AUVP11: como funciona o ETF de ações por fundamentos do BTG e da AUVP

O AUVP11 é um ETF de ações brasileiras gerido pelo BTG Pactual que replica o índice Teva Ações Fundamentos (IAFD), montado com filtros de lucro, rentabilidade e endividamento. Entenda a carteira, os custos, os riscos e a tributação.
AUVP11: como funciona o ETF de ações por fundamentos do BTG e da AUVP

O AUVP11 é um ETF de ações brasileiras, gerido pela BTG Pactual Asset Management, que replica o Índice Teva Ações Fundamentos (IAFD). Em vez de escolher empresas pelo volume negociado, como o Ibovespa, o índice filtra companhias por lucro recorrente, rentabilidade e endividamento. O fundo nasceu de uma parceria entre o BTG Pactual e a AUVP Capital, consultoria de investimentos que empresta o nome ao produto.

AUVP11 BTG Pactual Teva Auvp Acoes Fundamentos Fundo De Indice ETF
R$ 129,84 0,00%
Cotação · atualizada há 5 horas
Variação (6 meses) -0,1%
Máxima (6 meses) R$ 136,57
Mínima (6 meses) R$ 115,33
Cotação de AUVP11 — últimos 6 meses
máx R$ 136,57 mín R$ 115,33

Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.

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Resposta direta: o AUVP11 é o ticker do BTG Pactual Teva AUVP Ações Fundamentos Fundo de Índice, um ETF negociado na B3 desde 25/06/2025. Ele busca acompanhar o IAFD, índice da Teva Índices que só aceita empresas brasileiras com lucro nos últimos cinco anos, ROE acima de 10%, margem líquida acima de 8% e dívida líquida abaixo de 3 vezes o EBITDA. A taxa de administração informada pela gestora é de 0,49% ao ano, e o fundo não faz distribuição recorrente de dividendos. É um produto de renda variável: o valor da cota oscila com a bolsa.

A cotação do dia, o retorno em 12 meses e o patrimônio atualizado estão na ficha do AUVP11.

O que é o AUVP11

O AUVP11 é um fundo de índice (ETF) da classe Ações Brasil. Ao comprar uma cota, o investidor passa a ter exposição a uma cesta de ações e units de empresas brasileiras selecionadas por critérios de análise fundamentalista. A gestão é passiva: o gestor não escolhe as ações, apenas replica a carteira teórica do índice.

Pela política de investimento publicada pela gestora, o fundo aplica no mínimo 95% do patrimônio em ativos do IAFD ou em posições compradas no mercado futuro do índice. Os 5% restantes podem ficar em outros investimentos permitidos pelo regulamento.

O nome do fundo junta três participantes. O BTG Pactual faz a gestão (BTG Pactual Asset Management S/A DTVM) e a administração (BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM). A Teva Índices cria e administra o índice. A AUVP Capital, consultoria que tem Raul Sena entre os sócios-fundadores, fez a parceria com o banco e, segundo a imprensa especializada, a AUVP Analítica definiu os filtros de seleção. A página da gestora descreve o produto como inspirado na metodologia do Diagrama do Cerrado.

O fundo tem a primeira cota registrada em 24/06/2025, e a negociação na B3 começou em 25/06/2025. O CNPJ é 61.273.759/0001-32. No cadastro da CVM de 22/09/2026, o patrimônio líquido era de cerca de R$ 200,2 milhões.

Como o índice Teva Ações Fundamentos monta a carteira

O IAFD se apresenta como o primeiro índice do Brasil que seleciona empresas a partir de métricas fundamentalistas. A lógica é eliminar, antes de qualquer outra coisa, quem não passa em um conjunto de filtros objetivos. Pelos critérios divulgados pela gestora, pela Teva Índices e pela AUVP Analítica, uma empresa só entra se atender a todos eles:

  • Lucro recorrente: lucro líquido positivo em cada um dos últimos cinco anos. Empresa com prejuízo anual fica de fora.
  • Rentabilidade: ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) acima de 10%.
  • Margem: margem líquida acima de 8%.
  • Endividamento: dívida líquida/EBITDA inferior a 3.
  • Tempo de bolsa: pelo menos cinco anos de listagem na B3, o que exclui IPOs recentes.
  • Tamanho: valor de mercado igual ou superior a R$ 3 bilhões e free float mínimo de 15%.
  • Negociação: volume de pelo menos R$ 100 milhões em cada um dos dois meses anteriores ao rebalanceamento.
  • Exclusão setorial: varejo, proteína animal e transporte aéreo ficam fora por princípio, independentemente dos números.

A seleção não usa o volume negociado como critério de peso, como faz o Ibovespa. O volume aparece apenas como filtro mínimo, para garantir que o ETF consiga comprar e vender as ações da carteira.

Segundo o fact sheet da Teva Índices, no último rebalanceamento, em 01/04/2026, a carteira tinha 33 ativos de 28 emissores, com giro de 31,3% em 12 meses. A AUVP Analítica aponta os setores financeiro (bancos e seguradoras), utilities (energia e saneamento) e commodities entre os de maior peso. A composição muda a cada rebalanceamento, por isso vale conferir a carteira atual antes de investir.

Um ponto que analistas levantaram desde o lançamento: como os filtros são binários (a empresa passa ou não passa), o índice tende a se concentrar nos setores que batem os números com folga. Na estreia, os maiores pesos estavam em bancos, como Itaúsa, Itaú, Banco do Brasil e Bradesco.

Ficha técnica do AUVP11

Item AUVP11
Nome BTG Pactual Teva AUVP Ações Fundamentos Fundo de Índice
Gestora BTG Pactual Asset Management S/A DTVM
Administradora BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM
CNPJ 61.273.759/0001-32
Índice de referência Índice Teva Ações Fundamentos (IAFD), da Teva Índices
Início do fundo 24/06/2025 (primeira cota); negociação na B3 desde 25/06/2025
Taxa de administração 0,49% ao ano, segundo a gestora (consultado em 28/09/2026)
Distribuição de rendimentos Não há distribuição recorrente; os dividendos das empresas são reinvestidos na carteira
Classe Ações Brasil
Patrimônio líquido Cerca de R$ 200,2 milhões (CVM, 22/09/2026)
Lote no mercado secundário A partir de 1 cota

AUVP11 x BOVA11, DIVO11, SMAL11 e BEST11

O AUVP11 disputa espaço com outros ETFs de ações brasileiras. A diferença principal está na regra que decide quais empresas entram na carteira.

ETF Índice Gestora Como escolhe as empresas
AUVP11 Teva Ações Fundamentos (IAFD) BTG Pactual Filtros de lucro, ROE, margem, dívida e tempo de bolsa, com exclusão de setores
BOVA11 Ibovespa B3 BlackRock Ações mais negociadas da bolsa, com revisão a cada quatro meses
DIVO11 IDIV B3 Dividendos Itaú Asset Empresas que se destacaram na remuneração ao acionista via dividendos e JCP
SMAL11 SMLL B3 Small Cap BlackRock Empresas de menor porte, fora do grupo das mais negociadas
BEST11 MarketVector Brazil BESST Quality Investo Empresas de qualidade em bancos, energia, saneamento, seguros e telecomunicações

Quem quer o retrato mais amplo da bolsa costuma olhar para o BOVA11. Quem prioriza dividendos na seleção olha para o DIVO11. O AUVP11 aposta em outra pergunta: a empresa é lucrativa, rentável e pouco endividada? O BEST11 tem uma proposta parecida de qualidade, mas parte de setores definidos de antemão. Para ver os números lado a lado, use os comparadores BOVA11 vs AUVP11, DIVO11 vs AUVP11 e SMAL11 vs AUVP11.

Riscos do AUVP11

  • Risco de mercado: a cota acompanha o preço das ações da carteira e pode cair, inclusive de forma forte, em períodos de estresse na bolsa. Fundos não têm garantia do FGC.
  • Concentração setorial: os filtros favorecem bancos, seguradoras e utilities. Um choque nesses setores pesa mais no AUVP11 do que em um índice amplo.
  • Risco de metodologia: bons números do passado (cinco anos de lucro, ROE alto) não asseguram o desempenho futuro das empresas.
  • Liquidez em bolsa: o volume diário é menor que o de ETFs antigos como o BOVA11. Em dias de pouco negócio, o spread entre compra e venda pode aumentar. O fundo conta com formador de mercado (BTG Pactual CTVM).
  • Tracking error: custos, taxa de administração e o prazo de ajuste da carteira fazem o retorno do ETF se descolar do índice.
  • Histórico curto: o fundo negocia desde junho de 2025. Simulações retroativas (backtests) divulgadas no lançamento não equivalem a histórico real de rentabilidade.

Como o AUVP11 é tributado

O AUVP11 é um ETF de renda variável. Isso define a estrutura da tributação:

  • O imposto incide sobre o ganho na venda das cotas, não sobre a valorização enquanto o investidor mantém a posição. Não há come-cotas.
  • Não existe a isenção de R$ 20 mil em vendas mensais que vale para ações. Qualquer lucro na venda de ETF é tributável.
  • O próprio investidor apura o ganho do mês e paga o DARF até o último dia útil do mês seguinte. Há retenção de 0,005% na fonte (o chamado dedo-duro) sobre a venda.
  • Prejuízos em ETF de renda variável podem compensar lucros futuros na mesma modalidade (operação comum ou day trade).

Na tabela publicada pela gestora na página do fundo (consultada em 28/09/2026), a pessoa física paga 15% sobre o ganho líquido em operações comuns. A B3 informa 20% para o day trade. A MP 1.303/2025, que propunha mudar essas alíquotas, caducou sem virar lei. Como as regras podem mudar, confira a página de tributação de ETF, onde a regra vigente é mantida atualizada.

Para quem o AUVP11 pode fazer sentido

O AUVP11 pode fazer sentido para quem já decidiu ter ações brasileiras na carteira e prefere uma regra de seleção baseada em fundamentos a uma baseada em volume negociado. Também atende quem quer uma cesta diversificada de empresas lucrativas sem montar e rebalancear a carteira por conta própria.

Ele tende a encaixar melhor em objetivos de longo prazo, com horizonte que aguente anos de oscilação. Quem precisa de renda periódica deve notar que o fundo reinveste os dividendos em vez de distribuí-los. Quem já tem BOVA11 ou DIVO11 deve checar a sobreposição: muitas empresas aparecem nos três índices.

Para quem tem perfil conservador ou precisa do dinheiro no curto prazo, a volatilidade de um ETF de ações pode não ser compatível. A adequação depende do perfil de investidor (suitability) e do restante da carteira.

Como investir no AUVP11 passo a passo

  1. Abra conta em uma corretora que dê acesso à B3.
  2. Transfira os recursos e busque o ticker AUVP11 no home broker.
  3. Envie a ordem de compra. O lote padrão é de 1 cota; prefira ordem com preço limitado para não pagar acima do que planejou.
  4. Acompanhe a cotação, o retorno e o patrimônio pela ficha do AUVP11.
  5. Declare no Imposto de Renda: as cotas vão em Bens e Direitos, no grupo de fundos, e os ganhos ou perdas mensais na ficha de renda variável.

Se quiser entender como o AUVP11 se encaixa no restante da sua carteira, converse com um assessor da Renova.

Perguntas frequentes sobre o AUVP11

O AUVP11 vale a pena?

Depende do objetivo. O AUVP11 oferece uma cesta diversificada de empresas brasileiras filtradas por lucro, rentabilidade e endividamento, com taxa de 0,49% ao ano. Em troca, concentra a carteira em poucos setores e tem histórico curto. Faz mais sentido para quem busca exposição de longo prazo a ações e aceita a volatilidade da bolsa.

O AUVP11 paga dividendos?

Não de forma recorrente. Os dividendos e juros sobre capital próprio pagos pelas empresas da carteira são reinvestidos pelo fundo, o que se reflete no valor da cota.

Qual a taxa de administração do AUVP11?

A gestora informa taxa de administração de 0,49% ao ano, cobrada sobre o patrimônio do fundo (consultado em 28/09/2026). Não há taxa de performance.

Como declarar o AUVP11 no Imposto de Renda?

As cotas entram em Bens e Direitos, no grupo de fundos, pelo custo de aquisição. Os lucros e prejuízos das vendas vão na ficha de renda variável, mês a mês. O imposto sobre o ganho é pago por DARF até o último dia útil do mês seguinte à venda.

Qual a diferença entre AUVP11 e BOVA11?

O BOVA11 replica o Ibovespa, que reúne as ações mais negociadas da B3. O AUVP11 replica o IAFD, que só aceita empresas que passam em filtros de lucro, ROE, margem, dívida e tempo de bolsa, e exclui varejo, proteína animal e aviação. O resultado é uma carteira menor e mais concentrada em bancos e utilities.

Qual a relação do AUVP11 com a AUVP?

O ETF foi lançado pela AUVP Capital em parceria com o BTG Pactual, que faz a gestão e a administração do fundo. O índice replicado é criado e administrado pela Teva Índices. A AUVP não é a gestora do fundo.

Do mesmo tipo: BEST11, os setores BESST com dividendos mensais.

Veja também: BOVA11: o ETF do Ibovespa, ETF paga dividendos?, o que é e como investir em ETF, lista de ETFs da B3 e todos os ETFs da B3.

Fontes:

Renova Invest

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  • CDI em 202610,34%
Ver CDI e simulação →
Fonte: Banco Central · 25/09/2026
Dólar hoje
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Ver cotação e gráfico →
Fonte: Brapi e Banco Central · 28/09/2026 às 22h15

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