Com o CDI em 14,15% ao ano, R$ 500 mensais investidos com consistência geram rendimento real desde o primeiro aporte. Quem começa a investir não precisa de patrimônio grande, precisa de método, produto adequado e disciplina. Este guia mostra exatamente por onde começar.
Renova Invest
Pronto para fazer seu patrimônio trabalhar por você?
Abra sua conta e conte com assessoria especializada para investir com estratégia. Abertura gratuita, sem compromisso.
Renova Invest atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A (Resolução CVM nº 178).
Resposta direta: Quem está começando do zero deve estruturar a carteira em três blocos: segurança (renda fixa com cobertura FGC), renda passiva (FIIs com isenção de IR) e crescimento (ETFs de ações com diversificação automática). Consistência supera valor inicial.
Resposta direta: o que fazer com R$ 500 por mês no início
A primeira decisão de quem começa a investir com R$ 500 por mês é mais simples do que parece. Antes de escolher qualquer ativo, a prioridade é a reserva de emergência. Sem ela, qualquer imprevisto, perda de emprego, despesa médica, conserto urgente, força o resgate no pior momento possível.
Com a reserva pronta, o próximo passo é montar uma carteira com poucos produtos. Para aportes pequenos, a carteira deve ser diversificada com cuidado para não concentrar risco em poucos ativos. Pulverização excessiva em valores pequenos gera custos operacionais desproporcionais. Para R$ 500 mensais, ideal são no máximo três blocos de ativos.
O prazo também importa. Investidores iniciantes costumam subestimar o tempo que os juros compostos levam para agir. Com aportes mensais de R$ 500 e rendimento equivalente a 100% do CDI (14,15% ao ano), o patrimônio acumulado em 24 meses já supera R$ 13.000. Em 60 meses, ultrapassa R$ 41.000. O capital inicial é baixo; o tempo é o verdadeiro multiplicador.
Outro detalhe ignorado por iniciantes: a tributação. Produtos como LCI, LCA e rendimentos de FIIs são isentos de IR para pessoa física. Isso muda significativamente o rendimento líquido, especialmente em prazos curtos, quando o IR regressivo da renda fixa tributável ainda está em 22,5%.
Por fim: não existe carteira perfeita para todos. Seu perfil de investidor, conservador, moderado ou arrojado, define a proporção entre renda fixa e variável. Quem tem menor tolerância a oscilações deve manter mais em renda fixa. Quem tem horizonte longo e aceita volatilidade pode alocar mais em renda variável.
Na prática, o roteiro é: reserva de emergência primeiro, perfil definido, carteira montada com poucos produtos e aporte automatizado. Esse fluxo, seguido com disciplina, coloca qualquer investidor iniciante à frente da maioria que adia por não saber por onde começar.
Por que R$ 500 por mês é suficiente para começar a investir?
R$ 500 mensais já permitem acessar Tesouro Direto (a partir de R$ 30 por título), CDBs, LCIs, LCAs e cotas de ETFs na B3. O valor mínimo não é o obstáculo, a crença de que existe é.
O Tesouro Direto aceita aportes a partir de 1% do valor de um título, com mínimo de R$ 30. ETFs de ações são negociados por cota na B3, muitos custam menos de R$ 50. FIIs também podem ser adquiridos a partir de uma cota, geralmente entre R$ 80 e R$ 150.
Na prática, com R$ 500 mensais já é possível diversificar entre dois ou três produtos. Isso significa que a barreira de entrada para o mercado brasileiro é baixa, o que falta, na maioria dos casos, é informação e método.
Considere um investidor que começa em janeiro com R$ 500/mês durante todo o ano. Ao final de 12 meses, sem contar rendimento, acumulou R$ 6.000 investidos. Com rendimento de 14,15% ao ano (ou aproximadamente 1,11% ao mês), esse portfólio gera valor acumulado próximo a R$ 6.480, incorporando juros compostos em cada aporte.
O cálculo usa a fórmula de valor futuro de anuidade:
VF = PMT × [((1 + i)^n − 1) / i]
Onde: PMT = R$ 500 | i = 1,11% ao mês | n = 12 meses
VF = 500 × [((1,0111)^12 − 1) / 0,0111] = 500 × 12,75 ≈ R$ 6.375
Em 12 meses, o investidor que começou com R$ 500/mês termina com cerca de R$ 6.375, mais R$ 370 de rendimento sem nenhum esforço adicional. Em prazos mais longos, esse efeito se multiplica exponencialmente.
A consistência supera o valor do aporte inicial. Um investidor que aplica R$ 300/mês por 10 anos acumula mais do que outro que aplica R$ 1.000/mês por 3 anos, dado o mesmo rendimento percentual. O tempo e a regularidade são os verdadeiros motores do patrimônio.
Para o iniciante, a conclusão é direta: começar agora com R$ 500 é melhor do que esperar ter R$ 1.000. Cada mês de atraso é um mês a menos de juros compostos trabalhando a seu favor.
💡 O ERRO MAIS CARO: comparar produtos apenas pela taxa bruta
A maioria dos iniciantes compara CDB a 100% CDI com LCA a 87% CDI e conclui que o CDB rende mais. Tecnicamente correto em taxa bruta. Na prática, é o erro que mais custa dinheiro.
LCA, LCI e rendimentos de FIIs são isentos de IR para pessoa física. CDB e Tesouro Direto seguem a tabela regressiva: 22,5% até 180 dias, caindo para 15% após 720 dias. Em prazos curtos, essa diferença tributária inverte completamente o ranking de rentabilidade.
Simulação prática, investimento único de R$ 1.000 por 12 meses:
CDB a 100% CDI (14,15% a.a. / 1,11% a.m.): Rendimento bruto = R$ 141,50. IR 17,5% (prazo 361-720 dias) = R$ 24,76. Rendimento líquido = R$ 116,74. Valor final = R$ 1.116,74.
LCA a 87% CDI (12,31% a.a. / 0,97% a.m.); isenta: Rendimento bruto = R$ 123,10. IR = R$ 0 (isenção). Rendimento líquido = R$ 123,10. Valor final = R$ 1.123,10.
A LCA a 87% CDI rende R$ 6,36 a mais no líquido, mesmo tendo taxa bruta menor. Em carteiras maiores ou prazos mais longos, essa diferença se multiplica exponencialmente. Um investidor que aloca R$ 50.000 em LCA ao invés de CDB pode ganhar R$ 318 adicionais em apenas 12 meses, sem tomar mais risco. Iniciantes que pulam esse cálculo deixam patrimônio no caminho.
O Método dos 3 Blocos: sua estrutura de carteira
A carteira iniciante bem montada não segue fórmula única. Segue um princípio: diversificação em três blocos de objetivo claro, cada um com produto específico, alíquota de tributação definida e prazo esperado.
Esse modelo, que chamamos de Método dos 3 Blocos, é o fio condutor da estrutura que você vai montar. Os três blocos são:
| Bloco | Objetivo | Produtos ideais | Tributação | Prazo |
|---|---|---|---|---|
| 1. Segurança | Proteção do capital. Liquidez garantida. | Tesouro Selic, CDB com liquidez diária | IR regressivo (22,5% a 15%) | Curto (até 2 anos) |
| 2. Renda Passiva | Distribuições periódicas isentas de IR. | FIIs, LCI/LCA (mantidos até vencimento) | Isento para PF (FII/LCI/LCA) | Médio (1-3 anos) |
| 3. Crescimento | Apreciação de capital em longo prazo. | ETFs de ações, ações diretas (acima de R$20k/mês) | IR 15% (ganho capital) | Longo (5+ anos) |
A alocação entre os três blocos depende do seu perfil de investidor, que você define respondendo três perguntas simples no questionário de suitability da sua corretora.
Como alocar seu R$ 500 mensal pelo Método dos 3 Blocos
| Perfil | Segurança (Bloco 1) | Renda Passiva (Bloco 2) | Crescimento (Bloco 3) |
|---|---|---|---|
| Conservador | 70% (R$ 350) | 20% (R$ 100) | 10% (R$ 50) |
| Moderado | 50% (R$ 250) | 25% (R$ 125) | 25% (R$ 125) |
| Arrojado | 30% (R$ 150) | 20% (R$ 100) | 50% (R$ 250) |
Essa estrutura tem três vantagens decisivas. Primeira: mantém a complexidade baixa, você não tem 30 linhas de extrato, tem três blocos claros. Segunda: cada bloco tem função específica e tributação diferente, então você escolhe produtos que compensam fiscalmente. Terceira: conforme o patrimônio cresce, você pode refinar os produtos dentro de cada bloco sem perder a estrutura.
Use o Método dos 3 Blocos como sua bússola. Sempre que adicionar um novo investimento, pergunte: “Esse ativo se encaixa em qual bloco?” Se não encontrar encaixe, talvez ele não pertença à sua carteira neste momento.
Passo 1: monte sua reserva de emergência antes de qualquer coisa
O conceito é simples: guardar entre 3 e 6 meses de despesas mensais em um produto com liquidez diária, dinheiro disponível em até um dia útil, sem penalidade de resgate.
Como calcular sua reserva de emergência
Comece listando suas despesas mensais. Some aluguel ou prestação, alimentação, transporte, contas e gastos pessoais recorrentes. Multiplique o total por 3 (mínimo) ou 6 (ideal). Esse é o valor da reserva.
Exemplo prático: se suas despesas são R$ 3.000/mês, sua reserva deve ter entre R$ 9.000 (3 meses) e R$ 18.000 (6 meses). Aportando R$ 500/mês, você monta a reserva mínima em 18 meses e a reserva ideal em 36 meses.
Quanto mais cedo começar, mais rápido a reserva fica pronta, e mais cedo você pode focar no crescimento patrimonial.
Um ponto crítico: a reserva de emergência não é investimento de rentabilidade, é seguro financeiro. Coloque esse dinheiro em produtos com liquidez garantida, sem carência, sem risco de perda. Separe uma conta específica para ela; misturar com a carteira compromete a disciplina.
Os produtos ideais para a reserva de emergência são:
- Tesouro Selic: títulos públicos com liquidez diária, rentabilidade atrelada à taxa básica de juros, e isento de custódia B3 até R$ 10.000 por CPF desde agosto de 2020.
- CDB com liquidez diária: emitido por bancos, coberto pelo FGC até R$ 250.000 por CPF por instituição, rendendo entre 100% e 110% do CDI.
A poupança não é recomendada. Seu rendimento é inferior na maioria dos cenários e perde para a inflação em períodos de juros mais baixos.
Passo 2: conheça seu perfil de investidor antes de escolher produtos
Seu perfil de investidor determina a proporção entre renda fixa e variável na carteira, e isso é exigência regulatória. A Resolução CVM 30/2021 determina que toda corretora deve aplicar questionário de suitability antes de permitir acesso a determinados produtos.
O objetivo é identificar três dimensões:
- Prazo do objetivo: quanto tempo o dinheiro pode ficar investido sem resgate?
- Tolerância a perdas temporárias: você consegue ver a carteira cair 10% sem resgatar?
- Necessidade de liquidez: pode haver necessidade de usar parte do capital antes do prazo?
Com base nessas respostas, você se encaixa em uma de três categorias:
Conservador, tolerância baixa a risco, prazo curto (até 2 anos), foco em preservação de capital e liquidez.
Moderado, tolerância média a risco, prazo médio (2 a 5 anos), foco em equilíbrio entre segurança e crescimento.
Arrojado, tolerância alta a risco, prazo longo (5+ anos), foco em maximização do retorno.
Para iniciantes com menos de 12 meses de experiência em renda variável, perfis mais conservadores são recomendados. Isso não significa ficar no conservador para sempre, o perfil evolui com conhecimento e experiência.
Um erro frequente: o investidor declara perfil arrojado para ter acesso a mais produtos e depois entra em pânico na primeira oscilação de mercado. A honestidade na autoavaliação é mais importante do que o desejo de rentabilidade. Um portfólio adequado ao seu perfil real sustenta a disciplina de longo prazo, é o que diferencia quem acumula patrimônio de quem vende no fundo.
Na prática: ao abrir conta, responda o questionário com atenção. Se tiver dúvidas, prefira o perfil mais conservador inicialmente. Você pode reclassificar após ganhar mais experiência.
Passo 3: como montar uma carteira iniciante com R$ 500 por mês
Com R$ 500/mês e o Método dos 3 Blocos, a montagem é direta. Escolha seu perfil na tabela acima e dedique cada fração à categoria correta.
Para o perfil moderado, que é referência para a maioria dos iniciantes, a alocação mensal ficaria assim:
- R$ 250 em Segurança: CDB acima de 100% do CDI ou Tesouro IPCA+ para objetivos de médio prazo.
- R$ 125 em Renda Passiva: Uma cota de FII na B3 (geralmente entre R$ 80 e R$ 150), focando em fundos com distribuição mensal consistente.
- R$ 125 em Crescimento: ETF de ações como SPXB11 (Brasil) ou IVVB11 (EUA), permite exposição diversificada com uma única cota.
Esse modelo tem três vantagens claras para iniciantes. Primeiro, mantém a complexidade baixa, três linhas de extrato, não trinta. Segundo, combina segurança, renda passiva e crescimento. Terceiro, permite rebalancear facilmente conforme o patrimônio cresce.
Um ponto importante sobre FIIs: os rendimentos distribuídos são isentos de IR para pessoa física, desde que o FII tenha mínimo 100 cotistas (Lei 14.754/2023) e você detenha menos de 10% das cotas individualmente. O ganho de capital na venda das cotas é tributado a 20%. Portanto, FIIs funcionam melhor como fonte de renda passiva do que como ativo de giro.
Para o conservador, toda a parcela de renda variável (Bloco 3) pode ficar em ETFs de renda fixa ou FIIs de papel (CRI/CRA), menor volatilidade, rendimento previsível. Para o arrojado, a parcela pode incluir exposição a ações brasileiras (ex: ETFs que replicam o Ibovespa) e internacionais.
À medida que o patrimônio cresce, você pode adicionar novos produtos dentro dos blocos, previdência privada (PGBL para quem declara IR completo, VGBL para os demais) ou debêntures incentivadas isentas de IR. Por enquanto, a carteira de três blocos é suficiente e eficiente.
Defina os três produtos antes do primeiro aporte, automatize a transferência mensal para a corretora e execute o plano sem alterações nos primeiros 12 meses. Consistência é mais valiosa que ajustes táticos frequentes no início.
Passo 4: como investir no Tesouro Direto, passo a passo operacional
Escolher investir no Tesouro Direto é diferente de saber como fazer. Aqui está o passo a passo operacional, do zero até sua primeira compra:
1. Abra conta em uma corretora
Você não investe no Tesouro Direto diretamente pelo governo, investe através de uma corretora. As corretoras certificadas pelo Tesouro Direto incluem nomes conhecidos como B3, XP, BTG Pactual, Nuinvest, Rico e muitas outras.
Escolha uma com taxa de custódia zero (a maioria oferece para o Tesouro Direto). O processo de abertura é 100% online: documento, selfie, dados bancários, leva 10 a 20 minutos.
2. Acesse a plataforma de investimentos
Após abrir conta, você recebe login e senha. Na plataforma de sua corretora, procure a seção “Renda Fixa” ou “Títulos Públicos”, lá está o Tesouro Direto. Normalmente é um menu específico chamado “Tesouro Direto” ou “Tesouro Nacional”.
3. Escolha qual título comprar
O Tesouro Direto oferece três tipos principais:
- Tesouro Selic: ideal para reserva de emergência, acompanha a taxa básica de juros (pós-fixado).
- Tesouro IPCA+: ideal para prazos de 5+ anos, protege contra inflação com taxa real fixa.
- Tesouro Prefixado: ideal se você acredita que os juros vão cair, taxa fixa definida na compra.
Para começar, escolha o Tesouro Selic. É o mais previsível e ideal para a reserva de emergência que você está montando.
4. Defina o valor e execute a compra
Na tela do Tesouro Selic, a plataforma mostra: o preço atual do título, a taxa que você receberá, a data de vencimento. Digite o valor que deseja investir (mínimo R$ 30) e confirme a compra. O dinheiro sai de sua conta bancária, a plataforma indica a data exata da saída.
5. Acompanhe seus investimentos
Após a compra, o título aparece na sua conta. Você consegue ver: valor investido, preço atual (marcação a mercado), rendimento acumulado até o momento e data de vencimento. Tesouro Selic pode ser resgatado a qualquer dia útil, o dinheiro volta à sua conta em D+1.
Pronto. Sua primeira compra no Tesouro Direto está feita. O próximo passo é repetir o processo todo mês, sempre no mesmo dia, com o mesmo valor. Isso cria o hábito do aporte regular, o verdadeiro atalho para o patrimônio.
Quais investimentos escolher com R$ 500 por mês?
Para iniciantes com R$ 500/mês, os produtos mais adequados são Tesouro Direto, CDB, LCI/LCA, FIIs e ETFs de ações. Cada um tem características específicas que definem quando usá-lo, sempre dentro dos três blocos do seu método.
Tesouro Direto, Emissor: Tesouro Nacional (risco soberano). Valor mínimo: R$ 30. Liquidez: diária (resgate em D+1). Tributação: IR regressivo (22,5% a 15%). Melhor para: reserva de emergência (Tesouro Selic) ou proteção inflacionária de longo prazo (Tesouro IPCA+).
CDB (Certificado de Depósito Bancário), Emissor: bancos (coberto pelo FGC até R$ 250 mil por CPF por instituição). Valor mínimo: a partir de R$ 1 em bancos digitais. Liquidez: varia (com ou sem carência). Tributação: IR regressivo (22,5% a 15%). Melhor para: bloco de segurança em complemento ao Tesouro Selic.
LCI e LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio), Cobertura: FGC até R$ 250 mil por CPF por instituição. Liquidez: sem resgate antecipado; negociação no mercado secundário com possível deságio. Tributação: isentas de IR para PF, isenção mantida em 2026 após queda da MP 1.303/2025. Melhor para: bloco de renda passiva em prazos médios.
Prazos mínimos: LCI/LCA pós-fixadas (CDI) têm prazo mínimo de 9 meses; prefixadas, 12 meses; atreladas à inflação (LCA), 12 meses (LCI), 36 meses.
FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário), Negociação: bolsa (B3), por cota. Rendimento: distribuição mensal isenta de IR para PF (se FII tiver mínimo 100 cotistas e você detiver menos de 10%). Ganho de capital: tributado a 20% na venda. Melhor para: bloco de renda passiva com liquidez superior a LCI/LCA.
ETFs de ações, Negociação: bolsa (B3), por cota. Tributação: 15% sobre ganho de capital na venda. Vantagem: diversificação automática com uma única cota. Melhor para: bloco de crescimento com exposição diversificada.
A isenção de IR em LCI, LCA e rendimentos de FIIs pode representar diferença de até 22,5 pontos percentuais sobre o rendimento bruto em prazos curtos, um diferencial relevante para carteiras iniciantes.
Para iniciante com R$ 500/mês estruturado pelo Método dos 3 Blocos: Tesouro Selic ou CDB com liquidez diária para Segurança; LCA ou LCI para complementar Renda Passiva; FIIs para Renda Passiva com maior liquidez; ETFs para Crescimento.
Consulte o portal do Banco Central do Brasil para acompanhar CDI e IPCA, referências para comparar produtos de renda fixa.
Como a tributação afeta sua carteira iniciante?
A tributação é fator decisivo na escolha dos investimentos. LCI, LCA e rendimentos de FIIs são isentos de IR para PF. CDB e Tesouro Direto seguem tabela regressiva: varia de 22,5% a 15% conforme prazo.
Tabela regressiva de IR para renda fixa (legislação vigente em 2026):
| Prazo | Alíquota de IR | Exemplo de aplicação |
|---|---|---|
| Até 180 dias | 22,5% | Resgate em 6 meses |
| 181 a 360 dias | 20% | Resgate em 6 a 12 meses |
| 361 a 720 dias | 17,5% | Resgate em 12 a 24 meses (ex: 12 meses completos) |
| Acima de 720 dias | 15% | Resgate após 2 anos |
Além do IR, atenção ao IOF: nos primeiros 30 dias após investimento em renda fixa tributável, incide IOF regressivo sobre o rendimento. Nunca invista em CDB ou Tesouro com dinheiro que pode precisar em menos de 30 dias. O IOF zera no 31º dia.
Para vendas de ações: há isenção de IR para vendas mensais até R$ 20.000. Acima disso, a alíquota é 15% sobre ganho líquido. Para ETFs de ações, a alíquota de 15% incide sobre ganho de capital, sem isenção dos R$ 20.000 válida para ações individuais.
Conclusão prática: ao montar sua carteira, compare pelo rendimento líquido, não o bruto. Uma LCA a 87% CDI pode superar um CDB a 100% CDI. Sempre compare pelo resultado final.
Resumo prático: os 5 pontos que definem seu sucesso
- Use o Método dos 3 Blocos: estruture sua carteira em Segurança (renda fixa), Renda Passiva (FIIs/LCI/LCA) e Crescimento (ETFs). Três blocos, não trinta produtos.
- Seu perfil importa: conservador mantém 70% em segurança; moderado, 50%; arrojado, 30%. A alocação depende da sua tolerância real a perdas, não do desejo de rentabilidade.
- Compare pelo líquido: LCI, LCA e rendimentos de FIIs são isentos, podem superar produtos com taxa bruta maior quando você desconta o IR.
- Consistência supera valor: R$ 500/mês por 5 anos com CDI de 14,15% a.a. acumula R$ 41.000+, o tempo é seu aliado mais poderoso.
- Cuidado com IOF: nunca invista em renda fixa tributável dinheiro que pode precisar em menos de 30 dias.
FAQ, Perguntas frequentes
Quanto rende 1.000 reais no Tesouro Direto em 12 meses?
Com Tesouro Selic e CDI de 14,15% ao ano, R$ 1.000 renderia aproximadamente R$ 141,50 em 12 meses, antes do IR. Descontando IR de 17,5% (prazo 361-720 dias, correspondente a 12 meses), o rendimento líquido fica em torno de R$ 116,74. Valor final: aproximadamente R$ 1.116,74.
Para Tesouro IPCA+, o rendimento depende da taxa real contratada mais a variação do IPCA, os dois componentes se multiplicam, não somam. Consulte as taxas vigentes diretamente no portal do Tesouro Direto antes de investir.
Quanto rende 100 reais no Tesouro Direto em 1 ano?
Com referência em CDI de 14,15% ao ano, R$ 100 no Tesouro Selic por 12 meses (365 dias) se enquadra na faixa 361-720 dias, aplicando IR de 17,5%. Rendimento bruto: R$ 100 × 14,15% ≈ R$ 14,15. IR 17,5%: R$ 2,48. Rendimento líquido: R$ 11,67. Valor final: R$ 111,67.
Parece pouco isoladamente, mas o efeito dos juros compostos cresce exponencialmente com o tempo e com o aumento do capital. O valor mínimo no Tesouro Direto é R$ 30 por operação.
Quais são os 3 tipos de Tesouro Direto?
Os três tipos principais são: Tesouro Selic (pós-fixado, acompanha taxa básica, ideal para reserva e curto prazo), Tesouro IPCA+ (híbrido, paga IPCA mais taxa real prefixada, médio e longo prazo com proteção contra inflação) e Tesouro Prefixado (taxa fixa definida na contratação, para quem espera queda de juros). Todos têm liquidez diária, mas resgate antes do vencimento pode gerar marcação a mercado com perda no Prefixado e IPCA+.
Quanto rende 50 mil no Tesouro Direto por mês?
Com CDI mensal de 1,10% (dado BCB jun/2026) como referência para Tesouro Selic, R$ 50.000 rendem: 50.000 × 1,10% = R$ 550 bruto ao mês. Para resgate até 180 dias, descontando IR de 22,5%: R$ 123,75 de imposto. Rendimento líquido mensal: aproximadamente R$ 426,25.
Para investimentos mantidos acima de 720 dias, o IR cai para 15%, elevando o líquido mensal para cerca de R$ 182,75. Esses valores são estimativas baseadas em dados macro vigentes, o rendimento real varia conforme a taxa básica do período.
Qual é a melhor proporção entre renda fixa e variável para quem está começando?
Depende do seu perfil, respondido na autoavaliação de suitability da corretora. Conservador: 70% em Segurança (renda fixa) + 20% em Renda Passiva + 10% em Crescimento = 90% não-variável, 10% variável. Moderado: 50% Segurança + 25% Renda Passiva + 25% Crescimento = 75% não-variável, 25% variável. Arrojado: 30% Segurança + 20% Renda Passiva + 50% Crescimento = 50% não-variável, 50% variável.
Em linguagem de renda fixa vs renda variável tradicional, o Moderado fica próximo a “50% renda fixa, 50% variável” quando você agrupa Segurança + Renda Passiva (ambos com características de renda fixa/previsibilidade) versus Crescimento (renda variável). Escolha seu perfil real, não o que você gostaria de ter. Um portfólio adequado ao seu perfil verdadeiro é mais fácil de manter nos momentos de estresse de mercado.
O próximo passo: comece hoje
A diferença entre começar a investir hoje com R$ 500 e postergar mais um ano está em meses de juros compostos perdidos, e na disciplina que só se constrói na prática.
Abra conta em uma corretora, escolha seu perfil, monte seu Método dos 3 Blocos, aporte o primeiro R$ 500 e repita todo mês. Não precisa ser perfeito, precisa ser consistente.
Se tiver dúvidas sobre qual estrutura faz sentido para sua situação específica, se é melhor começar com Tesouro ou LCA, se sua tolerância a risco é realmente a do perfil que respondeu, ou se quer uma análise personalizada dos três blocos para seu patrimônio atual, a Renova Invest pode ajudá-lo. A diferença entre investir com método e investir no escuro pode ser dezenas de milhares de reais ao longo de 5, 10 e 20 anos. Fale com um assessor especializado da Renova.
Renova Invest
Pronto para fazer seu patrimônio trabalhar por você?
Abra sua conta e conte com assessoria especializada para investir com estratégia. Abertura gratuita, sem compromisso.
Renova Invest atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A (Resolução CVM nº 178).