Selic 14,25%: o que fazer com seus investimentos após o Copom de junho 2026

Selic 14,25% o que fazer com seus investimentos após o Copom de junho 2026

Renova Invest · 20 de julho de 2026

O Banco Central iniciou seu ciclo de afrouxamento monetário em março de 2026, reduzindo a Selic de 15,00% para 14,75%. Em 28 a 29 de maio de 2026, um segundo corte de 0,25 ponto percentual levou a taxa para 14,50% ao ano. Na reunião de 16 e 17 de junho de 2026, o Copom realizou o terceiro corte consecutivo, reduzindo a Selic para 14,25% ao ano, com decisão unânime. Para colocar em perspectiva: essa taxa continua entre as mais elevadas do mundo em termos reais, especialmente quando comparada aos juros nominais dos EUA e Europa. Para o investidor pessoa física brasileiro, isso significa uma janela clara: os títulos que travam retornos reais elevados estão disponíveis agora, depois que o ciclo de cortes avançar, essas oportunidades desaparecem

O que você vai aprender neste artigo: Como alocar seus investimentos em renda fixa e FIIs diante de uma Selic em trajetória de queda. Veremos por que este é o momento certo para travar taxas longas, qual a melhor relação entre CDB, LCI e Tesouro, e como posicionar FIIs para capturar a valorização que vem com juros menores.

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Resposta direta: o que muda para o investidor com a Selic em queda?

A trajetória de cortes não revoluciona o cenário de uma semana para outra, mas muda o sinal do mercado. A taxa básica continua elevada em termos reais, mantendo renda fixa como destino prioritário para a maioria dos portfólios brasileiros.

O que realmente muda é o horizonte estratégico. Cada corte que o Copom entrega reduz as taxas disponíveis no mercado secundário. Títulos prefixados e indexados ao IPCA negociados hoje carregam taxas que dificilmente voltarão se a queda dos juros prosseguir, é essa a urgência.

Na prática, o investidor pessoa física enfrenta três perguntas após cada decisão do Copom:

  • Meu dinheiro parado no Tesouro Selic continua rendendo bem?
  • Vale entrar em prefixados ou IPCA+ agora, antes de mais cortes?
  • É hora de aumentar exposição a FIIs?

Para a primeira pergunta: sim. O Tesouro Selic ainda remunera de forma competitiva com liquidez diária, ideal para reserva de emergência e para quem ainda não definiu a alocação de longo prazo.

Para a segunda: o argumento a favor é sólido. Com a Selic em trajetória de queda, títulos prefixados e IPCA+ vencendo em 2029, 2035 ou além ainda oferecem taxas reais positivas expressivas. Depois que o ciclo avançar, essas mesmas taxas serão menores, é pura matemática de oportunidade.

Para a terceira: FIIs de tijolo respondem bem à queda dos juros. Mas o timing importa, uma pausa longa do Copom limita o gatilho de valorização de curto prazo.

O erro mais comum neste cenário é não fazer nada, manter tudo no Tesouro Selic ou na poupança enquanto as melhores taxas dos títulos longos vão desaparecendo com cada corte.

O investidor que agir agora, diversificando entre Tesouro Selic para liquidez, IPCA+ para proteção inflacionária de longo prazo, e CDBs de instituições sólidas para retorno extra, estará posicionado para qualquer dos cenários que o segundo semestre de 2026 possa trazer.

O que o Copom decidiu e para onde vai a Selic?

O Copom iniciou seu ciclo de cortes na reunião de março de 2026, reduzindo a Selic de 15,00% para 14,75%. Na reunião de 28 a 29 de maio de 2026, um segundo corte de 0,25 ponto percentual levou a taxa para 14,50% ao ano. Na reunião de 16 e 17 de junho de 2026 (279ª reunião do Copom), o terceiro corte consecutivo reduziu a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano, por decisão unânime. O Banco Central classificou o movimento como continuação de um ciclo de “calibração” da política monetária, adotando postura de serenidade e cautela. A ata destacou ambiente externo ainda adverso e incertezas como riscos de alta para a inflação, deixando os próximos passos em aberto, dependendo dos dados econômicos.

Essa sinalização importa bastante. Ela diferencia um ciclo de afrouxamento acelerado de uma pausa técnica. Na prática, significa que o mercado ainda não precifica com certeza os próximos movimentos, há espaço para surpresas.

O Banco Central publica a nota oficial de cada reunião em bcb.gov.br, com detalhamento completo da análise de conjuntura, dos votos e da sinalização prospectiva. A leitura direta do comunicado é sempre a fonte mais confiável.

Analistas de mercado divergem significativamente sobre o que vem a seguir:

  • XP Investimentos: projeta taxa terminal de 14,0%, com mais um corte no horizonte.
  • Itaú BBA: estima 13,75% ao fim do ciclo em 2026.
  • Genial Investimentos e Banco Pine: defendem pausa imediata, argumentando que inflação ainda não está totalmente ancorada nas metas futuras.
  • BNP Paribas: posição intermediária com um corte adicional e depois pausa longa até início de 2027.

Para o investidor pessoa física, a interpretação do comunicado importa menos do que a direção geral: os juros estão em trajetória de queda. Mesmo que uma pausa chegue, o ciclo de alta ficou para trás, isso muda o cálculo de quais ativos se beneficiam nos próximos 12 a 24 meses.

A implicação prática é direta: quem ainda não aproveitou as taxas elevadas dos títulos longos tem uma janela que pode se fechar conforme o ciclo avança.

O mercado aposta em pausa ou em mais cortes?

O mercado está genuinamente dividido, e essa divisão é informação valiosa. Quando há consenso absoluto, as taxas dos ativos já refletem aquele cenário. Quando há divergência, existe oportunidade para quem toma uma posição fundamentada.

O Boletim Focus, publicado semanalmente pelo Banco Central, consolida as projeções de mais de cem instituições financeiras. Ele é o termômetro mais utilizado para acompanhar expectativas do mercado para a Selic, o IPCA e o câmbio ao longo do ano. A versão mais recente está disponível em bcb.gov.br/publicacoes/boletimfocus.

Instituição Projeção Selic Final 2026 Próximo Movimento
XP Investimentos 14,0% a.a. Mais um corte
Itaú BBA 13,75% a.a. Continua cortando
Genial Investimentos* 14,75% a.a.* Pausa imediata
Banco Pine* 14,75% a.a.* Pausa imediata
BNP Paribas 14,50% a.a. Um corte, depois pausa

* Projeções com data anterior ao corte de junho/2026. Selic vigente pós-COPOM de 17/06/2026: 14,25% a.a. (3º corte consecutivo, decisão unânime).

O que explica essa divergência? Três fatores disputam o centro do debate:

  • Inflação doméstica: O IPCA acumulado em 12 meses até maio de 2026 está em 4,72% ao ano, acima do teto da meta de inflação, o que reforça a cautela do Copom no ritmo de cortes. Qualquer surpresa para cima justificaria pausa imediata.
  • Atividade econômica: Sinais de moderação abrem espaço para continuação dos cortes sem estimular desequilíbrios.
  • Cenário externo: Incertezas sobre política monetária nos EUA pesam na decisão do BCB.

Cenários de risco para o ciclo de cortes

Para o investidor, a mensagem central não é adivinhar o próximo corte, é reconhecer que estamos próximos do piso do ciclo atual, e que as taxas longas dificilmente serão mais altas do que estão agora.

Três cenários devem estar no seu radar:

  • Inflação persiste acima da meta: Copom pausa imediatamente. Títulos prefixados sofrem marcação a mercado negativa. IPCA+ continua protegido. Ação: favoreça IPCA+ sobre prefixado neste caso.
  • Atividade desacelera mais que esperado: Copom acelera cortes. Títulos prefixados se valorizam rapidamente. Ação: aumentar posição em prefixados cria oportunidade de ganho extra.
  • Câmbio deprecia (dólar sobe): Pressiona importações, realimenta inflação, pode forçar pausa de cortes. Ação: diversificar entre emissores e favorecer ativos com colateral (LCI/LCA com lastro imobiliário).

A estratégia racional é posicionar uma parcela do portfólio em títulos prefixados ou IPCA+ agora, enquanto as taxas ainda refletem a incerteza do mercado. Se a Selic pausar em 14,50%, esses títulos continuam rentáveis. Se cair mais para 14,25% ou além, há ganho adicional de marcação a mercado.

🔹 Framework LAPA: como estruturar renda fixa em ciclo de cortes

A escolha entre Tesouro Selic, IPCA+, prefixado, CDB, LCI e LCA confunde muitos investidores porque falta um modelo mental estruturante. Apresentamos o Framework LAPA, uma arquitetura simples que organiza cada ativo conforme seu papel na carteira durante ciclos de queda de juros.

LAPA significa: Liquidez, Ancoragem inflacionária, Prêmio (retorno extra) e Aposta (convicção direcional).

Pilar LAPA Objetivo Ativo Recomendado % Recomendado do Portfólio
L, Liquidez Reserva emergencial + alocação dinâmica Tesouro Selic 20 a 30%
A, Ancoragem Proteção inflacionária de longo prazo Tesouro IPCA+ (5-10 anos) 30 a 40%
P, Prêmio Retorno extra com baixo risco de crédito CDB acima de 110% CDI ou LCI/LCA 15 a 25%
A, Aposta Convicção na queda dos juros (ganho de capital) Tesouro Prefixado (2-5 anos) ou FIIs 10 a 20%

O Framework LAPA funciona assim:

L, Liquidez (20-30% da alocação): Tesouro Selic rende perto do CDI diário com liquidez total. Esse pilar financia emergências e mantém flexibilidade para realocar quando oportunidades surgem. Não busque rendimento máximo aqui, busque tranquilidade.

A, Ancoragem (30-40%): Tesouro IPCA+ trava uma taxa real positiva independentemente da inflação futura. Esse pilar é o “núcleo duro” da carteira, o que você não mexe. Vencimentos entre 5 e 10 anos garantem que você colha o prêmio de duration quando o ciclo de cortes avançar.

P, Prêmio (15-25%): CDBs acima de 110% do CDI ou LCI/LCA isentas de IR geram retorno extra com colateral do FGC. O prazo deve ser compatível com a tabela regressiva de IR (acima de 720 dias quando possível). Essa camada é onde você “espreme” retorno extra sem tomar risco de capital.

A, Aposta (10-20%): Tesouro Prefixado ou FIIs de tijolo. Esse pilar é onde você coloca sua convicção, se acredita que a Selic cai, prefixados ganham. Se acredita que FIIs se valorizam com juros menores, aloque aqui. Esse pilar deve ser confortável para você carregar em marcação a mercado.

A beleza do Framework LAPA é que ele se adapta a qualquer ciclo de juros. Em alta de juros, você reforça Liquidez e Prêmio. Em queda, você reforça Ancoragem e Aposta. Conforme você aprende sobre seu perfil, as proporções se refinam, mas a estrutura permanece.

Renda fixa ainda vale a pena com a Selic em queda?

Sim, renda fixa segue como a melhor relação risco-retorno para a maioria dos investidores pessoa física neste cenário. O retorno real (acima da inflação) ainda é expressivo: com IPCA de 4,72% ao ano (12 meses até mai/2026) e CDI acumulado em aproximadamente 14,15% ao ano, a diferença entre o rendimento nominal e a inflação segue robusta.

As 4 categorias de renda fixa

Cada categoria serve a um objetivo diferente. Compreender essa distinção evita concentrar tudo em um único ativo.

Tesouro Selic: Liquidez e segurança. Indicado para reserva de emergência e alocação dinâmica. Rentabilidade acompanha o CDI diariamente (~14,15% a.a. vigente pós-COPOM de junho/2026, com Selic em 14,25%). Risco mínimo, garantido pelo Tesouro Nacional.

Tesouro IPCA+: Proteção inflacionária de longo prazo. Indicado para aposentadoria e objetivos de 5+ anos. Rentabilidade é IPCA + taxa real (travada na compra; vigente ~6-7% a.a.). Risco de marcação a mercado se vender antes do vencimento.

Tesouro Prefixado: Aposta na queda dos juros. Indicado para quem tem convicção no ciclo de cortes. Rentabilidade é taxa nominal travada na compra (~13-14% a.a. vigente). Duration elevado, oscila bastante se juros subirem.

CDB, LCI e LCA: Retorno extra com cobertura do FGC. Indicado para diversificação entre emissores e horizontes médios. Rentabilidade varia entre 100% e 120% do CDI; LCI/LCA isentas de IR para PF. Risco de crédito do emissor, coberto pelo FGC até R$ 250 mil por CPF por instituição.

💡 Insight Exclusivo: Por que LCI a 95% isenta supera CDB a 110% tributado

Este é um ponto que separa investidores educados de amadores. A maioria compara apenas taxa nominal, e erra sistematicamente a decisão de alocação.

O erro: Um investidor olha para CDB a 110% do CDI (15,57% a.a. bruto com CDI 14,15%) e LCI a 95% do CDI (13,44% a.a. bruto) e conclui que o CDB é superior. É mentira.

Veja com valores reais de R$ 50 mil por 12 meses:

  • CDB a 110% CDI: R$ 50.000 × 15,57% = R$ 7.782 bruto. IR de 17,5% = imposto de R$ 1.362. Rendimento líquido = R$ 6.420. Saldo final: R$ 56.420.
  • LCI a 95% CDI (isenta): R$ 50.000 × 13,44% = R$ 6.720. Sem desconto de IR. Rendimento líquido = R$ 6.720. Saldo final: R$ 56.720.

Resultado: A LCI rende R$ 300 a mais que o CDB, diferença de 4,7% a mais de rendimento líquido. Isso não é anomalia; é matemática. E em operações maiores (R$ 500 mil ou mais), essa diferença salta para dezenas de milhares de reais.

Por que ninguém fala disso? Porque bancos lucram muito mais com CDB tributado, o imposto da União “desaparece” do lado do investidor, mas o lucro do banco segue intacto. LCI e LCA têm margens menores, então instituições financeiras preferem vender CDB. É conflito de interesse simples.

O que você deve fazer: Sempre compare o rendimento líquido (após IR) entre CDB, LCI e LCA, nunca compare apenas a taxa nominal. Use uma calculadora que aplique a tabela regressiva de IR conforme o prazo. E lembre-se: LCI e LCA exigem permanência até o vencimento, se precisar sair antes, vai sofrer deságio no mercado secundário.

Prefixado ou IPCA+: qual escolher agora?

A escolha entre Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+ não tem resposta única, depende de dois fatores: seu horizonte de investimento e sua visão sobre a inflação futura. Vamos detalhar cada um.

O IPCA+ é o favorito da maioria dos gestores neste cenário. Ele garante uma taxa real positiva acima da inflação, independentemente de quanto o IPCA suba. Se a inflação surpreender para cima, o IPCA+ se protege automaticamente. Se cair, você carrega a taxa real travada na compra.

O Tesouro Prefixado é mais agressivo. Ele trava uma taxa nominal, por exemplo, algo acima de 13% ao ano, independentemente do que acontecer com a inflação. A atratividade dessa taxa depende da trajetória real que a inflação seguir e do retorno real futuro que prevê. Se a Selic cair a 13,50% e a inflação se manter em torno de 3-4%, a taxa real de 13% fica atrativa. Mas isso não é garantido, exige perspectiva sobre incertezas macroeconômicas.

Se os juros subirem ou a pausa for mais longa, o preço do título cai no mercado secundário, esse é o risco que você assume ao entrar em prefixado.

Entenda duration: a chave para escolher entre os dois

O conceito de duration é central. Duration mede a sensibilidade do preço de um título à variação das taxas de juros. Títulos com vencimento mais longo têm duration mais alto, oscilam mais quando juros se movem. O Tesouro IPCA+ 2035 tem duration elevado: uma variação de 1 ponto percentual nas taxas pode mover o preço em 7% a 9%.

Cenário prático: Um investidor comprou R$ 10.000 em Tesouro IPCA+ 2035 com taxa real de 6,5% ao ano. Se carregar até o vencimento, receberá IPCA + 6,5% ao ano por todo o período, retorno real garantido. Se vender em 12 meses com as taxas caindo para 5,5%: o preço do título sobe no mercado secundário, gerando ganho adicional. Se as taxas subirem para 7,5%: o preço cai e o investidor realizará perda se vender antes.

Existe ainda o argumento de oportunidade histórica. O IPCA+ ficou em segundo plano enquanto a Bolsa subia expressivamente nos últimos anos. Isso significa que as taxas reais disponíveis hoje refletem um prêmio de risco elevado, o que representa oportunidade de entrada.

Recomendação estratégica conforme o Framework LAPA: Para a maioria dos perfis moderados, alocar 30-50% da parcela de renda fixa de longo prazo (pilar A, Ancoragem) em IPCA+ e manter o restante em Tesouro Selic para liquidez (pilar L). Prefixado entra como posição satélite (pilar A, Aposta) para quem tem tolerância à volatilidade.

O que acontece com os FIIs quando a Selic cai?

Fundos de Investimento Imobiliário e a Selic têm uma relação inversa bem documentada. Quando os juros caem, FIIs tendem a se valorizar, especialmente os fundos de tijolo. Mas o mecanismo varia por tipo de fundo.

FIIs de papel (fundos que investem em CRIs e CRAs) têm rendimentos que acompanham a taxa básica de juros. Com a Selic caindo, os proventos mensais desses fundos diminuem gradualmente. Por outro lado, as cotas se mantêm relativamente estáveis, pois o dividend yield continua competitivo frente a renda fixa.

Exemplo prático: Um FII de papel com carteira de CRIs rendendo 110% do CDI. Com o CDI mensal em aproximadamente 1,11% (equivalente ao CDI anual de 14,15% capitalizado por 21,75 dias úteis), o rendimento mensal bruto por cota segue esse ritmo. A cada corte de 0,25 ponto na Selic, o rendimento mensal cai marginalmente, o impacto acumulado ao longo de um ciclo completo é perceptível.

FIIs de tijolo (shoppings, lajes corporativas, galpões logísticos) se beneficiam diretamente da queda dos juros por dois mecanismos. Primeiro: quando renda fixa rende menos, investidores migram para ativos com rendimentos maiores, como FIIs com dividend yield elevado. Essa migração eleva o preço das cotas. Segundo: queda dos juros reduz o custo de captação dos fundos e estimula o mercado imobiliário, valorizando imóveis da carteira.

Tributação: Rendimentos de FIIs são isentos de IR para pessoa física, desde que o fundo tenha mínimo de 100 cotistas (vigente desde Lei 14.754/2023), seja negociado em bolsa e o cotista individualmente detenha menos de 10% das cotas. Ganho de capital na venda das cotas é tributado à alíquota de 20%.

O IFIX, índice de FIIs da B3, historicamente reage positivamente nos meses seguintes ao início de ciclos de corte de juros. Esse padrão não é garantido, mas é robusto o suficiente para justificar exposição seletiva.

Implicação prática conforme Framework LAPA (pilar A, Aposta): Em um cenário de Selic cadente, aumentar gradualmente exposição a FIIs de tijolo de qualidade faz sentido para investidores com horizonte de 2 a 5 anos. Para quem prefere rendimentos mensais previsíveis, FIIs de papel indexados ao IPCA (não ao CDI) oferecem mais estabilidade de proventos com a queda dos juros.

Resumo prático: 6 ações para implementar agora

Estruture sua carteira conforme o Framework LAPA, aqui está o checklist de ação:

  1. Defina seu pilar L (Liquidez): Reserve 3 a 6 meses de despesas em Tesouro Selic. Rendimento próximo ao CDI (~14,15% a.a., com Selic em 14,25%) com liquidez diária. Esse montante financia emergências e flexibilidade de realocação.
  2. Troque pilar A (Ancoragem): Aloque 30-50% da renda fixa de longo prazo em Tesouro IPCA+ com vencimento entre 5 e 10 anos. Trava taxa real elevada antes de novos cortes. Objetivo: nunca perder para inflação.
  3. Acrescente pilar P (Prêmio): CDBs de bancos com rating acima de 110% do CDI ou LCI/LCA isentas superam Tesouro quando prazo é acima de 720 dias. Compare sempre rendimento líquido após IR, use a calculadora de rendimento da Renova para simular seu cenário específico.
  4. Aproveite isenção fiscal: LCI e LCA isentas de IR são mais rentáveis que CDBs equivalentes, mas exigem manutenção até o vencimento. Sem resgate antecipado, sem surpresas.
  5. Posicione pilar A (Aposta): Se tem convicção na queda dos juros, aloque pequena parcela (10-20%) em Tesouro Prefixado ou FIIs de tijolo de qualidade. Conforto em marcação a mercado é essencial.
  6. Monitore mensalmente: Acompanhe o Boletim Focus do BCB (publicado semanalmente). Ele consolida projeções de mais de 100 instituições, melhor bússola para redirecionar conforme sinais mudam.

Perguntas frequentes

Quanto rende R$ 1.000 no Tesouro Direto hoje?

No Tesouro Selic, R$ 1.000 rende conforme o CDI diário. Com CDI acumulado de 14,15% ao ano, em 12 meses o rendimento bruto seria de aproximadamente R$ 141,50. Após IR de 17,5% (prazo entre 361-720 dias), o rendimento líquido fica em torno de R$ 116,74, saldo final aproximado: R$ 1.117.

No Tesouro IPCA+, o rendimento depende também da taxa real contratada na compra e da variação do IPCA no período.

Quanto rende R$ 100 no Tesouro Direto em 1 ano?

Com R$ 100 no Tesouro Selic por 12 meses e CDI de 14,15% a.a.: rendimento bruto = R$ 100 × 0,1415 = R$ 14,15. Após IR de 17,5%: imposto = R$ 2,48. Rendimento líquido = R$ 11,67. Saldo final aproximado: R$ 111,67.

Lembre-se: Tesouro Selic está isento de taxa de custódia da B3 até R$ 10.000 por CPF desde agosto de 2020, acima disso, incide 0,20% ao ano sobre o excedente.

Quanto rende R$ 50 mil no Tesouro Selic por mês?

Com R$ 50.000 no Tesouro Selic e CDI mensal de 1,11% (CDI anual 14,15%): rendimento bruto mensal = R$ 50.000 × 0,0111 = R$ 555.

O IR não incide mês a mês, é recolhido no resgate, de forma regressiva conforme o prazo. Em 12 meses, o rendimento bruto acumulado seria de aproximadamente R$ 7.075 (CDI linear simplificado), resultando em saldo líquido de cerca de R$ 55.837 após IR de 17,5%.

Nota: Esse cálculo assume capitalização linear do CDI; a capitalização composta real será ligeiramente superior.

Quais são os 3 tipos principais de Tesouro Direto?

O Tesouro Selic é pós-fixado e acompanha a taxa básica de juros diariamente, ideal para reserva de emergência e objetivos de curto prazo. O Tesouro IPCA+ é híbrido: paga IPCA mais uma taxa real travada na compra, indicado para proteção inflacionária e objetivos de longo prazo. O Tesouro Prefixado define uma taxa nominal fixa, indicado para quem acredita na queda dos juros e aceita volatilidade. Cada tipo tem seu papel na carteira conforme sua necessidade e prazo.

Próximos passos: estruture sua alocação agora

O custo de adiar essa decisão é real. A cada corte do Copom, as melhores taxas do Tesouro IPCA+ e Prefixado desaparecem. Um investidor que escolheu postergar em março de 2026, quando a Selic estava em 15,00% (e que adotou a mesma postura até maio, com Selic em 14,75%), já está vendo as taxas reais cair, isso representa dezenas de milhares de reais perdidos em um horizonte de 10 anos para quem tem patrimônio consolidado.

Use o Framework LAPA como arquitetura, ele funciona em qualquer cenário de juros. Se o seu portfólio hoje está 100% em Tesouro Selic, o próximo passo é migrar para uma estrutura balanceada com Ancoragem (IPCA+), Prêmio (CDB/LCI) e talvez uma pequena Aposta (Prefixado ou FIIs). Não é mudança radical, é refinamento disciplinado.

A Renova Invest pode ajudá-lo a implementar exatamente essa alocação, mapeando qual proporção do seu capital deve ir para cada pilar do Framework LAPA conforme seu perfil de risco, horizonte e objetivos específicos. Essa estrutura deve ser personalizada, não genérica. Fale com um assessor da Renova e estruture sua carteira enquanto as melhores taxas ainda estão disponíveis, o tempo que você ganhar hoje pode valer dezenas de milhares de reais daqui a 10 anos.

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A Renova Invest é preposto do Banco BTG Pactual S/A. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, não constituindo oferta, recomendação ou aconselhamento de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Antes de investir, leia o material técnico dos produtos e avalie se são adequados ao seu perfil.


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CDI hoje
14,15% a.a.
  • Meta Selic14,25%
  • CDI 12 meses14,77%
  • CDI em 20267,57%
Ver CDI e simulação →
Fonte: Banco Central · 17/07/2026

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