Onde investir em Small Caps este mês? A Carteira Recomendada de Small Caps do BTG Pactual é uma das principais referências para investidores que buscam exposição a empresas de menor capitalização com potencial de valorização. A cada mês, a equipe de Research seleciona 10 ações, com peso igual de 10% cada, entre empresas com valor de mercado em torno de R$ 15 bilhões, tendo como benchmark o índice SMLL.
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Resumo rápido: Em outubro de 2026, a Carteira Recomendada de Small Caps do BTG Pactual fez duas trocas: saíram OceanPact (OPCT3) e Banco Inter (INBR32); entraram Banco Pine (PINE4) e Dexco (DXCO3). Os outros oito ativos permanecem. Com isso, Petróleo & Gás deixa a carteira e Papel e Celulose entra com 10%, enquanto o Financeiro segue com 10%, agora via Banco Pine. Em setembro, a carteira caiu 0,3%, enquanto o Ibovespa subiu 5,0% e o índice SMLL, 5,2%.
NESTE ARTIGO Objetivo da Carteira de Small Caps Confira a Carteira de Small Caps | Outubro 2026 Múltiplos e potencial das principais teses Principais mudanças na carteira em outubro Resumo das teses de outubro Desempenho da carteira em setembro Visão do BTG para Small Caps Mais carteiras recomendadas para você explorar Informações importantes
Objetivo da Carteira de Small Caps
A Carteira Recomendada de Ações – Small Caps (BTG SMLL) tem como objetivo capturar as melhores oportunidades dentro do segmento de menor capitalização da Bolsa brasileira. O portfólio é composto por 10 ativos, com peso igual de 10% cada, selecionados pela equipe de análise e estratégia do BTG Pactual. O universo considerado contempla empresas com valor de mercado em torno de R$ 15 bilhões, tendo como benchmark o índice SMLL.
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Confira a Carteira de Small Caps | Outubro 2026
| Empresa | Código | Setor |
|---|---|---|
| Cosan | CSAN3 | Agronegócio |
| Smart Fit | SMFT3 | Varejo |
| Sanepar | SAPR11 | Serviços Básicos |
| Orizon | ORVR3 | Serviços Básicos |
| Dexco | DXCO3 | Papel e Celulose |
| 3tentos | TTEN3 | Agronegócio |
| Tenda | TEND3 | Imobiliário |
| Banco Pine | PINE4 | Financeiro |
| Bemobi | BMOB3 | TMT |
| Panvel | PNVL3 | Varejo |
Fonte: Economática e BTG Pactual.
Múltiplos e potencial das principais teses
Os múltiplos da carteira indicam preços atrativos em diversas frentes. Com a saída da OceanPact, o Banco Pine estreia como a mais barata da seleção em P/L 2026, a 4,4x (3,9x para 2027). A Tenda negocia a 5,1x P/L 2026 (3,5x para 2027, o menor da carteira nesse ano), a Sanepar a 6,0x (5,8x em 2027) e a 3tentos a 6,9x (5,0x para 2027). A outra estreante, a Dexco, sai a 10,8x P/L 2026 (10,1x para 2027) e 4,3x EV/EBITDA 2027. A Cosan segue sem P/L 2026 comparável — o múltiplo aparece como não aplicável, com 12,9x para 2027 —, mas negocia a apenas 0,5x o valor patrimonial, o menor da carteira. No outro extremo, a Orizon segue com o múltiplo mais alto (45,3x P/L 2026 vs. 19,2x para 2027), num momento em que o BTG espera para breve a conclusão da aquisição da Vital.
A Sanepar segue como destaque de valuation regulatório: cerca de 0,7x EV/RAB e 4,0x EV/EBITDA 2026 (3,9x em 2027). Pelas estimativas do BTG, os maiores potenciais de valorização estão na 3tentos (155%) e na Cosan (102%), e os menores, na Dexco (20%) e na Orizon (23%). Em termos de tamanho, a Cosan é a maior empresa da carteira (~R$ 15,6 bilhões de valor de mercado), enquanto Panvel (~R$ 1,9 bilhão), Bemobi (~R$ 2,3 bilhões) e Banco Pine (~R$ 3,0 bilhões) são as menores. Vale notar que a Sanepar é a única posição da carteira com recomendação Neutra — todas as outras nove têm recomendação de Compra.
Principais mudanças na carteira em outubro
Saídas: OceanPact (OPCT3) e Banco Inter (INBR32) Entradas: Banco Pine (PINE4) e Dexco (DXCO3)
Assim como em setembro, outubro trouxe duas trocas. O Banco Pine entra no lugar do Banco Inter e mantém a exposição a bancos. Segundo o BTG, dentro do seu universo de cobertura o Pine tem sido o principal vencedor no novo negócio de crédito consignado privado: com mais de 300 pessoas trabalhando exclusivamente nessa linha, o banco conseguiu avançar em um segmento no qual muitos bancos tradicionais e neobanks têm enfrentado dificuldades para entrar. Ao contrário das expectativas iniciais, tanto a originação quanto os spreads continuam melhorando, o que impulsiona novos ganhos de rentabilidade e, na visão do banco, faz do Pine um dos nomes mais atrativos do setor financeiro.
A Dexco ocupa a vaga da OceanPact e traz para a carteira uma tese de reestruturação, com foco na recuperação da rentabilidade e na redução da alavancagem. Depois de atingir um pico de 3,5x dívida líquida/EBITDA, a companhia vem ajustando a capacidade de produção, reduzindo custos e vendendo ativos não essenciais, incluindo operações florestais. A alavancagem está hoje em 2,7x e, para o BTG, deve recuar ainda mais. Pela exposição ao varejo e pela dívida relativamente alta atrelada ao CDI, a Dexco também deve se beneficiar de juros mais baixos.
Permanecem na carteira Cosan, Smart Fit, Sanepar, Orizon, 3tentos, Tenda, Bemobi e Panvel. Com as trocas, Petróleo & Gás sai da carteira e Papel e Celulose entra com 10% (Dexco), enquanto Financeiro segue com 10%, agora via Banco Pine. Agronegócio (3tentos e Cosan), Varejo (Smart Fit e Panvel) e Serviços Básicos (Sanepar e Orizon) seguem com 20% cada, e os demais setores com 10% cada: TMT (Bemobi) e Imobiliário (Tenda).
Resumo das teses de outubro
Banco Pine (PINE4) — novidade Dentro da cobertura do BTG, o Pine tem sido o principal vencedor no novo negócio de crédito consignado privado. Com mais de 300 pessoas dedicadas exclusivamente a essa linha, o banco conseguiu se firmar em um segmento no qual muitos bancos tradicionais e neobanks têm tido dificuldade para entrar. Ao contrário das expectativas iniciais, a originação e os spreads continuam melhorando, impulsionando novos ganhos de rentabilidade. Na leitura do BTG, isso torna o Pine um dos nomes mais atrativos do setor financeiro, negociando a 4,4x P/L 2026 e 3,9x P/L 2027.
Dexco (DXCO3) — novidade Tese de reestruturação dentro do universo de small caps, com foco na recuperação da rentabilidade e na redução da alavancagem. Após atingir um pico de 3,5x dívida líquida/EBITDA, a companhia vem ajustando a capacidade de produção, reduzindo custos e vendendo ativos não essenciais, incluindo operações florestais. A alavancagem segue em queda, atualmente em 2,7x, e o BTG espera que recue ainda mais. A divisão principal de Madeira segue performando, com expectativa de um 3T sólido, enquanto a reestruturação da Deca mostra mais sinais de progresso, com mais um trimestre de margens mais normalizadas esperado. Dada a exposição ao varejo e a alavancagem relativamente alta, atrelada ao CDI, a Dexco também deve se beneficiar de juros mais baixos. Negocia a 4,3x EV/EBITDA 2027, múltiplo que, na visão do banco, não reflete totalmente as melhorias recentes.
Sanepar (SAPR11) — Recomendação: Neutro Negocia a aproximadamente 0,7x EV/RAB, com P/L de 6,0x para 2026 e 5,8x para 2027, e EV/EBITDA de 4,0x (2026) e 3,9x (2027) — o que pode colocá-la entre os nomes mais baratos da cobertura do banco. A companhia estatal pode se beneficiar caso o futuro governador decida privatizá-la ou trazer uma gestão disposta a reduzir suas ineficiências. Na leitura do BTG, a ação negocia como se nenhuma melhora fosse ocorrer, e a eleição deste ano abre uma oportunidade no papel.
Smart Fit (SMFT3) As preocupações com os impactos do TotalPass sobre as margens e com a canibalização do B2C devem persistir nos próximos trimestres, mas o primeiro semestre de 2026 ajudou a amenizar o debate de curto prazo: o TotalPass continuou ganhando escala, aumentou a participação em usuários ativos mensais e apresentou melhor rentabilidade. A discussão já não é mais se a plataforma consegue ganhar escala — os números sugerem claramente que sim. O debate agora é se essa escala se traduz em melhor monetização ao longo do tempo. A tese segue apoiada em escala incomparável na região, rentabilidade elevada com melhora de margens via alavancagem operacional, mercado fragmentado com espaço para consolidação e crescimento de plataformas adjacentes. O BTG projeta CAGR de LPA de 30% entre 2026 e 2029 e reitera Compra, com a ação a 12x P/L 2026.
3tentos (TTEN3) As fracas margens industriais no 2T26 pressionaram a ação, que acumula queda superior a 30% nos últimos meses, mas o BTG vê poucas evidências de deterioração estrutural. As margens industriais são inerentemente voláteis e, historicamente, períodos de rentabilidade abaixo da média do ciclo ofereceram pontos de entrada atrativos. Ao mesmo tempo, a companhia continua ganhando escala, com os investimentos recentemente concluídos em processamento de soja, biodiesel e etanol de milho devendo contribuir cada vez mais para volumes e lucro líquido. A cerca de 5x P/L estimado para 2027, o valuation parece atrativo para uma companhia que deve seguir entregando crescimento de lucro líquido em dois dígitos.
Tenda (TEND3) Mantida na carteira apesar do forte desempenho inferior em setembro, quando a ação caiu 18% enquanto o SMLL subiu 5%. O BTG avalia que a maior parte dos desafios de curto prazo, principalmente ligados a uma postura mais restritiva de aprovação de crédito na Caixa Econômica Federal (CEF), deve se dissipar adiante. Como o banco não revisou materialmente suas projeções de LPA e a ação caiu cerca de 30% em relação às máximas recentes, a leitura é de que a queda foi um tanto exagerada. A Tenda segue no caminho para entregar margens sólidas, crescimento de lucros, ROE e geração de fluxo de caixa livre nos próximos anos, enquanto a Alea continua sendo uma fonte de opcionalidade, já que os investidores atribuem valor próximo de zero à subsidiária. A ação também pode oferecer alguma proteção eleitoral à carteira caso o governo atual, que tem uma forte agenda de habitação popular, permaneça no poder. Negocia a 5,1x P/L 2026 (3,5x para 2027).
Cosan (CSAN3) Mantida na carteira. Apesar do progresso cada vez mais tangível na simplificação da estrutura, a ação continua negociando com desconto de holding de aproximadamente 20%. A tese de investimento deixou de ser financiar mais crescimento e passou a ser monetizar o que já foi construído. O IPO da Compass e a redução das despesas da holding indicam que o processo está em curso, e novas vendas de ativos devem reduzir a dívida da holding — o que traria dois benefícios simultâneos ao acionista: menor custo financeiro e um desconto de holding menor. Negocia a 0,5x o valor patrimonial e 12,9x P/L 2027.
Panvel (PNVL3) O setor farmacêutico segue entre as principais preferências do BTG no universo de varejo e consumo, por oferecer teses defensivas. Mesmo com as preocupações sobre desaceleração do consumo e um cenário macro desafiador, a Panvel permanece bem-posicionada para entregar resultados resilientes, sustentada por fundamentos sólidos de crescimento, balanço saudável e geração consistente de caixa. Os GLP-1 evoluem para uma oportunidade estrutural de crescimento, com os genéricos ampliando acessibilidade e penetração. Os resultados do 2T26 mostraram capacidade de capturar essa oportunidade preservando rentabilidade. Recomendação de Compra, negociando a 10x P/L 2026 e 8x P/L 2027.
Bemobi (BMOB3) Combinação rara no setor de tecnologia brasileiro: crescimento de dois dígitos, rentabilidade e retorno ao acionista. A companhia entregou um segundo trimestre forte, com crescimento orgânico de 20% a/a em moeda constante — o nono trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos —, enquanto as margens EBITDA excluindo a Paytime expandiram 270 bps a/a, para 37%. Em termos relativos, a Bemobi parece barata em praticamente todas as métricas, negociando a aproximadamente 13x o lucro líquido estimado para 2026.
Orizon (ORVR3) Excelente histórico de alocação de capital em um setor fragmentado, com amplas oportunidades de crescimento. A conclusão da aquisição da Vital, esperada para breve, deve trazer sinergias e potencial adicional de crescimento no segmento de biometano, que apresenta retornos elevados. A companhia entregou recentemente duas plantas de biometano e vem apresentando resultados sólidos, sustentados pelo crescimento real das tarifas de disposição de resíduos e por uma contribuição mais recorrente da venda de créditos de carbono.
Desempenho da carteira em setembro
Em setembro, a carteira de Small Caps teve queda de 0,3%, desempenho inferior ao do Ibovespa (+5,0%) e ao do índice SMLL (+5,2%). A perda foi menor que a de agosto, quando a carteira havia caído 1,5%, mas a distância para o benchmark aumentou em um mês de alta do mercado. Entre as posições, o destaque negativo citado pelo BTG foi a Tenda, que caiu 18% no mês.
Performance no acumulado do ano
Desde 31 de dezembro de 2025, a carteira de Small Caps acumula queda de 7,8%, ante alta de 15,6% do Ibovespa e queda de 1,6% do índice SMLL. No mesmo período, o CDI registra alta de 10,5%. A carteira segue atrás do seu índice de referência e bem abaixo do Ibovespa e do CDI, refletindo o ambiente macro mais desafiador para empresas de menor capitalização neste ano.
Rentabilidade histórica
Desde julho de 2010, quando Carlos E. Sequeira assumiu a gestão, a carteira de Small Caps acumula valorização de +5.410,5%, ante +205,8% do Ibovespa e +99,5% do índice SMLL no mesmo período. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.
Visão do BTG para Small Caps
O BTG segue construtivo com o segmento, apesar do cenário macro mais desafiador para empresas domésticas — refletido no acumulado negativo de 7,8% no ano. Com as trocas de outubro, as teses centrais do portfólio combinam:
Reestruturação e monetização de ativos — a Dexco, com a alavancagem recuando de um pico de 3,5x para 2,7x dívida líquida/EBITDA, e a Cosan, com desconto de holding de ~20% e um ciclo de vendas de ativos em andamento. Catalisadores eleitorais — a eleição para o governo do Paraná como possível gatilho para destravar valor em Sanepar, a única posição da carteira com recomendação Neutra e a mais barata em termos regulatórios (~0,7x EV/RAB), e a Tenda como possível proteção caso o governo atual permaneça no poder. Crescimento estrutural — Smart Fit, com CAGR de LPA projetado de 30% entre 2026 e 2029, Panvel, com a oportunidade estrutural dos genéricos de GLP-1, e 3tentos, com crescimento de lucros em dois dígitos. Múltiplos descontados — Banco Pine, Tenda, Sanepar e 3tentos, negociando entre 4,4x e 6,9x P/L 2026. Gatilhos específicos — o avanço no consignado privado (Banco Pine), a reestruturação da Deca (Dexco) e a conclusão da aquisição da Vital (Orizon).
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Informações importantes
Este relatório foi elaborado pelo Banco BTG Pactual S.A. Os números apresentados referem-se ao passado e não garantem resultados futuros.
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