Em busca de renda com ações? A Carteira Recomendada de Dividendos do BTG Pactual reúne, mês a mês, empresas selecionadas pelo time de Research com foco em geração de caixa, resiliência e distribuição consistente de proventos.
A estratégia combina companhias de alta qualidade com forte geração de valor ao acionista, buscando equilibrar dividendos recorrentes e potencial de valorização.
Apresentamos, abaixo, a Carteira Recomendada de Dividendos do BTG Pactual para maio de 2026. Confira:
Objetivo da Carteira de Dividendos
A carteira tem como objetivo selecionar empresas com alta qualidade, geração consistente de caixa e capacidade de distribuir dividendos de forma sustentável no longo prazo. A escolha dos ativos é feita de forma complementar entre a equipe de análise de empresas e estratégia do BTG Pactual, com revisão mensal.
Confira a Carteira de Dividendos | Maio 2026
Veja abaixo a composição recomendada para o mês:
| Empresa | Ticker | Peso |
|---|---|---|
| Petrobras | PETR4 | 10% |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | 10% |
| Bradesco | BBDC4 | 10% |
| Axia Energia | AXIA3 | 10% |
| Equatorial | EQTL3 | 10% |
| Copel | CPLE3 | 10% |
| Motiva | MOTV3 | 10% |
| Allos | ALOS3 | 10% |
| Vale | VALE3 | 5% |
| Vibra Energia | VBBR3 | 5% |
| Copasa | CSMG3 | 5% |
| Cury | CURY3 | 5% |
Fonte: BTG Pactual e Economatica
Indicadores de dividend yield esperado
Os ativos da carteira projetam dividend yields atrativos para 2026 e 2027. Entre os destaques, Allos projeta DY de 11,6% para ambos os anos, Vale oferece 8,9% em 2026, Cury tem yield de 8,9% em 2026 escalando para 11,7% em 2027 e Itaú aponta 7,6% em 2026. Petrobras deve pagar 7,2% em 2026 e 8,6% em 2027. O DY médio ponderado da carteira fica próximo de 7-8% ao ano.
Principais mudanças na carteira
Para maio de 2026, o BTG promoveu uma alteração na composição da carteira:
- Saída: Aura Minerals (AURA33)
- Entrada: Vibra Energia (VBBR3) com peso de 5%
Adicionalmente, houve rebalanceamento de pesos: Vale reduziu de 10% para 5%, enquanto Petrobras dobrou de 5% para 10%, refletindo a visão mais otimista do BTG para a estatal de petróleo no contexto atual.
Visão do BTG para dividendos
O BTG segue priorizando empresas com geração consistente de caixa, balanços sólidos e capacidade de manter ou ampliar o pagamento de dividendos ao longo do tempo.
Destaques da carteira
O Itaú Unibanco continua como Top Pick entre os grandes bancos. Apesar de um valuation um pouco mais exigente, o banco tem balanço sólido para proteger a lucratividade em ambiente volátil, sem deixar de oferecer retornos consistentes.
A Petrobras oferece relação risco-retorno atraente, combinando portfólio pré-sal de baixo custo e alta produtividade. Considerando Brent a US$ 82/bbl, o BTG estima yield de geração de caixa (FCFE) de ~10,5% e dividend yield de ~8,5% para 2026, com projeção de ~9% para 2027.
A Equatorial negocia a uma TIR real de 9,5%, com duration de mais de 10 anos e proteção total contra a inflação — uma das principais teses do BTG no setor de serviços básicos. A Axia Energia destaca-se como principal beneficiária do cenário de preços mais elevados de energia, com payouts adicionais de R$ 4 bilhões anunciados em 2025 que podem transformá-la em forte pagadora de dividendos nos próximos 5,5 anos.
A Allos traz defensividade ao portfólio e exposição ao ambiente de queda de juros, com guidance de distribuição para 2026 que implica yield de 12%. A Vale mantém posição relevante, negociando a dividend yield de ~8% e EV/EBITDA de 4,8x, com proteção relativa ao cenário de inflação de custos.
A Vibra Energia, novidade do mês, é favorecida pelo mercado mais apertado e estratégia competitiva de suprimento. As estimativas indicam EBITDA/m³ acima de R$ 400, sustentando momento positivo de resultados.
Performance da carteira
Em abril de 2026, a carteira apresentou alta de 0,8%, superando o IDIV (-1,2%) e o IBOV (-0,1%). Os destaques positivos foram Axia Energia (+6,0%), Copel (+4,6%) e Equatorial (+3,8%).
Desde o início da série (novembro de 2019), a carteira acumula alta de 170,6%, superando o IDIV (+113,5%) e o Ibovespa (+74,0%).
Cenário macroeconômico e impacto na estratégia
O ciclo de flexibilização monetária deu continuidade em maio, com o Copom reduzindo a Selic de 14,75% para 14,50% ao ano. A projeção do BTG aponta a taxa atingindo 13,00% até o final de 2026.
Em ambiente de juros declinantes, ativos pagadores de dividendos tendem a se beneficiar duplamente: pelo aumento do valor presente dos fluxos de caixa futuros e pela maior atratividade relativa frente a alternativas de renda fixa. O IPCA acumulado em 12 meses em 4,14% reforça a importância de manter parcela da carteira em ativos com geração real de caixa.
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Informações importantes
Este relatório foi elaborado pelo Banco BTG Pactual. Os dados referem-se ao passado e não garantem resultados futuros.
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