFM11 é a marcação a mercado. Se os juros futuros subirem, o preço das cotas cai — e o investidor pode ter rentabilidade negativa no curto prazo.
Esse risco é amplificado pela duration longa da carteira. Duration mede a sensibilidade do preço de um título a variações nas taxas de juros. Quanto maior a duration, maior a oscilação do preço para cada 1 ponto percentual de variação. Com prazo médio acima de 2 anos, o IRFM11 oscila mais do que ETFs de curto prazo.
Principais riscos do IRFM11
- Risco de taxa de juros: Alta nos juros futuros reduz o valor das cotas
- Risco de liquidez: Volume médio diário de R$ 3,19 milhões é adequado para pessoa física, mas menor que grandes ETFs de renda variável
- Ausência de FGC: ETFs não têm garantia do Fundo Garantidor de Créditos
- Tracking error: Pequena diferença entre o retorno do ETF e do índice IRF-M P2, causada por custos operacionais
- Risco de reinvestimento: Os cupons das NTN-Fs são reinvestidos pelo fundo, mas a taxa de reinvestimento pode diferir da taxa original
O IRFM11 não tem garantia do FGC — diferente de CDBs, LCIs e LCAs que cobrem até R$ 250 mil por CPF por instituição. Em caso de liquidação do fundo, o patrimônio é distribuído proporcionalmente entre os cotistas com base nos ativos subjacentes (títulos públicos), que têm garantia do Tesouro Nacional.
Historicamente, em ciclos de alta de juros no Brasil — como o período de 2021 a 2022 — ETFs de prefixados longos registraram quedas expressivas. O investidor que precisou vender nesses momentos realizou prejuízo. Por outro lado, quem manteve a posição capturou a recuperação nos anos seguintes. O horizonte de longo prazo, nesse caso, não é apenas recomendação: é o que determina o resultado.
Para Quem o IRFM11 é Indicado?
O IRFM11 é indicado para investidores com perfil moderado a arrojado, horizonte de pelo menos 2 anos e tolerância à volatilidade de curto prazo. Não é adequado para reserva de emergência.
Para investidores conservadores, o IRFM11 representa um risco elevado demais. A volatilidade das cotas pode causar desconforto — e a necessidade de resgatar em momento desfavorável pode gerar perdas reais. Nesses casos, o LFTS11 ou um CDB pós-fixado são escolhas mais coerentes com o perfil.
Para perfis moderados a arrojados com horizonte de longo prazo, por outro lado, o IRFM11 pode complementar uma carteira diversificada. Ele entrega exposição a uma classe de ativos que, em cenários favoráveis, supera significativamente os pós-fixados.
Carteira modelo para investidor moderado com R$ 50.000
- 40% — Renda fixa pós-fixada (R$ 20.000): CDB ou Tesouro Selic — liquidez e segurança
- 20% — IRFM11 (R$ 10.000): ETF de prefixados longos — exposição ao ciclo de juros
- 20% — Tesouro IPCA+ (R$ 10.000): Proteção contra inflação de longo prazo
- 20% — Renda variável (R$ 10.000): ETFs de ações ou fundos diversificados
Nessa composição, os R$ 10.000 em IRFM11 adicionam potencial de ganho em ciclos de queda de juros sem comprometer a estabilidade geral da carteira. A Renova Invest recomenda revisar essa alocação a cada 6 meses conforme o cenário macroeconômico.
Se o objetivo é aposentadoria ou acumulação de longo prazo (10+ anos), o IRFM11 pode ter participação maior — até 25% a 30% da parcela de renda fixa. Para objetivos de curto prazo (menos de 2 anos), prefira ativos pós-fixados com liquidez garantida.
Resumo Prático
- O IRFM11 é um ETF de renda fixa que replica o índice IRF-M P2 da Anbima, composto por LTNs e NTN-Fs com prazo médio acima de 2 anos.
- A taxa de administração é de 0,20% ao ano — muito abaixo da média de fundos de renda fixa tradicionais (0,5% a 1,5%).
- O IR segue a tabela regressiva da Lei 11.033/2004 — de 22,5% a 15% conforme o prazo —, cobrado apenas na venda, sem come-cotas semestral.
- O principal risco é a marcação a mercado: alta de juros futuros reduz o valor das cotas no curto prazo.
- O horizonte mínimo recomendado é de 2 a 3 anos para diluir a volatilidade e capturar a taxa embutida nos títulos.
- Não tem garantia do FGC, mas os ativos subjacentes são títulos públicos com garantia do Tesouro Nacional.
FAQ: Perguntas Frequentes sobre o IRFM11
O que é o IRFM11?
O IRFM11 é um ETF (fundo de índice) de renda fixa listado na B3. Replica o índice IRF-M P2 da Anbima, composto por títulos públicos prefixados (LTNs e NTN-Fs) com prazo médio igual ou superior a 2 anos. É gerido pela Itaú Asset Management, cobra 0,20% a.a. de taxa de administração e pode ser comprado pelo homebroker por aproximadamente R$ 98 a R$ 100 por cota.
Quanto rende o IRFM11 em 2026?
Nos 12 meses encerrados em março/2026, o IRFM11 acumulou rentabilidade de +14,62%, com variação mensal de -1,27% em março (Fonte: B3 Bora Investir). O desempenho futuro depende do comportamento das taxas de juros: em cenários de queda da Selic, o fundo tende a se valorizar; em cenários de alta, pode ter rentabilidade negativa no curto prazo.
Qual é a taxa de administração do IRFM11?
A taxa de administração do IRFM11 é de 0,20% ao ano. Esse custo já está embutido no valor da cota e é descontado automaticamente pelo fundo. Não há taxa de performance, taxa de entrada ou taxa de saída. Para comparação, fundos de renda fixa tradicionais cobram entre 0,5% e 1,5% ao ano.
O IRFM11 paga dividendos?
Não. O IRFM11 não distribui dividendos ou rendimentos periódicos. Os cupons semestrais das NTN-Fs presentes na carteira são reinvestidos automaticamente no próprio fundo, incrementando o valor das cotas. O retorno só se realiza no momento em que o investidor vende as cotas com lucro.
Qual é o imposto de renda do IRFM11?
O IR do IRFM11 segue a tabela regressiva da Lei 11.033/2004: 22,5% até 180 dias; 20% de 181 a 360 dias; 17,5% de 361 a 720 dias; 15% acima de 720 dias. O imposto é cobrado apenas no momento da venda das cotas — sem come-cotas semestral. Ganhos acima de R$ 20.000 em vendas no mês exigem recolhimento via DARF com código 6015.
O IRFM11 tem garantia do FGC?
Não. ETFs como o IRFM11 não contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). No entanto, os ativos subjacentes do fundo são títulos públicos federais (LTNs e NTN-Fs), que possuem garantia do Tesouro Nacional — considerada a mais sólida do sistema financeiro brasileiro.
Qual a diferença entre IRFM11 e LFTS11?
O IRFM11 replica o IRF-M P2 — índice de títulos prefixados com prazo médio acima de 2 anos (LTNs e NTN-Fs). O LFTS11 replica o IMA-S — índice de títulos pós-fixados atrelados à Selic (LFTs). O IRFM11 tem maior volatilidade e potencial de ganho em ciclos de queda de juros. O LFTS11 é mais estável e adequado para quem quer acompanhar a Selic com baixo risco de oscilação.
Como comprar IRFM11 pelo homebroker?
Para comprar IRFM11, acesse o homebroker da sua corretora, busque o código “IRFM11”, defina a quantidade de cotas desejada e confirme a ordem. O pregão funciona das 10h às 17h em dias úteis. A liquidação ocorre em D+2. O valor mínimo é de aproximadamente R$ 98 a R$ 100 por cota. Muitas corretoras não cobram taxa de corretagem para ETFs.
O IRFM11 é uma das ferramentas mais eficientes para capturar ciclos de queda de juros na renda fixa — mas exige horizonte adequado e alocação dimensionada. Colocar mais do que sua carteira comporta em prefixados longos, sem considerar sua necessidade de liquidez, é o caminho mais curto para realizar um prejuízo desnecessário. Quer saber qual proporção do IRFM11 faz sentido para o seu perfil e momento? A Renova Invest faz essa análise com você — fale com um assessor.