Onde investir em Small Caps este mês? A Carteira Recomendada de Small Caps do BTG Pactual é uma das principais referências para investidores que buscam exposição a empresas de menor capitalização com potencial de valorização. A cada mês, a equipe de Research seleciona 10 ações, com peso igual de 10% cada, entre empresas com valor de mercado em torno de R$ 15 bilhões, tendo como benchmark o índice SMLL.
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Renova Invest atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A (Resolução CVM nº 178).
Resumo rápido: Em julho de 2026, a Carteira Recomendada de Small Caps do BTG Pactual fez duas trocas: saíram Banco Pine (PINE4) e SBF (SBFG3); entraram Banco Inter (INBR32) e Marcopolo (POMO4). Os outros oito ativos permanecem. Em junho, a carteira caiu -1,9%, abaixo do Ibovespa (-1,0%), mas à frente do índice SMLL (-3,3%).
Objetivo da Carteira de Small Caps
A Carteira Recomendada de Ações – Small Caps (BTG SMLL) tem como objetivo capturar as melhores oportunidades dentro do segmento de menor capitalização da Bolsa brasileira. O portfólio é composto por 10 ativos, com peso igual de 10% cada, selecionados pela equipe de análise e estratégia do BTG Pactual. O universo considerado contempla empresas com valor de mercado em torno de R$ 15 bilhões, tendo como benchmark o índice SMLL.
Confira a Carteira de Small Caps | Julho 2026
| Empresa | Código | Setor |
|---|---|---|
| Copasa | CSMG3 | Serviços Básicos |
| Sanepar | SAPR11 | Serviços Básicos |
| Orizon | ORVR3 | Serviços Básicos |
| Smart Fit | SMFT3 | Varejo |
| Pague Menos | PGMN3 | Varejo |
| 3tentos | TTEN3 | Agronegócio |
| Tenda | TEND3 | Imobiliário |
| Banco Inter | INBR32 | Financeiro |
| Marcopolo | POMO4 | Bens de Capital |
| Bemobi | BMOB3 | TMT |
Fonte: Economática e BTG Pactual.
Múltiplos e potencial das principais teses
Os múltiplos da carteira indicam preços atrativos em diversas frentes. Marcopolo negocia a 6,0x P/L 2026 (com dividend yield estimado de 9%), Tenda a 6,5x P/L 2026 (4,5x para 2027), Pague Menos a 7,0x e Banco Inter a 7,1x. A 3tentos sai abaixo de 8x P/L 2026. No outro extremo, Orizon negocia ao múltiplo mais alto da carteira (40,6x P/L 2026 vs. 21,5x para 2027), refletindo a curva de maturação dos projetos de biometano e a expectativa de aquisição da Vital. A Sanepar segue como destaque de valuation: 0,8x P/VP, 6,5x P/L 2026 e 4,3x EV/EBITDA, com cerca de 0,7x EV/RAB. Em termos de tamanho, a Copasa é a maior posição (~R$ 23 bi de valor de mercado), enquanto a Bemobi é a menor (~R$ 2,0 bi).
Principais mudanças na carteira em julho
- Saídas: Banco Pine (PINE4) e SBF (SBFG3)
- Entradas: Banco Inter (INBR32) e Marcopolo (POMO4)
A entrada do Banco Inter reflete o aumento de convicção do BTG após um Investor Day construtivo: a ação acumula queda de 40% no ano, e a casa avalia que o mercado passou a precificá-la mais como uma fintech de alta volatilidade do que pelos seus fundamentos — balanço sólido, carteira de crédito colateralizada e menor sensibilidade a juros. A Marcopolo entra sustentada pela expectativa de melhora sequencial de volumes e mix no 2T e 3T, com o contrato do programa Caminho da Escola garantindo volumes robustos para o 2S26 e 2027.
Permanecem na carteira Copasa, Sanepar, Smart Fit, 3tentos, Tenda, Pague Menos, Bemobi e Orizon. A composição setorial mantém forte peso em Serviços Básicos (30%, via Copasa, Sanepar e Orizon), com o Varejo passando a 20% (Smart Fit e Pague Menos) após a saída da SBF.
Resumo das teses de julho
Copasa (CSMG3)
Em junho, a Copasa concluiu sua privatização, com a Equatorial assumindo posição de acionista de referência (30%). A companhia renegocia contratos de concessão (cerca de 30% das receitas já no novo modelo; demais municípios decidem até setembro). O BTG vê a ação a uma TIR real de 11,1%, com potencial de se tornar forte pagadora de dividendos (DY médio de 7,6% entre 2026 e 2028, e de dois dígitos nos anos seguintes), assumindo distribuição de até 100% do lucro líquido.
Sanepar (SAPR11)
Negocia a ~0,7x EV/RAB, 6,5x P/L 2026 (6,1x em 2027) e 4,3x EV/EBITDA. Caso reduza a diferença vs. o EBITDA regulatório, diminua o desconto no capex para ~3% e passe a negociar a uma TIR real de ~9% até o fim de 2026, o BTG estima potencial de valorização superior a 60%; a 1,0x EV/RAB, superior a 50%. O principal catalisador de 2026 é político — a eleição para o governo do Paraná. Tese com componente especulativo, mas apontada como uma das mais promissoras para o ano. (Recomendação: Neutro.)
Smart Fit (SMFT3)
Os resultados do 1T26 aliviaram o debate sobre o impacto do TotalPass nas margens e a canibalização do B2C, com números acima do esperado. A discussão deixou de ser “se cresce” e passou a ser “como monetizar”. Segue entre as melhores teses de crescimento do varejo latino-americano, com escala incomparável na região, margens em expansão e mercado fragmentado. CAGR de LPA projetado de 30% entre 2026 e 2029. Negociada a 12x P/L 2026.
Pague Menos (PGMN3)
Após fases de expansão acelerada, integração da Extrafarma e reestruturação, o recente aumento de capital inaugura uma nova etapa: balanço fortalecido, ganhos de produtividade impulsionados por oportunidades com medicamentos GLP-1 e retomada gradual da expansão. O BTG projeta CAGR de LPA de ~30% entre 2026 e 2029, com a ação a um múltiplo atrativo de 7x P/L 2026.
3tentos (TTEN3)
Os números do 1T26 recuperaram a confiança na tese. As margens de esmagamento voltaram a melhorar, o varejo de insumos ganha share e a expansão de lojas e o ramp-up da planta de etanol de milho adicionam potencial de revisão positiva. Negociada abaixo de 8x P/L 2026, com CAGR de lucro superior a 15% nos próximos três anos e ROIC acima de 20%.
Tenda (TEND3)
Visão positiva para habitação popular após as mudanças no MCMV, que melhoraram a acessibilidade especialmente na Faixa 1 — foco estratégico da Tenda. Resultados sólidos em 2025 e no 1T26 reforçaram a tese de reestruturação, com margens já comparáveis às dos pares e a Alea reduzindo relevância no consolidado. Múltiplo atrativo de 6,5x P/L 2026 (4,5x para 2027).
Banco Inter (INBR32) — novidade
As ações acumulam queda de 40% no ano, após a correção pós-resultados do 1T. Desde então, a convicção do BTG aumentou, sustentada por um Investor Day construtivo. A casa avalia que o mercado precifica o Inter mais como fintech volátil do que pelos fundamentos — balanço sólido, carteira colateralizada e menor sensibilidade a juros. Negociada a ~7,1x P/L 2026, com a margem de segurança considerada ampliada.
Marcopolo (POMO4) — novidade
O 1T foi fraco (desaceleração de exportações e sazonalidade), mas o BTG espera melhora relevante no 2T e 3T, com avanço de volumes e mix. O contrato do programa Caminho da Escola deve garantir volumes robustos para o 2S26 e 2027. Negociada a 6x P/L 2026, com dividend yield estimado de 9%. (Recomendação: Neutro.)
Bemobi (BMOB3)
Combinação rara no setor de tecnologia brasileiro: crescimento de dois dígitos, rentabilidade e retorno ao acionista. Negociada a 12x P/L 2026 — considerada barata em métricas relativas. Entregou mais um trimestre de destaque, com crescimento orgânico superior a 20% e expansão de margens, o que deve sustentar revisões positivas do consenso.
Orizon (ORVR3)
Excelente histórico de alocação de capital em um setor fragmentado com amplas oportunidades. A conclusão da aquisição da Vital, esperada para os próximos meses, deve trazer sinergias e crescimento adicional no biometano — segmento de retornos elevados. Entregou recentemente duas plantas de biometano e vem apresentando resultados sólidos, sustentados pelo crescimento real das tarifas e pela contribuição recorrente da venda de créditos de carbono.
Desempenho da carteira em junho
Em junho, a carteira de Small Caps caiu -1,9%, abaixo do Ibovespa (-1,0%), mas à frente do índice SMLL (-3,3%). Os destaques positivos foram Copasa (+14,4%), Tenda (+11,8%) e Smart Fit (+6,6%). Do lado negativo, as maiores detratoras foram justamente as duas ações que deixam a carteira: Banco Pine (-16,8%) e SBF (-9,8%), além de Pague Menos (-15,5%).
Performance no acumulado do ano
Desde 31 de dezembro de 2025, a carteira de Small Caps acumula alta de +0,5%, ante +6,8% do Ibovespa e queda de -4,6% do índice SMLL. No mesmo período, o CDI registra +6,8%. A carteira segue à frente do seu índice de referência (SMLL), embora abaixo do Ibovespa e do CDI, refletindo o ambiente macro mais desafiador para empresas de menor capitalização.
Rentabilidade histórica
Desde julho de 2010, quando Carlos E. Sequeira assumiu a gestão, a carteira de Small Caps acumula valorização de +5.905%, ante +182,3% do Ibovespa e +93,5% do índice SMLL no mesmo período — um dos históricos mais consistentes do mercado brasileiro de pesquisa em ações, superando o índice de small caps na maioria dos anos-calendário desde 2010 [verificar contagem exata “14 de 16 anos” citada na versão anterior]. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.
Visão do BTG para Small Caps
O BTG segue construtivo com o segmento, apesar do cenário macro mais desafiador para empresas domésticas. As teses centrais do portfólio combinam:
- Catalisadores políticos — privatização da Copasa concluída (com a Equatorial como controladora) e a eleição no Paraná como gatilho para destravar valor em Sanepar.
- Crescimento estrutural — Smart Fit, Pague Menos e 3tentos, com CAGRs de LPA na faixa de 15% a 30%.
- Múltiplos descontados — Marcopolo, Tenda, Banco Inter e Pague Menos negociando em torno de ou abaixo de 7x P/L 2026.
- Gatilhos específicos — Caminho da Escola (Marcopolo), GLP-1 (Pague Menos), aquisição da Vital (Orizon) e MCMV (Tenda).
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Informações importantes
Este relatório foi elaborado pelo Banco BTG Pactual S.A. Os números apresentados referem-se ao passado e não garantem resultados futuros.
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