Onde investir em Small Caps este mês? A Carteira Recomendada de Small Caps do BTG Pactual é uma das principais referências para investidores que buscam exposição a empresas de menor capitalização com potencial de valorização. A cada mês, a equipe de Research seleciona 10 ações, com peso igual de 10% cada, entre empresas com valor de mercado em torno de R$ 15 bilhões, tendo como benchmark o índice SMLL.
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Resumo rápido: Em setembro de 2026, a Carteira Recomendada de Small Caps do BTG Pactual fez duas trocas: saíram Copasa (CSMG3) e Pague Menos (PGMN3); entraram Cosan (CSAN3) e Panvel (PNVL3). Os outros oito ativos permanecem. Com isso, a exposição a Serviços Básicos cai de 30% para 20% e a Agronegócio sobe de 10% para 20%. Em agosto, a carteira caiu -1,5%, abaixo do Ibovespa (-0,3%) e do índice SMLL (-1,3%).
NESTE ARTIGO Objetivo da Carteira de Small Caps Confira a Carteira de Small Caps | Setembro 2026 Múltiplos e potencial das principais teses Principais mudanças na carteira em setembro Resumo das teses de setembro Desempenho da carteira em agosto Visão do BTG para Small Caps Mais carteiras recomendadas para você explorar Informações importantes
Objetivo da Carteira de Small Caps
A Carteira Recomendada de Ações – Small Caps (BTG SMLL) tem como objetivo capturar as melhores oportunidades dentro do segmento de menor capitalização da Bolsa brasileira. O portfólio é composto por 10 ativos, com peso igual de 10% cada, selecionados pela equipe de análise e estratégia do BTG Pactual. O universo considerado contempla empresas com valor de mercado em torno de R$ 15 bilhões, tendo como benchmark o índice SMLL.
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Confira a Carteira de Small Caps | Setembro 2026
| Empresa | Código | Setor |
|---|---|---|
| Cosan | CSAN3 | Agronegócio |
| Banco Inter | INBR32 | Financeiro |
| Smart Fit | SMFT3 | Varejo |
| Sanepar | SAPR11 | Serviços Básicos |
| Orizon | ORVR3 | Serviços Básicos |
| 3tentos | TTEN3 | Agronegócio |
| Tenda | TEND3 | Imobiliário |
| Bemobi | BMOB3 | TMT |
| OceanPact | OPCT3 | Petróleo & Gás |
| Panvel | PNVL3 | Varejo |
Fonte: Economática e BTG Pactual.
Múltiplos e potencial das principais teses
Os múltiplos da carteira indicam preços atrativos em diversas frentes. A OceanPact segue como a mais barata da seleção, a apenas 3,8x P/L 2026 (2,1x para 2027). A Tenda negocia a 6,0x P/L 2026 (4,0x para 2027), a Sanepar a 6,1x (5,8x em 2027), o Banco Inter a 7,3x (6,0x em 2027) e a 3tentos a 7,8x (6,0x para 2027). Entre as estreantes, a Panvel sai a 10,0x P/L 2026 (8,0x para 2027) e a Cosan não tem P/L 2026 comparável — o múltiplo aparece como não aplicável, com 12,7x para 2027 —, mas negocia a apenas 0,5x o valor patrimonial, o menor da carteira. No outro extremo, a Orizon segue com o múltiplo mais alto (43,2x P/L 2026 vs. 18,3x para 2027), refletindo a curva de maturação dos projetos de biometano e a expectativa de conclusão da aquisição da Vital.
A Sanepar segue como destaque de valuation regulatório: cerca de 0,7x EV/RAB e 4,0x EV/EBITDA 2026 (3,9x em 2027). Em termos de tamanho, a Cosan é a maior posição (~R$ 15,4 bilhões de valor de mercado), enquanto Panvel (~R$ 1,8 bilhão), OceanPact e Bemobi (~R$ 2,1 bilhões cada) são as menores. Vale notar que a Sanepar é a única posição da carteira com recomendação Neutra — todas as outras nove têm recomendação de Compra.
Principais mudanças na carteira em setembro
Saídas: Copasa (CSMG3) e Pague Menos (PGMN3) Entradas: Cosan (CSAN3) e Panvel (PNVL3)
Depois de uma única troca em agosto, setembro trouxe duas — e as duas mudam o perfil setorial da carteira. A Cosan entra apoiada em uma tese que o BTG resume bem: deixou de ser financiar um novo ciclo de expansão e passou a ser monetizar o que já foi construído. Apesar dos avanços cada vez mais tangíveis na simplificação da estrutura, a ação ainda negocia com um desconto de holding de aproximadamente 20%. Passos recentes — como o IPO da Compass e a redução das despesas da holding — sugerem que o processo já está em andamento, e à medida que novas vendas de ativos reduzirem a dívida da holding, os investidores devem se beneficiar tanto de uma menor despesa financeira quanto do encolhimento desse desconto.
A Panvel entra no lugar da Pague Menos, mantendo a exposição ao setor farmacêutico — que o BTG vem classificando entre suas principais preferências dentro do universo de varejo e consumo, por oferecer algumas das teses mais defensivas da cobertura. Apesar das preocupações com uma desaceleração do consumo, a Panvel segue bem-posicionada para entregar resultados resilientes, sustentada por fundamentos sólidos de crescimento, balanço saudável e geração consistente de caixa. Os medicamentos GLP-1 aparecem como oportunidade estrutural: o lançamento de alternativas genéricas deve melhorar a acessibilidade, aumentar a penetração e sustentar maiores volumes de prescrições nos próximos anos.
Permanecem na carteira OceanPact, Banco Inter, Smart Fit, Sanepar, Orizon, 3tentos, Tenda e Bemobi. Com as trocas, a exposição a Serviços Básicos cai de 30% para 20% (via Sanepar e Orizon), enquanto Agronegócio dobra de 10% para 20% (3tentos e Cosan). Varejo permanece em 20%, agora via Smart Fit e Panvel, e os demais setores seguem com 10% cada: TMT (Bemobi), Imobiliário (Tenda), Petróleo & Gás (OceanPact) e Financeiro (Banco Inter).
Resumo das teses de setembro
Cosan (CSAN3) — novidade A tese de investimento deixou de ser financiar um novo ciclo de expansão e passou a ser monetizar o que já foi construído. Apesar dos avanços na simplificação da estrutura, a ação negocia com desconto de holding de aproximadamente 20%. O IPO da Compass e a redução das despesas da holding indicam que o processo está em curso, e novas vendas de ativos devem reduzir a dívida da holding — o que traria dois benefícios simultâneos ao acionista: menor despesa financeira e compressão do desconto. Negocia a 0,5x o valor patrimonial e 12,7x P/L 2027.
Panvel (PNVL3) — novidade O setor farmacêutico segue entre as principais preferências do BTG no universo de varejo e consumo, por oferecer teses defensivas. Mesmo com as preocupações sobre desaceleração do consumo e um cenário macro desafiador, a Panvel permanece bem-posicionada para entregar resultados resilientes, sustentada por fundamentos sólidos de crescimento, balanço saudável e geração consistente de caixa. Os GLP-1 evoluem para uma oportunidade estrutural de crescimento, com os genéricos ampliando acessibilidade e penetração. Os resultados do 2T26 mostraram capacidade de capturar essa oportunidade preservando rentabilidade. Recomendação de Compra, negociando a 10x P/L 2026 e 8x P/L 2027.
Sanepar (SAPR11) — Recomendação: Neutro Negocia a aproximadamente 0,7x EV/RAB, com P/L de 6,1x para 2026 e 5,8x para 2027, e EV/EBITDA de 4,0x (2026) e 3,9x (2027) — o que a coloca entre as empresas mais baratas da cobertura do banco. A companhia estatal pode se beneficiar caso o próximo governador decida privatizá-la ou trazer uma administração disposta a reduzir suas ineficiências. Na leitura do BTG, a ação negocia como se nenhuma melhora fosse ocorrer, e a eleição deste ano cria uma oportunidade especulativa interessante no papel.
Smart Fit (SMFT3) As preocupações com os impactos do TotalPass sobre as margens e com a canibalização do B2C devem persistir nos próximos trimestres, mas o primeiro semestre de 2026 ajudou a amenizar o debate de curto prazo: o TotalPass continuou ganhando escala, aumentou a participação em usuários ativos mensais e apresentou melhor rentabilidade. A discussão já não é mais se a plataforma consegue ganhar escala — os números sugerem claramente que sim. O debate agora é se essa escala se traduz em melhor monetização ao longo do tempo. A tese segue apoiada em escala incomparável na região, rentabilidade elevada com melhora de margens via alavancagem operacional, mercado fragmentado com espaço para consolidação e crescimento de plataformas adjacentes. O BTG projeta CAGR de LPA de 30% entre 2026 e 2029 e reitera Compra, com a ação a 12x P/L 2026.
3tentos (TTEN3) As fracas margens industriais no 2T26 pressionaram a ação, que acumula queda superior a 20% nos últimos meses, mas o BTG vê poucas evidências de deterioração estrutural. As margens industriais são inerentemente voláteis e, historicamente, períodos de rentabilidade abaixo da média do ciclo ofereceram pontos de entrada atrativos. Ao mesmo tempo, a companhia continua ganhando escala, com os investimentos recentemente concluídos em processamento de soja, biodiesel e etanol de milho devendo contribuir cada vez mais para volumes e lucro líquido. A cerca de 6x P/L estimado para 2027, o valuation parece atrativo para uma companhia que deve seguir entregando crescimento de lucro líquido em dois dígitos.
Tenda (TEND3) Visão positiva mantida para habitação de baixa renda após as mudanças no MCMV, que ampliaram significativamente a acessibilidade dos compradores, especialmente na Faixa 1 — foco estratégico da companhia. Resultados sólidos em 2025 e no primeiro trimestre de 2026 reforçam a confiança no processo de reestruturação, com margens já comparáveis às dos pares. O BTG segue construtivo porque avalia que a Tenda está no caminho de entregar margens, ROE e geração de fluxo de caixa robustos, e que a Alea deve melhorar gradualmente, reduzindo sua relevância no consolidado ao longo do ano. A companhia também está mais preparada para custos de construção mais altos, com ganhos de eficiência em projetos antigos e espaço para reajuste de preços em novos lançamentos. Negocia a 6,0x P/L 2026 (4,0x para 2027).
Banco Inter (INBR32) A ação acumula queda de 39% no ano, refletindo a deterioração do cenário macroeconômico e preocupações mais amplas com a qualidade dos ativos no setor bancário. Mais recentemente, porém, a confiança do BTG na tese aumentou, sustentada pela contínua expansão do ROE e por um balanço sólido: cerca de 65% a 70% da carteira de crédito tem garantias reais, e o consignado privado é uma avenida de crescimento atrativa, com a administração indicando ROEs próximos de 30% nesse produto. Na visão do banco, as ações têm negociado cada vez mais como uma fintech de alto beta, apesar de fundamentos consideravelmente mais resilientes — e com sensibilidade mais neutra aos juros do que no passado, o que deve manter o lucro líquido resiliente mesmo com juros elevados por mais tempo. A 7,3x P/L 2026 e 6,0x P/L 2027, o valuation não reflete plenamente o crescimento do lucro e a melhora da rentabilidade.
OceanPact (OPCT3) Mantida na carteira por um momento positivo impulsionado por dois fatores: a aceleração dos resultados nos próximos trimestres, já que a mobilização dos OSVs no segmento de Embarcações deve ser plenamente refletida a partir do 3T26; e o julgamento das reivindicações relacionadas ao UP Coral, visto como potencial catalisador com relação risco-retorno assimétrica para cima. A fusão com a CBO continua avançando, com potencial conclusão até o fim de agosto ou início de setembro. É a small cap preferida do BTG no setor de Óleo & Gás — a melhoria dos resultados via reprecificação da frota, a desalavancagem proporcionada por geração de caixa mais forte e a opcionalidade das reivindicações sustentam a recomendação de Compra. É também a mais barata da carteira, a 3,8x P/L 2026 e 2,1x para 2027.
Bemobi (BMOB3) Combinação rara no setor de tecnologia brasileiro: crescimento de dois dígitos, rentabilidade e retorno ao acionista. A companhia entregou um segundo trimestre forte, com crescimento orgânico de 20% a/a em moeda constante — o nono trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos —, enquanto as margens EBITDA excluindo a Paytime expandiram 270 bps a/a, para 37%. Em termos relativos, a Bemobi parece barata em praticamente todas as métricas, negociando a aproximadamente 11x o lucro líquido estimado para 2026.
Orizon (ORVR3) Excelente histórico de alocação de capital em um setor fragmentado, com amplas oportunidades de crescimento. A conclusão da aquisição da Vital, esperada para o próximo mês, deve trazer sinergias e potencial adicional de crescimento no segmento de biometano, que apresenta retornos elevados. A companhia entregou recentemente duas plantas de biometano e vem apresentando resultados sólidos, sustentados pelo crescimento real das tarifas de disposição de resíduos e por uma contribuição mais recorrente da venda de créditos de carbono.
Desempenho da carteira em agosto
Em agosto, a carteira de Small Caps teve queda de 1,5%, desempenho inferior ao do Ibovespa (-0,3%) e ao do índice SMLL (-1,3%). Foi um mês bem menos duro que julho, quando a carteira havia caído 6,6%, mas ainda uma perda relativa ao benchmark.
Performance no acumulado do ano
Desde 31 de dezembro de 2025, a carteira de Small Caps acumula queda de -7,5%, ante alta de +10,1% do Ibovespa e queda de -6,5% do índice SMLL. No mesmo período, o CDI registra alta de +9,3%. A carteira segue um pouco atrás do seu índice de referência e bem abaixo do Ibovespa e do CDI, refletindo o ambiente macro mais desafiador para empresas de menor capitalização neste ano.
Rentabilidade histórica
Desde julho de 2010, quando Carlos E. Sequeira assumiu a gestão, a carteira de Small Caps acumula valorização de +5.428,4%, ante +191,2% do Ibovespa e +89,6% do índice SMLL no mesmo período. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.
Visão do BTG para Small Caps
O BTG segue construtivo com o segmento, apesar do cenário macro mais desafiador para empresas domésticas — refletido no acumulado negativo de 7,5% no ano. Com as trocas de setembro, as teses centrais do portfólio combinam:
Reorganização societária e monetização de ativos — a Cosan, com desconto de holding de ~20% e um ciclo de vendas de ativos em andamento, e a OceanPact, com a fusão com a CBO em fase final. Catalisadores político-regulatórios — a eleição para o governo do Paraná como possível gatilho para destravar valor em Sanepar, a única posição da carteira com recomendação Neutra e a mais barata em termos regulatórios (~0,7x EV/RAB). Crescimento estrutural — Smart Fit, Panvel e 3tentos, com CAGRs de LPA na faixa de 20% a 30% ao ano e, no caso da Panvel, a oportunidade estrutural dos genéricos de GLP-1. Múltiplos descontados — OceanPact, Tenda, Sanepar, Banco Inter e 3tentos, negociando entre ~4x e ~8x P/L 2026. Gatilhos específicos — julgamento das reivindicações do UP Coral (OceanPact), conclusão da aquisição da Vital (Orizon) e as mudanças no MCMV, com foco na Faixa 1 (Tenda).
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Informações importantes
Este relatório foi elaborado pelo Banco BTG Pactual S.A. Os números apresentados referem-se ao passado e não garantem resultados futuros.
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