Onde investir em Small Caps este mês? A Carteira Recomendada de Small Caps do BTG Pactual é uma das principais referências para investidores que buscam exposição a empresas de menor capitalização com potencial de valorização. A cada mês, a equipe de Research seleciona 10 ações, com peso igual de 10% cada, entre empresas com valor de mercado em torno de R$ 15 bilhões, tendo como benchmark o índice SMLL.
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Resumo rápido: Em agosto de 2026, a Carteira Recomendada de Small Caps do BTG Pactual fez uma troca: saiu Marcopolo (POMO4); entrou OceanPact (OPCT3). Os outros nove ativos permanecem. Em julho, a carteira caiu -6,6%, abaixo do Ibovespa (+3,5%) e do índice SMLL (-0,8%).
NESTE ARTIGO Objetivo da Carteira de Small Caps Confira a Carteira de Small Caps | Agosto 2026 Múltiplos e potencial das principais teses Principais mudanças na carteira em agosto Resumo das teses de agosto Desempenho da carteira em julho Visão do BTG para Small Caps Mais carteiras recomendadas para você explorar Informações importantes
Objetivo da Carteira de Small Caps
A Carteira Recomendada de Ações – Small Caps (BTG SMLL) tem como objetivo capturar as melhores oportunidades dentro do segmento de menor capitalização da Bolsa brasileira. O portfólio é composto por 10 ativos, com peso igual de 10% cada, selecionados pela equipe de análise e estratégia do BTG Pactual. O universo considerado contempla empresas com valor de mercado em torno de R$ 15 bilhões, tendo como benchmark o índice SMLL.
Confira a Carteira de Small Caps | Agosto 2026
| Empresa | Código | Setor |
|---|---|---|
| Copasa | CSMG3 | Serviços Básicos |
| Sanepar | SAPR11 | Serviços Básicos |
| Orizon | ORVR3 | Serviços Básicos |
| Smart Fit | SMFT3 | Varejo |
| Pague Menos | PGMN3 | Varejo |
| 3tentos | TTEN3 | Agronegócio |
| Tenda | TEND3 | Imobiliário |
| Banco Inter | INBR32 | Financeiro |
| OceanPact | OPCT3 | Petróleo & Gás |
| Bemobi | BMOB3 | TMT |
Fonte: Economática e BTG Pactual.
Múltiplos e potencial das principais teses
Os múltiplos da carteira indicam preços atrativos em diversas frentes. A recém-chegada OceanPact é a mais barata da seleção, a apenas 3,9x P/L 2026 (2,2x para 2027). A Tenda negocia a 5,0x P/L 2026 (3,5x para 2027), a Pague Menos a 6,5x, a Sanepar a 6,8x (6,5x em 2027) e o Banco Inter a 7,2x (5,7x em 2027). A 3tentos sai a 9,5x P/L 2026 (6,0x para 2027). No outro extremo, a Orizon segue com o múltiplo mais alto da carteira (39,7x P/L 2026 vs. 16,8x para 2027), refletindo a curva de maturação dos projetos de biometano e a expectativa de conclusão da aquisição da Vital. A Sanepar segue como destaque de valuation regulatório: cerca de 0,7x EV/RAB e 4,3x EV/EBITDA 2026 (4,2x 2027). Em termos de tamanho, a Copasa é a maior posição (~R$ 24 bilhões de valor de mercado), enquanto a Bemobi e a OceanPact são as menores (~R$ 2,0 bilhões cada).
Principais mudanças na carteira em agosto
Saída: Marcopolo (POMO4) Entrada: OceanPact (OPCT3)
Diferentemente de julho, quando houve duas trocas, agosto trouxe apenas uma alteração na carteira. A OceanPact entra sustentada por três fatores, segundo o BTG: (i) forte momento de resultados, com expectativa de um 2T26 robusto nos segmentos de Embarcações e Serviços; (ii) continuidade da aceleração dos resultados nos próximos trimestres, já que a mobilização dos OSVs deve ser integralmente refletida a partir do 3T26; e (iii) o julgamento das reivindicações relacionadas à UP Coral, previsto para agosto, visto como um potencial catalisador com assimetria positiva — além disso, a fusão com a CBO segue avançando, com conclusão esperada até o final de agosto ou início de setembro. A OceanPact é apontada como a small cap favorita do BTG no setor de Petróleo & Gás. O relatório não detalha uma justificativa específica para a saída da Marcopolo, focando o texto na tese da nova entrante.
Permanecem na carteira Copasa, Sanepar, Smart Fit, 3tentos, Tenda, Pague Menos, Bemobi, Orizon e Banco Inter. Com a troca, a exposição setorial passa a ter Petróleo & Gás (10%, via OceanPact) no lugar de Bens de Capital, mantendo forte peso em Serviços Básicos (30%, via Copasa, Sanepar e Orizon).
Resumo das teses de agosto
Copasa (CSMG3) Em junho, a Copasa concluiu com sucesso seu processo de privatização, com a Equatorial se tornando a acionista de referência por meio de uma participação de 30%. A companhia está atualmente renegociando seus contratos de concessão, com cerca de 40% da receita já coberta pelo novo modelo; os municípios remanescentes devem decidir até setembro, e o BTG acredita que a maioria dos contratos será assinada em termos semelhantes aos de Belo Horizonte. O BTG vê a Copasa negociando a uma TIR real de 10,7% e acredita que ela pode se tornar uma história de dividendos atrativa em breve — dado seu índice de dívida líquida/EBITDA de ~2,4x, a companhia poderia distribuir 100% de seus lucros, o que se traduz em um dividend yield médio de 7,6% em 2026-2028 e em dois dígitos a partir de então.
Sanepar (SAPR11) — Recomendação: Neutro Negocia a aproximadamente 0,7x EV/RAB, com P/L de 6,8x para 2026 e 6,5x para 2027, e EV/EBITDA de 4,3x (2026) e 4,2x (2027) — múltiplos baixos para uma companhia que ainda opera abaixo de seu potencial. Caso a Sanepar reduza a diferença para o EBITDA regulatório, diminua o desconto aplicado ao capex para cerca de 3% e passe a negociar a ~9% de TIR real até o fim de 2026 (patamar já observado em outras ações do setor de serviços básicos), o BTG estima que seria necessária uma alta superior a 60%; a 1x EV/RAB, a valorização necessária seria superior a 50%. O principal evento de 2026 é político — a disputa pelo governo do Paraná pode levar investidores a apostar em ganhos de eficiência ou mesmo em avanços rumo à privatização. Apesar do componente especulativo, o BTG considera essa uma das teses mais promissoras para o ano.
Smart Fit (SMFT3) Os resultados do 1T26 aliviaram parte do debate sobre o impacto do TotalPass nas margens e sobre a canibalização do negócio B2C, vindo acima do esperado, com o TotalPass seguindo em expansão de usuários e de rentabilidade por usuário. A discussão deixou de ser “se cresce” e passou a ser “como monetizar”. A tese permanece apoiada em escala incomparável na região, unidades com alto retorno sobre capital investido, mercado fragmentado com espaço para consolidação e o crescimento de plataformas adjacentes como o TotalPass. O BTG projeta CAGR de LPA de 30% entre 2026 e 2029 e reitera recomendação de Compra, com a ação negociando a 13x P/L 2026.
Pague Menos (PGMN3) Após fases de expansão acelerada, integração da Extrafarma, reestruturação com nova equipe executiva e disciplina de capital, a recente oferta de ações abre uma nova etapa: balanço fortalecido, ganhos de produtividade impulsionados também pelas oportunidades com medicamentos GLP-1, e retomada gradual da expansão. O BTG projeta CAGR de LPA de ~30% entre 2026 e 2029, com a ação negociando a um múltiplo atrativo de 6,5x P/L 2026.
3tentos (TTEN3) Revisões negativas para as estimativas do 2T26, especialmente na operação Industrial, pressionaram as ações na última semana de julho, levando a TTEN3 a acumular queda de 22% no mês — queda que o BTG considera excessiva frente a uma deterioração de resultados trimestrais com impacto limitado na rentabilidade de longo prazo. A companhia anunciou aceleração na abertura de lojas e um ramp-up mais rápido do que o esperado na planta de etanol de milho, criando potencial adicional de revisão. Negociada a 6x P/L estimado para 2027, com crescimento composto do lucro líquido de 25% nos próximos três anos e ROIC superior a 20%.
Tenda (TEND3) Visão positiva mantida para habitação de baixa renda após as mudanças no MCMV, que ampliaram a acessibilidade especialmente na Faixa 1 — foco estratégico da companhia. Resultados sólidos em 2025 e no 1T26 reforçam a tese de reestruturação, com margens já comparáveis às dos pares e a Alea perdendo relevância no consolidado ao longo do ano. O BTG também destaca que a companhia está mais preparada para um cenário de custos de construção mais altos, com ganhos de eficiência em projetos antigos e espaço para reajuste de preços em novos lançamentos. Negocia a 5x P/L 2026 (3,5x para 2027).
Banco Inter (INBR32) A ação acumula queda de 34% no ano, após a forte correção que se seguiu aos resultados do 1T, divulgados em maio. Desde então, a convicção do BTG aumentou, apoiada por um Investor Day construtivo e reuniões recentes com a administração. A casa avalia que o mercado tem precificado o Inter mais como uma fintech de beta elevado do que os fundamentos justificam — balanço robusto, carteira altamente colateralizada e sensibilidade menor aos juros do que no passado. Negociada a ~7,2x P/L 2026 (5,7x para 2027), com margem de segurança que o BTG considera ampliada.
OceanPact (OPCT3) — novidade Entra na carteira sustentada por forte momento de resultados (2T26 robusto esperado em Embarcações e Serviços), pela mobilização dos OSVs a ser plenamente refletida a partir do 3T26, e pelo julgamento das reivindicações da UP Coral, previsto para agosto — um catalisador de assimetria positiva, na visão do banco. A fusão com a CBO segue avançando, com conclusão prevista para o final de agosto ou início de setembro. É a small cap preferida do BTG no setor de Petróleo & Gás; a reprecificação da frota, a desalavancagem via geração de caixa mais forte e a opcionalidade das reivindicações da UP Coral sustentam a recomendação de Compra.
Bemobi (BMOB3) Combinação rara no setor de tecnologia brasileiro: crescimento de dois dígitos, rentabilidade elevada e retorno de caixa ao acionista. Negocia a apenas 12x lucro líquido estimado para 2026 — considerada barata em praticamente todas as métricas relativas. Apresentou primeiro trimestre forte, com crescimento orgânico acima de 20% e expansão de margens, o que deve impulsionar novas revisões positivas das estimativas de mercado.
Orizon (ORVR3) Excelente histórico de alocação de capital em um setor fragmentado, com amplo espaço para crescimento. A conclusão da aquisição da Vital, esperada para os próximos meses, deve trazer sinergias e potencial adicional de crescimento no segmento de biometano, de retornos elevados. A companhia entregou recentemente duas novas plantas de biometano e reporta resultados sólidos, sustentados pelo crescimento real das tarifas de disposição e por uma contribuição mais recorrente da venda de créditos de carbono.
Desempenho da carteira em julho
Em julho, a carteira de Small Caps teve queda de 6,6%, desempenho inferior ao do Ibovespa (+3,5%) e ao do índice SMLL (-0,8%). Os destaques positivos foram Copasa (+7,1%), Banco Inter (+1,3%) e Bemobi (+1,1%), enquanto Smart Fit ficou praticamente estável (+0,1%). Do lado negativo, as maiores detratoras foram 3tentos (-21,9%), Tenda (-17,0%), Pague Menos (-11,9%), Marcopolo (-11,4% — ação que deixa a carteira em agosto) e Orizon (-10,9%); Sanepar também recuou (-2,2%).
Performance no acumulado do ano
Desde 31 de dezembro de 2025, a carteira de Small Caps acumula queda de -6,1%, ante alta de +10,5% do Ibovespa e queda de -5,3% do índice SMLL. No mesmo período, o CDI registra alta de +8,1%. A carteira segue à frente do seu índice de referência (SMLL) apenas marginalmente e permanece abaixo do Ibovespa e do CDI, refletindo o ambiente macro mais desafiador para empresas de menor capitalização neste ano.
Rentabilidade histórica
Desde julho de 2010, quando Carlos E. Sequeira assumiu a gestão, a carteira de Small Caps acumula valorização de +5.510%, ante +192,1% do Ibovespa e +92% do índice SMLL no mesmo período. Rentabilidade passada não representa garantia de resultados futuros.
Visão do BTG para Small Caps
O BTG segue construtivo com o segmento, apesar do cenário macro mais desafiador para empresas domésticas — refletido na queda de 6,6% da carteira em julho e no acumulado negativo de 6,1% no ano. As teses centrais do portfólio combinam:
Catalisadores político-regulatórios — privatização da Copasa concluída (com a Equatorial como controladora) e a eleição para o governo do Paraná como possível gatilho para destravar valor em Sanepar. Crescimento estrutural — Smart Fit, Pague Menos e 3tentos, com CAGRs de LPA/lucro líquido na faixa de 20% a 30% ao ano. Múltiplos descontados — OceanPact, Tenda, Pague Menos, Sanepar e Banco Inter, negociando entre ~4x e ~7x P/L 2026. Gatilhos específicos — julgamento das reivindicações da UP Coral e conclusão da fusão com a CBO (OceanPact), conclusão da aquisição da Vital (Orizon), oportunidades com GLP-1 (Pague Menos) e mudanças no MCMV (Tenda).
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Informações importantes
Este relatório foi elaborado pelo Banco BTG Pactual S.A. Os números apresentados referem-se ao passado e não garantem resultados futuros.
Certificado do analista
Cada analista de pesquisa responsável pelo conteúdo deste relatório de pesquisa de investimento, no todo ou em parte, certifica que: (i) Nos termos do Artigo 21º, da Resolução CVM nº 20, de 25 de fevereiro de 2021, todas as opiniões expressas refletem com precisão suas opiniões pessoais sobre esses valores mobiliários ou emissores, e tais recomendações foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação ao Banco BTG Pactual S.A. e/ou suas afiliadas, conforme o caso; (ii) nenhuma parte de sua remuneração foi, é ou será, direta ou indiretamente, relacionada a quaisquer recomendações ou opiniões específicas contidas aqui ou vinculados ao preço de qualquer um dos valores mobiliários aqui discutidos.
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