As criptomoedas se tornaram muito populares, e parte disso se deve à valorização que elas têm apresentado nos últimos anos. Quem quer incluir criptoativos na carteira de investimentos tem diversas alternativas à disposição – e uma delas é a Nano.

Neste artigo, você entenderá o que é Nano e quais são as particularidades dessa criptomoeda. Entre suas características, se destaca o objetivo de resolver alguns problemas presentes em outras moedas digitais.

Então, que tal continuar conosco e aprender mais sobre a Nano, sua história e seu funcionamento? Continue a leitura para conhecer essa criptomoeda!

O que é Nano?

A Nano é uma criptomoeda que foi criada em 2014.  RaiBlocks era seu nome original e XRD foi o seu antigo código identificador. Seu criador é o desenvolvedor de software Colin LeMahieu, que nasceu nos Estados Unidos, no estado de Minnesota.

A intenção do profissional era criar uma criptomoeda que não apresentasse problemas que são encontrados no Bitcoin. Um deles é a falta de eficiência energética, uma vez que a mineração de bitcoins consome uma quantidade enorme de energia.

Para que fique claro esse problema, vale saber que o processo de mineração dos Bitcoins consome mais eletricidade que a Argentina. Pesquisadores da Universidade de Cambridge calculam que a energia elétrica gasta em bitcoins ultrapasse a marca dos 121 terawatts/hora (TWh).

Esse problema, inclusive, tende a aumentar à medida que o Bitcoin se valoriza. Outro ponto que a Nano buscou se diferenciar da moeda mais famosa do mundo tem relação com a latência. Ou seja, o tempo necessário para que as transações sejam concluídas.

Isso ocorre em função da participação de diversos computadores trabalhando na validação dos dados. Para superar essas dificuldades, LeMahieu criou a RaiBlocks – que, após um rebranding, em 2018, passou a se chamar Nano.

Essas mudanças contribuíram para o reposicionamento da marca, garantindo uma eficácia maior em termos de marketing. Hoje, o código da moeda virtual leva justamente o seu nome: NANO.

Como a Nano funciona?

Para entender as particularidades dessa moeda digital é importante conhecer seu funcionamento.

Diversas criptomoedas, como é o caso do Bitcoin, usam a blockchain para registrar as transações. Uma determinada quantidade de transações são agrupadas, formam um bloco e dão origem à hash.

A hash é uma sequência de caracteres – uma frase de segurança – que serve como assinatura daquele bloco. Diversos computadores estão envolvidos nesse processo de registro e validação, o que colabora para a segurança.

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No entanto, isso demanda um grande poder de processamento, além do alto consumo de energia elétrica. Além disso, leva tempo para que as transações sejam registradas – a latência, como você viu.

A Nano Coin tem um funcionamento diferente, já que as transações não são registradas em uma blockchain mundial. Cada conta de usuário tem sua própria blockchain – que é chamado de block-lattice.

É justamente essa característica que reduz a latência. Dessa forma, as transações são concluídas instantaneamente. Bastante interessante, não é mesmo?

Mineração

Talvez você esteja se perguntando sobre a mineração de moedas na rede da Nano. Todas as moedas da Nano já foram distribuídas, e agora transitam entre os usuários.

Quando uma transação é feita, não é preciso que um grande grupo de máquinas registrem e validem a informação — o que é conhecido como Proof of Work (PoW), ou prova de trabalho.

Isso é feito por meio de um processo chamado Proof of Stake (PoS), ou prova de participação. Ela também é baseada em algoritmos de criptografia, mas o poder de processamento necessário é muito menor.

Desse modo, a Nano permite uma escalabilidade ilimitada, considerando que os custos de cada transação são muito baixos.

Quais são as vantagens?

As vantagens da Nano estão ligadas, principalmente, à eficiência energética e à baixa latência. Afinal, nessa moeda, não existe um complexo processo de mineração ou de validação de dados.

Além disso, cada conta de usuário tem a sua blockchain, como você já sabe. Assim, as transações podem ser concluídas de modo instantâneo – diferente do modelo do Bitcoin.

Quais são os riscos da Nano?

Apesar das vantagens, existem alguns riscos relacionados a essa criptomoeda. Muitos deles estão relacionados com uma eventual falta de conhecimento do próprio usuário.

Antes de comprar Nanos – ou qualquer outra moeda digital – é preciso entender muito bem o funcionamento de uma carteira de criptomoedas. É importante se certificar também da compatibilidade entre a carteira e a plataforma usada na compra do criptoativo. Do contrário, você corre o risco de simplesmente perder as suas moedas.

Além disso, é importante ter em mente que não existe uma regulamentação referente ao uso de criptomoedas aqui no Brasil. Isso significa que os órgãos reguladores do mercado financeiro não oferecem suporte caso você tenha problemas.

Depois de conhecer o que é Nano e como essa criptomoeda funciona, se tornou possível entender as características bastante particulares dessa moeda, certo? Se o seu objetivo é ter uma carteira de ativos como a Nano, esta é mais uma opção disponível no mercado.

Contudo, antes de incluí-la em sua carteira de investimentos, lembre-se de considerar o seu perfil de investidor e os seus objetivos. Para contar com maior segurança nos seus aportes pode fazer sentido também buscar por alternativas regulamentadas, como os fundos de investimento.

Então considere tudo o que aprendeu neste post e faça escolhas mais embasadas de investimento!

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