Se você pretende montar uma carteira de investimentos, precisará avaliar quais são as melhores alternativas de acordo com seu perfil e objetivos. Caso você tenha o perfil moderado, por exemplo, terá à sua disposição diferentes tipos de investimento — sejam de renda fixa ou variável.

Nesse sentido, é possível que você tenha dúvidas sobre qual escolher para ter os melhores resultados. Para isso, é necessário conhecer como esses investimentos funcionam e suas principais características. Assim, você conseguirá tomar decisões mais alinhadas às suas expectativas.

Diante disso, nós, da Renova Invest, preparamos este artigo. Continue a leitura e veja 6 alternativas de investimento que podem ser interessantes para quem tem o perfil moderado.

Confira!

O que é perfil de investidor

Se você já pesquisou sobre o mercado financeiro, já deve ter percebido a existência de uma grande variedade de investimentos disponíveis. Também é possível notar que cada alternativa possui características diferentes quanto a prazo, aplicação mínima, rentabilidade, risco, etc.

Inclusive, o potencial de rentabilidade de um investimento está atrelado ao risco que ela oferece. Na prática, quanto maiores os riscos, maior tende a ser o retorno proposto. Afinal, qual seria o sentido de tomar risco se os investimentos arriscados e seguros rendessem o mesmo?

No entanto, nem todos estão dispostos a correr riscos no mercado financeiro. Assim, surge a necessidade de classificar cada investidor de acordo com o nível de risco que ele suporta. A essa classificação foi dado o nome de perfil de investidor, existindo 3 grupos principais.

São eles:

  • Conservador — são os investidores que preferem segurança à rentabilidade, com menor tolerância ao risco;
  • Moderado — são os que buscam mesclar rentabilidade e segurança, com maior equilíbrio em relação aos riscos da carteira;
  • Arrojado — diz respeito àqueles que priorizam a rentabilidade à segurança, aceitando correr mais riscos.

A depender do seu perfil de investidor, algumas opções de investimento podem fazer mais sentido que outras. Por exemplo, quem tem o perfil conservador costuma se interessar mais por investimento de renda fixa, em razão de sua previsibilidade e segurança.

Por outro lado, é normal que o investidor com perfil arrojado tenha maior interesse por alternativas de renda variável. Afinal, elas podem proporcionar os maiores retornos do mercado — ainda que não sejam garantidos —, possuindo também os maiores riscos.

Contudo, o fato de um investidor ser conservador não impede que ele invista uma pequena parcela do capital em uma alternativa mais arriscada e com maior potencial de retorno. E o mesmo se aplica ao investidor arrojado — que também pode investir visando segurança.

Quais as características do perfil moderado?

Você já aprendeu mais sobre o perfil de investidor. Porém, vale a pena aprender mais detalhes sobre o comportamento de quem possui o perfil moderado. Essa classificação mescla as características dos perfis conservadores e arrojados.


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Portanto, eles não têm tanta abertura ao risco quanto os arrojados, mas não são conservadores demais. Logo, o perfil moderado é aquele que tem interesse em se expor investimentos diferenciados e aproveitar tanto a renda fixa quanto a renda variável.

Desse modo, ele mantém uma parte da sua carteira em investimentos mais seguros, mas também arrisca um pouco mais — especialmente em relação a objetivos de longo prazo.

Agindo assim, a rentabilidade de sua carteira não fica tão limitada, mas também não é preciso assumir grandes riscos. De toda a forma, além de montar um portfólio equilibrado, o investidor com perfil moderado precisará mantê-lo dessa forma.



Portanto, ele terá que conhecer quais são as alternativas presentes no mercado financeiro que podem ser usadas para essa finalidade.

Confira 6 Investimentos para quem tem o perfil moderado

Após aprender sobre o perfil de investidor e ver as principais características de quem tem o perfil moderado, chegou o momento de explorar algumas alternativas de investimento da renda fixa e da renda variável.

Entretanto, é preciso lembrar que não se trata de sugestões de investimentos, mas de alternativas comuns entre investidores que possuem o perfil moderado.

Confira 6 investimentos que podem ser interessantes para quem tem esse perfil!

1. Tesouro IPCA+

O Tesouro IPCA+ é um investimento de renda fixa que integra os títulos negociados na plataforma do Tesouro Direto. O seu funcionamento é semelhante ao de um empréstimo. No entanto, você será o credor da dívida, ao passo que o Governo Federal será o devedor.

Por conta disso, os títulos do Tesouro Direto são considerados os investimentos mais seguros do mercado. Afinal, dificilmente o Governo se tornará inadimplente — já que para isso acontecer, toda a economia do país já estaria prejudicada. As aplicações também são inteiramente garantidas pelo Tesouro Nacional.

Apesar de o Tesouro IPCA+ apresentar uma segurança significativa, ele envolve riscos. Isso porque muitos desses títulos são de longo prazo e, embora apresentem liquidez diária, também se expõem à marcação a mercado. Isso pode resultar em prejuízo no resgate antecipado.

Quem tem perfil moderado pode se interessar por essa aplicação porque o Tesouro IPCA+ gera rendimentos acima da inflação. Isso acontece por conta da sua rentabilidade híbrida, com elementos pós e prefixados.

Ou seja, uma parte do retorno observa a inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Já a outra parte está ligada a uma taxa de juros fixa, mantida até o vencimento do título. Assim, ele pode ser interessante para planos de longo prazo, como a aposentadoria.

2. CDB

O certificado de depósito bancário (CDB) é um título de renda fixa privado. A sua emissão é feita por bancos e financeiras com funcionamento semelhante aos títulos públicos. Existem diversas opções de CDB no mercado, com liquidez, prazos e rentabilidades diferentes.

Você consegue encontrar CDBs com rentabilidade pós-fixada, prefixada e híbrida. Geralmente, os títulos pós-fixados estão atrelados às variações do certificado de depósito interbancário (CDI) — um índice financeiro muito próximo da taxa básica de juros (a taxa Selic).

É bastante comum que investidores com perfil moderado optem por CDBs de bancos menores, que têm um maior risco. Isso porque a medida tende a ampliar o retorno oferecido, enquanto é possível garantir maior segurança.

O motivo é que os CDBs contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Caso o emissor do título entre em falência e não consiga pagar o título, o FGC ressarce o investidor em até R$ 250 mil por CPF e instituição financeira. Ademais, essa garantia possui um limite global de R$ 1 milhão, renovável a cada 4 anos.

3. LCI e LCA

As letras de crédito imobiliário e do agronegócio (LCI e LCA) são dois tipos de títulos privados emitidos por bancos. Elas se assemelham bastante aos CDBs, com a diferença de que podem apresentar prazos mais longos e exigir valores mínimos maiores.

O dinheiro levantado nessas aplicações é alocado em obras do setor imobiliário ou no financiamento do agronegócio. Em razão desse funcionamento, a rentabilidade desses títulos conta com a isenção de Imposto de Renda (IR).

Essa foi uma forma que o Governo encontrou para incentivar a iniciativa privada a investir em obras que beneficiam o país. Por outro lado, a isenção de IR estimula o investidor a procurar por essas aplicações no mercado. Esses títulos também são protegidos pelo FGC.

4. Debêntures

As debêntures são títulos de crédito privado emitidos por empresas. Assim, essa é uma forma de emprestar dinheiro para uma companhia financiar suas operações. Em troca, o investidor recebe uma remuneração previamente estipulada em um prazo específico.

Quando a sua emissão é incentivada para custear obras de infraestrutura, os seus rendimentos são isentos de IR. Geralmente, as debêntures oferecem rentabilidades superiores aos títulos de renda fixa vistos anteriormente.

O motivo disso é que são aplicações mais arriscadas, uma vez que não são protegidas pelo FGC e diante das chances de uma empresa falir serem maiores. Logo, essas são opções que normalmente não entram em carteiras conservadoras. Por outro lado, as pessoas com perfil moderado podem se interessar pela proposta.

Devido aos riscos, é comum que investidores busquem informações prestadas por empresas de rating para auxiliar na tomada de suas decisões. Elas classificam os riscos dos títulos e das companhias que os emitiram e publicam relatórios com as notas dadas.

5. Ações

Engana-se quem acredita que apenas investidores com perfil arrojado investem em ações. Muitas pessoas com perfil moderado e uma tolerância média aos riscos também possuem ações em suas carteiras — muitas vezes, na mesma proporção que investimentos mais seguros.

Vale saber que as ações são investimentos de renda variável. Elas representam uma pequena fração do capital social de uma empresa listada na bolsa de valores. Então quem investe em ações se torna acionista e passa a compartilhar dos resultados e riscos do negócio.

Por lei, as companhias de capital aberto são obrigadas a distribuírem os seus lucros com os acionistas por meio do pagamento de dividendos. No entanto, a quantidade e frequência dos pagamentos podem variar entre cada empresa.

Logo, o investidor de ações conta com a possibilidade de receber uma renda passiva ao longo do tempo. No entanto, esse pagamento não é garantido — já que depende de a companhia ter lucro e prever a sua distribuição em seu estatuto social.

Em geral, os investidores que buscam fazer aportes em ações de empresas de capital aberto têm planos de longo prazo. Afinal, ações costumam ser investimentos com prazo de maturação maior — e, assim, tendem a fazer parte de planos mais longínquos, como a independência financeira.

6. Fundos de investimentos

A última alternativa dessa lista são os fundos de investimento. Trata-se de uma modalidade de investimento coletiva. Para tanto, os investidores se tornam cotistas e participam dos lucros (ou prejuízos) de uma carteira montada por um gestor profissional.

O portfólio pode ser conservador, moderado ou arrojado, a depender das estratégias adotadas pelo fundo. Um exemplo de baixo risco são os fundos de renda fixa, que priorizam o investimento em títulos públicos e privados — como os que você viu anteriormente.

fundos imobiliários, fundos de ações ou multimercados apresentam riscos maiores. O primeiro poderá alocar seu capital em imóveis físicos, títulos imobiliários e cotas de outros fundos. O segundo prioriza o investimento em ações, opções de ações, direito de subscrição, entre outros.

Por fim, fundos multimercados não contam com grandes restrições no momento de o gestor montar sua carteira. Assim, ele pode adotar diferentes estratégias — como investir em renda fixa, ações, câmbio e muito mais. Logo, é válido avaliar o seu nível de risco antes de investir nele.

Ter um pequeno percentual de sua carteira alocado em fundos mais arriscados é uma escolha comum entre os investidores moderados. Desse modo, eles experimentam a renda variável, tentando manter certa segurança em parte da sua carteira.

Como seria um exemplo de carteira moderada?

Você conheceu 6 opções de investimentos para perfil moderado. Embora elas não sejam as únicas que atendam a esse perfil, podem fazer sentido para quem deseja montar uma carteira equilibrada ou restabelecer o equilíbrio de uma já montada.

Apesar de as escolhas dependerem de interesses e objetivos pessoais, é possível pensar em um exemplo hipotético de carteira de alguém que tenha perfil moderado. Por exemplo:

Rentabilidade Carteira Moderada

Ou seja, uma carteira moderada pode conter títulos ou fundos de renda fixa atrelados à inflação, renda fixa pós-fixada ou, até mesmo, prefixada — em um cenário de projeção de queda dos juros.

Ainda, há chances de incluir fundos multimercados, fundos imobiliários e fundos de ação em uma proporção menor, de modo que o investidor se sinta confortável com a distribuição dos riscos da carteira.

Assim, é possível aproveitar as diferentes possibilidades do mercado alocando uma parcela do capital na renda variável enquanto busca proteger o seu patrimônio das instabilidades com opções da renda fixa, especialmente aquelas ligadas à inflação.

Vale ressaltar, mais uma vez, que este é apenas um exemplo generalista de carteira de investimentos para perfil moderado. O portfólio de investimentos deve ser sempre construído com base nas necessidades e objetivos de cada investidor.

Ademais, considerar diversificar sua carteira é um bom caminho para equilibrar sua rentabilidade e risco. Isso porque os ganhos em um investimento poderão compensar eventuais prejuízos sofridos em outros.

Em caso de dúvidas na hora da montagem do seu portfólio, vale a pena buscar auxílio de uma assessoria de investimentos. O assessor pode apresentar e esclarecer o funcionamento de diferentes alternativas do mercado, trazendo informações que você poderá usar para embasar as suas escolhas.

Conclusão

Neste artigo você conheceu 6 investimentos que normalmente compõem o portfólio das pessoas com perfil moderado. No entanto, lembre-se de que elas não são as únicas que atendem a esse perfil, sendo importante continuar estudando sobre o mercado para explorar mais oportunidades.

Ficou com alguma dúvida acerca dos investimentos apresentados neste artigo ou quer conhecer outros para incluir na sua carteira? Entre em contato com um de nossos assessores!