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O que esperar da economia e do mercado financeiro em 2023?

2023
2023

Com a chegada do ano novo cada vez mais próxima, chegou a hora de analisar e ponderar o que fazer com o seu dinheiro em 2023. Não há dúvidas que o ano foi bem agitado e reservou fortes emoções para o investidor, mas nem tudo é ruim. Agora, vamos ver o que está por fim e o mais importante, como investir da melhor forma!

Vamos nessa? 

De acordo com a análise da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a previsão de crescimento do PIB brasileiro em 2023 será de 1,2%, abaixo da média mundial de 2,2%. O relatório explica que a atividade econômica no Brasil acelerou acima do esperado no primeiro e segundo trimestres deste ano, porém,  o crescimento perdeu força no terceiro trimestre.

A expansão menor da economia brasileira projetada reflete a deterioração das previsões globais, da política fiscal mais apertada e dos efeitos dos aumentos dos juros nos últimos meses para conter a temida inflação.

Inclusive, mesmo ficando novamente abaixo da média mundial, o PIB brasileiro irá crescer mais que o americano e da zona do euro, em que ambos contam com expansão estimada em 0,5% e da média de 38 países da OCDE, projetada em 0,8%. A instituição prevê uma leve melhoria do PIB brasileiro em 2024, com crescimento estimado em 1,4%, abaixo da média mundial, que deve ser de 2,7%.

Preços mais baixos das commodities e a desaceleração econômica em grandes parceiros comerciais vão reduzir a demanda externa. Condições de crédito mais rigorosas vão limitar o consumo dos lares, como também uma desaceleração na geração de empregos em 2023 no Brasil”, diz o estudo.

 Já sobre o investimento privado, será um ponto que vai continuar subindo no Brasil por conta da maior confiança empresarial. A previsão para o novo ano é de que a política monetária siga restritiva e a atual taxa de juros deve se manter no mesmo patamar. 

E a inflação? Assunto que não saiu das notícias de jornais e relatórios macroeconômicos. Bom, o mesmo estudo prevê ainda que o índice no nosso país deverá diminuir durante o período de projeção à medida que os efeitos dos preços mais altos da energia e dos alimentos se ajustarem. Segundo a OCDE,  a taxa deverá cair de 8,9% ao ano em 2022 para 4,2% em 2023, subindo para 4,5% em 2024 com o aumento da retomada econômica.

Outro ponto importante é que, se a isenção de tributos federais sobre os combustíveis e o aumento do programa de renda, o Auxílio Brasil, forem mantidos, pode ser complicado para o Brasil conciliar isso com as regras orçamentárias. A necessidade de uma política fiscal mais restritiva têm sido bastante discutida para reduzir o déficit e com isso, conter a dívida pública em 2023.

Maiores desafios por vir em 2023 

Com um histórico econômico repleto de acontecimentos ruins, a expectativa é que os desafios continuem. A economia global deverá crescer 3,1% em 2022, ou seja, cerca de metade do ritmo observado em 2021, de 5,9%, durante a recuperação registrada a partir do início da pandemia de Covid-19.

“A guerra na Ucrânia tem um efeito negativo persistente sobre as condições econômicas”, diz o relatório da organização. Para a OCDE, o crescimento econômico mundial perdeu seu impulso e a inflação alta se mantém persistente. Ao mesmo tempo que a confiança diminui e as incertezas são elevadas.

Tanto que o quadro mundial continua piorando, inflação alta, juros em elevação e desaquecimento do nível de atividade são fatores que se farão presentes em 2023. Limitando o cenário ao Brasil, o impacto da política monetária e o ritmo de expansão da atividade econômica são pontos de atenção em um futuro nem tão distante. 

Mas as milhões de pessoas que ficaram desempregadas nos últimos anos, muito por conta do cenário da pandemia, podem ter um pouco mais de esperança. Isso porque o mercado de trabalho segue em trajetória positiva, com a queda da taxa de desocupação, recuperação dos rendimentos e aumento da massa salarial real. 

Além disso, as contas públicas do governo central podem fechar 2022 com resultados bem positivos. Para o novo ano, a discussão foca nas mudanças a serem realizadas no orçamento federal e nas regras fiscais, com o objetivo de incluir as despesas desejadas pelo governo eleito. 

Para não esquecer

Veja as estimativas de acordo com o Relatório Focus, elaborado pelo Banco Central e disponível na última segunda (19) de dezembro de 2022: 

  • Inflação

A projeção para o IPCA, que é o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, foi de 5,79% para 5,76% em 2022. Já para 2023, subiu de 5,08% para 5,17%, enquanto para 2024 continuou em 3,50%. Referente a 2025, subiu de 3,02% para 3,10%. 

Por outro lado, as projeções do Grupo de Conjuntura da Dimac/Ipea para o IPCA e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2022 foram mantidas em 5,7% e 6,0%, respectivamente. Para 2023, a taxa prevista para os dois índices ficou em 4,9%.

De forma geral e levando em consideração todo o cenário macroeconômico, os especialistas do mercado financeiro reduziram a expectativa para a inflação em 2022. Também elevaram as de 2023 e de 2025, conforme as estimativas divulgadas em dezembro pelo Relatório Focus, do Banco Central.

  • PIB

Sobre o Produto Interno Bruto, o mercado manteve a previsão de crescimento da nossa economia em 3,05% em 2022. No ano de 2023, a estimativa passou de 0,75% para 0,79%, enquanto reduziu a de 2024 de 1,70% para 1,67%. Referente a 2025, manteve em 2,00%. 

As mais de 100 instituições financeiras consultadas toda semana pelo Banco Central  também projetaram um PIB maior no ano que vem, só que menor em 2024. Já a previsão Dimac/Ipea foi revisada de 1,6% para 1,4% em 2023 e continua acima das expectativas do mercado, que giram em torno de 0,7%. Essa diferença é por conta de uma estimativa mais alta de crescimento do setor agropecuário.

  • Selic 

Depois de vários aumentos para conter a inflação, a expectativa para a taxa de juros continua em 13,75% no fim de 2022, com possibilidade de queda em 2023. Por outro lado, subiu no fim de 2024, de 8,50% para 9,00%. Já no fim de 2025, a estimativa é de 8%. Pelo Banco Central, o mercado elevou a perspectiva da Selic para o fim de 2024.

  • Câmbio

Sobre o câmbio, a previsão para o dólar segue em R$ 5,25. Referente aos próximos três anos, as casas decimais se alteram: de R$ 5,25 para R$ 5,26 em 2023, de R$ 5,24 para R$ 5,25 em 2024 e de R$ 5,23 para R$ 5,30 em 2025.

Como isso afeta o mercado financeiro em 2023?

As previsões econômicas afetam a confiança das pessoas no mercado. Nesse meio tempo, é possível que aconteçam algumas variações:

  • Ações no setor de educação, varejo e habitação popular podem ser mais beneficiadas;
  • Empresas estatais como Banco do Brasil e Petrobras continuam com alta volatilidade;
  • Títulos  de renda fixa pós-fixados e atrelados ao CDI e à Selic sofreram com a provável queda de juros em  2023.

Com as incertezas e riscos globais acerca do cenário econômico de 2023, uma opção bacana é manter uma carteira “dolarizada”, incluindo ações que pagam dividendos que devem sofrer menos com a crise. Investir no longo prazo evita as perdas imediatas, se houver recessão. Você também precisa ter em mente que a diversificação te dá proteção e resiliência.

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