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Inflação em 2022: previsões e expectativas do mercado

Durante todo o ano de 2021, a inflação foi parte dos noticiários e do cotidiano dos brasileiros. Isso aconteceu porque o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado do período foi o maior dos últimos 6 anos.

Por isso, uma das grandes preocupações, especialmente para os investidores, é relativa ao comportamento da inflação em 2022. Afinal, caso as altas continuem, o rendimento real da carteira pode ser impactado.

Desse modo, neste artigo você entenderá melhor as expectativas do mercado para a inflação em 2022 e saberá como se proteger dela. Acompanhe a leitura para conhecer os principais detalhes!

Como foi a inflação em 2021?

Com as crises econômicas e políticas que o Brasil e todo o mundo enfrentaram a partir de 2020 — devido à pandemia de covid-19, o poder de compra da população sofreu impactos. O IPCA registrou uma variação acumulada de mais de 10% em produtos, bens e serviços em 2021.

Esse número indica uma das inflações mais altas no país em todo o século XXI. Para tentar conter os avanços nos preços, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deu início a um novo ciclo de altas na taxa Selic — que encerrou 2021 em 9,25% ao ano.

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Desse modo, a questão ganha importância ainda maior para 2022. Por isso, é interessante acompanhar as projeções do mercado sobre a inflação e verificar se a sua estratégia de investimentos para o ano pode ajudar a proteger seu patrimônio desse indicador.

Quais fatores podem afetar a inflação em 2022?

O Boletim Focus publicado no dia 10 de janeiro foi o primeiro do ano que usou dados referentes às projeções do mercado para 2022. De acordo com ele, a expectativa é que exista um maior controle da inflação no ano. As projeções apontam que o acumulado do IPCA encerre 2022 em 5,03%.

No entanto, embora essa seja uma porcentagem inferior à inflação de 2021, ela ainda está acima da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Segundo o órgão, o objetivo seria manter o IPCA em 3,5% — com variação tolerável de 1,5 pontos para mais ou para menos.

Entre os principais fatores que podem afetar a inflação estão as incertezas em relação ao mercado global. Mesmo com o retorno gradativo à normalidade, existem poucas garantias sobre como o comércio internacional, principalmente o de commodities, se comportará esse ano.

Outro aspecto está nas taxas de câmbio. Ao longo dos últimos anos, o real se desvalorizou em comparação com o dólar e o euro. Assim, a flutuação do câmbio também pode influenciar a inflação em 2022.


Por que é importante entender e acompanhar a inflação?

Agora você entende mais sobre a inflação. Mas, afinal, por que é preciso acompanhar esse índice? Para entender a importância de monitorar a inflação e o mercado, é necessário diferenciar os conceitos de rentabilidade nominal e real.

Conhecê-los é indispensável para que você compreenda os resultados que atingiu com sua estratégia de investimentos. Considere que você investiu em um título de renda fixa, como uma letra de crédito do agronegócio (LCA), com rentabilidade prefixada de 10% ao ano.

Caso sua aplicação tenha sido de R$ 1.000, seu rendimento será R$ 100 ao final de 365 dias — visto que essa modalidade não tem incidência de Imposto de Renda (IR). Essa porcentagem é sua rentabilidade nominal. Ou seja, representa o total que o investimento retornou.

Por sua vez, a rentabilidade real coloca esse número em perspectiva em relação à inflação. Assim, caso o IPCA do mesmo período seja de 15%, por exemplo, o rendimento real foi negativo. Ou seja, mesmo obtendo retornos, eles não foram suficientes para alcançar ou superar a inflação.

Dessa forma, acompanhar o mercado e as expectativas para a inflação é um aspecto fundamental em sua estratégia. Esse entendimento permitirá que você encontre os investimentos que podem ser mais adequados para o cenário de inflação elevada e, consequentemente, ter a chance de alcançar rentabilidades mais interessantes.

Quais investimentos podem proteger você da inflação?

Como você viu, a inflação pode impactar negativamente os rendimentos de sua carteira. Por isso, com o cenário de instabilidade que deve se estender ao longo de 2022, é importante saber como proteger seu patrimônio, não é mesmo?

Conheça as principais alternativas para ter rendimentos acima da inflação!

Tesouro IPCA+

Um dos títulos mais buscados para se proteger das variações da inflação é o Tesouro IPCA+. Ele é emitido pelo Governo Federal e negociado na plataforma do Tesouro Direto.

O título se caracteriza por ser híbrido. Isso significa que sua rentabilidade combina uma taxa prefixada e outra pós-fixada — que acompanha as oscilações do IPCA. Assim, ele garante retornos acima da inflação.

No entanto, vale destacar que a rentabilidade só é garantida no vencimento do título. Dessa maneira, mesmo que seja possível realizar um resgate antecipado, não há garantias de lucros antes do vencimento. Afinal, o Tesouro IPCA está sujeito à marcação a mercado — que pode gerar prejuízos ao investidor.

Também é preciso ter em mente que há a incidência de Imposto de Renda sobre os lucros. As alíquotas seguem a seguinte tabela regressiva, de acordo com o tempo de alocação:

  • até 180 dias: 22,5%;
  • de 181 a 360 dias: 20%;
  • de 361 a 720 dias: 17,5%;
  • acima de 720 dias: 15%.

Títulos de renda fixa privada atrelados ao IPCA

Também na renda fixa, é possível se proteger da inflação com títulos privados atrelados ao IPCA. Assim como o título público IPCA+, eles apresentam rentabilidade híbrida — que garante rentabilidade acima da inflação no vencimento.

Dessa maneira, existem diversas alternativas que têm essas características. Entre as principais estão alguns certificados de depósitos bancários (CDBs), determinadas debêntures e algumas letras de crédito imobiliário (LCIs) e do agronegócio (LCAs).

Para as duas últimas, um aspecto que pode ser positivo, como você viu, está na isenção do IR. Com isso, é possível que seu potencial de lucros seja mais alto na comparação com outras alternativas.

Fundos de inflação

Mais um investimento que pode ser vantajoso são os fundos de inflação. Eles são um veículo coletivo cujo portfólio é composto, predominantemente, por títulos atrelados ao Índice de Mercado ANBIMA (IMA-B).


Como esses fundos contam com a presença de um gestor profissional, eles podem ser uma oportunidade prática para os investidores. Afinal, será o gestor o responsável por tomar decisões e administrar os investimentos com melhores características para a estratégia do veículo.

Você acabou de ver que monitorar a inflação em 2022 será uma etapa importante para alcançar uma rentabilidade real positiva com seus investimentos. Por isso, é necessário conhecer os fatores que podem influenciar nessas variações e quais as principais alternativas para proteger seu patrimônio desse movimento!

Quer compor uma estratégia mais assertiva para seus investimentos? Fale com a Renova Invest e entenda como podemos ajudar!

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