Quanto rendem R$ 10 mil no Tesouro Direto em 2026?

Quanto rendem R$ 10 mil no Tesouro Direto em 2026?

Com a Selic em 14,00% ao ano — patamar definido pelo Copom na reunião de agosto de 2026 —, R$ 10 mil no Tesouro Selic geram rendimento bruto relevante, mas o que você efetivamente leva para casa depende de três fatores que a maioria dos iniciantes ignora: o tipo de título, o prazo de permanência e a tabela regressiva do Imposto de Renda.

Enquanto um investidor que resgata em até 180 dias vê o IR consumir 22,5% do ganho, outro que aguarda mais de 720 dias paga 15% — diferença que, somada ao tempo adicional de capitalização, pode representar centenas de reais a mais no bolso. Entender esses números é o que separa quem investe com método de quem paga imposto sem necessidade.

Resposta direta: quanto rendem R$ 10 mil no Tesouro Direto?

O rendimento não é um número fixo — varia conforme três variáveis:

  • Título escolhido: Selic (pós-fixado), IPCA+ (híbrido) ou Prefixado.
  • Prazo de permanência: a alíquota de IR não cai mês a mês; ela muda em faixas, ao ultrapassar 180, 360 e 720 dias.
  • Alíquota de IR regressiva: começa em 22,5% (até 180 dias) e chega a 15% (acima de 720 dias).

Com a Selic vigente em 14,00% ao ano e o CDI em torno de 13,90% ao ano (referência de agosto de 2026), R$ 10 mil mantidos por 1 ano (365 dias, faixa de 361 a 720 dias, IR de 17,5%) no Tesouro Selic tendem a gerar rendimento líquido estimado em torno de R$ 1.100 a R$ 1.150, se a taxa básica permanecer estável no período.

Prazos mais longos ampliam esse resultado: em 2 anos, com IR de 15%, o ganho líquido estimado sobe para aproximadamente R$ 2.500, principalmente pelo efeito dos juros compostos no segundo ano, com benefício adicional da alíquota reduzida de IR.

Mantidas as demais premissas e carregando o mesmo título até o vencimento, um prazo maior amplia o período de acumulação. Em vendas antecipadas de Prefixado ou IPCA+, porém, a marcação a mercado pode reduzir o retorno ou gerar perdas.

Para o Tesouro IPCA+, o rendimento combina a variação do IPCA (que acumulava 4,44% em 12 meses, segundo o IBGE/BCB, referência de agosto de 2026 — verifique a divulgação mais recente) com uma taxa real prefixada no momento da compra, tornando o ganho nominal variável. Já o Tesouro Prefixado trava uma taxa fixa, o que pode ser vantajoso ou desvantajoso dependendo do comportamento da Selic ao longo do período.

Vale destacar que o Tesouro Direto não conta com a cobertura do FGC — diferentemente de CDBs e LCIs. A segurança vem do fato de o emissor ser o governo federal, considerado o devedor de menor risco no país.

O que é o Tesouro Direto e por que ele é o investimento mais seguro do Brasil?

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional, criado em parceria com a B3, que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos federais pela internet. Nas aplicações tradicionais, a compra ocorre em frações de 0,01 título, de modo que o valor mínimo varia conforme o preço do papel — o portal oficial informa opções a partir de cerca de R$ 2. No Tesouro Reserva, o mínimo divulgado é de R$ 1.

É considerado o investimento de menor risco do Brasil porque o emissor é o próprio governo federal. Na prática, o risco de calote é equivalente ao risco de o Brasil deixar de honrar sua dívida interna — historicamente um cenário muito improvável. Por isso, o Tesouro Direto é frequentemente recomendado como base de qualquer carteira de renda fixa.

Todos os títulos têm liquidez diária — o Tesouro Nacional garante a recompra a qualquer dia útil. No entanto, vender antes do vencimento expõe o investidor à marcação a mercado, mecanismo que pode gerar perdas no Prefixado e no IPCA+ em cenários de alta de juros.

O Tesouro Selic é uma exceção importante: como seu preço acompanha a taxa diária, tende a apresentar oscilações pequenas. Ainda assim, o resgate ocorre pelo preço de venda vigente, e custos, impostos e pequenas variações podem afetar o resultado, sobretudo em prazos muito curtos.

Outro ponto relevante é a tributação: ao contrário de LCI e LCA, o Tesouro Direto não é isento de IR para pessoa física. O imposto incide sobre os rendimentos e é retido na fonte no momento do resgate, venda antecipada ou vencimento. Portanto, o planejamento do prazo de permanência impacta diretamente o rendimento líquido.

Para o investidor iniciante, o Tesouro Direto é o ponto de partida mais recomendado: combina segurança elevada, acessibilidade, liquidez e transparência.

Quais são os tipos de título do Tesouro Direto?

Não existe um título que renda mais em todos os cenários. O melhor depende do prazo do investidor, do objetivo financeiro e do ambiente de juros no momento da compra. Selic, Prefixado e IPCA+ são as três famílias de indexação, mas o programa também oferece produtos com finalidades específicas: o Tesouro RendA+ (renda mensal na aposentadoria), o Tesouro Educa+ (renda mensal para custeio de estudos) e, desde maio de 2026, o Tesouro Reserva. Há ainda versões com pagamento de juros semestrais para IPCA+ e Prefixado.

Tipo Indexador Ideal para Risco de venda antecipada
Tesouro Selic (LFT) Taxa Selic diária Reserva de emergência e curto prazo Muito baixo
Tesouro IPCA+ (NTN-B) IPCA + taxa real prefixada Proteção contra inflação no longo prazo Moderado a alto
Tesouro Prefixado (LTN) Taxa prefixada travada na compra Quem quer travar uma taxa conhecida Alto em cenário de alta de juros

Em termos de preço, o Prefixado se valoriza quando as taxas de mercado caem e se desvaloriza quando sobem. Esse efeito só é realizado por quem vende antes do vencimento.

Mantido até o vencimento, o Prefixado entrega exatamente a taxa contratada, independentemente das oscilações posteriores. Ele superará o Tesouro Selic se a taxa travada for maior que a Selic efetivamente acumulada no período — e não simplesmente porque os juros caíram ou subiram após a compra.

Já o Tesouro IPCA+, mantido até o vencimento, entrega rentabilidade bruta vinculada ao IPCA mais a taxa real contratada. O ganho real líquido, porém, dependerá do IR (que incide sobre o rendimento nominal) e das taxas aplicáveis.

Para quem está começando, o Tesouro Selic é geralmente o ponto de entrada mais indicado: não exige previsão sobre o futuro dos juros e apresenta menor volatilidade em resgates antecipados — embora sem garantia absoluta de retorno positivo em qualquer data. Para horizontes mais longos, o IPCA+ é uma escolha estratégica para preservar poder de compra.

Na prática, muitos investidores combinam os três títulos: Tesouro Selic para liquidez, IPCA+ para o longo prazo e Prefixado para travar taxa quando julgam o patamar atrativo. Essa diversificação dentro da renda fixa reduz o risco de timing errado.

Simulação: quanto rendem R$ 10 mil no Tesouro Selic, IPCA+ e Prefixado?

Esta é a seção mais importante do artigo. Aqui você verá como R$ 10.000 tendem a se comportar em cada título — considerando IR regressivo e taxa de custódia de 0,20% ao ano da B3.

Resposta direta: R$ 10 mil no Tesouro Selic rendem, em termos brutos, próximo à Selic vigente (14,00% a.a. em agosto de 2026). Em 365 dias, com IR de 17,5% (faixa de 361 a 720 dias), o rendimento líquido estimado fica em torno de R$ 1.100 a R$ 1.150. O prazo e o tipo de título alteram significativamente esse resultado.

Todos os valores abaixo assumem a Selic e o CDI constantes ao longo do período e desconsideram ágio ou deságio no preço de compra e venda do título. Na prática, as taxas variam — portanto, use esses números como referência aproximada, não como promessa de retorno.

Cenário 1 — Tesouro Selic

O Tesouro Selic rende próximo ao CDI, que roda perto de 13,90% ao ano no patamar atual. Os números a seguir usam o CDI apenas como aproximação de ordem de grandeza: o retorno efetivo do Tesouro Selic depende da taxa de compra do título e do eventual ágio/deságio embutido no preço, o que pode gerar diferenças em relação ao cálculo simplificado.

  • Até 180 dias (IR 22,5%): rendimento bruto estimado: R$ 671 | IR: R$ 151 | Custódia: isenta (estoque até R$ 10 mil) | Valor líquido: cerca de R$ 10.520
  • 365 dias (IR 17,5% — faixa de 361 a 720 dias): rendimento bruto estimado: R$ 1.390 | IR: R$ 243 | Custódia: praticamente nula (apenas sobre a parcela que exceder R$ 10 mil) | Valor líquido: cerca de R$ 11.145
  • 2 anos (IR 15%): rendimento bruto estimado: R$ 2.973 | IR: R$ 446 | Custódia: incide só sobre o excedente acumulado acima de R$ 10 mil (poucos reais no período) | Valor líquido: cerca de R$ 12.527

Importante: a isenção da taxa de custódia da B3 vale para o estoque de Tesouro Selic de até R$ 10 mil por CPF. Se a aplicação inicial de R$ 10.000 se valorizar e o estoque ultrapassar esse limite, a taxa de 0,20% a.a. passa a incidir sobre a parcela excedente. Ou seja, o custo é muito baixo, mas não necessariamente zero durante todo o investimento.

Cenário 2 — Tesouro IPCA+ (prazo de 2 anos)

O Tesouro IPCA+ paga IPCA mais uma taxa real. Trata-se aqui de um cenário hipotético: supondo inflação futura igual ao IPCA acumulado em 12 meses (4,44%, IBGE/BCB, referência de agosto de 2026) e uma taxa real hipotética de 7% ao ano, o rendimento nominal bruto aproximado seria:

Rendimento nominal = (1 + 0,0444) × (1 + 0,07) − 1 ≈ 11,75% ao ano (bruto, antes de IR e custódia)

Sobre R$ 10.000 em 2 anos (IR de 15% acima de 720 dias e custódia de 0,20% a.a.):

  • Rendimento bruto acumulado em 2 anos: aproximadamente R$ 2.489
  • IR de 15% sobre R$ 2.489: cerca de R$ 373
  • Custódia estimada em 2 anos: aproximadamente R$ 45
  • Valor líquido estimado: cerca de R$ 12.071

Nota: a inflação futura é desconhecida e o IPCA passado não se repete automaticamente. A taxa real contratada também varia conforme o título e o momento da compra. Consulte o simulador oficial em tesourodireto.com.br para os valores atualizados.

Cenário 3 — Tesouro Prefixado

Ao contrário dos títulos pós-fixados, o Prefixado trava a taxa na compra. Se você carregar o papel até o vencimento, receberá exatamente a taxa contratada. O que muda entre os cenários abaixo é o resultado de uma venda antecipada, definida aqui como ocorrendo em até 180 dias (IR de 22,5%).

Uma observação metodológica: não é possível calcular com precisão o efeito de uma variação de taxa sem conhecer o vencimento, o preço unitário e a duration do título. A regra aproximada é que o preço varia cerca de 1% para cada 1 ponto percentual de mudança na taxa, multiplicado pela duration em anos. Os exemplos abaixo usam, apenas para ilustrar, um título hipotético comprado a 13,50% ao ano com duration de aproximadamente 2 anos.

Cenário 3A — Juros caem após a compra (venda antecipada em até 180 dias)

Suponha que você compre o Prefixado a 13,50% e, antes de completar 180 dias, as taxas de mercado para aquele vencimento caiam para 12,50%. O título fica mais valioso — vendendo antecipadamente, você realiza ganho adicional.

  • Rendimento acumulado pela taxa contratada em 180 dias: aproximadamente R$ 650
  • Ganho adicional por marcação a mercado (queda de 1 p.p., duration ~2 anos): da ordem de 2% do preço
  • Ganho total bruto na venda: cerca de R$ 850 (valor ilustrativo)
  • IR de 22,5% (até 180 dias): cerca de R$ 191
  • Custódia proporcional ao período: alguns reais
  • Valor líquido estimado: cerca de R$ 10.658

Cenário 3B — Juros sobem após a compra (venda antecipada em até 180 dias)

Agora suponha que as taxas de mercado para aquele vencimento subam de 13,50% para 14,50% no mesmo intervalo. O título fica menos valioso — vendendo antecipadamente, você realiza prejuízo de marcação a mercado.

  • Rendimento acumulado pela taxa contratada em 180 dias: aproximadamente R$ 650
  • Perda por marcação a mercado (alta de 1 p.p., duration ~2 anos): da ordem de 2% do preço
  • Ganho total bruto na venda: cerca de R$ 450 (valor ilustrativo)
  • IR de 22,5% sobre o ganho: cerca de R$ 101
  • Custódia proporcional ao período: alguns reais
  • Valor líquido estimado: cerca de R$ 10.348

A diferença entre esses dois cenários hipotéticos é da ordem de R$ 310 — e cresce quanto maior a duration do título. Se você mantém o Prefixado até o vencimento, a marcação a mercado não altera o resultado final: você recebe exatamente a taxa contratada (13,50% ao ano, no exemplo).

Isso demonstra por que o Prefixado exige conhecimento: ele pode gerar ganho extra em venda antecipada se as taxas caírem, mas também expõe o investidor a perdas se elas subirem.

Esses três cenários mostram que o tempo de acumulação e a decisão de venda são os principais determinantes do rendimento líquido. A diferença entre resgatar em até 180 dias e manter por 2 anos no Tesouro Selic pode passar de R$ 2.000 — sobretudo pelos 18 meses adicionais de juros compostos, com contribuição menor da alíquota reduzida de IR.

Para simular com as taxas exatas do momento da sua compra, use o simulador oficial do Tesouro Direto disponível no portal do Tesouro Nacional.

Como o Imposto de Renda reduz o rendimento do Tesouro Direto?

O IR no Tesouro Direto incide apenas sobre os rendimentos — nunca sobre o valor principal investido. Ele é retido automaticamente na fonte no momento do resgate, venda antecipada ou vencimento, conforme as regras aplicáveis à renda fixa.

A alíquota segue a tabela regressiva, contada em dias corridos:

Prazo Alíquota IR Impacto sobre rendimento
Até 180 dias 22,5% Maior custo tributário
181 a 360 dias 20% Custo moderado
361 a 720 dias 17,5% Custo reduzido
Acima de 720 dias 15% Menor custo tributário

Atenção: a contagem é em dias, não em meses. “Seis meses” pode significar 181, 182 ou 183 dias conforme as datas — e, nesse caso, a alíquota já cai para 20%. Da mesma forma, “um ano” costuma corresponder a 365 dias, o que enquadra o investimento na faixa de 17,5%.

Para entender o impacto real, compare dois investidores com R$ 10.000 no Tesouro Selic:

Investidor A — resgata em até 180 dias (IR 22,5%): supondo rendimento bruto de R$ 671, o IR é R$ 151. Rendimento líquido: cerca de R$ 520.

Investidor B — resgata após 2 anos (IR 15%): supondo rendimento bruto de R$ 2.973, o IR é R$ 446. Rendimento líquido: cerca de R$ 2.527.

O Investidor B paga mais IR em valor absoluto — mas leva quase cinco vezes mais rendimento líquido para casa, sobretudo porque manteve o capital rendendo por mais tempo. A tabela regressiva ajuda, mas o motor principal é o tempo de acumulação.

Além disso, existe o IOF para resgates nos primeiros 30 dias. O IOF reduz de 96% no 1º dia até zero no 30º dia. Na prática, resgatar antes de 30 dias é extremamente desvantajoso — o imposto pode consumir quase todo o rendimento.

Como declarar no IRPF

O Tesouro Direto deve ser declarado no IRPF conforme as normas da Receita Federal. O processo tem três etapas:

  • Bens e Direitos: informe os títulos no grupo de bens financeiros, em “Títulos Públicos e Privados sujeitos à Tributação”, usando os saldos e dados constantes do informe de rendimentos da instituição em 31 de dezembro.
  • Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva/definitiva: os rendimentos já retidos na fonte são informados nessa ficha (código 06 — Rendimentos de Aplicações Financeiras). Você não pagará imposto adicional sobre eles na declaração anual.
  • Vendas antecipadas e vencimentos: os rendimentos do Tesouro Direto realizados em venda antecipada, resgate ou vencimento também são retidos na fonte e declarados em Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva. Não é caso de ficha de “Ganhos de Capital” nem de recolhimento adicional pelo investidor.

Na prática, o planejamento tributário no Tesouro Direto é simples: quanto mais tempo você mantiver o título, menor a alíquota aplicável e maior tende a ser o rendimento líquido. Saber como declarar corretamente evita problemas com a Receita Federal — em caso de dúvida, use sempre o informe de rendimentos da sua instituição.

Taxa de custódia do Tesouro Direto: quanto ela come do seu rendimento?

A taxa de custódia é de 0,20% ao ano sobre o valor dos títulos, cobrada pela B3. Ela é provisionada diariamente a partir da liquidação da operação — portanto, incide proporcionalmente ao tempo que você fica investido.

Sobre R$ 10.000 investidos por 1 ano, a custódia representaria R$ 20. Parece pouco — e de fato é, em comparação ao rendimento bruto do período. No entanto, em prazos longos e valores maiores, o impacto cresce:

  • R$ 10.000 por 1 ano: R$ 20 de custódia
  • R$ 10.000 por 5 anos: aproximadamente R$ 100 de custódia acumulada
  • R$ 100.000 por 1 ano: R$ 200 de custódia

Existe uma exceção importante: o estoque de Tesouro Selic de até R$ 10.000 por CPF é isento da taxa de custódia da B3. A cobrança de 0,20% a.a. incide apenas sobre a parcela que exceder esse valor — inclusive quando o saldo ultrapassa o limite por causa da valorização do próprio investimento. Ou seja, quem aplica exatamente R$ 10.000 começa isento, mas pode passar a pagar sobre o excedente ao longo do tempo.

O Tesouro Reserva foi lançado oficialmente em 11 de maio de 2026, em iniciativa conjunta do Tesouro Nacional, da B3 e do Banco do Brasil. Ele opera 24 horas por dia, nos sete dias da semana, via Pix, disponível inicialmente pelo Banco do Brasil; outras instituições devem ser habilitadas em fases posteriores. Sua custódia também é de 0,20% a.a., com isenção sobre valores investidos de até R$ 10 mil. Para os demais títulos (IPCA+, Prefixado e Tesouro Selic acima de R$ 10.000), a custódia de 0,20% a.a. incide normalmente.

Além da custódia da B3, algumas corretoras cobram taxa própria de administração. Hoje, a maioria das corretoras cobra zero para Tesouro Direto — mas vale confirmar antes de abrir conta. Uma taxa adicional de 0,10% ao ano, por exemplo, reduziria o rendimento líquido de R$ 10.000 em mais R$ 10 por ano.

Para R$ 10.000 no Tesouro Selic, a combinação de isenção de custódia até esse limite e liquidez diária torna este título especialmente eficiente como reserva de emergência.

Na prática, a taxa de custódia raramente é o fator decisivo na escolha do título. O IR e o prazo têm impacto muito maior no rendimento líquido final. Ainda assim, conhecer todos os custos evita surpresas no extrato.

Resumo prático

  • R$ 10 mil no Tesouro Selic rendem próximo à Selic (14,00% a.a. em agosto de 2026) — em 365 dias, com IR de 17,5%, o ganho líquido estimado fica em torno de R$ 1.100 a R$ 1.150.
  • A alíquota de IR cai em faixas (após 180, 360 e 720 dias), de 22,5% até 15%; ainda assim, o principal motor do rendimento é o tempo de capitalização.
  • O estoque de até R$ 10.000 por CPF em Tesouro Selic é isento de custódia B3; acima disso, a taxa de 0,20% a.a. incide sobre o excedente.
  • O Tesouro IPCA+ protege contra a inflação no longo prazo (o ganho real líquido depende do IR e das taxas); o Prefixado entrega a taxa contratada se carregado até o vencimento, mas pode gerar ganho ou perda em venda antecipada.
  • IOF para resgates antes de 30 dias pode consumir quase todo o rendimento — evite resgatar nesse período.
  • Use o simulador oficial do Tesouro Direto para calcular com as taxas exatas do momento da compra.

FAQ — Perguntas frequentes sobre rendimento no Tesouro Direto

Quanto rende R$ 1.000 no Tesouro Direto hoje?

R$ 1.000 no Tesouro Selic, com a Selic em 14,00% ao ano, geram rendimento bruto proporcional ao prazo. Em 365 dias, o rendimento bruto aproximado é de R$ 139. Com IR de 17,5% (faixa de 361 a 720 dias), o ganho líquido fica em torno de R$ 114. Em 2 anos, com IR de 15%, o ganho líquido cresce mais que proporcionalmente, pelo efeito dos juros compostos. Lembre-se: a isenção de custódia B3 vale para estoque de até R$ 10.000 por CPF no Tesouro Selic — então R$ 1.000 estão dentro do limite isento.

Como funciona o Tesouro Direto e o que é?

O Tesouro Direto é um programa do Tesouro Nacional em parceria com a B3. Ele permite que pessoas físicas comprem títulos públicos federais pela internet, em frações de 0,01 título — com valores mínimos que variam conforme o papel, a partir de cerca de R$ 2 segundo o portal oficial (R$ 1 no Tesouro Reserva). Funciona assim: você empresta dinheiro ao governo, que paga juros conforme o indexador do título (Selic, IPCA ou taxa prefixada). Ao final do prazo — ou no resgate antecipado —, você recebe o principal mais os juros, descontados IR e custódia. Aplica-se a qualquer investidor pessoa física com CPF e conta em instituição habilitada.

Quanto rende R$ 20 mil no Tesouro Direto por mês?

Com R$ 20.000 no Tesouro Selic e CDI em torno de 13,90% ao ano, o rendimento bruto mensal aproximado é de R$ 218. Após IR (a alíquota depende do prazo acumulado), o rendimento líquido mensal estimado fica entre cerca de R$ 169 (alíquota de 22,5%) e R$ 185 (alíquota de 15%, acima de 720 dias) — cálculo sobre rendimento bruto mensal de R$ 218. Lembre-se de que, nesse valor, a custódia de 0,20% a.a. incide sobre a parcela que excede R$ 10.000. Atenção: nos primeiros 30 dias, o IOF reduz significativamente o ganho — o rendimento mensal só se consolida após esse período.

Quanto rende R$ 100.000 hoje no Tesouro Direto?

R$ 100.000 no Tesouro Selic, com CDI em torno de 13,90% ao ano, geram rendimento bruto mensal de aproximadamente R$ 1.090. Em 365 dias, o rendimento bruto acumulado é de aproximadamente R$ 13.900. Com IR de 17,5% (faixa de 361 a 720 dias), o ganho líquido anual estimado fica em torno de R$ 11.468. Para esse valor, a custódia de 0,20% a.a. representa cerca de R$ 180 por ano — incidindo sobre o excedente acima de R$ 10.000 no Tesouro Selic. Consulte o simulador oficial para os valores exatos com as taxas vigentes na data da compra.

A diferença entre escolher o título certo e manter o prazo adequado pode representar centenas — ou milhares — de reais a mais no seu patrimônio. A maioria dos investidores deixa dinheiro na mesa por não conhecer a progressão do IR ou subestimar o poder dos juros compostos. Se você quer montar uma estratégia de renda fixa alinhada aos seus objetivos e entender qual combinação de títulos faz mais sentido para o seu perfil específico, fale com um assessor da Renova Invest.

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CDI hoje
13,90% a.a.
  • Meta Selic14,00%
  • CDI 12 meses14,71%
  • CDI em 20269,21%
Ver CDI e simulação →
Fonte: Banco Central · 27/08/2026

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