COE: o que é e quais os riscos de investir?

Quais as vantagens de investir em COEs
Quais as vantagens de investir em COEs

Os Certificados de Operações Estruturadas (COE) conquistaram espaço na carteira de vários investidores e se você nunca ouviu falar, não se preocupe, vamos resolver isso juntos – agora mesmo.  O investimento faz sucesso entre as aplicações de renda variável, mas tanto sucesso, que segundo os dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o volume distribuído em COE saltou de 19,9 bilhões em 2020 para 31,2 bilhões de reais no ano passado, o que representa um avanço de mais de 50%.

Mesmo com os números atrativos, o COE ainda é gera dúvidas. Um dos motivos é porque tem um funcionamento diferente de outras aplicações, sem contar que tem como encontrar esse tipo de investimentos com diferentes propósitos no mercado.

O que é COE?

Como dito acima, os Certificados de Operações Estruturadas são baseados em notas estruturadas, negociado nos Estados Unidos e Europa. O seu mecanismo é na combinação de ativos de diferentes classes dentro de um mesmo produto, como a união entre um ativo em renda fixa e um ativo em renda variável.

Já o prazo de resgate varia entre seis meses e cinco anos. Sendo assim, quanto maior o tempo do investimento, maior pode ser o rendimento, isso sem contar o risco na mesma proporção. A rentabilidade da maioria dos COEs está atrelado ao futuro, é possível contratar um COE que aposta na alta ou na baixa de uma ação, de uma moeda ou um índice.

Por exemplo, um investidor focou na queda do dólar nos próximos meses e comprou um COE atrelado à variação da moeda, com rentabilidade de até 20%. Se houver uma desvalorização de 30% , ele  recebe o capital investido e mais o teto de 20% da rentabilidade.

Por outro lado, se o dólar recuar 10%, o investidor recebe o mesmo valor que investiu, sem nenhuma perda e sem nenhum rendimento. Sim, é real, mas antes de sair colocando seu dinheiro nisso, é bom conversar com um assessor da investimentos. Até porque essa é a regra da maioria dos COE, o que não evita que haja perdas referente ao valor principal, em alguns casos.

Os tipos de COE

Como tudo é questão de escolha, com o COE não seria diferente. O investidor pode optar entre os que prevêem perda do valor principal, algo claramente descrito no momento da contratação do produto, ou nessas duas opções aqui:

  • COE simples – composto por uma opção de compra (call) ou de venda (put). É uma aplicação objetivaa exposição do investidor a alta ou a queda de um produto. Nesse aporte, a pessoa ganha o que superar o preço do exercício de opção – como exemplificamos antes;
  • COE complexo – normalmente conta com uma aplicação que costuma ter barreiras ou envolver múltiplos ativos. Um COE ligado ao Ibovespa pode definir uma situação de que se o índice da bolsa ultrapassar um número de pontos, o investidor nem perde e nem ganha. Ou seja, terá apenas o que investiu até o final do vencimento do título e sem correção pela taxa de juros.

Inclusive, vale destacar que um dos principais objetivos do certificado é oferecer uma combinação que maneje os riscos para os investidores. Ele é um produto regulamentado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pode ser oferecido por bancos de investimentos e corretoras.

Rentabilidade

A rentabilidade do COE é bem diversa, de acordo com a estratégia utilizada em cada um. Normalmente, o banco emissor faz uma projeção sobre os rendimentos — que costumam seguir os resultados de um ativo ou indexador.

Eles podem ser indexados, por exemplo, a taxas de juros da renda fixa, a índices econômicos, a moedas, a commodities, a ações de empresas nacionais e até mesmo a ativos internacionais. Assim, os rendimentos dependem das variações pelas quais passam os investimentos que compõem o COE.

Como os COEs não se expõem a apenas um dos ativos citados, mas a uma combinação estruturada de vários deles, as possibilidades de rentabilidade são as mais diversas.

Em geral, o COE permite que se saiba, desde o início, as possibilidades de rendimento – e eventuais limitações da mesma. Por exemplo, um COE pode ser atrelado a determinadas ações e ter limite de rentabilidade de 10%. Isso significa que, mesmo que os ativos se valorizem mais do que essa taxa, o investidor receberá o limite estipulado.

Aporte mínimo

Cada Certificado de Operações Estruturadas apresenta um valor mínimo para aporte do investidor. Ele é definido pela própria instituição que monta o COE. Então, é preciso ter a quantia estipulada para incluí-lo em sua carteira de investimentos.

O valor varia de acordo com instituições emissora — e também pode ser diferente nos vários COEs oferecidos por cada uma. Em geral, a quantia mínima estipulada depende da complexidade dos ativos. Ou seja, portfólios mais simples podem exigir valores menores.

É normal que a maioria dos COEs parta de valores mínimos maiores do que R$ 5 mil reais. Quando envolvem operações mais complexas, os aportes variam até quantias mais altas — como R$ 50 mil ou mesmo R$ 100 mil reais.

Imposto de Renda

Em relação ao IR, é importante saber que os investimentos realizados em COE são taxados a partir da tabela regressiva de Imposto de Renda. A taxa começa em 22,5% para resgates em até 180 dias e pode chegar a 15% dependendo do tempo de aplicação.

Esse é um ponto interessante, pois o COE pode ser composto por ativos que cobram IR de maneiras diferentes. Mas, como são reunidos no mesmo produto, as cobranças são unificadas na tabela regressiva, facilitando o pagamento pelo investidor.

O sucesso do COE!

A emissão do ativo é feita totalmente por bancos e instituições financeiras. De 2020 para cá, não é novidade para ninguém que a taxa básica de juros ajudou bastante na busca por ativos com um rendimento melhor, com isso, não demorou muito para os bancos passarem a emitir um volume maior desses ativos.

Já pensando na volatilidade da Bolsa de Valores, o investidor pode buscar opções para se proteger das altas e baixas do mercado financeiro através do COE, desde que os riscos e custos sejam plenamente conhecidos. O que por si só já é uma ótima vantagem.

Mesmo que pareça um investimento garantido, o conselho da Renova Investe é: saiba que tudo há um risco de oportunidade! Você deixa de ter ganhar em outras aplicações ao escolher outro no lugar. Por exemplo, se o investimento não trazer nenhum rendimento.

Quais os riscos de investir?

De acordo com a Fundação Getulio Vargas, considerando os COEs distribuídos entre 2016 e 2019, foi concluído que a maior parte deles rendeu menos do que os títulos públicos com mesmo prazo de vencimento. O Tesouro Direto é apontado como base, por ser uma alternativa de investimento mais segura o mercado financeiro, pelo emissor ser o próprio Tesouro Nacional, do governo federal.

Além disso, o levantamento revelou que COEs simples e de menor prazo tendiam a ter um retorno melhor do que as opções mais complexas desse produto. Ao mesmo tempo que o volume de COE tem crescido, a diversidade de perfis de aplicação acompanhou o movimento, já que é um produto com aparência de renda fixa estruturas cada vez mais sofisticadas.

Também não se esqueça  da liquidez, pois não é uma aplicação que permite o resgate antecipado. Pode até ser que os distribuidores aceitem a “recompra” do papel para negociação no mercado secundário, só que em geral, implica na perda de parte da rentabilidade ou parte do valor inicial investido.

E como a maioria dos investimentos possuem taxas, nesse não seria diferente. Desde 2020, as taxas passaram a ser informadas momento da oferta, o investidor precisa ter conhecimento se aquele produto está sendo oferecido pelo seu consultor ou agente autônomo e principalmente se é adequado para o seu perfil.

Depois de conhecer um pouco mais sobre o que é e como funciona o COE, você provavelmente conseguiu perceber alguns pontos positivos e outros negativos. Veja a seguir os principais clicando aqui. 

Como investir em COE?

Quem está buscando formas de diversificar sua carteira e buscar rentabilidades atrativas ao combinar ativos diferentes em um mesmo produto pode se interessar pelo COE. Mas, afinal, como realizar o investimento?

Como você viu, ele é oferecido por instituições financeiras. Então, para ter acesso a ele é preciso ter conta em uma instituição – como um banco de investimentos e identificar os produtos oferecidos por ela. É possível se deparar com COEs diferentes e avaliar qual o melhor para o seu caso.

Ao analisar as opções, é importante ficar atento, principalmente, aos dados sobre o valor do aporte, ao prazo do investimento e às garantias quanto o capital protegido ou não. E, claro, observe qual é o indexador, para saber como o COE pode se comportar em relação à rentabilidade.

As informações devem ser prestadas pela instituição que distribui o COE a partir de um documento indispensável: o DIE (Documento de Informações Essenciais). A partir da análise e da decisão, basta você realizar o investimento no produto escolhido.

Então, será hora de acompanhar os resultados. Um COE que esteja indexado ao Índice Ibovespa, por exemplo, terá seus ganhos relacionados à valorização do índice que acompanha as principais ações negociadas em bolsa. Ao observá-lo, você consegue projetar como está seu investimento.

E aí, vai entrar nessa?

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