Renova Invest Facebook

Uniswap: conheça a corretora de criptomoedas

Uniswap
Uniswap

Se você acompanha a evolução das criptomoedas, já deve ter notado o potencial de crescimento desses ativos. Porém, muitos ainda têm dúvidas sobre como se dá a negociação deles em plataformas descentralizadas, como a Uniswap.

Logo, entender como fazer o aporte é fundamental para que você avalie se esse investimento se enquadra no seu perfil. Afinal, por se tratar de uma alternativa de renda variável, é preciso ter um apetite maior aos riscos para participar desse mercado.

Quer saber mais? Confira neste conteúdo o que é uma exchange e conheça mais sobre a corretora Uniswap. Ainda, entenda como funciona a negociação de criptomoedas e como se expor a elas com maior segurança.

Boa leitura!

O que são e como funcionam as criptomoedas?

Antes de explorar o universo das exchanges e da Uniswap, é preciso conhecer o que são e como funcionam as criptomoedas. Elas são ativos totalmente digitais. Ou seja, demandam da tecnologia para existir, pois não possuem versões físicas como o real ou dólar.

No entanto, os criptoativos também possuem valor financeiro, então servem para realização de pagamentos, transferências, compras, trocas, entre outros. Ademais, as criptomoedas são independentes e não se submetem a um Governo ou banco central.

Por conta disso, elas não sofrem controle por conta da economia ou política financeira dos países. Logo, a precificação de um criptoativo é baseada exclusivamente na lei da oferta e demanda. Assim, quanto mais interessados nele, maior tende a ser seu preço.

Muitos países, como o Brasil, ainda não têm uma regulamentação específica sobre a negociação desses ativos. De toda a forma, o funcionamento de transações de criptomoedas é relativamente seguro. O motivo para isso é que diversas moedas usam uma tecnologia chamada blockchain.

O blockchain funciona como um livro de registro de transações de criptomoedas, como um banco de dados público. Contudo, ele é descentralizado em diversos servidores pela internet e acessível a qualquer interessado. A cada nova negociação, todos esses servidores são atualizados.

Porém, para que a transação seja atualizada no servidor, ela precisa passar por uma espécie de validação pelos usuários da rede. No procedimento, leva-se em conta as informações que já estão presentes na base de dados.

Dessa forma, é praticamente impossível de fraudar o sistema. Afinal, seria necessário alterar os registros anteriores da base de dados, para conseguir passar pelo processo de validação. Em mais de 10 anos de funcionamento do blockchain, essa dinâmica nunca aconteceu — embora tenham sido feitas inúmeras tentativas.

O que é uma exchange?

Mesmo que a segurança referente às transações de criptomoedas e seus registros sejam descentralizadas, as negociações são feitas majoritariamente por meio de empresas privadas. Elas são chamadas de exchanges e ficam responsáveis por organizar as transações entre os interessados.

Assim, semelhante aos bancos de investimentos, as exchanges funcionam como custodiantes e depositárias das criptomoedas. Elas também fornecem uma plataforma para a negociação que funciona de forma parecida com a bolsa de valores.

Por conta dessa prestação de serviços, as exchanges costumam cobrar taxas para fazer a gestão das carteiras, o intermédio das operações e outras funções de sua responsabilidade. O ponto negativo dessa estrutura é que, como as negociações são centralizadas, há o risco de a plataforma ser alvo de hackers.

Caso um hacker consiga invadir o sistema de uma exchange centralizada, ele terá acesso às carteiras de seus usuários. Assim, o invasor terá condições de fazer transações se passando por esses usuários, o que poderá ser validado normalmente pelo blockchain.

Visando diminuir esse tipo de risco, o americano Hayden Adams decidiu criar uma exchange que fosse descentralizada — do mesmo modo que as criptomoedas. Dessa forma, ela serviria apenas como um balcão de trocas, sem a responsabilidade pela custódia ou depósitos dos ativos.

Sua ideia foi materializada em 2018, com a abertura da Uniswap, uma das primeiras exchanges descentralizadas para a negociação de criptoativos.

Como a exchange Uniswap funciona?

Entendendo o que é uma exchange e a criação da Uniswap, é preciso compreender como ela funciona. Para tanto, é preciso entender que, em uma exchange descentralizada (DEX), os usuários podem negociar e trocar criptomoedas sem intermediários.


Entretanto, uma das maiores dificuldades enfrentadas por uma DEX é a falta de liquidez. Afinal, para haver negociações, é necessário ter compradores e vendedores interessados em utilizar aquela plataforma para negociar e ter as moedas em questão.

A Uniswap conseguiu encontrar uma maneira de garantir a liquidez dos criptoativos por meio das chamadas liquidity pools. Para tanto, saiba que, em geral, uma DEX conta apenas com a conexão entre um comprador e um vendedor interessados em negociar uma mesma criptomoeda.

Ou seja, quem queria vender bitcoin, por exemplo, era conectado a um interessado na compra. O preço era pautado na cotação da cripto em tempo real. Entretanto, nem todas as criptomoedas têm a mesma popularidade do bitcoin, existindo alternativas com poucos interessados — seja na compra ou na venda.

Então, a Uniswap criou um novo tipo de protocolo para facilitar a negociação de moedas digitais — chamado de liquidity pools. Conheça mais sobre esse mecanismo!

Liquidity pools

Liquidity pool (ou piscina de liquidez) é um tipo de mecanismo que atua como formador de mercado. Por meio de um algoritmo, são criados contratos inteligentes com equações matemáticas para fornecer liquidez às criptomoedas menos conhecidas e com baixa demanda.

Nelas, são pareadas duas criptomoedas que devem respeitar um equilíbrio. Caso o preço de uma dessas criptos aumente ou diminua, a outra será comprada ou vendida para deduzir a diferença. Com isso, dá-se liquidez a ambas.

Logo, os usuários da Uniswap podem fornecer os criptoativos que serão utilizados como par nas pools, bloqueando suas moedas temporariamente. Em troca disso, eles recebem uma remuneração que corresponde a um percentual das taxas sobre as transações realizadas.

Muitos investidores de criptomoedas passaram a utilizar esse mecanismo para rentabilizar as moedas que tinham em carteira. Assim, a Uniswap se tornou uma das maiores DEX do mundo.

Ademais, um dos pares que podem ser utilizados nas liquidity pool é o próprio token da Uniswap, chamado de UNI. Os tokens, assim como as criptomoedas, são ativos digitais que também integram uma rede blockchain, possuem valor próprio e podem ser negociados nas exchanges.

Com o UNI em carteira, você pode ajudar a guiar as decisões da Uniswap, votando em melhorias e novos projetos. Ou seja, é como se você tivesse uma ação ordinária da empresa na bolsa de valores, garantindo o direito a voto.

Embora a inovação trazida pela Uniswap diminua os riscos de fraudes e ataques de hackers na rede, ainda há um grande risco de operar nessas instituições: a insegurança institucional.

Como não há regulamentação sobre essa atividade no Brasil, você pode ter dificuldades em encontrar suporte adequado diante de falhas sistêmicas ou problemas que impactem na sua carteira.

Existem alternativas seguras para o investimento em criptomoedas?

Como você viu, a falta de regulamentação sobre a negociação de criptomoedas ou funcionamento das exchanges aumentam os riscos de investir nesse mercado. Portanto, ainda que não sejam alternativas ilegais, essas instituições não conseguem fornecer a segurança necessária para investir.

Assim, é importante conhecer maneiras de se expor a esse mercado de forma regulamentada no Brasil. Conheça as alternativas a seguir:

Fundos de investimento

Os fundos de investimento são veículos de investimento coletivo que funcionam como um condomínio de investidores. Eles são criados por empresas gestoras regulamentadas no país, que devem cumprir rigorosas exigências legais.

Para participar de um fundo de investimento, o interessado precisa adquirir cotas negociadas nas plataformas de bancos de investimento. Já o patrimônio reunido é administrado por um gestor profissional, que ficará responsável por montar o portfólio de acordo com os objetivos do fundo.

Ademais, os fundos são divididos em diversos segmentos conforme a composição de sua carteira e estratégias utilizadas. Atualmente, existem fundos que investem em criptomoedas e, ao comprar suas cotas, você conseguirá se expor ao mercado cripto e participar de seus resultados.

ETFs

Os ETFs (exchange traded fundos) também são fundos de investimentos. No entanto, eles têm o objetivo de replicar um índice do mercado financeiro. O indicador escolhido pode ser de diversos mercados — inclusive aqueles que medem os resultados das criptomoedas.

A principal diferença aqui trata da gestão, que é passiva. Isso significa que o gestor administra a carteira de forma a seguir o índice, sem a finalidade de superá-lo. Logo, as taxas cobradas nos ETFs costumam ser menores que em outros tipos de fundo.

Outra diferença diz respeito ao ambiente de negociação das cotas, que ficam disponíveis na bolsa de valores brasileira, a B3. Portanto, para ter acesso aos ETFs, o interessado precisará abrir conta em um banco de investimentos de sua preferência e lançar ordens de compra em um home broker.

Vale a pena investir em criptomoedas?

Após aprender sobre o universo cripto, exchanges e alternativas seguras de investimento no mercado nacional, você pode estar se perguntando se vale a pena investir em criptos. Contudo, não há uma resposta definitiva para esse questionamento.

Lembre-se de que qualquer decisão de investimento deve ser pautada na análise de seu perfil de investidor e objetivos financeiros. Afinal, nem todos os investidores estão dispostos a correr grandes riscos no mercado.

Dessa maneira, você deve considerar a volatilidade das criptomoedas e os riscos atrelados para entender se elas valem a pena no seu caso. Também é válido verificar o histórico de resultados e fazer projeções, compreendendo as possibilidades e riscos.

Em todo caso, vale considerar a segurança institucional ao investir em cripto. Tanto os fundos de investimento quanto os ETFs são regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Desse modo, ao investir nessas alternativas, você terá mais proteção nas operações.

Agora você sabe que a Uniswap é uma corretora de criptomoedas descentralizada e sem intermediários. Apesar de ela trazer mais segurança e liquidez às negociações, ainda é preciso considerar outros riscos atrelados ao mercado de criptos para avaliar esse tipo de aporte.

Quer aprender mais sobre as alternativas seguras de investir em criptomoedas e como se expor a elas? Então conte com a assessoria da Renova Invest!

Veja também

botão de concordância

0 Comentários
Feedbacks
Visualizar todos os comentários

Utilizamos cookies que melhoram a sua experiência em nosso site. Todos seguem as regras da nossa Politica de Privacidade. Clicando em "OK" você concorda com a nossa política.