Em busca de renda com ações? A Carteira Recomendada de Dividendos do BTG Pactual reúne, mês a mês, empresas selecionadas pelo Equity Research com foco em geração consistente de caixa, resiliência operacional e distribuição sustentável de proventos. A estratégia combina companhias de alta qualidade com forte geração de valor ao acionista, buscando equilibrar dividendos recorrentes e potencial de valorização.
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Neste artigo
- Objetivo da Carteira de Dividendos
- Confira a Carteira de Dividendos | Julho 2026
- Dividend yields projetados
- Múltiplos das principais posições
- Principais mudanças na carteira em julho
- Resumo das teses de julho
- Desempenho da carteira em junho
- Mapa de proventos
- Cenário macroeconômico e estratégia para julho
- Mais carteiras recomendadas para você explorar
- Informações importantes
Objetivo da Carteira de Dividendos
A carteira tem como objetivo selecionar as melhores empresas sob a ótica de geração total de valor ao acionista, com foco na distribuição de proventos. A análise prioriza ativos de alta qualidade, com resiliência na entrega de resultados e geração de caixa. A seleção é feita de forma complementar entre as equipes de análise de empresas e estratégia do BTG Pactual, com revisão mensal.
Confira a Carteira de Dividendos | Julho 2026
| Empresa | Ticker | Setor | Peso |
|---|---|---|---|
| Petrobras | PETR4 | Petróleo & Gás | 10% |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | Bancos | 10% |
| Bradesco | BBDC4 | Bancos | 10% |
| Ambev | ABEV3 | Alimentos & Bebidas | 10% |
| Axia Energia | AXIA3 | Serviços Básicos | 10% |
| Copel | CPLE3 | Serviços Básicos | 10% |
| Caixa Seguridade | CXSE3 | Financeiro (ex-bancos) | 10% |
| Cury | CURY3 | Construção civil | 10% |
| Vale | VALE3 | Mineração & Siderurgia | 5% |
| Tim | TIMS3 | Telecom & Tech | 5% |
| Allos | ALOS3 | Shoppings | 5% |
| Copasa | CSMG3 | Serviços Básicos | 5% |
Fonte: BTG Pactual e Economática.
Dividend yields projetados
Os ativos da carteira projetam dividend yields atrativos. Entre os destaques para 2026 estão Allos (12,4%), Petrobras (11,4%), Bradesco (9,6%), Vale (9,5%) e Tim (8,6%). Para 2027, Petrobras e Allos seguem no topo (11,4% e 12,4%), a Cury escala para 9,8%, a Tim chega a 9,6% e a Axia salta para 9,2%. Copasa (3,1% em 2026) e Axia (5,1% em 2026) têm os menores yields correntes do portfólio, refletindo teses de carrego via TIR real elevada — e não de yield corrente. Os números abaixo são projeções do BTG e não representam garantia de distribuição futura.
| Empresa | DY 2026E | DY 2027E |
|---|---|---|
| Allos (ALOS3) | 12,4% | 12,4% |
| Petrobras (PETR4) | 11,4% | 11,4% |
| Bradesco (BBDC4) | 9,6% | 7,6% |
| Vale (VALE3) | 9,5% | 7,6% |
| Tim (TIMS3) | 8,6% | 9,6% |
| Itaú (ITUB4) | 7,7% | 6,2% |
| Caixa Seguridade (CXSE3) | 7,3% | 8,0% |
| Cury (CURY3) | 7,4% | 9,8% |
| Ambev (ABEV3) | 7,1% | 7,2% |
| Copel (CPLE3) | 7,1% | 7,2% |
| Axia Energia (AXIA3) | 5,1% | 9,2% |
| Copasa (CSMG3) | 3,1% | 6,5% |
Fonte: BTG Pactual e Economática. Projeções sujeitas a alteração.
Múltiplos das principais posições
Em termos de múltiplos, a carteira combina nomes baratos e teses de qualidade. A Petrobras negocia a 4,3x P/L 2026, a Vale a 5,1x, o Bradesco a 6,8x e a Cury a ~8x. O Itaú está a 9,0x P/L 2026. Entre os nomes mais caros do portfólio, a Copel negocia a 19,2x P/L 2026 e a Ambev a ~16x. A Allos aparece a 17,5x P/L, mas a referência mais adequada para shoppings é o P/FFO — nesse caso, 8x em 2026.
Principais mudanças na carteira em julho
O BTG realizou duas trocas em julho, ajustando o portfólio ao cenário mais incerto:
- Saída: Motiva (MOTV3, -5%)
- Saída: Equatorial (EQTL3, -10%)
- Entrada: Ambev (ABEV3) com peso de 10%
- Entrada: Tim (TIMS3) com peso de 5%
A entrada da Ambev adiciona defensividade ao portfólio: balanço sólido (caixa líquido próximo a 0,5x EBITDA), alta liquidez, negócio historicamente resiliente e dividend yield de 7,5%, num momento em que, pela primeira vez em mais de uma década, o BTG vê os fatores micro da companhia favoráveis. A Tim entra sustentada pela geração de caixa e pela remuneração ao acionista — a companhia projeta R$ 5,3 bi a R$ 5,5 bi em proventos em 2026. Do outro lado, a saída de Motiva e Equatorial realoca capital de teses de carrego de duration mais longa para nomes com dividendos correntes mais visíveis.
Resumo das teses de julho
Petrobras (PETR4) — 10%
Mantida na carteira apesar da correção do petróleo. Assumindo um cenário conservador de Brent a US$ 70/bbl, o BTG estima dividend yield de ~11% para 2026 e 2027, com resultados fortes no 2T e 3T (margens de refino elevadas) e exposição cambial atrativa. A pressão técnica das vendas de PN pelo BNDES (~R$ 6,5 bi em seis semanas) parece ter se encerrado. Negociada a 4,3x P/L 2026.
Itaú Unibanco (ITUB4) — 10%
Desempenho superior em junho (+6% vs. -1% do Ibovespa), sustentado pelo perfil defensivo. Qualidade de ativos sólida e redução proativa de risco — posicionamento prudente, não uma questão estrutural. Preferência do BTG entre os grandes bancos, a 9,0x P/L 2026.
Bradesco (BBDC4) — 10%
Resultado do 1T26 forte, com sinais mistos no balanço parcialmente explicados pela reorganização societária que acelera a utilização de créditos tributários. O BTG publicou em abril seu relatório mais construtivo sobre o banco em anos: acelerar a geração de patrimônio tangível/caixa pode destravar valor relevante, com a administração sinalizando novas transações além da operação de saúde. DY projetado de 9,6% em 2026.
Ambev (ABEV3) — 10% (novidade)
Entra na carteira após recomendação elevada para Compra. Adiciona defensividade (balanço sólido, alta liquidez, negócio resiliente) e, pela primeira vez em mais de uma década, o BTG vê fatores micro favoráveis, com recuperação da capacidade de repasse de preços. Catalisadores de curto prazo incluem reajustes do 1T e a demanda sazonal da Copa do Mundo. Negociada a ~16x P/L 2026, com dividend yield de 7,5% e payout de 100%.
Axia Energia (AXIA3) — 10%
Principal beneficiária de preços de energia mais altos e maior volatilidade. Após pagamentos adicionais de R$ 4 bi (2024) e R$ 4,3 bi (3T), pode se tornar forte pagadora de dividendos nos próximos 5,5 anos. TIR real estimada de 11,2%; DY sobe de 5,1% (2026) para 9,2% (2027).
Copel (CPLE3) — 10%
Vem cumprindo consistentemente as metas pós-privatização. Em 2026: conclusão da migração para o Novo Mercado, vitória no Leilão de Capacidade (LRCAP) e revisão tarifária acima do esperado (RAB regulatória superior às estimativas). Pagamentos sob nova política de dividendos aprovada no início do ano. Negociada a uma TIR de 10,0%. [verificar ticker: CPLE3 na tabela do BTG vs. CPLE6 no título da tese]
Caixa Seguridade (CXSE3) — 10%
Top Pick do BTG em seguros desde abril de 2025. Momento operacional superior ao do principal concorrente e perfil de fluxo de caixa long duration, que oferece previsibilidade — o melhor perfil de “carrego” do setor financeiro. Negociada a 12,5x P/L 2026, com DY de 7,3%.
Cury (CURY3) — 10%
Tese sustentada pelo forte momento do MCMV, com mudanças recentes no programa ampliando a acessibilidade e o mercado endereçável. Execução impecável (velocidade de vendas, margens e retornos altos). O BTG projeta crescimento de ~35% no lucro por ação em 2026 e dividend yield estimado de 8%. Negociada a 8x P/L 2026 (6x para 2027).
Vale (VALE3) — 5%
O BTG elevou as estimativas de EBITDA 2026–28, na contramão do mercado focado em inflação de custos: a marcação a mercado de minério de ferro (~US$ 105–110/t), cobre (perto de US$ 14 mil/t, máximas históricas) e níquel (~US$ 19 mil/t) mais do que compensa as pressões de custos. A companhia fica relativamente protegida via contratos de frete de longo prazo e hedge de combustível. A opcionalidade em cobre (~500 mil t vs. ~380 mil) pode adicionar ~10% ao valor de mercado. Negociada a 5,1x P/L 2026, DY de 9,5%.
Tim (TIMS3) — 5% (novidade)
Os resultados do 1T26 reforçaram o guidance para 2026: geração de caixa e remuneração ao acionista como pilares da tese. A geração de fluxo de caixa operacional cresceu 17% a/a (3% acima das estimativas), e a companhia projeta R$ 5,3 bi a R$ 5,5 bi em remuneração aos acionistas em 2026. DY projetado de 8,6% em 2026 e 9,6% em 2027.
Allos (ALOS3) — 5%
Traz defensividade e exposição a queda de juros via perfil de “proxy de renda fixa”. A companhia anunciou guidance de dividendos para 2026 implicando yield de ~12% [fonte: 12% na tese, 12,4% na tabela], com o mercado ainda não precificando totalmente a nova política de payout — especialmente após o acordo com a Kinea para criação de um FII. Negociada a 8x P/FFO 2026.
Copasa (CSMG3) — 5%
Em junho, a Copasa concluiu sua privatização, com a Equatorial assumindo posição de acionista de referência (30%). A companhia renegocia contratos de concessão (cerca de 30% das receitas já no novo modelo; demais municípios decidem até setembro). O BTG vê a ação a uma TIR real de 11,1%, com potencial de se tornar forte pagadora de dividendos (DY médio de 7,6% entre 2026 e 2028, e de dois dígitos nos anos seguintes), assumindo distribuição de até 100% do lucro líquido.
Desempenho da carteira em junho
Em junho, a Carteira Recomendada de Dividendos teve alta de +3,6%, contra +1,8% do IDIV e -1,0% do Ibovespa. Os destaques positivos foram Copasa (+14,4%), Caixa Seguridade (+11,3%) e Cury (+10,5%). Do lado negativo, Petrobras (-8,5%) e Vale (-6,0%) pressionaram o resultado.
Rentabilidade acumulada
No ano de 2026, a carteira acumula alta de +13,5%, contra +7,0% do IDIV. Desde 8 de novembro de 2019 (início da série), a Carteira Recomendada de Dividendos acumula rentabilidade de +157,0%, ante +100,7% do IDIV e +59,8% do Ibovespa — uma vantagem relevante sobre ambos os índices no período. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.
Histórico anual de performance
| Ano | BTG Dividendos | IDIV |
|---|---|---|
| 2020 | -3,2% | -1,0% |
| 2021 | -2,5% | -6,4% |
| 2022 | +18,9% | +12,6% |
| 2023 | +20,8% | +26,8% |
| 2024 | +3,3% | -2,6% |
| 2025 | +41,7% | +30,0% |
| 2026 (YTD) | +13,5% | +7,0% |
Fonte: BTG Pactual e Economática.
Mapa de proventos
A carteira segue distribuindo proventos de forma consistente. Em 2025, o dividend yield acumulado foi de 10,5% no ano; em 2024, de 10,6%; e em 2023, de 6,7%. No acumulado de 2026 até junho, o DY soma 2,2% [valor em R$ por cota não consta no relatório de julho — atualizar se disponível internamente], sinalizando espaço para acompanhar o yield anual histórico caso a cadência de pagamentos se mantenha.
Cenário macroeconômico e estratégia para julho
O ambiente para ações brasileiras seguiu desafiador. A inflação projetada é de 5,33% para 2026 (acima da meta), e o consenso aponta a Selic encerrando o ano em torno de 14% — apenas um corte adicional de 25 bps a partir dos atuais 14,25%. As taxas reais de longo prazo encerraram junho em patamar elevado (7,9%), pressionadas pela expansão dos gastos públicos às vésperas das eleições, e os estrangeiros venderam cerca de R$ 36 bilhões em ações brasileiras desde meados de abril. [dados macro do relatório 10SIM de julho, mesma data]
Nesse contexto, a estratégia da Carteira de Dividendos prioriza:
- Qualidade defensiva via Itaú, Caixa Seguridade e Ambev — balanços sólidos para atravessar a volatilidade.
- Carrego com proteção inflacionária via utilities (Axia, Copel).
- Yields elevados e visíveis via Petrobras (~11%), Allos (12,4% guidance), Bradesco, Vale e Tim.
- Catalisadores específicos em Cury (MCMV), Bradesco (reorganização societária), Copasa (privatização concluída, com a Equatorial como controladora) e Tim (geração de caixa).
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Uma resposta
a carteira não é ruim, mas tambem não é top das galaxias, algumas ali recomendadas são tiro na agua, mas quem sou eu para ensinar os expertes ? boa sorte para quem seguir