Encontrar novas alternativas de investimentos pode ser uma forma interessante de diversificar sua carteira e buscar melhores rentabilidades. Nesse sentido, entender como investir em criptomoedas pode contribuir para alcançar esse objetivo.

O mercado de criptoativos passou a se destacar pelo rápido desenvolvimento ao longo dos últimos anos. Por isso, diversos investidores estão em busca de entender seu funcionamento para se expor a ele de maneira mais segura — já que o investimento direto nas moedas digitais traz riscos elevados.

Neste artigo você entenderá melhor sobre o mercado de criptoativos e conhecerá 3 alternativas regulamentadas para investir em criptomoedas. Boa leitura!

O que são criptomoedas?

Antes de você conhecer as principais alternativas para investir no mercado de criptomoedas, é importante saber o que elas são. Dessa maneira, você compreende melhor os detalhes sobre as oportunidades que elas apresentam.

Nesse sentido, as criptomoedas são um tipo de moeda digital. Ou seja, elas podem ser usadas para realizar transações financeiras, assim como dólar, real e euro. No entanto, as cripto não existem em uma forma física — elas operam apenas de maneira virtual.

Além disso, as moedas digitais se destacam por funcionarem de maneira descentralizada. Isso significa que não há um Governo ou órgão regulador que monitore o mercado ou controle a emissão desses ativos.

Outro ponto relevante é que as principais criptomoedas em circulação, como bitcoin e ethereum, funcionam por meio de uma tecnologia chamada blockchain. Trata-se de uma rede sem servidor central que registra todas as operações no sistema e serve para prover segurança aos usuários.

A partir do crescimento do mercado, a criptomoedas também passaram a ser vistas como alternativas de investimentos. Assim, investidores e especuladores podem adquirir essas moedas digitais com objetivo de rentabilizar sua carteira.

Quais são as principais características desse mercado?

Agora que você entendeu o que são as criptomoedas, é preciso saber como funciona o mercado de ativos digitais. Como vimos, a descentralização é um dos aspectos mais relevantes sobre o seu funcionamento.

A falta de lastro é outra característica importante das criptomoedas. Desse modo, a sua cotação é definida pela lei da oferta e da demanda do mercado — sem a interferência governamental. Logo, moedas digitais costumam ser ativos bastante voláteis.

No entanto, vale destacar que existem moedas digitais com lastro. Nesse caso, elas são chamadas de stablecoins, ou moedas estáveis. Elas utilizam moedas fiduciárias, commodities, outras criptomoedas e até algoritmos de computador para controlarem seu preço.

Por fim, a blockchain também é um aspecto relevante sobre elas. O funcionamento da rede é semelhante ao de um livro contábil. Nesse caso, todas as movimentações ficam registradas em blocos e a validação é uma responsabilidade de usuários — chamados de mineradores.

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Há vantagens em ter criptomoedas na carteira?

Após conhecer o conceito de criptomoedas, saiba que elas podem trazer benefícios para a sua estratégia de investimentos. Em primeiro lugar, é possível destacar a falta de influência governamental. Logo, uma crise ou instabilidade econômica no país podem não afetar esses ativos diretamente.

O potencial de retorno é outra das vantagens. Como as criptomoedas têm atraído interesse de muitos investidores, há potencial de crescimento — e muitas já ofereceram grande valorização.

Também vale ressaltar que esse mercado ainda está em expansão e desenvolvimento. Então é possível que exista uma maturação e consolidação dos criptoativos ao longo dos próximos anos. Esse processo pode ser vantajoso para levar a uma maior valorização do setor.

Contudo, vale destacar que não existem garantias quanto a esse movimento. Afinal, trata-se de alternativas da renda variável.

Quais são os riscos desse investimento?

Mesmo com as vantagens, é preciso ter atenção aos riscos envolvidos ao investir em moedas digitais. Como as criptomoedas são um ativo de renda variável, os investidores não possuem garantias de retorno. Portanto, é preciso tolerar riscos maiores para investir nelas.

Além disso, a volatilidade é um aspecto que merece especial atenção. Isso porque o preço de uma moeda digital é definido pelo interesse do mercado. Portanto, é possível que ela apresente altas significativas no preço, mas também quedas vertiginosas de cotação.

Ademais, é necessário lembrar que o investimento direto em criptomoedas não conta com regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil. Com isso, os investidores que se expõe a elas de maneira direta estão mais expostos a riscos de golpes financeiros.

3 Alternativas regulamentadas para investir em criptomoedas

Como vimos, o investimento direto em criptomoedas não garante segurança institucional aos investidores no Brasil. Entretanto, existem formas de se expor a elas com maior segurança.

Conheça 3 alternativas para isso!

1.      ETFs de criptomoedas

Os exchange traded funds (ETFs) de criptomoedas são uma das maneiras regulamentadas de investir em moedas digitais. Também chamados de fundos de índices, eles são veículos coletivos de gestão passiva que replicam os resultados de um indicador do mercado financeiro.

As cotas dos ETFs são negociadas na bolsa de valores brasileira, a B3. Eles podem estar expostos a um indicador geral do mercado de criptomoeda, como o Nasdaq Crypto Index, ou a índices de um ativo específico, como o Nasdaq Bitcoin Reference Price — que tem foco no bitcoin.

Na bolsa brasileira, os investidores podem encontrar ETFs como:

  • HASH11;
  • QBTC11 ;
  • BITH11;
  • QETH11;

No entanto, vale ter em mente que a segurança provém apenas da regulamentação da CVM. Os fundos de índice relacionados às criptomoedas continuam expostos à volatilidade do mercado e não apresentam garantias de ganhos.

2.      Fundos de criptomoeda

Os investidores também podem encontrar oportunidades de investimentos em fundos de criptomoedas. Eles são um tipo de veículo coletivo que compõem seu portfólio com ativos desse mercado, mas as cotas são negociadas nas plataformas dos bancos de investimentos.

Nesse caso, o nível de exposição depende da estratégia do fundo. Os veículos podem ter de 20% a 100% do patrimônio investido em criptomoedas. Assim, é indispensável que o investidor analise o funcionamento do veículo antes de investir.

Dessa forma, você poderá encontrar o fundo com maior alinhamento com seu perfil e seus objetivos. Entretanto, assim como com ETFs, lembre-se de que não há garantias de lucro.

3.      Ações de empresas do mercado

Por fim, também é possível investir em ações de empresas que desenvolvem negócios no mercado de criptomoedas. Afinal, elas podem se beneficiar do crescimento e da maturação do setor. Logo, é possível se expor às moedas digitais de maneira indireta.

Como uma parcela considerável dessas empresas está no mercado internacional, o investimento pode ser feito por meio de brazilian depositary receipts (BDRs). Eles são certificados de ativos estrangeiros negociados na bolsa brasileira.

Você acabou de ver que saber como investir em criptomoedas pode ser vantajoso para o seu portfólio, desde que faça sentido para a sua estratégia. Porém, não deixe de avaliar essas 3 alternativas regulamentadas para se expor a elas com maior segurança institucional.

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