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Bolsas mundiais: acompanhe os principais índices

Bolsas mundiais
Bolsas mundiais

Independentemente do nível de experiência como investidor, é importante acompanhar os índices e as bolsas mundiais, especialmente quem investe em renda variável. Isso porque é necessário prestar atenção aos comportamentos do mercado para tomar decisões mais acertadas.

Mesmo se você só investe na bolsa brasileira, a B3, deve observar não somente os índices nacionais, mas também os indicadores de outros países. Afinal, os movimentos dos grandes mercados também podem impactar o Brasil.

Quer entender mais sobre as bolsas mundiais e seus índices? Então continue a leitura e conheça os principais indicadores do mundo e a importância de acompanhá-los.

Vamos lá?

O que são bolsas de valores?

Antes de conhecer os principais índices das bolsas mundiais, é interessante entender o que é a bolsa de valores. Trata-se de um mercado organizado de negociações de valores mobiliários, como ações, cotas de certos fundos de investimento, opções, contratos futuros, etc.

Desse modo, a bolsa de valores proporciona o ambiente para que os investidores possam comprar e vender ativos e derivativos financeiros. Ela também tem a função de definir as regras de negociação para que as transações sejam seguras e transparentes para todos os envolvidos.

Além disso, é a bolsa de valores que faz a compensação, o registro e a atualização das operações. Outras responsabilidades desse mercado são a guarda centralizada das negociações e o gerenciamento dos riscos das operações realizadas pelos investidores.

O que são índices mundiais?

Após entender o que são as bolsas de valores, é o momento de saber o que são os índices mundiais. Na prática, eles são carteiras teóricas de ativos que seguem critérios definidos, como governança corporativa, valor de mercado, liquidez e pagamento de dividendos.

Ao indicar a variação média de preço de um portfólio de ações, os índices refletem o comportamento do mercado e de segmentos específicos. Vale saber que os valores dos índices são apresentados em pontos, enquanto sua variação é indicada em percentual.

Qual a importância de acompanhar as bolsas mundiais?

Agora que você já sabe mais sobre o assunto, é hora de conferir a importância de acompanhar as bolsas mundiais e seus índices. Primeiramente, é fundamental entender que, para monitorar uma bolsa de valores, é necessário:

  • acompanhar o gráfico dos índices;
  • realizar comparações entre esses indicadores;
  • conferir a capitalização das ações das companhias;
  • conhecer o volume de dinheiro negociado no dia;
  • entre outras atividades.

Como você viu, uma das formas de acompanhamento de uma bolsa de valores é realizada por meio de seus índices. Isso porque, ao conhecer a performance dos indicadores, você consegue entender o comportamento do mercado.

Nesse sentido, até mesmo os indicadores internacionais podem fornecer dados importantes para o mercado nacional. Afinal, a economia brasileira ainda depende de investimentos estrangeiros e é influenciada por fatores internacionais.

Por essa razão, é interessante saber o que levou um índice a se movimentar e traçar um paralelo com a realidade brasileira para preparar a sua carteira para situações de impacto.

Além disso, os índices mundiais podem expressar o interesse das pessoas em investir em ações brasileiras e o nível de otimismo dos investidores sobre a economia do país.

Quais são os principais índices de ações que vale a pena conhecer?

Agora você já sabe que é importante acompanhar os índices mundiais para ter uma análise mais aprofundada de seus investimentos. Então, a seguir, confira quais são os principais indicadores que podem ser avaliados!

Ibovespa

O Ibovespa é o principal índice do mercado acionário brasileiro. Em sua carteira teórica estão as empresas de maior capitalização e maior volume financeiro de negociação na bolsa.

Para que uma companhia faça parte do portfólio desse índice, ela precisa ter, entre outros critérios:

  • participação nas sessões da bolsa do ano anterior;
  • grande volume de negociação;
  • alta liquidez.

As empresas que compõem o Ibovespa podem mudar nos rebalanceamentos do índice, que ocorre a cada quatro meses. Por isso, também não há um número rígido que determine quantas companhias farão parte do indicador. Ademais, o peso de cada companhia pode variar na carteira.

Na prática, ao final de cada dia é definida uma pontuação do portfólio teórico. Vale saber que a média dessa pontuação é calculada conforme o desempenho das ações, o que impacta na queda ou na alta diária do índice.

Nasdaq 100

Assim como a bolsa de valores brasileira tem o Ibovespa como índice principal, a Nasdaq (uma das bolsas de valores dos EUA) tem o seu índice: o Nasdaq 100. Na carteira teórica desse indicador, existem 100 companhias não financeiras listadas nessa bolsa.

Esse índice é composto por ativos de alta tecnologia e ações de empresas do novo mercado. Por essa razão, a performance desse índice também funciona como um termômetro do mercado mundial. Para integrar o portfólio do Nasdaq 100, a empresa precisa ter alto valor de mercado.

Índice Brasil

O Índice Brasil (IBrX) é dividido em dois índices: o Índice Brasil 100 e o Índice Brasil 50. O primeiro mensura o retorno de uma carteira teórica com as 100 ações mais negociadas na bolsa, enquanto o segundo se refere aos 50 papéis com maior número de negociações.

A base de cálculo de cada um desses índices é diferente. No Índice Brasil 100, ela é feita por meio do volume financeiro e da quantidade de fechamento de negócios. No Índice Brasil 50, a liquidez é considerada por meio do valor de mercado das ações disponíveis para negociação.

DAX

O Índice DAX é o principal indicador da bolsa de Frankfurt, na Alemanha. Até setembro de 2021, ele era conhecido como DAX 30, pois apresentava as 30 companhias com melhor performance financeira no país.

No entanto, após uma reestruturação realizada pela Deutsche Borse, responsável pelo índice, ele incluiu mais 10 empresas. Então passou a ser denominado DAX 40.

Os critérios para avaliação e inserção no índice são a liquidez no mercado, a capitalização e o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) positivo nos últimos 2 balanços anuais.

Índice de Dividendos

Chamado de IDIV, esse indicador brasileiro tem foco no comportamento de ações de empresas que geram altas remunerações aos seus investidores. Assim, o índice considera os juros sobre capital próprio e os dividendos para compor a sua carteira.

Outros fatores ponderados por esse indicador são a liquidez e o valor de mercado dos papéis disponíveis

Nikkei 225

A bolsa de Tóquio é a terceira maior do mundo. Por isso, você deve conhecer o seu principal índice — o Nikkei 225 (N225). Ele é composto pelas 225 empresas de capital aberto mais importantes do Japão, de diferentes setores da indústria.

Para compor esse índice é usado o critério de valor de mercado. Além disso, ele é revisado anualmente para manter a atualização em relação aos critérios de seleção.

S&P 500

O índice Standard & Poor’s 500, S&P ou S&P 500, como também é chamado, é um indicador americano e que tem uma das maiores abrangências nos EUA. Assim, ele apresenta ações listadas nas bolsas de Nova Iorque (NYSE) e Nasdaq.

Nesse caso, a carteira teórica é formada pelas empresas norte-americanas de maior volume de negociação. Para fazer parte desse índice, as companhias devem seguir critérios utilizados pelo comitê, como:

  • tempo de negociação na bolsa;
  • alta liquidez;
  • viabilidade financeira;
  • flutuação pública;
  • domicílio norte-americano;
  • capitalização de mercado;
  • classificação setorial.

Índice Small Caps

Ao contrário do Ibovespa, o Índice Small Caps (SMLL) apresenta sem sua carteira teórica companhias de menor capitalização da bolsa, mas que têm potencial de crescimento. Ele demonstra o impacto das oscilações dos preços dos ativos, além da distribuição dos dividendos.

Para compor a carteira SMLL, uma empresa deve atender a diversos critérios. Entre eles:

  • não estar em situação de falência;
  • ter o valor de ação acima de R$ 1;
  • estar presente na maioria dos pregões de, pelo menos, 3 carteiras anteriores;
  • não estar em regime de administração temporária.

Acompanhar esse índice brasileiro é especialmente importante para os investidores de small caps. Afinal, o indicador representa o desempenho do setor durante o período analisado.

Dow Jones

O índice Dow Jones Industrial Average é um dos mais famosos do mundo. Também chamado de Dow 30 (ou DJIA) ele representa as 30 maiores companhias de maior capitalização nas bolsas de Nova Iorque e Nasdaq. A sua principal utilização é mensurar o desempenho da indústria norte-americana.

Vale saber que não existem critérios pré-definidos utilizados para selecionar as empresas que compõem a carteira teórica do Dow Jones. O pré-requisito é que a companhia seja uma blue chip, sendo que as maiores serão incluídas no índice.

Shanghai Composite

O índice Shanghai Composite (SSEC) é o principal índice da bolsa chinesa. A sua carteira teórica inclui todas as companhias listadas na bolsa de Shanghai. Além disso, o indicador tem uma particularidade interessante: as suas ações são divididas entre A e B.

Os papéis do primeiro grupo são exclusivos para investidores chineses e para alguns investidores profissionais em determinadas empresas. Por essa razão, são negociados apenas em moeda local. Já os ativos do segundo grupo são negociados em moedas estrangeiras.

Devido à relevância do mercado chinês, pode ser interessante acompanhá-lo para entender as tendências e movimentações da economia.

Russell 2000

O índice norte-americano Russel 2000 é administrado pela empresa FTSE-Russell. A sua carteira teórica é composta pelas 2 mil empresas de menor capitalização do mercado e que compõem o índice Russell 3000 — constituído pelas 3 mil maiores ações dos EUA.

Assim, esse indicador serve como referência para as ações de menor valor de mercado nos Estados Unidos.

FTSE 100

O FTSE 100 é um índice inglês composto pelas 100 maiores companhias em valor de mercado da bolsa de valores de Londres, na Inglaterra. Então ele seria equivalente ao Ibovespa para a B3.

Esse é um dos indicadores mais importantes do mundo porque detém 80% de toda capitalização de mercado das ações negociadas na bolsa londrina.

Como acompanhar os índices e as bolsas mundiais?

Depois de aprender quais são os principais índices mundiais, você deve entender como acompanhar esses indicadores e as bolsas de outros países. Na verdade, monitorar esses movimentos tanto do Brasil quanto do mundo é bastante simples.

Basta uma pesquisa rápida em um buscador na internet para ter informações relevantes sobre os indicadores e as bolsas de valores. Além disso, é possível obter esses dados a partir do home broker do seu banco de investimentos.

Para entender quais são as bolsas que você deve acompanhar de perto, é interessante saber como reconhecer a sua importância. Para isso, é necessário analisar os seguintes critérios, como:

  • tempo de existência;
  • valor de mercado;
  • montante movimentado anualmente;
  • número de ativos e derivativos listados;
  • quantidade de negociações realizadas anualmente.

Vale lembrar que quanto maior e mais reconhecida a bolsa de valores, maior é o número de participantes nas negociações. Consequentemente, a liquidez dos ativos e as oportunidades de lucro tendem a ser mais elevados.

Vale a pena investir em mercados internacionais?

Ao conhecer os índices das diversas bolsas do mundo, é comum se perguntar se vale a pena investir em mercados mundiais. Ao expor parte de seus recursos a outros mercados, você adota uma estratégia de diversificação de carteira, diluindo os riscos.

Por exemplo, se o Brasil passar por uma crise econômica e seus investimentos nacionais forem afetados, é possível que os aportes internacionais não sofram os impactos. Dessa maneira, há chances de compensar os prejuízos da carteira.

Para aplicar essa estratégia, é importante avaliar o mercado que você pretende incluir na sua carteira. Ainda, é preciso identificar o seu perfil de investidor e determinar os seus objetivos.

Outra dica é considerar alternativas que permitem o aporte por meio da bolsa de valores brasileira, como os BDRs (brazilian depositary receipts) e os ETFs (fundos de índice). Desse modo, você expõe a sua carteira ao mercado internacional, utilizando o home broker do seu banco de investimentos.

Ao longo deste post, você conheceu os principais índices das bolsas mundiais e entendeu a importância de acompanhá-los. Portanto, vale a pena avaliar a possibilidade de incluí-los em suas análises ou contar com investimentos internacionais em sua carteira.

Que tal complementar os seus conhecimentos sobre o assunto? Descubra as 5 principais bolsas do mundo que vale a pena conhecer!

 

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