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Criptoativos de ouro: o que são, para que servem e como se encaixam no cenário atual

imagem mostra moedas de bitcoin douradas

O ouro voltou ao centro das atenções do mercado global. Em meio a incertezas geopolíticas, pressões inflacionárias e movimentos de desvalorização cambial, o metal renovou máximas históricas e reforçou seu papel como reserva de valor.

Esse movimento não passou despercebido pelo investidor brasileiro. As buscas por alternativas de exposição ao ouro cresceram de forma significativa, impulsionadas tanto pelo desempenho do ativo quanto pela necessidade de proteção patrimonial em cenários de maior volatilidade.

Nesse contexto, surgem os criptoativos de ouro, uma tentativa de unir a solidez histórica do metal com a eficiência operacional da tecnologia blockchain. Embora ainda pouco conhecidos do grande público, esses ativos já movimentam bilhões de dólares e ganham espaço no debate sobre diversificação e inovação financeira.

Ao longo deste artigo, você vai entender o que são os criptoativos de ouro, como funcionam, para que servem, quais são seus riscos, como se comparam a ETFs tradicionais e por que ganham relevância justamente em um momento em que o mito do “bitcoin como ouro digital” começa a ser questionado.

O que são criptoativos de ouro?

Os criptoativos de ouro pertencem a uma categoria específica do mercado cripto conhecida como stablecoins lastreadas em ativos reais. Nesse modelo, cada token representa uma fração de ouro físico mantido em custódia por instituições responsáveis pela emissão.

Na prática, o investidor não compra barras de ouro nem contratos futuros. Ele adquire um ativo digital cujo valor acompanha a cotação do metal no mercado internacional, com lastro físico declarado.

Assim como outras aplicações em ouro, a proposta central é oferecer exposição ao metal sem a necessidade de lidar com logística física, armazenamento ou transporte. A diferença está no canal: tudo acontece por meio de redes blockchain, com negociação contínua e liquidação quase imediata.

Como funciona o lastro dos criptoativos de ouro?

O lastro é o principal elemento que sustenta a credibilidade dos criptoativos de ouro. Para cada token emitido, existe uma quantidade equivalente de ouro físico armazenada em cofres profissionais, geralmente localizados em centros financeiros globais.

A blockchain atua como um livro de registros público e imutável, no qual todas as transações são registradas. Isso garante rastreabilidade e reduz o risco de manipulação das informações.

Ainda assim, é importante destacar que esses ativos envolvem confiança em três pilares:

  • Custódia do ouro físico

  • Governança do emissor

  • Auditorias independentes

Portanto, apesar do uso de tecnologia descentralizada, existe risco de contraparte, o que diferencia esses tokens do ouro físico guardado diretamente pelo investidor.

Para que servem os criptoativos de ouro?

Na prática, os criptoativos de ouro não surgiram para substituir o ouro tradicional, mas para ampliar as formas de acesso ao metal. Seu papel principal continua sendo o mesmo há séculos: reserva de valor.

Eles podem ser utilizados para:

  • Proteção patrimonial em cenários de instabilidade

  • Exposição tática ao ouro dentro do ambiente cripto

  • Diversificação de carteira sem logística física

  • Transferências globais com liquidação rápida

Por isso, esses ativos tendem a atrair investidores que buscam reduzir volatilidade dentro do ecossistema cripto ou proteger parte do patrimônio de choques macroeconômicos.

Criptoativos de ouro são investimento ou proteção?

Essa distinção é fundamental. Assim como o ouro físico, fundos ou ETFs lastreados no metal, os criptoativos de ouro não têm como objetivo gerar renda.

Eles não pagam juros, dividendos ou cupons. Seu desempenho está diretamente ligado à variação do preço do ouro no mercado internacional.

Dessa forma, fazem mais sentido como:

  • Instrumento de proteção

  • Reserva de valor de longo prazo

  • Hedge contra inflação, crises ou desvalorização cambial

A tese permanece a mesma. O que muda é a eficiência operacional e o formato de acesso.

Principais criptoativos de ouro do mercado

Apesar de ainda representarem um nicho, alguns criptoativos de ouro já se destacam por estrutura, liquidez e maturidade.

PAX Gold (PAXG)

O PAX Gold é frequentemente apontado como o criptoativo de ouro com maior nível de transparência e governança. Cada token representa 1 onça-troy de ouro físico, armazenado em cofres certificados pela London Bullion Market Association (LBMA), em Londres.

Um diferencial importante é a possibilidade de rastrear o lingote específico que lastreia os tokens, o que aproxima o modelo da custódia tradicional. Além disso, o emissor é regulado nos Estados Unidos e realiza auditorias recorrentes.

Por essas características, o PAXG tende a atrair investidores que buscam ouro tokenizado com padrão institucional, priorizando segurança e rastreabilidade.

Tether Gold (XAUT)

O Tether Gold é a versão lastreada em ouro da empresa responsável pelo USDT. Cada token XAUT equivale a 1 onça-troy de ouro físico, mantido em custódia na Suíça.

Seu principal diferencial é a liquidez. Por integrar o ecossistema Tether, o XAUT costuma ter maior facilidade de negociação em grandes exchanges globais.

Por outro lado, o ativo carrega o mesmo ponto de atenção associado à Tether: menor nível de detalhamento público sobre auditorias quando comparado ao PAXG. Ainda assim, é amplamente utilizado por investidores que priorizam praticidade e acesso rápido.

Matrixdock Gold (XAUM)

O Matrixdock Gold representa a nova onda de tokenização de ativos reais (RWA). Ele também é lastreado em ouro físico, mas foi desenhado com foco maior em integração com protocolos de finanças descentralizadas.

Isso permite que o token seja utilizado como colateral ou integrado a produtos financeiros tokenizados. Por ser um mercado mais recente, o XAUM apresenta menor liquidez e histórico operacional mais curto.

Por esse motivo, tende a ser mais adequado a investidores com maior tolerância a risco e familiaridade com o ecossistema cripto avançado.

ETFs de ouro ou criptoativos de ouro: qual faz mais sentido?

Para o investidor tradicional, os ETFs de ouro ainda são o caminho mais comum, especialmente pela regulação e integração com o mercado local. No Brasil, há diversas opções listadas na B3.

Já os criptoativos de ouro fazem mais sentido para quem:

  • Já utiliza carteiras digitais ou exchanges

  • Busca liquidação instantânea

  • Deseja acesso global contínuo

Não se trata de escolher um “melhor”, mas de entender qual instrumento se encaixa melhor na estratégia patrimonial e no perfil do investidor.

Leia também: GOLB11: o ETF de ouro do BTG Pactual que combina derivativos e LFTs

Mito do bitcoin como ouro digital

Durante anos, o bitcoin foi defendido como o “ouro digital”. A narrativa sustentava que ele funcionaria como proteção macroeconômica em momentos de crise, inflação ou enfraquecimento das moedas fiduciárias.

No entanto, movimentos recentes de mercado colocaram essa tese sob pressão. Enquanto o ouro registrou fortes valorizações em meio à fraqueza do dólar e às tensões geopolíticas, o bitcoin apresentou volatilidade elevada e não atuou, nesse período, como reserva de valor.

Fluxos de capital reforçam essa mudança de percepção. Fundos ligados a metais preciosos passaram a receber aportes expressivos, enquanto produtos financeiros atrelados ao bitcoin enfrentaram resgates relevantes.

Isso não invalida o bitcoin como tecnologia ou classe de ativo, mas evidencia que sua correlação com ativos de risco ainda é significativa. Nesse cenário, os criptoativos de ouro ganham espaço justamente por combinarem lastro econômico real com eficiência digital.

Criptoativos de ouro fazem sentido na sua estratégia?

A resposta depende do perfil do investidor, dos objetivos financeiros e da composição da carteira. Para quem já está inserido no ecossistema cripto e busca reduzir volatilidade, os criptoativos de ouro podem cumprir um papel complementar relevante.

Por outro lado, investidores mais conservadores podem continuar encontrando nos ETFs e fundos tradicionais uma solução mais simples e regulada.

Em qualquer caso, entender o papel dos criptoativos de ouro dentro de uma estratégia patrimonial ampla é essencial para evitar decisões baseadas apenas em modismos tecnológicos.

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