Procurando uma forma prática de diversificar sua carteira? A Carteira Recomendada de ETFs (ETF Strategy) do BTG Pactual reúne, mensalmente, uma seleção estratégica de fundos de índice locais e internacionais.
A proposta é construir uma alocação eficiente entre diferentes classes de ativos — renda fixa, ações e alternativos — com foco em retorno consistente e controle de risco. Apresentamos, abaixo, a Carteira Recomendada de ETFs do BTG Pactual para setembro de 2026. Confira:
Objetivo da Carteira de ETFs
A carteira tem como benchmark o CDI, seguindo a lógica das estratégias multimercado. O objetivo é gerar retornos consistentes no longo prazo por meio de uma alocação ativa (macro-driven) entre classes de ativos. O portfólio é composto por ETFs negociados em bolsa, incluindo tanto ativos locais quanto BDRs de ETFs globais.
Benchmark: CDI
Classe de ativos: ETFs (locais e BDRs de ETFs globais)
Periodicidade de revisão: mensal (1º dia útil de cada mês)
Alocação atual: 70,0% Brasil / 30,0% global
Confira a Carteira de ETFs | Setembro 2026
| Código | Nome / índice | Classe | Região | Alocação |
|---|---|---|---|---|
| LIQB11 | Tesouro Selic (Teva Tesouro Selic) | Renda Fixa — Pós-fixado | Brasil | 10,0% |
| DEBB11 | Debêntures CDI (Teva Debêntures DI) | Renda Fixa — Pós-fixado | Brasil | 15,0% |
| PACG11 | IMA-B (inflação) | Renda Fixa — Inflação | Brasil | 20,0% |
| PACL11 | IMA-B 5+ (inflação longa) | Renda Fixa — Inflação | Brasil | 7,5% |
| LTNB11 | Prefixado (IRF-M) | Renda Fixa — Prefixado | Brasil | 7,5% |
| IBOB11 | Ibovespa | Renda Variável — Ações | Brasil | 5,0% |
| BZEQ11 | EWZ — exportadoras de commodities (“Ibovespa dolarizado”) | Renda Variável — Ações | Brasil | 5,0% |
| HGBR11 | Crédito corporativo americano investment grade (iBoxx USD Liquid IG BRL Hedged) | Renda Fixa Global | Global | 10,0% |
| SPXB11 | S&P 500 | Renda Variável — Ações | Global | 10,0% |
| SPBZ11 | S&P 500 com hedge cambial (S&P 500 Futures-Quanto) | Renda Variável — Ações | Global | 10,0% |
Fonte: Bloomberg e BTG Pactual. Composição de setembro/2026, com dados de 31/08/2026. Entraram na carteira LIQB11, PACL11, BZEQ11 e SPBZ11; saíram LLFT11, PACC11 e PACB11. A classe de alternativos segue sem alocação no mês (0,0% na tática, contra 5,0% na alocação estrutural).
Alocação da carteira
Renda fixa: 60,0% (Brasil) + 10,0% (global) = 70,0%
Renda variável: 10,0% (Brasil) + 20,0% (global) = 30,0%
Brasil: 70,0% · Global: 30,0%
Por moeda: 75,0% em BRL · 25,0% em USD
Principais mudanças da carteira em setembro
O mês trouxe alterações relevantes, resumidas pelo BTG como simplificação da carteira e maior exposição ao dólar. Nos ETFs Brasil, o LLFT11 foi trocado pelo LIQB11 por eficiência tributária — o IR sobre o ganho de capital cai de 25% para 15% —, mantendo a mesma estratégia de caixa atrelado a ativos pós-fixados. Em inflação, a alocação em PACC11 (IMA-B 5) foi retirada, com a leitura de que a maior parte do retorno da classe já foi capturada após a queda importante dos yields mais curtos; o PACG11 segue em 20% e a inflação longa passa a ser feita pelo PACL11 (IMA-B 5+), com 7,5%. O prefixado LTNB11 sobe de 5,0% para 7,5%, aproveitando pontos de entrada melhores nos prêmios mais longos em um ambiente institucional que deve ficar menos volátil.
Na renda variável, a estratégia foi mantida em tamanho, mas dividida ao meio para proteger o resultado das oscilações cambiais: 5,0% em IBOB11 e 5,0% em BZEQ11 (o “Ibovespa dolarizado”) na parcela Brasil, e 10,0% em SPXB11 e 10,0% em SPBZ11 na parcela global, seguindo a mesma lógica de hedge cambial. Por fim, o HGBR11 sobe de 7,5% para 10,0%: além do retorno consistente, a casa não espera que o Fed inicie um ciclo de alta de juros na reunião de setembro, o que ajuda a performance do crédito corporativo americano.
Cenário macro
Em agosto, os mercados globais entregaram retornos positivos para portfólios alocados em risco, repetindo a tendência de os Estados Unidos performarem melhor que a Zona do Euro entre os desenvolvidos — e de o Brasil descolar negativamente dos seus pares emergentes. O ambiente reflete uma economia americana crescendo de forma contínua acima do potencial, sustentada pelos elevados investimentos em capex para suportar o crescimento da inteligência artificial. Assim, mesmo com precificações cada vez maiores de um início de alta de juros pelo FOMC, os ativos de risco americanos mantêm retornos com menor sensibilidade ao mercado de juros. Por aqui, o fluxo estrangeiro seguiu com saídas, reflexo da proximidade das eleições presidenciais, que adiciona incerteza de curto prazo à economia brasileira — o movimento natural é de proteção contra essa volatilidade nos próximos meses.
Performance da estratégia
Em agosto, o ETF Strategy rendeu +1,78%, acima tanto do CDI (+1,09%) quanto do IHFA (+1,44%). O destaque foi o SPXB11, com contribuição de +0,93 p.p. — 52% de todo o retorno do mês. A parcela global somou +1,00 p.p., enquanto os ETFs de ativos locais contribuíram com +0,78 p.p., explicados majoritariamente pela renda fixa atrelada à inflação (+0,47 p.p.) e pelos pós-fixados (+0,28 p.p.).
No acumulado de 2026, a carteira soma +6,90%, contra +9,33% do CDI e +4,55% do IHFA — a contribuição vem de +6,30% da parcela Brasil e +0,54% da parcela global. Em 12 meses, o ETF Strategy acumula +13,03%, frente a +14,60% do CDI e +9,80% do IHFA. É importante contextualizar: nessa janela, a carteira entrega 89% do CDI em um ambiente de juros domésticos elevados, enquanto o índice de referência dos fundos multimercados brasileiros entrega 67% do CDI.
Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.
Histórico de retornos em 2026
| Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Ano | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ETF Strategy | 1,99% | 0,61% | -0,41% | 1,23% | 0,46% | 0,35% | 0,70% | 1,78% | 6,90% |
| CDI | 1,16% | 1,00% | 1,21% | 1,09% | 1,07% | 1,12% | 1,22% | 1,09% | 9,33% |
| IHFA (multimercados) | 2,23% | 1,33% | -3,42% | 2,05% | 0,62% | 0,51% | -0,19% | 1,44% | 4,55% |
Fonte: Bloomberg e BTG Pactual. Dados de 31/08/2026. As séries de maio a julho foram revisadas em relação ao relatório anterior, conforme a atualização do BTG.
Diferenciais da estratégia
Diversificação entre classes e regiões com poucos ativos
Baixo custo via ETFs (taxas de 0,03% a 0,60% a.a. na carteira atual)
Gestão ativa da alocação (macro-driven)
Busca de equilíbrio entre retorno e risco
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Informações importantes
Este relatório foi elaborado pelo Banco BTG Pactual (BTG Pactual Macro Strategy — Álvaro Frasson e Lucas Costa, CNPI), com dados de 31 de agosto de 2026. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.