Carteira Recomendada de Dividendos BTG Pactual [Junho 2026]

Cofrinho em formato de porquinho, simbolizando poupança e segurança na hora de investir na carteira recomendada de dividendos

Em busca de renda com ações? A Carteira Recomendada de Dividendos do BTG Pactual reúne, mês a mês, empresas selecionadas pelo Equity Research com foco em geração consistente de caixa, resiliência operacional e distribuição sustentável de proventos. A estratégia combina companhias de alta qualidade com forte geração de valor ao acionista, buscando equilibrar dividendos recorrentes e potencial de valorização.

Em junho de 2026, a carteira passa por três alterações: Caixa Seguridade (CXSE3) entra com 10% no lugar de Vibra Energia (VBBR3), enquanto as posições em Allos e Motiva são reduzidas e a exposição a Cury é dobrada.

Objetivo da Carteira de Dividendos

A carteira tem como objetivo selecionar as melhores empresas sob a ótica de geração total de valor ao acionista, com foco na distribuição de proventos. A análise prioriza ativos de alta qualidade, com resiliência na entrega de resultados e geração de caixa. A seleção é feita de forma complementar entre as equipes de análise de empresas e estratégia do BTG Pactual, com revisão mensal.

Confira a Carteira de Dividendos | Junho 2026

Empresa Ticker Peso
Petrobras PETR4 10%
Itaú Unibanco ITUB4 10%
Bradesco BBDC4 10%
Axia Energia AXIA3 10%
Equatorial EQTL3 10%
Copel CPLE3 10%
Caixa Seguridade CXSE3 10%
Cury CURY3 10%
Vale VALE3 5%
Motiva MOTV3 5%
Allos ALOS3 5%
Copasa CSMG3 5%

Fonte: BTG Pactual e Economática.

Dividend yields projetados

Os ativos da carteira projetam dividend yields atrativos. Entre os destaques de 2026 estão Allos (12,2%), Petrobras (9,7%), Bradesco (9,7%), Vale (8,7%) e Caixa Seguridade (8,2%). Para 2027, a Petrobras mantém destaque com 9,8%, Axia salta para 9,3%, Caixa Seguridade chega a 9,0% e Cury escala para 10,6%. Equatorial tem o menor DY do portfólio (1,6% em 2026), refletindo seu perfil de tese de carrego via TIR real elevada, e não de yield corrente.

Múltiplos das principais posições

Em termos de múltiplos, a carteira combina nomes baratos e tese de qualidade. Petrobras negocia a 5,0x P/L 2026, Vale a 5,6x, Bradesco a 6,7x e Cury a 7,5x. O Itaú está a 8,6x P/L 2026. Entre os nomes mais caros do portfólio, Equatorial negocia a 30,6x P/L 2026 (refletindo perfil de carrego com TIR real assimétrica) e Copel a 19,2x.

Principais mudanças na carteira em junho

  • Saída: Vibra Energia (VBBR3, -5%)
  • Entrada: Caixa Seguridade (CXSE3) com peso de 10%
  • Redução: Allos (ALOS3) de 10% para 5%
  • Redução: Motiva (MOTV3) de 10% para 5%
  • Aumento: Cury (CURY3) de 5% para 10%

A entrada da Caixa Seguridade traz para a carteira a Top Pick do BTG no setor de seguros, que segue com momento operacional superior ao do principal concorrente. O perfil de fluxo de caixa de maior prazo (long duration) da carteira de seguros oferece previsibilidade e resiliência — diferencial relevante no ambiente atual. Negocia a 11,1x P/L 2026 com DY de 8,2%.

O aumento em Cury reflete a continuidade do forte impulso do MCMV (Faixa 1 com ganhos de acessibilidade) e o histórico de execução impecável da empresa: velocidade de vendas robusta, margens elevadas e ROIC alto. As reduções em Allos e Motiva realocam capital para teses com gatilhos mais imediatos, sem abandoná-las.

Resumo das teses de junho

Itaú Unibanco (ITUB4) — 10%

As ações caíram 7% nos últimos 30 dias com o sentimento mais fraco para ações brasileiras e preocupações com qualidade de ativos no setor bancário. No caso do Itaú, a qualidade de ativos permanece sólida e o banco vem reduzindo proativamente exposição ao risco há trimestres — posicionamento prudente, não uma questão estrutural. Negocia a 8,6x P/L 2026. Top Pick entre os grandes bancos.

Bradesco (BBDC4) — 10%

Resultado do 1T26 forte, com sinais mistos em itens do balanço parcialmente explicados pela reorganização societária para acelerar a utilização de créditos tributários. O BTG publicou em meados de abril seu relatório mais construtivo sobre o Bradesco em anos: se a administração conseguir acelerar a geração de patrimônio tangível/caixa (mesmo às custas do lucro contábil de curto prazo), pode destravar valor relevante. A administração inclusive sinaliza novas transações além da operação de saúde.

Petrobras (PETR4) — 10%

Relação risco/retorno atrativa, dado o valor de escassez como (i) integrada de mercado emergente com portfólio pré-sal de baixo custo e (ii) uma das poucas estatais para aproveitar as eleições. Notícias sobre cessar-fogo EUA-Irã e venda de PN pelo BNDES podem pesar no curto prazo. Assumindo Brent a US$ 82/bbl, FCFE yield de ~12% e DY de ~10% para 2026E (~11% DY para 2027 a Brent US$ 75/bbl), bem acima dos ~5–6% das pares globais.

Vale (VALE3) — 5%

BTG elevou estimativas de EBITDA 2026–28, indo na contramão do mercado focado em inflação de custos. Marcação a mercado de minério (~US$ 105–110/t), cobre (próximo de US$ 14 mil/t, máximas históricas) e níquel (~US$ 19 mil/t) mais do que compensa pressões de custos. Vale fica relativamente protegida via contratos de frete de longo prazo e hedge de combustível. Opcionalidade em cobre (~500 mil toneladas vs. ~380 mil) pode adicionar ~10% ao valor de mercado.

Axia Energia (AXIA3) — 10%

Principal beneficiária do cenário de preços de energia mais altos e maior volatilidade. Após payouts adicionais de R$ 4 bi (mar/25) e R$ 4,3 bi (3T), pode se tornar forte pagadora de dividendos nos próximos 5,5 anos. TIR estimada de 12,8%, a segunda mais alta da cobertura.

Equatorial (EQTL3) — 10%

Negocia a TIR real de 10,4%. Excelente investimento de carrego, com duration acima de 10 anos, proteção total contra inflação e baixa sensibilidade a desaceleração econômica. Forma de obter exposição ao que o BTG considera taxas reais de longo prazo altamente assimétricas. Top Pick.

Copel (CPLE3) — 10%

Tem cumprido consistentemente suas metas pós-privatização. Em 2026: (i) conclusão da conversão para o Novo Mercado, e (ii) grande vitória no Leilão de Capacidade (LRCAP). Pagamento de dividendos sob nova política aprovada no início do ano. Negocia a TIR de 10,5%, ainda com potencial à frente apesar do forte desempenho recente.

Caixa Seguridade (CXSE3) — 10% (Novidade)

Top Pick do BTG em seguros desde abril de 2025, com forte performance relativa desde então. Momento operacional superior ao do principal concorrente, e perfil de fluxo de caixa long duration da carteira de seguros oferece previsibilidade. Melhor perfil de “carrego” do setor financeiro. Negocia a 11,1x P/L 2026, com DY de 8,2%.

Motiva (MOTV3) — 5%

2025 marcou racionalização de portfólio (Barcas, Aeroportos) e melhorias em concessões remanescentes (MSVia). Pipeline robusto de leilões e estratégia de reciclagem de capital à frente. TIR real de 12% com duration de ~15 anos. Top Pick em rodovias.

Cury (CURY3) — 10% (aumentou de 5%)

Tese sustentada pelo forte impulso do MCMV após mudanças nas condições do programa (preços máximos, faixas de elegibilidade, taxas). Execução impecável: velocidade de vendas robusta, margens elevadas, retornos altos. Crescimento de LPA de ~35% a/a projetado para 2026 e DY estimado de 8%. Negocia a 7x P/L 2026.

Copasa (CSMG3) — 5%

Projeto de lei de privatização definido, com catalisadores remanescentes nos próximos meses. Companhia investiu pouco há anos — RAB deveria ser significativamente maior (atualmente 1,7x EV/RAB). Em caso de privatização, dois catalisadores vs. Sabesp: crescimento líquido da RAB e redução de despesas operacionais como % da RAB líquida.

Allos (ALOS3) — 5% (reduzido de 10%)

Defensividade ao portfólio e exposição a queda de juros via perfil de “proxy de renda fixa”. Anunciou guidance de dividendos para 2026 com yield de 12,2%. Mercado ainda não precificou totalmente a nova política de payout, especialmente após o acordo com a Kinea para criação de um novo FII. Negocia a ~9,5x P/FFO 2026.

Performance da carteira em maio

Em maio, a Carteira Recomendada de Dividendos teve queda de -8,3%, contra -7,6% do IDIV e -7,2% do Ibovespa. Os destaques positivos do mês foram Cury (+7,4%) e Vale (+2,0%). Do lado negativo, Axia Energia (-15,5%), Petrobras (-14,4%), Motiva (-11,8%) e Vibra (-10,7%) pressionaram o resultado.

Rentabilidade acumulada

No ano de 2026, a carteira acumula alta de +9,5%, contra +5,1% do IDIV. Desde 8 de novembro de 2019 (início da série), a Carteira Recomendada de Dividendos acumula rentabilidade de +148,1%, ante 97,2% do IDIV e 61,5% do Ibovespa — uma vantagem de mais de 50 pontos percentuais sobre o índice de dividendos e de cerca de 87 pontos sobre o Ibovespa.

Histórico anual de performance

Ano BTG Dividendos IDIV
2020 -3,2% -1,0%
2021 -2,5% -6,4%
2022 +18,9% +12,6%
2023 +20,8% +26,8%
2024 +3,3% -2,6%
2025 +41,7% +30,0%
2026 (YTD) +9,5% +5,1%

Fonte: BTG Pactual e Economática.

Mapa de proventos

A carteira segue distribuindo proventos de forma consistente. Em 2025, o pagamento acumulado foi de R$ 31,44 por cota teórica, com DY de 10,5% no ano. Em 2024, foram R$ 25,00 (DY 10,6%) e em 2023, R$ 21,92 (DY 6,7%). No acumulado de 2026 até maio, o pagamento por ação soma R$ 8,62, com DY de 1,7% — sinalizando potencial de superar o yield anual histórico se mantida a cadência de pagamentos.

Cenário macroeconômico e estratégia para junho

O ambiente para ações brasileiras se deteriorou nas últimas semanas, com inflação em 5% para 2026 (acima da meta), expectativas de cortes de juros reduzidas de 300 bps para 175 bps no consenso Focus, e saídas estrangeiras acumuladas de R$ 27 bilhões desde meados de abril. Politicamente, o quadro de incerteza com as eleições presidenciais reduziu a convicção de queda no custo de capital.

Nesse contexto, a estratégia da Carteira de Dividendos prioriza:

  • Qualidade defensiva via Itaú, Equatorial e Caixa Seguridade — balanços sólidos para atravessar volatilidade
  • Carrego com proteção inflacionária via utilities (Axia, Equatorial, Copel) e infraestrutura (Motiva)
  • Yields elevados e visíveis via Petrobras (~10% DY 2026), Bradesco (9,7%) e Allos (12,2% guidance)
  • Catalisadores específicos em Cury (MCMV), Bradesco (reorganização societária) e Copasa (privatização)

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Uma resposta

  1. a carteira não é ruim, mas tambem não é top das galaxias, algumas ali recomendadas são tiro na agua, mas quem sou eu para ensinar os expertes ? boa sorte para quem seguir

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