MXRF11: vale a pena investir neste FII em 2026?

MXRF11 é um dos FIIs mais populares do Brasil. Veja análise completa de dividendos, riscos e se vale a pena investir em 2026.
MXRF11 vale a pena investir? Análise completa do FII

Em 20 de agosto de 2026, a taxa DI-B3 vigente estava em 13,90% ao ano. Trata-se da taxa corrente anualizada, e não de um retorno já acumulado nos 12 meses anteriores. Mas será que o MXRF11 — um dos fundos imobiliários mais negociados da B3 — ainda é uma boa opção diante desse cenário de juros altos?

MXRF11 Maxi Renda FII Papéis
R$ 9,16 -0,33%
Cotação · atualizada há 2 horas
DY (12 meses) 14,1%
P/VP 0,99
Último rendimento R$ 0,10
Cotação de MXRF11 — últimos 6 meses
máx R$ 9,98 mín R$ 9,16

Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.

Resposta objetiva: O MXRF11 é um fundo de gestão ativa com predominância de crédito imobiliário e distribui proventos mensais que, atendidas as condições legais, são isentos de IR para pessoa física. Porém, com a Selic em 14% ao ano, a decisão depende de comparar o retorno total esperado (proventos mais variação da cota) com alternativas mais previsíveis, como LCIs, LCAs, CDBs ou o Tesouro Selic. Vamos aos números — sempre lembrando que projeções dependem de premissas, não de garantias.

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O que é o MXRF11 e como ele funciona?

O MXRF11 é conhecido como fundo de papel porque a maior parte de sua carteira está em títulos de crédito lastreados no setor imobiliário — principalmente CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Mas a estratégia oficial do fundo é mais ampla: ele também pode investir em cotas de outros FIIs, em ativos imobiliários e em operações de desenvolvimento residencial por meio de permutas financeiras.

Na prática, funciona assim: você compra cotas do fundo na B3, como faria com uma ação. Os recursos são aplicados nas diferentes frentes da estratégia, e os resultados gerados — juros de CRIs, rendimentos de FIIs, resultado de permutas, ganhos de capital — sustentam a distribuição mensal aos cotistas.

Portanto, ao investir no MXRF11 você não se torna dono de um shopping ou galpão logístico. Você fica exposto, sobretudo, a operações de crédito imobiliário estruturado. Essa é a grande diferença entre fundos de papel e os chamados “fundos de tijolo” (aqueles que geram renda por meio de aluguéis).

Além disso, o MXRF11 é gerido de forma ativa. Ou seja, a equipe de gestão decide quais ativos comprar ou vender de acordo com o cenário econômico. Essa flexibilidade permite ajustes estratégicos — como aumentar a parcela de títulos atrelados ao CDI em momentos de juros altos —, mas também exige confiança na competência da gestão.

No relatório gerencial mais recente (data-base de agosto de 2026), o fundo informava cerca de 92 operações de CRI/CRA em carteira. A composição divulgada era de aproximadamente 73,3% em CRIs, 14,5% em cotas de FIIs, 8,9% em permutas financeiras e 3,3% em caixa. Esses percentuais mudam a cada mês, então confirme sempre o relatório mais recente.

Para você ter uma ideia mais concreta: se o fundo distribui R$ 0,10 por cota e cada cota custa R$ 10,00, um investidor com 100 cotas receberá R$ 10,00 no mês. Isso equivale a um rendimento mensal de 1% sobre o capital aplicado — que não é fixo nem garantido.

A liquidez é outra vantagem. Como o MXRF11 é negociado diariamente na B3, você pode comprar ou vender cotas durante o pregão — algo bem mais difícil com CRIs individuais, que têm mercado secundário limitado.

Qual a composição da carteira do MXRF11?

Dentro do book de crédito (a parcela investida em CRIs e CRAs), a indexação é bastante concentrada em inflação. Segundo os dados mais recentes (agosto de 2026), a maior parte desse book estava atrelada a índices de preços (IPCA+ ou INCC+) e uma fatia menor ao CDI. Atenção: esses percentuais descrevem apenas a carteira de crédito, e não a totalidade dos ativos do fundo, que inclui FIIs, permutas e caixa.

Veja como os indexadores dos ativos estavam distribuídos na data-base de agosto de 2026:

Indexador Participação no book de crédito Impacto no rendimento
IPCA+ / INCC+ ~78,2% Tende a proteger contra inflação; remuneração nominal cai em cenários de desinflação
CDI+ ~6,9% Acompanha a Selic; beneficia-se de juros altos
Outros Restante da carteira Variável conforme operação

Com o IPCA acumulado em 4,44% nos últimos 12 meses (dado do Banco Central), os CRIs atrelados à inflação pagam IPCA mais um spread combinado em cada operação. Em igualdade de condições, uma inflação maior tende a elevar a remuneração nominal desses títulos — mas isso não garante aumento imediato nem proporcional do provento por cota, que depende também de defasagens dos indexadores, inadimplência, amortizações, despesas, reservas e da quantidade de cotas emitidas.

A gestão ativa dá ao MXRF11 flexibilidade para ajustar a carteira conforme o cenário macro. Em um ambiente de Selic elevada, por exemplo, pode fazer sentido aumentar a parcela atrelada ao CDI para capturar mais rendimento no curto prazo.

Mas atenção: a concentração em IPCA torna o fundo mais sensível a cenários de queda da inflação. Se o índice recuar de forma consistente, os proventos nominais tendem a diminuir, mesmo que a taxa real dos CRIs se mantenha estável.

Fique atento: além dos CRIs, o fundo pode investir em outros instrumentos. A tributação relevante para você é a do veículo (o FII), e não a do ativo comprado individualmente.

Para avaliar o risco de crédito com mais precisão, consulte o relatório gerencial mais recente do MXRF11. Nele, você encontrará dados essenciais, como:

  • A concentração nos cinco maiores devedores (em porcentagem);
  • A situação de inadimplência das operações da carteira;
  • Informações sobre garantias, duration e reservas do fundo.

Como são os dividendos do MXRF11?

Uma das principais vantagens do MXRF11 é a distribuição mensal de proventos. E, para pessoa física, esses rendimentos podem ser isentos de Imposto de Renda, desde que cumpridas cumulativamente as condições da Lei 11.033/2004:

  • As cotas devem ser negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado;
  • O fundo precisa ter, no mínimo, 100 cotistas (piso elevado de 50 para 100 pela Lei 14.754/2023);
  • O cotista pessoa física não pode deter 10% ou mais das cotas emitidas nem ter direito ao recebimento de 10% ou mais dos rendimentos do fundo — teste que, conforme a lei, considera também as pessoas físicas a ele ligadas (cônjuge, companheiro e parentes em linha reta ou colateral até o 2º grau).

O MXRF11, com mais de 1,5 milhão de cotistas, atende com folga ao requisito mínimo de 100 cotistas. Já a condição de participação individual depende da sua situação pessoal: o relatório do fundo não substitui essa verificação, que deve ser feita com apoio de contador.

O funcionamento dos proventos é simples: existe uma data-com (data de corte). Quem estiver posicionado na carteira até esse dia receberá o dividendo do mês. Quem comprar depois não terá direito ao pagamento daquele ciclo. Após a data-com, vem a data de pagamento, quando o valor cai na sua conta.

Para deixar mais claro: se você tiver R$ 10.000 investidos no MXRF11 e o fundo distribuir R$ 0,10 por cota, com a cota cotada a R$ 10,00, você terá 1.000 cotas e receberá R$ 100 naquele mês.

Vale destacar: os valores distribuídos variam mês a mês. O fundo repassa o resultado efetivamente gerado — juros, amortizações, rendimentos de FIIs, resultado de permutas ou vendas de ativos. Por isso, não espere um dividend yield fixo. O histórico é referência, nunca garantia de rendimentos futuros.

Outro ponto que muitos investidores não percebem é o impacto das emissões de novas cotas. Quando o fundo capta recursos, o patrimônio cresce. Mas para manter o provento por cota estável, o resultado também precisa aumentar na mesma proporção. Se isso não acontecer, o dividendo por cota pode cair temporariamente.

Dica importante: acompanhe os relatórios gerenciais mensais. Se o fundo estiver distribuindo mais do que gerou no período, pode estar usando reservas acumuladas — algo insustentável no longo prazo.

MXRF11 vale a pena em 2026? Análise de preço e P/VP

Com a Selic em 14% ao ano, qualquer investimento de renda precisa ser analisado com lupa. No caso do MXRF11, três variáveis ajudam: o P/VP (preço sobre valor patrimonial), o dividend yield observado e o cenário de juros altos — que torna a renda fixa uma alternativa atraente.

O P/VP mostra se o mercado está precificando o fundo acima ou abaixo do valor de seus ativos. Um P/VP de 1,00 significa que o preço de mercado é igual ao valor patrimonial. Segundo dados de 17/08/2026, o valor patrimonial por cota estava em R$ 9,26 e a cota a mercado em R$ 9,34, o que coloca o P/VP em cerca de 1,01 — perto de 1,00, e não em prêmio elevado.

Sobre proventos, o pagamento de 14 de agosto de 2026 foi de R$ 0,10 por cota — mesmo patamar praticado desde maio. Sobre o preço de fechamento de julho (R$ 9,58), equivale a um yield mensal de 1,04%, ou cerca de 13,29% ao ano se anualizado por juros compostos. Esse número é histórico, não projeção: qualquer estimativa para os próximos 12 meses depende de premissas de inflação, CDI, resultado por cota, novas emissões e uso de reservas.

A 12ª emissão do MXRF11 teve preço de emissão de R$ 9,37 por cota, acrescido de taxa de distribuição primária de 2,89%, resultando em preço efetivo de R$ 9,64 por cota para quem subscreveu. Preço de emissão não equivale a uma declaração de “valor justo” pela gestão — é o resultado da estruturação da oferta.

Sobre diluição, o teste relevante não é a cotação de mercado. Uma emissão pode diluir o valor patrimonial por cota quando é feita, líquida de custos, abaixo do valor patrimonial, ou quando o retorno da alocação dos novos recursos não compensa o aumento da quantidade de cotas. O direito de preferência também pode mitigar o efeito econômico para quem já é cotista.

Checklist para decidir se vale a pena investir no MXRF11:

  • P/VP: analise-o em conjunto com a qualidade da carteira. Faixas como 1,05 ou 1,10 aparecem muito em análises de mercado, mas são premissas editoriais, não regras objetivas;
  • Dividend yield anualizado: compare com o retorno líquido de uma LCI a 90% do CDI (cerca de 12,5% ao ano na hipótese de CDI constante a 13,90%);
  • Qualidade da carteira: verifique inadimplência, concentração por devedor, garantias, spreads e duration no relatório gerencial;
  • Resultado vs. distribuição: confira se o fundo está distribuindo o que gera de resultado, não reservas;
  • Contexto macro: inflação elevada tende a favorecer o book de IPCA; desinflação pressiona os proventos nominais.

Na hipótese de CDI constante em 13,90% ao ano, uma LCI a 90% do CDI entregaria cerca de 12,5% ao ano, livre de IR. O yield anualizado observado no MXRF11 em agosto de 2026 (cerca de 13,2%) ficava, portanto, próximo desse patamar — o que torna a decisão menos uma questão de “quem paga mais” e mais uma questão de risco, volatilidade e retorno total.

Além disso, decisões regulatórias podem impactar o preço das cotas. Um exemplo é a controvérsia sobre a distribuição de rendimentos do MXRF11: houve decisão do Colegiado da CVM em 21/12/2021, com forte repercussão de mercado em janeiro de 2022, e reconsideração em maio de 2022, quando o Colegiado, por unanimidade, reconheceu a regularidade do tratamento contábil dado à distribuição de Lucro Caixa Excedente. Em 27/11/2024, o Ofício Circular Conjunto CVM/SSE/SNC 3/2024 trouxe orientações complementares, esclarecendo que os rendimentos podem ser apurados pelo Lucro Caixa ou pelos ganhos contabilizados, com distribuição mínima obrigatória de 95% do Lucro Caixa acumulado. Episódios como esse reforçam a importância de não concentrar todo o patrimônio em um único FII.

Com a Selic em 14% ao ano e o P/VP próximo de 1,00, o MXRF11 não está “caro” pelo indicador, mas segue exigindo do investidor iniciante tolerância à volatilidade e ao risco de crédito que a renda fixa isenta não impõe.

Quais são os riscos do MXRF11?

Investir em fundos de papel oferece vantagens, mas traz riscos específicos que vão além da volatilidade do preço das cotas. Vamos entender cada um deles:

Risco de crédito

  • Se os devedores dos CRIs atrasarem ou deixarem de pagar, os rendimentos distribuídos podem cair;
  • Concentração em poucos devedores aumenta o impacto de uma inadimplência isolada;
  • Em recessões, a qualidade do crédito imobiliário tende a piorar, elevando o risco de calotes.

Risco de mercado

  • O preço da cota oscila diariamente na B3, independentemente do valor patrimonial do fundo;
  • Quando os juros sobem, o preço das cotas tende a cair (efeito da marcação a mercado);
  • Eventos regulatórios já provocaram oscilações relevantes nas cotas do fundo, como no episódio de janeiro de 2022 — para dimensionar a variação exata de cada pregão, consulte os dados oficiais de negociação da B3.

Risco regulatório

  • Mudanças nas regras de distribuição de proventos podem afetar quanto o fundo é capaz de pagar;
  • Eventuais alterações na isenção de IR para FIIs reduziriam o apelo do produto;
  • Outras mudanças legislativas de tributação podem alterar o panorama comparativo entre classes de ativos.

Risco de diluição

  • Cada nova emissão pode diluir o cotista antigo se os recursos captados não forem alocados de forma eficiente;
  • O ponto crítico é o preço de emissão líquido de custos frente ao valor patrimonial por cota, e não apenas a comparação com a cotação de mercado.

Apesar desses riscos, o MXRF11 tem uma vantagem importante: liquidez. Diferente de FIIs menores ou de CRIs individuais, suas cotas são negociadas diariamente com bom volume. Porém, em momentos de crise, o spread entre compra e venda pode aumentar, dificultando a venda pelo preço desejado.

O risco mais subestimado pelos investidores iniciantes não é a queda do preço da cota, mas a possibilidade de redução permanente dos proventos em caso de deterioração da carteira de crédito.

Na prática, a gestão ativa é a principal ferramenta para mitigar esses riscos: monitorar devedores, ajustar a carteira e diversificar entre indexadores. Por isso, avaliar o histórico da gestão é tão importante quanto olhar o dividend yield do último mês.

MXRF11 vs. renda fixa: qual rende mais em 2026?

Com a Selic em 14% ao ano, a renda fixa oferece retornos que não víamos há anos. Comparar o MXRF11 com LCI, LCA, CDB ou Tesouro Selic é essencial para decidir de forma informada.

A principal vantagem do MXRF11 frente à renda fixa tributada é a isenção de IR nos proventos para pessoa física. Isso o coloca em pé de igualdade tributária com LCIs e LCAs — mas com perfil de risco bem diferente.

Simulações simplificadas: R$ 50.000 por 12 meses em cada opção. Todas assumem CDI constante a 13,90% ao ano e Selic constante a 14% ao ano, hipótese de trabalho e não garantia de retorno.

LCI/LCA a 90% do CDI (isenta de IR)

  • Rendimento estimado em 12 meses: 12,51% (90% de 13,90% a.a.);
  • IR: isento para pessoa física, com base na Lei 11.033/2004. A MP 1.303/2025 chegou a propor mudanças na tributação, mas caducou em 08/10/2025, de modo que o regime anterior foi preservado;
  • Valor final: R$ 56.255,00;
  • Liquidez: sem resgate antecipado (a não ser no mercado secundário, com possibilidade de deságio);
  • Risco: crédito da instituição emissora + proteção do FGC até R$ 250 mil.

CDB a 100% do CDI

  • Rendimento bruto em 12 meses: 13,90% (R$ 6.950);
  • IR: 17,5% sobre os juros, alíquota aplicável a resgates entre 361 e 720 dias (R$ 1.216,25);
  • Ganho líquido estimado: R$ 5.733,75;
  • Valor final líquido: R$ 55.733,75;
  • Liquidez: diária em CDBs com liquidez imediata;
  • Risco: crédito da instituição emissora + FGC até R$ 250 mil.

Tesouro Selic

  • Rendimento: próximo à Selic (14% ao ano na hipótese adotada), com IR regressivo;
  • Valor final em 12 meses, com IR de 17,5% (361 a 720 dias): aproximadamente R$ 55.775 antes da taxa de custódia da B3;
  • Custódia B3: 0,20% ao ano sobre a parcela que excede R$ 10.000 por CPF em Tesouro Selic, o que reduz um pouco o valor final;
  • Liquidez: diária, com resgate em D+1;
  • Risco: soberano (o mais seguro do mercado).

MXRF11 (para comparação)

  • Proventos: isentos de IR para pessoa física, atendidas as condições legais;
  • Referência de yield: cerca de 13,2% ao ano anualizados a partir do provento de agosto de 2026 (R$ 0,10 por cota, yield mensal de 1,04%). Projetar esse número para 12 meses exige premissas próprias de inflação, CDI e resultado;
  • Proventos estimados em 12 meses: entre R$ 5.250 e R$ 6.500, conforme o yield adotado — sem considerar variação do preço das cotas, que pode somar ou subtrair retorno;
  • Liquidez: diária na B3;
  • Risco: crédito dos CRIs + volatilidade do preço da cota + exposição a mudanças regulatórias.

Conclusão prática: em termos de renda isenta, LCI/LCA a 90% do CDI e o yield recente do MXRF11 ficam em patamares próximos. A diferença decisiva está no risco e na composição do retorno: na LCI/LCA você conhece o valor final; no FII, o retorno total é a soma de proventos com a variação da cota, que pode ser positiva ou negativa.

Para investidores conservadores ou com horizonte de até 12 meses, a LCI/LCA isenta ou o Tesouro Selic entregam retorno previsível com risco menor; no MXRF11, o retorno depende também do comportamento da cota.

O MXRF11 faz mais sentido para quem:

  • Busca renda mensal recorrente;
  • Aceita volatilidade no preço da cota;
  • Tem horizonte de médio a longo prazo (24 meses ou mais).

Para investidores com mais de R$ 50.000 e horizonte acima de 2 anos, uma alocação parcial no MXRF11 pode complementar a carteira — desde que:

  • O P/VP seja avaliado junto com a qualidade da carteira, e não isoladamente;
  • O retorno total esperado, líquido de custos, compense o prêmio de risco em relação à LCI isenta (cerca de 12,5% ao ano na hipótese de CDI constante).

Se você está considerando incluir o MXRF11 em sua estratégia de investimentos, converse com um assessor da Renova Invest. Ele poderá te ajudar a estruturar essa decisão de acordo com seu perfil, horizonte e objetivos específicos.

Antes de tomar qualquer decisão, confira a Selic vigente diretamente no portal do Banco Central.

Perguntas Frequentes

Como investir no MXRF11? Passo a passo

Investir no MXRF11 segue um processo semelhante ao de comprar uma ação. Primeiro, abra conta em uma corretora de valores de sua confiança. Depois, transfira o valor que deseja investir. No home broker, digite o código MXRF11 e defina a quantidade de cotas. Escolha entre ordem limitada (preço fixo) ou a mercado (execução imediata). Assim que a ordem for executada, as cotas aparecerão na sua custódia — e você passará a ter direito aos proventos dos meses em que estiver posicionado até a data-com.

Como investir no Tesouro Direto? Passo a passo

Comece abrindo conta em uma instituição financeira habilitada pelo Tesouro Nacional (bancos ou corretoras). Após aprovação, acesse o site ou app e escolha o título: Tesouro Selic (pós-fixado), Tesouro IPCA+ (híbrido) ou Tesouro Prefixado. A compra deve respeitar a fração mínima de 0,01 título, ou seja, 1% do valor do papel — portanto, o valor mínimo em reais varia conforme o preço do título, sendo possível investir a partir de cerca de R$ 30. Os títulos são creditados em D+1. Lembre-se: até R$ 10.000 em Tesouro Selic há isenção da taxa de custódia da B3; acima disso, a taxa é de 0,20% ao ano sobre o excedente.

Tesouro Direto CAIXA vs. plataforma oficial: quais as diferenças?

Investir pela CAIXA é uma opção para quem já é cliente e valoriza a praticidade das agências e do app. Segundo a página oficial do banco, não há cobrança de tarifa de custódia própria da CAIXA no Tesouro Direto — permanece aplicável a taxa da B3, conforme as regras do programa. Como os títulos pertencem ao mesmo programa federal, a diferença entre canais está na experiência de uso, no atendimento, nas ferramentas de simulação, na possibilidade de programar aportes recorrentes e em eventuais tarifas cobradas pela instituição. Vale comparar esses pontos verificáveis antes de escolher onde investir.

Quanto rende 1.000 reais no Tesouro Direto hoje?

No Tesouro Selic, na hipótese simplificada de taxa constante de 14% ao ano, R$ 1.000 rendem cerca de R$ 140 brutos em 12 meses. Sobre esse rendimento incide IR regressivo, cobrado no resgate: 22,5% até 180 dias; 20% de 181 a 360 dias; 17,5% de 361 a 720 dias; e 15% acima de 720 dias. Para 12 meses, a alíquota aplicável é 17,5%, ou seja, R$ 24,50 de imposto e R$ 115,50 líquidos. Como o saldo é inferior a R$ 10.000, não há custódia da B3, e o valor final seria de aproximadamente R$ 1.115,50.

Quanto rende 20 mil no Tesouro Direto por mês?

Com R$ 20.000 no Tesouro Selic e taxa constante de 14% ao ano, a taxa mensal equivalente é de aproximadamente 1,098%, o que gera cerca de R$ 219,58 brutos no primeiro mês. Importante: o imposto não é descontado mensalmente — ele incide no resgate ou no vencimento. Se houvesse resgate após cerca de 30 dias, com IR de 22,5%, o valor líquido seria de aproximadamente R$ 170,17, antes da custódia da B3 e do IOF, que ainda incide em aplicações com menos de 30 dias. Para simulações precisas, use a calculadora oficial do Tesouro Direto.

Como funciona o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional que democratiza o acesso aos títulos públicos federais. Funciona assim: você empresta dinheiro ao governo comprando títulos pela internet e recebe juros como compensação. Os principais títulos são:

  • Tesouro Selic: acompanha a taxa Selic, indicado para quem busca liquidez e baixa oscilação;
  • Tesouro IPCA+: combina inflação (IPCA) + uma taxa real fixa, protegendo o poder de compra;
  • Tesouro Prefixado: rendimento fixo definido na compra, útil para quem quer previsibilidade.

A compra mínima é de 0,01 título (1% do valor do papel), de modo que o valor em reais depende do título escolhido, e a liquidez é diária. A custódia é feita pela B3, com taxa de 0,20% ao ano — com isenção para até R$ 10.000 aplicados em Tesouro Selic. O IR incide sobre os rendimentos no resgate ou no vencimento, seguindo a tabela regressiva de 22,5% a 15%.

Quanto rende R$ 100 por mês no Tesouro Direto?

Aportes mensais de R$ 100 no Tesouro Selic crescem de forma consistente pelo efeito dos juros compostos. Na hipótese de taxa constante de 14% ao ano, com depósitos ao fim de cada mês, o saldo bruto após 12 meses ficaria próximo de R$ 1.281; com aportes no início de cada mês, próximo de R$ 1.295. O IR não pode ser aplicado de forma uniforme: cada aporte tem prazo próprio e pode cair em faixa diferente da tabela regressiva no momento do resgate. Como o saldo permanece abaixo de R$ 10.000, não há custódia da B3. Para simulações precisas com aportes recorrentes, utilize a calculadora do Tesouro Direto.

Em resumo

O MXRF11 é um FII de gestão ativa com predominância de crédito imobiliário: na data-base mais recente (agosto de 2026), cerca de 73,3% da carteira estava em CRIs, 14,5% em FIIs, 8,9% em permutas financeiras e 3,3% em caixa, com o book de crédito majoritariamente indexado ao IPCA. Ele distribui proventos mensais que, atendidas as condições da Lei 11.033/2004, são isentos de IR para pessoa física. Em agosto de 2026, o provento de R$ 0,10 por cota equivalia a um yield mensal de cerca de 1,04% (aproximadamente 13,2% ao ano se anualizado por juros compostos) — patamar próximo do retorno de uma LCI a 90% do CDI na hipótese de CDI constante em 13,90% ao ano. Com valor patrimonial de R$ 9,26 e cota a mercado de R$ 9,34 (17/08/2026), o P/VP estava em cerca de 1,01. A diferença relevante frente à renda fixa isenta não é o yield, mas o risco: no FII, o retorno total inclui a variação da cota, além de inadimplência nos CRIs, efeitos de novas emissões e exposição regulatória — como a controvérsia da CVM sobre distribuição de rendimentos, decidida em dezembro de 2021 e reconsiderada em maio de 2022. Para horizontes de até 12 meses, LCI/LCA e Tesouro Selic entregam previsibilidade maior; o MXRF11 faz mais sentido em estratégias de médio e longo prazo ou para quem busca renda recorrente com diversificação. Se você está avaliando incluir esse FII em sua carteira, converse com um assessor da Renova Invest para alinhar a decisão ao seu perfil e objetivos.

Está pensando em diversificar seus investimentos, mas não sabe por onde começar? A Renova Invest tem uma equipe de assessores especializados prontos para te ajudar a montar uma estratégia personalizada. Fale com um assessor agora e descubra como fazer seu dinheiro render mais, com segurança e alinhado aos seus objetivos.

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CDI hoje
13,90% a.a.
  • Meta Selic14,00%
  • CDI 12 meses14,63%
  • CDI em 20269,60%
Ver CDI e simulação →
Fonte: Banco Central · 08/09/2026

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