BEST11: o ETF de bancos, energia, saneamento, seguros e telecom

O BEST11 é o ETF da Investo que replica o índice MarketVector Brazil BESST Quality, com ações de bancos, energia, saneamento, seguros e telecom, e distribui rendimentos mensalmente. Entenda a carteira, a taxa, os riscos e a diferença para o BTER11.
BEST11: o ETF de bancos, energia, saneamento, seguros e telecom

O BEST11 é um ETF de ações brasileiras negociado na B3, gerido pela Investo Gestão de Recursos e administrado pela BTG Pactual Serviços Financeiros DTVM. Ele replica o MarketVector Brazil BESST Quality (BRL) Index, que reúne empresas de bancos, energia elétrica, saneamento, seguros e telecomunicações com histórico de lucro e de dividendos. Diferente da maioria dos ETFs brasileiros, o BEST11 repassa aos cotistas, todo mês, os proventos que recebe das empresas da carteira.

BEST11 Investo Brazil Besst Quality Fundo de Indice ETF
R$ 114,77 -0,84%
Cotação · atualizada há 5 horas
Variação (6 meses) -8,1%
Máxima (6 meses) R$ 132,93
Mínima (6 meses) R$ 104,06
Cotação de BEST11 — últimos 6 meses
máx R$ 132,93 mín R$ 104,06

Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.

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Resposta direta: O BEST11 (Investo Brazil BESST Quality Fundo de Índice) é um fundo de índice de ações que acompanha o MarketVector Brazil BESST Quality (BRL) Index, formado por empresas brasileiras de cinco setores: bancos, energia, saneamento, seguros e telecomunicações. O índice filtra companhias com lucro positivo e dividendos consistentes e é rebalanceado a cada trimestre. O fundo começou a ser negociado na B3 em 8 de setembro de 2025, cobra taxa de administração de 0,50% ao ano e distribui rendimentos mensalmente. Seu irmão, o BTER11, segue o mesmo índice, mas reinveste os proventos em vez de distribuí-los.

A cotação do dia, o retorno em 12 meses e o patrimônio atualizado estão na ficha do BEST11.

O que é o BEST11

O BEST11 é um ETF, sigla em inglês para fundo de índice negociado em bolsa. Quem compra uma cota passa a ter, de forma indireta, uma fatia de todas as ações que compõem o índice de referência, sem precisar comprar cada papel separadamente. A gestão é passiva: o gestor não escolhe ações por opinião própria, apenas mantém a carteira nas mesmas proporções do índice.

O nome vem da sigla BESST, que junta as iniciais dos cinco setores do índice: Bancos, Energia, Saneamento, Seguros e Telecomunicações. São segmentos que o mercado costuma chamar de perenes, porque vendem serviços dos quais pessoas e empresas dependem mesmo em fases de crise. No mercado brasileiro, a ideia de concentrar a carteira nesses setores é associada ao investidor Luiz Barsi Filho. Nos materiais da Investo e da MarketVector consultados para este artigo, porém, não há menção a ele nem a qualquer vínculo formal com o fundo.

O ponto que mais separa o BEST11 da maioria dos ETFs de ações do país é a política de proventos. Fundos como o BOVA11 e o DIVO11 reinvestem os dividendos que recebem. O BEST11 faz o contrário: repassa os rendimentos ao cotista em base mensal, segundo a gestora. A primeira distribuição ocorreu em dezembro de 2025.

O índice MarketVector Brazil BESST Quality e como a carteira é montada

O índice de referência é calculado pela MarketVector Indexes, provedora internacional de índices. Pela descrição da própria MarketVector, ele acompanha empresas brasileiras dos setores bancário, de energia elétrica, de seguros, de telecomunicações e de saneamento que cumprem critérios de qualidade e de dividendos.

Segundo a Investo, a seleção segue estas regras:

  • Setor: só entram companhias dos cinco segmentos BESST.
  • Lucro: a empresa precisa ter lucro líquido positivo de forma consistente.
  • Dividendos: é exigido histórico de pagamento de proventos nos últimos três anos.
  • Tamanho e liquidez: há valor de mercado mínimo e volume mínimo de negociação, para que o fundo consiga comprar e vender os papéis.
  • Limite por empresa: cada ação tem teto de 8% no rebalanceamento, o que impede que um único papel domine a carteira.

O rebalanceamento é trimestral. Entre uma revisão e outra, os pesos variam com os preços, por isso algumas posições podem ficar um pouco acima de 8% até o ajuste seguinte.

O que tem dentro do BEST11

Em 25 de setembro de 2026, a carteira tinha 22 ações, segundo a Investo. Por setor, a composição divulgada pela gestora em 21 de setembro de 2026 era esta: energia elétrica com 37,75%, bancos com 35,10%, seguros com 9,94%, saneamento com 9,15% e telecomunicações com 8,06%. As maiores posições na mesma data eram Banco do Brasil, BTG Pactual, Sabesp, Equatorial Energia e Itaú Unibanco, cada uma perto do teto de 8%. A lista completa e atualizada fica na página do fundo no site da gestora.

Um detalhe relevante: energia e bancos somam mais de 70% da carteira. O fundo é diversificado entre empresas, mas concentrado em poucos setores, e isso pesa na análise de risco.

Ficha técnica do BEST11

Item Informação
Nome Investo Brazil BESST Quality Fundo de Índice
Gestora Investo Gestão de Recursos Ltda.
Administradora BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM
CNPJ 61.950.414/0001-76
Índice de referência MarketVector Brazil BESST Quality (BRL) Index
Registro na CVM 28/07/2025
Início das negociações na B3 08/09/2025
Taxa de administração 0,50% ao ano (consultado em 28/09/2026)
Distribuição de rendimentos Distribui, com periodicidade mensal
Rebalanceamento Trimestral
Patrimônio líquido R$ 59,0 milhões em 25/09/2026 (Investo)
Classe Ações Brasil (ETF de renda variável)

BEST11, BTER11 e outras alternativas

A comparação mais direta é com o BTER11 (Investo Brazil BESST Quality Acumulação Fundo de Índice). Os dois são da Investo, seguem o mesmo índice e cobram a mesma taxa. A diferença está no destino dos proventos: o BEST11 distribui os rendimentos ao cotista todo mês, enquanto o BTER11, que começou a ser negociado em 9 de junho de 2026, reinveste automaticamente os dividendos e juros sobre capital próprio recebidos. Quem quer fluxo de caixa tende a olhar o primeiro; quem não precisa da renda agora e prefere adiar o imposto tende a olhar o segundo. Os detalhes estão na ficha do BTER11.

ETF Índice Gestora Taxa de administração Proventos
BEST11 MarketVector Brazil BESST Quality Investo 0,50% a.a. Distribui mensalmente
BTER11 MarketVector Brazil BESST Quality Investo 0,50% a.a. Reinveste
DIVO11 IDIV (B3) Itaú 0,50% a.a. Reinveste
AUVP11 Teva Ações Fundamentos (IAFD) BTG Pactual 0,49% a.a. Reinveste
BOVA11 Ibovespa BlackRock 0,10% a.a. Reinveste

O DIVO11 também mira pagadoras de dividendos, mas pelo índice IDIV da B3, que seleciona ações pelo dividend yield e não restringe setores. O AUVP11 usa filtros fundamentalistas de rentabilidade, eficiência e alavancagem. O BOVA11 replica o Ibovespa inteiro, com carteira mais ampla e taxa mais baixa. Taxas das alternativas consultadas em 28/09/2026 nas fontes listadas ao fim do artigo.

Riscos do BEST11

  • Risco de mercado: as cotas oscilam com o preço das ações da carteira e podem cair, inclusive por períodos longos.
  • Concentração setorial: energia elétrica e bancos passam de 70% da carteira. Mudanças de regulação, de juros ou de política tarifária nesses setores afetam boa parte do fundo ao mesmo tempo.
  • Proventos variáveis: o valor distribuído depende do que as empresas pagam e muda de um mês para outro. Não existe rendimento prometido.
  • Liquidez em bolsa: o volume negociado é menor que o de ETFs antigos. A BTG Pactual atua como formador de mercado, mas o spread entre compra e venda pode ser maior em alguns horários.
  • Tracking error: taxa, custos e o intervalo entre o recebimento e a distribuição de proventos fazem o retorno do fundo se afastar um pouco do índice.
  • Histórico curto: o fundo negocia desde setembro de 2025. Parte do histórico do índice divulgado pela gestora é anterior ao lançamento e não reflete a experiência real de um cotista.
  • Risco de índice: as regras de seleção podem ser revistas pelo provedor e alterar a composição.

Como o BEST11 é tributado

O BEST11 é um ETF de renda variável, e a tributação tem duas partes.

Venda de cotas. O ganho na venda é tributado pelo imposto de renda sobre ganho de capital, em geral com alíquota de 15% em operações comuns e de 20% em day trade. ETFs não têm a isenção de R$ 20 mil em vendas mensais que vale para ações. O próprio investidor apura o resultado mês a mês e paga o imposto por DARF até o último dia útil do mês seguinte. Prejuízos em ETFs de renda variável podem ser compensados com lucros da mesma categoria.

Rendimentos distribuídos. Os proventos mensais do BEST11 passam por um regime diferente do dividendo recebido direto de uma ação. Pela orientação da B3, rendimentos distribuídos por ETFs de renda variável são tributados na data da distribuição, com imposto retido na fonte, e entram na declaração como rendimentos sujeitos à tributação exclusiva. A estrutura de tributação de fundos vem da Lei 14.754/2023. No BTER11, como não há distribuição, o imposto só aparece na venda das cotas.

A Medida Provisória 1.303/2025, que propunha mudar a tributação de aplicações financeiras, perdeu a validade sem ser convertida em lei. As regras de venda e de distribuição descritas acima seguem as da legislação anterior a ela. Veja o guia de tributação de ETF, onde a regra vigente é mantida atualizada.

Para quem o BEST11 pode fazer sentido

O BEST11 tende a interessar a quem quer exposição a setores regulados e geradores de caixa sem montar uma carteira de ações por conta própria. Outro perfil é o de quem valoriza receber proventos periodicamente, por exemplo para complementar renda, e aceita que esse valor varie.

Ele combina menos com quem busca crescimento acelerado, já que setores como tecnologia, varejo e commodities ficam de fora. Quem está em fase de acumulação e não precisa do dinheiro agora pode comparar com o BTER11, que reinveste os proventos. Quem já tem muitas ações de bancos e de elétricas também precisa checar a sobreposição, para não concentrar ainda mais a carteira nos mesmos nomes.

Como investir no BEST11 passo a passo

  1. Abra conta em uma corretora com acesso à B3.
  2. Transfira recursos e procure o ticker BEST11 no home broker.
  3. Envie a ordem de compra: o lote padrão é de 1 cota, e a ordem com preço limitado evita pagar acima do que você planejou.
  4. Acompanhe cotação, patrimônio e rendimentos pela ficha do BEST11.
  5. Declare as cotas em Bens e Direitos, os rendimentos recebidos como tributação exclusiva e os ganhos de venda na ficha de renda variável do IR.

Antes de decidir quanto alocar, converse com um assessor da Renova para ver como o BEST11 se encaixa no restante da sua carteira.

Perguntas frequentes sobre o BEST11

O BEST11 vale a pena?

Depende do objetivo. O BEST11 oferece uma carteira diversificada de empresas de setores perenes e distribui rendimentos mensais, mas concentra mais de 70% em energia e bancos, tem histórico curto e cobra taxa de 0,50% ao ano. Faz mais sentido comparar com alternativas e com o resto da carteira do que olhar o fundo isoladamente.

O BEST11 paga dividendos?

Sim. Segundo a Investo, o BEST11 distribui aos cotistas, em base mensal, os proventos que recebe das empresas da carteira. O valor muda de um mês para outro, conforme o que as empresas pagam. O BTER11, que segue o mesmo índice, reinveste esses valores em vez de distribuí-los.

Qual é a taxa de administração do BEST11?

A taxa de administração informada pela Investo é de 0,50% ao ano, sem taxa de performance (consultado em 28/09/2026). A cobrança é diária e já está refletida no valor da cota.

Como declarar o BEST11 no imposto de renda?

As cotas entram em Bens e Direitos pelo custo de compra. Os rendimentos distribuídos vão para Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva. Lucros de venda são informados na ficha de Renda Variável, com o imposto pago por DARF no mês seguinte à venda.

Qual a diferença entre BEST11 e BTER11?

Os dois são da Investo, seguem o MarketVector Brazil BESST Quality Index e cobram 0,50% ao ano. O BEST11 distribui os rendimentos todo mês. O BTER11, negociado desde junho de 2026, reinveste automaticamente dividendos e juros sobre capital próprio, e o imposto só incide na venda das cotas.

Qual a diferença entre BEST11 e DIVO11?

O DIVO11, do Itaú, replica o IDIV da B3, que escolhe ações pelo dividend yield sem restringir setores, e reinveste os proventos. O BEST11 limita a carteira a cinco setores, exige lucro e dividendos consistentes e distribui os rendimentos mensalmente.

Do mesmo tipo: AUVP11, ações escolhidas por fundamentos.

Veja também: ETF paga dividendos? Entenda de uma vez por todas, NDIV11, WISE11, BOVA11 e todos os ETFs da B3.

Fontes:

Renova Invest

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CDI hoje
13,65% a.a.
  • Meta Selic13,75%
  • CDI 12 meses14,63%
  • CDI em 202610,34%
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Fonte: Banco Central · 25/09/2026
Dólar hoje
R$5,2226
  • Variação no dia+0,19%
  • Dólar em 2026-4,63%
  • PTAX 28/09R$ 5,2132
Ver cotação e gráfico →
Fonte: Brapi e Banco Central · 28/09/2026 às 22h15

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