Em 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central terá oito reuniões de política monetária. A taxa Selic atualmente está em 14,25% ao ano (desde 17 de junho de 2026), após um ciclo de alta que chegou a 15% em meados de 2025. A próxima reunião do Copom acontecerá nos dias 4 e 5 de agosto de 2026 — e o mercado aguarda sinais sobre o ritmo de cortes de juros para o restante do ano.
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Acompanhar o calendário do Copom é fundamental para investidores que aplicam em renda fixa, prefixados ou títulos atrelados ao CDI. Cada decisão do comitê impacta diretamente a rentabilidade de CDBs, LCI, LCA e Tesouro Direto.
Neste artigo
O que é o Copom e qual sua função?
Antes de você conhecer o calendário de reuniões, é importante saber o que é o Comitê de Política Monetária (Copom). Afinal, esse órgão ligado ao Banco Central (Bacen) exerce uma função central na economia brasileira.
O Copom é um colegiado composto pelo presidente e os diretores do Bacen. Além disso, também há a presença de representantes de órgãos, entidades e departamentos ligados ao setor econômico do Brasil.
O grupo se reúne durante dois dias seguidos, a cada 45 dias, para discutir sobre o cenário e as projeções referentes ao mercado nacional e internacional. O objetivo é usar essas informações para fundamentar as decisões do órgão sobre a economia do país.
Calendário do Copom 2026
Aproveite e anote todas as datas das reuniões ao longo de 2026! As datas com ✅ já foram realizadas; veja os resultados ao lado.
| Datas da Reunião | Divulgação | Resultado (Selic) |
|---|---|---|
| ✅ 27 e 28 de janeiro | 28/01/2026 | 15,00% ao ano |
| ✅ 17 e 18 de março | 18/03/2026 | 14,75% ao ano |
| ✅ 28 e 29 de abril | 29/04/2026 | 14,50% ao ano |
| ✅ 16 e 17 de junho | 17/06/2026 | 14,25% ao ano (corte de 0,25 p.p., unânime) |
| 4 e 5 de agosto | 05/08/2026 | A divulgar |
| 15 e 16 de setembro | 16/09/2026 | A divulgar |
| 3 e 4 de novembro | 04/11/2026 | A divulgar |
| 8 e 9 de dezembro | 09/12/2026 | A divulgar |
Fonte: Banco Central do Brasil. A taxa Selic atual é de 14,25% ao ano (desde 17/06/2026).
O que é decidido na reunião do Copom?
Como você viu, os membros do Copom dialogam sobre a economia brasileira. Nesse sentido, é responsabilidade do órgão a definição sobre a porcentagem da taxa Selic — que é a taxa básica de juros da economia.
A decisão acontece por meio de uma votação entre os membros da reunião. Basta uma maioria simples para que determinada porcentagem seja escolhida para os próximos 45 dias. Em caso de empate, o presidente é responsável pelo voto final.
Para definir a taxa Selic, o grupo analisa diversos relatórios e informes econômicos. O Relatório de Inflação do Banco Central, por exemplo, é um dos principais materiais usados na discussão. Isso porque uma das funções da Selic é o controle sobre a variação de preços de bens e produtos (medida pelo IPCA, do IBGE).
Além disso, o Copom também conduz projeções econômicas. Assim, a reunião busca fazer uma análise de contexto para entender os caminhos que o mercado financeiro do país pode tomar durante os próximos 45 dias.
Como funcionam as reuniões do Copom?
Agora que você entendeu o que é o Copom, é interessante saber como as reuniões funcionam. Já vimos que elas são realizadas durante dois dias seguidos — geralmente às terças e quartas-feiras.
O primeiro dia é usado para a apresentação de dados. Assim, os analistas do Bacen e de outras instituições apresentam relatórios e outros materiais com os números da economia e as projeções para os próximos períodos.
Durante o segundo dia, o objetivo do Comitê é discutir as informações vistas anteriormente. Desse modo, eles usam os dados para apoiar sua decisão sobre o valor de referência da taxa básica de juros até a próxima reunião do órgão.
Além disso, todos os tópicos da reunião são compilados na ata do Copom. Esse documento conta com os materiais que o grupo discutiu ao longo dos dois dias e as mudanças em relação às reuniões anteriores. A divulgação da ata acontece na terça-feira seguinte ao encontro do Copom.
Por que é importante para o investidor acompanhar as reuniões do Copom?
Você já sabe que a reunião do Copom está entre os momentos mais importantes do mercado financeiro no Brasil, certo? Assim, na posição de investidor, pode ser muito vantajoso acompanhar esses encontros. Veja os principais motivos:
- Renda fixa: as decisões do Copom impactam diretamente a rentabilidade de CDBs, LCI, LCA e Tesouro Selic. Uma queda na Selic reduz o rendimento futuro dos títulos pós-fixados.
- Prefixados e IPCA+: quando o mercado antecipa cortes de juros, os títulos prefixados e IPCA+ tendem a se valorizar — o que cria oportunidades de ganho com marcação a mercado.
- Renda variável: juros menores tendem a impulsionar ações e FIIs, pois reduzem o custo de capital das empresas e tornam a renda variável mais atrativa comparada à renda fixa.
- Câmbio e inflação: as decisões do Copom também influenciam a cotação do dólar e as expectativas de inflação, afetando toda a economia.
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