Investir no agronegócio é uma das estratégias mais buscadas por quem deseja diversificar a carteira e aproveitar o potencial de um dos setores mais importantes da economia brasileira. Mesmo assim, muitos investidores ainda não sabem como participar desse mercado sem ter uma fazenda, terras ou produção própria.
Nos últimos anos, o setor agro ganhou ainda mais relevância, contribuindo fortemente para o PIB, para as exportações e para a geração de empregos em todo o país. Isso reforça seu papel estratégico tanto no cenário interno quanto no mercado global.
Além disso, o avanço do mercado financeiro democratizou o acesso a produtos ligados ao agro. Hoje, qualquer investidor consegue se expor ao setor usando fundos, títulos de crédito, ações, certificados e até commodities, tudo de forma simples, on-line e sem burocracia.
Ao longo deste conteúdo, você vai entender como funciona investir nesse setor, quais são as principais alternativas disponíveis e como escolher as que mais combinam com o seu perfil. Continue lendo.
Como investir no agronegócio? Principais formas de exposição ao setor
A boa notícia é que investir no agronegócio hoje é possível sem colocar o pé no campo. O mercado financeiro traz várias formas práticas de acessar essa cadeia produtiva, desde opções conservadoras até alternativas mais arrojadas.
A seguir, veja as melhores maneiras de investir no agro de forma inteligente e estratégica.

1. Fiagro: o jeito mais completo de investir no agronegócio
Os Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais) são fundos criados especialmente para investir em ativos ligados ao agronegócio, como CRAs, imóveis rurais, empresas, operações estruturadas ou financiamentos agrícolas. Eles funcionam de forma semelhante aos fundos imobiliários, mas com foco 100% no agro.
Entre seus principais diferenciais estão:
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diversificação automática, já que o investidor acessa uma carteira completa;
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gestão profissional, que seleciona os melhores ativos do setor;
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acessibilidade, pois são negociados na bolsa com valores de entrada baixos;
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maior liquidez em comparação a títulos tradicionais do agronegócio.
Por isso, Fiagros são ideais para quem deseja uma exposição ampla, diversificada e com suporte de especialistas.
2. Ações de empresas do agronegócio
Outra forma de investir no agronegócio é comprar ações de companhias que atuam direta ou indiretamente no setor. Isso inclui:
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empresas de insumos agrícolas;
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frigoríficos e exportadoras;
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cooperativas agroindustriais;
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empresas de logística;
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companhias de tecnologia para o campo.
Investir em ações oferece potencial de valorização no longo prazo e pode gerar renda passiva por meio de dividendos. No entanto, como se trata de renda variável, é importante considerar a volatilidade e o impacto de fatores como clima, câmbio e demanda global.
Essa alternativa combina com quem aceita oscilações e busca ganhos maiores no longo prazo.
3. LCAs: segurança e isenção de IR
As LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) são títulos de renda fixa emitidos por bancos para financiar o crédito rural. Seus principais atrativos são:
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isenção de Imposto de Renda para pessoa física;
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cobertura do FGC até R$ 250 mil por CPF e instituição;
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rentabilidade previsível com opções pré-fixadas, pós-fixadas ou híbridas.
São excelentes para quem busca segurança, liquidez e benefícios fiscais enquanto apoia o desenvolvimento do setor.
4. CRAs: retorno maior para quem aceita mais risco
Os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) são títulos emitidos por securitizadoras e lastreados em recebíveis do agro. Eles:
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também são isentos de IR;
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podem oferecer rentabilidade superior às LCAs;
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não possuem cobertura do FGC;
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costumam ter prazos mais longos.
São indicados para investidores moderados ou arrojados que buscam um rendimento maior e entendem que esses títulos envolvem risco de crédito.
5. CPRs: exposição direta ao produtor rural
As Cédulas de Produtor Rural (CPRs) representam uma promessa de entrega futura de produtos ou pagamento em dinheiro. Funcionam como uma forma tradicional de financiamento agrícola.
Apesar de poderem oferecer boa rentabilidade, apresentam riscos como:
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ausência de FGC;
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risco climático;
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risco de inadimplência;
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menor liquidez.
São indicadas para investidores mais experientes e com tolerância a oscilações.
6. Commodities e Contratos futuros
Também é possível investir no agronegócio por meio de commodities agrícolas, como:
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soja
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milho
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café
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açúcar
Esses ativos podem ser negociados diretamente ou via contratos futuros, permitindo tanto proteção contra oscilações quanto especulação.
Por serem produtos mais complexos, são recomendados para investidores avançados.
7. CDCA (Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio)
O CDCA é um título de renda fixa emitido por empresas do agronegócio para financiar suas atividades. Ele é lastreado em direitos creditórios, valores que essas empresas têm a receber e oferece isenção de Imposto de Renda para pessoa física.
Ao comprar um CDCA, o investidor empresta dinheiro à empresa e recebe juros em troca, que podem ser pagos periodicamente ou apenas no vencimento.
Apesar de atrativo, o título não conta com garantia do FGC, sendo indicado para quem aceita um pouco mais de risco em busca de rentabilidade maior dentro do setor agro.
Conheça o BTG Pactual Terras Agrícolas | BTRA11
O BTG Pactual Terras Agrícolas (BTRA11) é um fundo imobiliário lançado em julho de 2021, de prazo indeterminado, e gerido pelo time de Real Estate do BTG Pactual.
Seu objetivo é investir na aquisição de terras agrícolas produtivas (rurais, urbanas ou em fase de transformação) localizadas nas principais regiões do país. A estratégia se baseia em contratos atípicos de longo prazo, corrigidos pela inflação e estruturados com garantias robustas.
Afinal, vale a pena investir no agronegócio?
O agronegócio brasileiro cresce consistentemente, impulsionado pela demanda mundial por alimentos, energia renovável e matérias-primas. Além disso, o Brasil é um dos maiores players globais do setor.
Por isso, investir no agronegócio pode ser uma estratégia valiosa, desde que alinhada ao seu perfil de investidor.
Vantagens
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Setor essencial e resiliente, com demanda constante.
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Grande oportunidade de diversificação, unindo renda fixa, fundos e ações.
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Incentivos fiscais, como isenção de IR em LCAs e CRAs.
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Perspectiva de crescimento impulsionada por exportações e tecnologia.
Riscos
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Dependência direta de fatores climáticos.
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Volatilidade de preços das commodities.
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Riscos de crédito em títulos como CRAs e CPRs.
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Complexidade maior em alguns instrumentos.
Com isso, fazer uma boa análise e contar com orientação especializada é fundamental antes de avançar.
Como começar a investir no setor?
O primeiro passo é identificar seu perfil de investidor. A partir dele, fica mais fácil selecionar o produto ideal:
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conservadores → LCAs
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moderados → Fiagros ou CRAs
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experientes → ações, CPRs ou commodities
Contar com uma instituição sólida, que ofereça suporte e variedade de produtos, faz toda a diferença na tomada de decisão.
Por que investir no agronegócio com apoio profissional?
Com tantas opções disponíveis, escolher os produtos certos pode fazer a diferença nos resultados. Por isso, contar com especialistas é essencial, principalmente para alinhar risco, prazo e retorno com seus objetivos.
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