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Qual a diferença entre amortização e depreciação?

amortização e depreciação
amortização e depreciação

Se você deseja investir no mercado de ações, é importante realizar uma análise fundamentalista para entender o desempenho financeiro de uma empresa. No entanto, é possível se deparar com termos que podem ser confusos — como amortização e depreciação.

Saber diferenciá-los é essencial. Isso porque eles impactam nas receitas e no potencial de crescimento das empresas. Logo, podem embasar suas escolhas de investimentos na bolsa de valores.

Quer saber mais sobre o assunto? Então continue a leitura e descubra o que é amortização e depreciação. Além disso, veja exemplos para poder diferenciá-los mais facilmente e entenda sua importância para os investimentos!

O que é amortização?

Os ativos de uma empresa podem sofrer desgaste com o tempo, durante a sua vida útil estimada. No caso dos bens intangíveis — ou seja, aqueles que não são materiais — esse desgaste se chama amortização.

Alguns exemplos desses ativos são: marcas e patentes, softwares e websites, direitos autorais, tecnologia e direitos de exploração de serviços mediante concessão.

Para contabilizar a perda desses bens, considera-se o tempo em que a empresa tem sua posse legal ou contratual. Portanto, ocorre a desvalorização com base na redução no tempo de contrato que ainda falta, por exemplo.

A amortização é listada como uma despesa na Demonstração de Resultado de Exercício (DRE), logo após o EBITDA. Dessa forma, ela pode diminuir o valor contábil da empresa. Com isso, reduzir o valor do seu patrimônio líquido.

O que é depreciação?

Já a depreciação registra a perda de valor de seus bens tangíveis, como máquinas, equipamentos, veículos, móveis, utensílios e edificações. Geralmente, é comum que aconteça essa desvalorização durante seu tempo de vida útil.

Contudo, esse tempo pode sofrer alterações devido ao uso inadequado, ação da natureza, o tipo de manutenção aplicada e a obsolescência tecnológica. Assim, a desvalorização pode ser acentuada e ocorrer antes do tempo previsto.

Assim, após certo período, será fundamental fazer um novo investimento para substituir o item que sofreu depreciação. Como muitos desses ativos têm valor além de sua vida útil, seu preço de venda pode ser utilizado na compra do sucessor.

Dessa forma, o prejuízo com sua desvalorização poderá ser menor. Para calcular a depreciação de um determinado bem, a Receita Federal elaborou uma tabela que estima a vida útil de alguns dos principais itens utilizados pelas empresas.

Logo, os dados podem ser usados como parâmetro para calcular a desvalorização dos seus bens. Por exemplo, essa tabela estabelece que os imóveis têm uma taxa de desgaste anual de 4% com vida útil de 25 anos.


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Da mesma forma como acontece com a amortização, a depreciação também entra na Demonstração de Resultado de Exercício (DRE) após o EBITDA. Portanto, pode impactar o valor patrimonial de uma empresa.

Como calcular a amortização e a depreciação?

Após entender o que são amortização e depreciação, veja como calculá-las para utilizá-las como informação complementar da sua análise de fundamentos!

Amortização

A amortização normalmente é contabilizada com base em perdas lineares. Ou seja, é feita a cada ano, com o mesmo valor. Veja um exemplo para compreender melhor.

Imagine que uma empresa tenha obtido uma licença para utilizar um software, no valor de 20.000 reais, durante 10 anos. Nesse exemplo, o bem perderá 2.000 reais em valor a cada ano, o que equivale a 20% de amortização anual.

Depreciação

Já a depreciação tem duas bases de cálculo: a linear, que você acabou de conhecer, e a acelerada. Ela é mais frequente no primeiro ano e menos presente nos anos subsequentes. Vamos pensar como funciona cada uma delas na prática.

Suponha que a empresa tenha comprado um computador que custou 5.000 reais e sua vida útil é de aproximadamente 5 anos. Esse bem terá uma depreciação linear de 1.000 reais a cada ano, o que corresponde a 20% ano.


Existem diversas fórmulas que podem ser aplicadas no cálculo da depreciação acelerada e cada empresa escolherá um com base na sua realidade. Para esse exemplo, será utilizado o método de depreciação declinante.

Nele, o cálculo da depreciação do primeiro ano será o dobro do valor anual previsto na base de cálculo linear. Logo, a depreciação inicial do exemplo anterior seria de 2.000 reais ou 20%. Dessa forma, ao final desse ano, o valor do ativo será de 3.000 reais.

O cálculo da depreciação do próximo também será de 20%, mas sobre o valor líquido do ativo. O mesmo processo deve ser repetido no terceiro ano. E a depreciação dos anos restantes é feita com base no método linear. Isso é importante para que o valor do ativo chegue a zero.

Por que elas são importantes para o seu investimento?

Como você viu, tanto a amortização quanto a depreciação são inseridas na Demonstração de Resultado de Exercício (DRE), logo após o EBITDA. Você conhece esse conceito? Ele é um indicador que aponta qual foi o lucro operacional de uma empresa.

Ou seja, ele mostra quais foram os ganhos relacionados à atividade-fim do negócio. Desse modo, não estão inclusos os custos operacionais, como os valores da amortização e depreciação. Mas, como os bens tangíveis se tornarão inutilizáveis em algum momento, eles deverão ser substituídos.

Logo, a empresa precisará utilizar os recursos do caixa para comprar um novo maquinário, por exemplo. Isso significa que a real situação financeira da empresa não pode ser demonstrada apenas pelo EBITDA.

Além disso, em alguns casos, há empresas que por conta do excesso de dívidas, por exemplo, não têm capital suficiente para novas aquisições. Dessa forma, podem comprometer os seus resultados no curto, médio ou longo prazo.

Por isso, é fundamental que o investidor esteja atento às despesas referentes à amortização e à depreciação quando analisar a saúde financeira de uma empresa através do EBITDA. Ademais, não deixe de considerar outros fundamentos na sua análise.

Agora você já sabe o que são a amortização e depreciação e qual é a relevância delas para seus investimentos. Lembre-se que com elas você poderá fazer uma análise de fundamentos mais completa. Assim, fica mais fácil tomar decisões conscientes.

Gostou deste artigo? Continue aprendendo e descubra Como analisar os fundamentos das ações!

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