Onde investir em Small Caps este mês? A Carteira Recomendada de Small Caps do BTG Pactual é uma das principais referências para investidores que buscam exposição a empresas de menor capitalização com potencial de valorização. A cada mês, a equipe de Research seleciona 10 ações, com peso igual de 10% cada, entre empresas com valor de mercado em torno de R$ 15 bilhões, tendo como benchmark o índice SMLL.
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Resumo rápido: Em novembro de 2026, a Carteira Recomendada de Small Caps do BTG Pactual fez quatro trocas: saíram Sanepar (SAPR11), Dexco (DXCO3), Tenda (TEND3) e Banco Pine (PINE4); entraram Copasa (CSMG3), Iguatemi (IGTI11), OceanPact (OPCT3) e SLC Agrícola (SLCE3). Os outros seis ativos permanecem.
Com isso, Papel e Celulose e Financeiro deixam a carteira, Petróleo & Gás volta com 10% e o Agronegócio sobe para 30%. Em outubro, a carteira caiu 17,0%, enquanto o Ibovespa caiu 9,9% e o índice SMLL, 17,4%.
NESTE ARTIGO Objetivo da Carteira de Small Caps Confira a Carteira de Small Caps | Novembro 2026 Múltiplos e potencial das principais teses Principais mudanças na carteira em novembro Resumo das teses de novembro Desempenho da carteira em outubro Visão do BTG para Small Caps Mais carteiras recomendadas para você explorar Informações importantes
Objetivo da Carteira de Small Caps
A Carteira Recomendada de Ações – Small Caps (BTG SMLL) tem como objetivo capturar as melhores oportunidades dentro do segmento de menor capitalização da Bolsa brasileira. O portfólio é composto por 10 ativos, com peso igual de 10% cada, selecionados pela equipe de análise e estratégia do BTG Pactual. O universo considerado contempla empresas com valor de mercado em torno de R$ 15 bilhões, tendo como benchmark o índice SMLL.
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Confira a Carteira de Small Caps | Novembro 2026
| Empresa | Código | Setor |
|---|---|---|
| Copasa | CSMG3 | Serviços Básicos |
| Smart Fit | SMFT3 | Varejo |
| Cosan | CSAN3 | Agronegócio |
| Orizon | ORVR3 | Serviços Básicos |
| SLC Agrícola | SLCE3 | Agronegócio |
| Iguatemi | IGTI11 | Imobiliário |
| 3tentos | TTEN3 | Agronegócio |
| OceanPact | OPCT3 | Petróleo & Gás |
| Bemobi | BMOB3 | TMT |
| Panvel | PNVL3 | Varejo |
Fonte: Economática e BTG Pactual.
Múltiplos e potencial das principais teses
Os múltiplos da carteira indicam preços atrativos em diversas frentes. A estreante OceanPact passa a ser a mais barata da seleção em P/L, a 2,2x para 2026 e 1,4x para 2027. A 3tentos negocia a 7,3x P/L 2026 (5,0x para 2027) e a Panvel a 8,2x (6,5x em 2027).
Entre as outras estreantes, a SLC Agrícola sai a 14,6x P/L 2026 (7,8x para 2027), a Copasa a 12,3x (12,4x em 2027) e a Iguatemi a 14,2x (12,9x em 2027). A Cosan segue sem P/L 2026 comparável — o múltiplo aparece como não aplicável, com 7,6x para 2027 —, mas negocia a apenas 0,3x o valor patrimonial, o menor da carteira.
No outro extremo, a Orizon segue com o múltiplo mais alto (59,5x P/L 2026 vs. 25,2x para 2027), num momento em que o BTG espera que a aquisição da Vital destrave sinergias e novas oportunidades de crescimento.
Entre as novidades, o BTG vê a Copasa a uma TIR real de 13,8% e a Iguatemi a 8x P/FFO, com TIR real de 12,5%. Pelas estimativas do banco, os maiores potenciais de valorização estão na Cosan (243%) e na 3tentos (153%), e os menores, na Iguatemi (15%) e na SLC Agrícola (35%).
Em termos de tamanho, a Copasa é a maior empresa da carteira (~R$ 18,2 bilhões de valor de mercado), enquanto Panvel (~R$ 1,5 bilhão), Bemobi (~R$ 2,0 bilhões) e OceanPact (~R$ 4,3 bilhões) são as menores. Com a saída da Sanepar, que tinha recomendação Neutra, todas as dez posições da carteira passam a ter recomendação de Compra.
Principais mudanças na carteira em novembro
Saídas: Sanepar (SAPR11), Dexco (DXCO3), Tenda (TEND3) e Banco Pine (PINE4) Entradas: Copasa (CSMG3), Iguatemi (IGTI11), OceanPact (OPCT3) e SLC Agrícola (SLCE3)
Depois de duas trocas em outubro, novembro trouxe quatro. A OceanPact, que havia deixado a carteira no mês passado junto com o Banco Inter (INBR32), volta à seleção, e a Copasa ocupa a vaga da Sanepar em Serviços Básicos.
Segundo o BTG, a volta da OceanPact se apoia em dois fatores: o forte momentum de resultados, com crescimento robusto esperado no segmento de embarcações e melhora da CBO com a depreciação do real, e as licitações da Petrobras para embarcações PSV em novembro, com potenciais licitações adicionais em 2027.
Para o banco, a companhia segue como uma exposição atrativa ao dólar dentro das small caps, com yield de fluxo de caixa ao acionista de 16% e dividend yield de 12% para 2027.
A Copasa, que concluiu a privatização em junho com a Equatorial como acionista de referência (participação de 30%), entra com uma tese de reestruturação e de dividendos. O BTG vê a ação a uma TIR real de 13,8% e estima dividend yield médio de 7,6% em 2026-2028.
Completam as entradas a SLC Agrícola, aposta do BTG na recuperação dos preços de grãos e algodão, e a Iguatemi, que, na visão do banco, traz caráter defensivo à carteira em um ambiente de juros altos por mais tempo e alto endividamento das famílias.
Permanecem na carteira Cosan, Smart Fit, Orizon, 3tentos, Bemobi e Panvel. Com as trocas, Papel e Celulose e Financeiro saem da carteira e Petróleo & Gás volta com 10% (OceanPact). Agronegócio passa a 30% (Cosan, SLC Agrícola e 3tentos), Serviços Básicos (Copasa e Orizon) e Varejo (Smart Fit e Panvel) seguem com 20% cada, e os demais setores com 10% cada: Imobiliário (Iguatemi) e TMT (Bemobi).
Resumo das teses de novembro
OceanPact (OPCT3) — novidade O BTG vê momentum positivo para a companhia, impulsionado por dois fatores. Primeiro, o forte momentum de resultados: a OceanPact deve reportar crescimento robusto no segmento de embarcações, e os resultados da CBO também devem melhorar com a depreciação do real.
Segundo, as licitações da Petrobras para embarcações PSV em novembro, que podem permitir à companhia colocar mais embarcações sob contrato, com potenciais licitações adicionais em 2027, especialmente para embarcações AHTS.
Para o banco, a OceanPact segue como uma exposição atrativa ao dólar dentro das small caps, com yield de fluxo de caixa ao acionista de 16% e dividend yield de 12% para 2027. Pelas estimativas do BTG, cada R$ 0,20 de depreciação do real melhora esse yield de fluxo de caixa em cerca de 1 p.p. Negocia a 2,2x P/L 2026 e 1,4x P/L 2027.
SLC Agrícola (SLCE3) — novidade A tese do BTG combina uma companhia com histórico comprovado de geração de valor no longo prazo e um cenário cíclico em melhora. Depois de expandir a área plantada em cerca de 30% nos últimos três anos, a SLC está bem-posicionada para se beneficiar de uma recuperação dos preços das commodities.
Com os balanços globais de oferta e demanda de grãos e algodão mais apertados após anos de preços deprimidos, o banco vê potencial significativo de alavancagem operacional, sustentando expansão de margens e desalavancagem.
Os riscos climáticos, em particular o El Niño, seguem como a principal preocupação de curto prazo, mas, a cerca de 8x P/L 2027, o BTG vê potencial de valorização atrativo para um negócio com forte histórico de geração de valor.
Iguatemi (IGTI11) — novidade Na visão do BTG, a companhia traz caráter defensivo à carteira em meio a um ambiente macro mais desafiador no Brasil, com juros altos por mais tempo e alto endividamento das famílias.
Embora o cenário para os varejistas seja desafiador em 2027, a Iguatemi vem superando o setor de shopping centers como um todo: crescimento médio trimestral de vendas de ~10% a/a nos últimos dois anos, ante ~1% para os shoppings da ABRASCE. O banco atribui o desempenho ao portfólio de alta qualidade, com ativos dominantes e bem localizados, mix de lojistas mais defensivo e público de maior renda.
A Iguatemi também pode ser uma vencedora relativa na transição da Reforma Tributária a partir do próximo ano, com potencial de surpresas positivas nas estimativas caso repasse a CBS aos aluguéis. O BTG vê a companhia negociando a 8x P/FFO, com TIR real de 12,5%.
Copasa (CSMG3) — novidade Em junho, a Copasa concluiu seu processo de privatização, com a Equatorial se tornando a acionista de referência por meio de uma participação de 30%. Para o BTG, a Equatorial tem um dos históricos de reestruturação mais sólidos do país, e o banco não espera um resultado diferente na Copasa.
A companhia também renegociou diversos contratos de concessão, o que deve ajudar a protegê-la do ambiente macro e destravar valor adicional por meio de novas ligações de esgoto, prazos de concessão mais longos e um arcabouço regulatório mais favorável. Em 23 de setembro, a Arsae-MG iniciou o processo de reajuste tarifário anual, com resultados esperados até 23 de dezembro.
O BTG vê a ação a uma TIR real de 13,8% e acredita que ela pode se tornar uma tese de dividendos atrativa em breve. Com dívida líquida/EBITDA de 2,5x neste ano e sem restrições a dividendos, a companhia poderia distribuir 100% dos lucros — o que, pelas estimativas do banco, equivale a um dividend yield médio de 7,6% em 2026-2028 e de dois dígitos a partir de então.
Smart Fit (SMFT3) As preocupações com os impactos do TotalPass sobre as margens e com a canibalização do B2C devem persistir nos próximos trimestres, mas os trimestres recentes ajudaram a atenuar parte do debate de curto prazo: o TotalPass continuou ganhando escala, aumentou a participação em usuários ativos mensais e apresentou melhor rentabilidade.
A discussão já não é mais se a plataforma consegue ganhar escala — os números do primeiro semestre de 2026 sugerem claramente que sim. O debate agora é se essa escala se traduz em melhor monetização ao longo do tempo, com redução da diferença de receita por frequência, alocação disciplinada de planos e canibalização limitada do B2C.
A tese segue apoiada em escala incomparável na região, rentabilidade elevada com melhora de margens via alavancagem operacional, mercado fragmentado com espaço para consolidação e crescimento de plataformas adjacentes, como o TotalPass. O BTG projeta CAGR de LPA de 30% entre 2026 e 2029 e reitera Compra, com a ação a 8x P/L 2027.
3tentos (TTEN3) Apesar da queda de cerca de 30% da ação desde o fim de julho, motivada por margens de esmagamento de soja decepcionantes, o BTG vê poucas evidências de deterioração estrutural. A rentabilidade industrial é inerentemente volátil, e o banco espera que as margens se recuperem gradualmente em direção aos níveis de meio de ciclo.
Mais importante, a história de crescimento de longo prazo segue intacta. Ganhos contínuos de participação de mercado em insumos agrícolas e a expansão dos investimentos recentes, em especial em etanol de milho, devem sustentar o crescimento dos lucros, melhorando o mix de negócios e diluindo custos logísticos.
O BTG espera que os lucros cresçam mais de 20% ao ano até 2029, com a ação negociando a apenas 5x P/L 2027 — na visão do banco, um ponto de entrada atrativo em uma das teses de crescimento orgânico mais fortes da sua cobertura de agronegócio.
Cosan (CSAN3) Mantida na carteira. Apesar do progresso cada vez mais tangível na simplificação da estrutura, a ação negocia com desconto de holding de aproximadamente 40%. A tese de investimento deixou de ser financiar a expansão e passou a ser monetizar o que já foi construído.
O IPO da Compass e as despesas menores da holding indicam que o processo está em curso. À medida que novas vendas de ativos reduzam a dívida da holding, o acionista deve se beneficiar tanto de um menor custo financeiro quanto da redução do desconto de holding. Negocia a 0,3x o valor patrimonial e 7,6x P/L 2027.
Panvel (PNVL3) O setor farmacêutico segue entre as principais preferências do BTG no universo de varejo e consumo, por oferecer algumas das teses mais defensivas da cobertura do banco.
Mesmo com as crescentes preocupações sobre desaceleração do consumo e um cenário macro desafiador, a Panvel permanece bem-posicionada para entregar resultados resilientes, sustentada por fundamentos sólidos de crescimento, balanço saudável e geração consistente de caixa.
O GLP-1 evolui para uma oportunidade estrutural de crescimento, já que o lançamento de genéricos deve melhorar a acessibilidade, aumentar a penetração e sustentar maiores volumes de prescrições nos próximos anos. Recomendação de Compra, negociando a 6,5x P/L 2027.
Bemobi (BMOB3) Combinação rara no setor de tecnologia brasileiro: crescimento de dois dígitos, rentabilidade e retorno ao acionista.
A companhia entregou um segundo trimestre forte, com crescimento orgânico de 20% a/a em moeda constante — o nono trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos —, enquanto as margens EBITDA excluindo a Paytime expandiram 270 bps a/a, para 37%.
Em termos relativos, a Bemobi parece barata em praticamente todas as métricas, negociando a cerca de 10x o lucro estimado para 2027 — o que o BTG considera atrativo, dado o perfil de crescimento e a capacidade de execução da companhia.
Orizon (ORVR3) Excelente histórico de alocação de capital em um setor fragmentado, com amplas oportunidades de crescimento. A aquisição da Vital deve destravar sinergias e oportunidades adicionais de crescimento, particularmente no segmento de biometano, que apresenta retornos elevados.
A companhia entregou recentemente duas plantas de biometano e vem apresentando resultados sólidos, sustentados pelo crescimento real das tarifas de disposição de resíduos (gate fee) e por uma contribuição mais recorrente da venda de créditos de carbono. Para o BTG, a TIR atual de 13,6% oferece um ponto de entrada atrativo.
Desempenho da carteira em outubro
Em outubro, a carteira de Small Caps caiu 17,0%, desempenho inferior ao do Ibovespa, que caiu 9,9%, e superior ao do índice SMLL, que caiu 17,4%. A queda veio depois de um recuo de 0,3% em setembro, num mês negativo para o mercado como um todo.
Performance no acumulado do ano
Desde 31 de dezembro de 2025, a carteira de Small Caps acumula queda de 23,5%, ante alta de 4,2% do Ibovespa e queda de 18,8% do índice SMLL. No mesmo período, o CDI registra alta de 11,7%. A carteira segue atrás do seu índice de referência e bem abaixo do Ibovespa e do CDI, refletindo o ambiente macro mais desafiador para empresas de menor capitalização neste ano.
Rentabilidade histórica
Desde julho de 2010, quando Carlos E. Sequeira assumiu a gestão, a carteira de Small Caps acumula valorização de +4.471,3%, ante +175,6% do Ibovespa e +64,7% do índice SMLL no mesmo período. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.
Visão do BTG para Small Caps
O BTG mantém todas as dez posições com recomendação de Compra, apesar do cenário macro mais desafiador para empresas domésticas — refletido na queda de 23,5% da carteira no ano. Com as quatro trocas de novembro, as teses centrais do portfólio combinam:
Defesa e exposição ao dólar — a Iguatemi, com caráter defensivo em um ambiente de juros altos por mais tempo, e a OceanPact, exposição ao dólar com yield de fluxo de caixa ao acionista de 16% para 2027.
Reestruturação e monetização de ativos — a Copasa, sob a Equatorial após a privatização, e a Cosan, com desconto de holding de ~40% e novas vendas de ativos para reduzir a dívida da holding.
Crescimento estrutural e ciclo — Smart Fit, com CAGR de LPA projetado de 30% entre 2026 e 2029, Panvel, com a oportunidade estrutural dos genéricos de GLP-1, 3tentos, com lucros crescendo mais de 20% ao ano até 2029, e SLC Agrícola, com a recuperação dos preços de grãos e algodão. Múltiplos descontados — OceanPact, 3tentos, Panvel e Cosan, negociando entre 1,4x e 7,6x P/L 2027.
Gatilhos específicos — as licitações da Petrobras para embarcações PSV (OceanPact), o reajuste tarifário anual da Copasa, com resultado esperado até 23 de dezembro, e a aquisição da Vital (Orizon).
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Este relatório foi elaborado pelo Banco BTG Pactual S.A. Os números apresentados referem-se ao passado e não garantem resultados futuros.
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