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Você sabe o que faz um gestor de investimentos?

gestor de investimentos
gestor de investimentos

Muitas pessoas deixam de investir por não ter tempo ou conhecimento para aproveitar as alternativas do mercado financeiro. Nesse cenário, uma possível solução é contar com um gestor de investimentos ou investir em um fundo de investimento.

Em ambos os casos, a escolha dos aportes e as negociações correspondentes ficam sob a responsabilidade de um profissional que conhece o mercado. Assim, você não precisa perder seu tempo estudando investimentos, rentabilidade, risco, estratégias — isso será feito pelo gestor.

Quer saber mais sobre a atividade do gestor profissional, o que ele faz, a certificação que ele precisa ter e outras informações a seu respeito? Então acompanhe a leitura deste artigo!

Quem é o gestor de investimentos?

O gestor de investimentos é o profissional que assume a responsabilidade de investir os recursos de terceiros — seja por meio de um fundo de investimento ou como gestor particular. Esses terceiros podem ser clientes institucionais, pessoas comuns e famílias com grande patrimônio.

Em regra, um gestor é uma pessoa com alto grau de conhecimento sobre o mercado financeiro, economia, finanças e assuntos correlacionados. Ademais, ele reúne grande experiência em relação aos investimentos.

Qual a certificação ele precisa ter?

Como visto, o gestor de investimentos precisa ter um bom preparo e muito conhecimento sobre o mercado. Essa capacidade técnica pode ser atestada com certificações, como as fornecidas pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA).

Entre elas, vale destacar:

  • Certificação de Fundamentos em Gestão (CFG): certificação inicial para ter acesso às certificações CGA e CGE;
  • Certificação de Gestores ANBIMA (CGA): indicada para quem quer gerir recursos de terceiros;
  • Certificação de Gestores para Fundos Estruturados (CGE): focada na carreira de gestão dos recursos de terceiros como foco na indústria dos produtos estruturados;
  • Certificação de Especialistas em Investimento (CEA): certificação de especialista de investimentos.

Além dessas, também pode ser interessante para o gestor possuir certificações emitidas por outras entidades. Veja alguns exemplos:

  • Certified Financial Planner (CFP): certificação para planejamento financeiro de terceiros, reconhecida mundialmente;
  • Certificado Nacional do Profissional de Investimento (CNPI): certificado nacional do profissional de investimentos;
  • Chartered Financial Analyst (CFA): certificado internacional para análise financeira e gestão de ativos de terceiros.

Além da certificação e habilitação junto à ANBIMA, o gestor deverá estar credenciado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Esse é o órgão fiscalizador da bolsa de valores brasileira, a B3. Assim, o registro é importante para atuar no mercado nacional.

Em relação ao curso superior, essa não é uma exigência. No entanto, é comum que o profissional tenha formação em graduações como economia, administração, contábeis e afins.

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Qual é a função de um gestor de investimentos?

De modo geral, a atividade de um gestor de investimentos consiste em determinar quais investimentos fazer ou evitar. Contudo, a atuação pode ser diferente dependendo da instituição em que trabalha ou do cliente que atende.

Veja melhor abaixo:

Gestão dos fundos de investimentos

O gestor que atua em um fundo de investimento fica responsável por selecionar os ativos para compor o portfólio do veículo. Isso deve ser feito seguindo as estratégias que embasaram a criação do fundo.

Por exemplo, em um fundo de renda fixa, o gestor poderá ficar limitado a escolher alternativas dessa classe de investimentos. Já um gestor de fundo multimercado, poderá ter uma flexibilidade maior na escolha da composição da carteira.

Normalmente, o investidor de um fundo de investimento — também chamado de cotista — obtém retorno a partir da valorização de suas cotas. Porém, a cota costuma ter um aumento de valor apenas quando os preços dos ativos que compõem o fundo sobem.

Como o gestor é o responsável por essas escolhas, o seu trabalho é essencial para os resultados do fundo. Portanto, é necessário ter conhecimentos sobre o mercado para identificar o momento de adquirir ou vender os ativos da carteira do fundo. Afinal, o portfólio deve se manter rentável e interessante para os cotistas.

Gestão de fortunas

Famílias de alta renda costumam contratar gestores para administrar seus recursos, geralmente com a criação de um family office. Nesse caso, o gestor que atua dessa forma monta uma carteira personalizada de acordo com a preferência dos clientes.

Normalmente, esse profissional se reúne com o grupo familiar que o contratou, questiona sobre seus objetivos financeiros, prazos, perfil de risco, entre outras informações importantes. Com esses dados, ele desenvolve uma estratégia de investimento conforme as necessidades da família.

Dessa forma, quando o cliente contrata um family office, ele está terceirizando a gestão dos ativos familiares. Isso faz com que o profissional tenha grande responsabilidade em relação ao futuro financeiro dos seus clientes.

Quais as diferenças desse profissional para o assessor de investimentos?

Como você aprendeu até aqui, o gestor de investimento é o profissional que fica responsável por investir o patrimônio de terceiros. Isto é, ele tem acesso ao patrimônio do fundo — ou de seus clientes — e realiza os investimentos conforme as estratégias que estudou.


Já o assessor de investimentos é o profissional responsável por apresentar as alternativas de investimentos disponíveis no mercado para quem tem interesse em investir. Ou seja, a decisão sobre os aportes caberá integralmente ao interessado.

Então cabe ao assessor apresentar alternativas de renda fixa e variável e esclarecer dúvidas técnicas ou conceituais. Na prática, ele não faz indicações nem toma decisões pelo investidor. Seu papel principal é explicar o funcionamento dos investimentos disponíveis no mercado financeiro.

Por que é importante ter esses conceitos estabelecidos?

Do mesmo modo que acontece em outros ramos da economia, o mercado financeiro conta com diferentes tipos de profissional. Cada um pode se qualificar para exercer uma determinada função, sem precisar participar de todo o processo.

Um gestor, por exemplo, pode ter uma qualificação técnica exemplar, mas pode não conseguir explicar suas estratégias aos clientes. Por outro lado, um assessor pode não se alinhar à atuação do gestor, mas se qualificou para apresentar alternativas de investimento aos interessados.

Logo, é importante saber diferenciar as atividades exercidas. Assim, é possível identificar qual profissional procurar para atender às suas necessidades. Essa medida ajuda a evitar erros ao investir e permite que você alinhe suas expectativas acerca do serviço de cada profissional.

Como você viu, o gestor de investimentos pode ser o profissional ideal para terceirizar a escolha de seus investimentos — seja via fundo ou atendimento particular. No entanto, seja para escolher seus investimentos individualmente ou buscar por fundos para sua carteira, as orientações de um assessor podem ampliar o leque de alternativas.

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