Quais foram os melhores investimentos dos últimos 10 anos!

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Nos últimos 10 anos, de 2010 até meados de 2021, o mundo passou por muitos momentos desafiadores. Ele se recuperou da crise de 2008, mas enfrentou a pandemia de covid-19 em 2020. Ademais, o Brasil passou por crises políticas e financeiras — e todos esses movimentos afetaram os investimentos.

Nesse contexto, você sabe quais foram os melhores investimentos nesse período? Cada ano teve particularidades quanto à renda fixa e à renda variável, o que gerou resultados distintos. Ao conhecer o retrospecto, é possível entender um pouco melhor como as condições interferiram na performance das carteiras.

Por isso, continue a leitura para saber quais foram os investimentos de destaque da última década e como eles se comportaram. Veja!

Quais foram os melhores investimentos dos últimos 10 anos?

Um dos critérios para entender quais são os melhores investimentos costuma ser a rentabilidade anual. Com base nisso, a Quantum — empresa de soluções financeiras — fez um levantamento com os principais ativos do mercado e demonstrou como cada um se comportou entre 2010 e setembro de 2021.

Conheça os resultados!

Investimentos pós-fixados pelo CDI

Os investimentos pós-fixados pelo CDI são alternativas de renda fixa que refletem o Certificado de Depósitos Interbancários (CDI). Ele é um indicador de referência atrelado à Selic. Investimentos desse tipo oferecem um retorno que reflete uma porcentagem do indicador no prazo acordado.

Nos últimos 10 anos, o maior desempenho anual dos investimentos atrelados ao CDI foi em 2016, com retorno de 14%. Isso porque, em 2016, a taxa Selic foi mantida em 14,25% por diversas reuniões consecutivas do Comitê de Política Monetária (Copom).

Por outro lado, em 2018 e em 2020, esse foi o investimento com menor retorno, com 6,8% e 2,8% ao ano, respectivamente. A dinâmica aconteceu porque a Selic foi sendo reduzida e, em 2020, ela chegou à sua mínima histórica, de 2% ao ano.

Renda fixa prefixada

Os títulos de renda fixa prefixada, por sua vez, são atrelados a uma taxa fixa, definida antes da aplicação de recursos. O valor pago desses títulos também costuma refletir o desempenho da taxa de juros da economia, já que a rentabilidade é oferecida com base no momento econômico.

Mas, além disso, as aplicações sofrem marcação a mercado, que é um mecanismo de precificação diária dos títulos. Diante de uma perspectiva de aumento da taxa de juros, a tendência é que os títulos se desvalorizem. Logo, o resgate antecipado pode gerar perdas.

Nos últimos 10 anos, a renda fixa prefixada teve o melhor desempenho em 2016, com 23,4% ao ano. Isso também se deve à Selic elevada daquele momento. Já a menor performance, no período de análise, foi observada nos 9 primeiros meses de 2021, com acumulado de -3%.

Investimentos atrelados à inflação

Os investimentos indexados à inflação são aqueles de renda fixa com rentabilidade híbrida. O rendimento é dado por uma taxa fixa somada à variação da inflação, geralmente o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Assim como os prefixados, esses títulos sofrem a marcação a mercado. Esses foram os investimentos mais rentáveis de cada ano de 2010, 2011 e 2012. A máxima ficou para 2012, com 26,7% ao ano. Já o menor desempenho observado foi em 2013, com retorno de -10% no ano.

Renda variável com o Ibov como referência

Na renda variável, o Ibovespa — Índice Bovespa ou Ibov — é um dos principais indicadores. Esse é o índice mais importante do mercado acionário brasileiro e é composto pelas ações mais negociadas e representativas da bolsa brasileira, a B3.

A medição com base no Ibov, portanto, considera o desempenho geral das ações. Esse foi o investimento mais rentável de 2016 e 2017 — com máxima de 38,9% em 2016. Mas foi o investimento menos rentável de 2011 a 2015, com o menor desempenho em 2011, de -18,1%.

Dólar

O dólar não é exatamente um investimento, mas pode funcionar como referência para operações. Ele pode servir como benchmark de fundos cambiais ou de operações do mercado futuro, por exemplo.

Medir a performance do dólar entre os melhores investimentos, portanto, significa entender como o câmbio se comportou no período. Assim, quem investiu com exposição cambial participou da movimentação da moeda ao longo de cada ano.

O dólar foi o melhor investimento em 2015 e 2018, com 47% e 17,1% de alta, respectivamente. Já em 2010, 2016, 2017 e 2019, foi o investimento com menor desempenho. A menor performance foi alcançada em 2016, com queda de 16,5%.

Renda variável dos EUA com base no S&P 500

Assim como a renda variável do Brasil pode ser medida com o Ibov como referência, essa classe de investimentos Estados Unidos pode acompanhar o S&P 500. Esse é um indicador do mercado acionário, composto pelas 500 ações mais negociadas do ambiente americano.

O desempenho medido, portanto, representa o crescimento dessa porção acionária dos Estados Unidos. É uma forma de entender o retorno obtido por quem se expôs a esse mercado internacional.

A renda variável ligada aos EUA ocupou o investimento mais rentável em 2013, 2014, 2019, 2020 e, até setembro, de 2021. O maior resultado foi apurado em 2020, com ganhos de 49,9% ao ano. Já a menor performance foi observada em 2016, com desempenho de -8,6%.

Multimercados

Os fundos multimercados são fundos que não seguem regras quanto ao mínimo de alocação dos recursos. Eles podem investir tanto em renda fixa quanto em renda variável, com diversas estratégias.

Os multimercados apresentaram a melhor performance em 2015, quando alcançaram 16,9% e foram o terceiro investimento mais rentável daquele ano. Já o menor resultado foi visto em 2021, com desempenho, até setembro, de 2%.

Afinal, quais são os melhores investimentos?

Embora esses números ajudem a ter uma ideia dos investimentos de renda fixa e renda variável mais rentáveis da última década, eles não garantem que o resultado se mantenha. Como você viu, a cada ano alguns investimentos se destacam positivamente e outros negativamente.

Portanto, o primeiro ponto importante para escolher as melhores alternativas de investimentos é entender que o desempenho passado não define, necessariamente, os ganhos futuros. Além disso, as melhores oportunidades não se caracterizam apenas pela rentabilidade.

Ao compor uma carteira de investimentos sólida, é preciso pensar no risco, no retorno, na liquidez e no que é adequado para o seu perfil e para a sua estratégia. Assim, você evita cometer erros por fazer investimentos apenas pela rentabilidade passada, sem entender as perspectivas dele ou a adequação à sua carteira.

Como você viu, os melhores investimentos dos últimos 10 anos, em termos de rentabilidade, variaram ao longo do tempo. Por isso, para saber qual é o melhor investimento para você, o mais importante é avaliar a aderência ao seu perfil, aos seus objetivos e aos seus prazos.

Quer ajuda para conhecer essas e outras oportunidades do mercado? Fale conosco da Renova Invest e conte com a nossa assessoria de investimentos!

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