Marcação na curva vs. marcação a mercado: por que sua renda fixa aparece no vermelho

símbolo de proteção e segurança que reflete a marcação na curva

Renova Invest · 14 de abril de 2025

O Tesouro IPCA+ 2035 pode aparecer com saldo 8% menor no seu extrato mesmo sem você ter perdido um centavo de verdade. Esse fenômeno tem nome técnico: marcação a mercado no tesouro direto como afeta o rendimento diário do investidor que acompanha o app da corretora.

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A oscilação é normal, prevista e — em muitos casos — irrelevante para quem leva o título até o vencimento. Entender essa mecânica separa o investidor que entra em pânico daquele que enxerga oportunidade de ganho extra. Neste guia, você verá como o preço é calculado, quando a oscilação vira lucro real e por que alguns títulos balançam mais que outros.

Resposta direta: marcação a mercado é o ajuste diário do preço do seu título ao valor que ele teria caso fosse vendido hoje no mercado secundário. Se você carregar o papel até o vencimento, recebe exatamente a taxa contratada. As oscilações no meio do caminho só viram ganho ou perda real se você vender antecipadamente.

O que é marcação a mercado no Tesouro Direto?

Marcação a mercado é a atualização diária do preço de um título público para refletir o valor que ele teria se negociado hoje. Funciona assim: a plataforma do Tesouro Direto recalcula o preço de cada papel com base na taxa de juros vigente no mercado secundário. Aplica-se a todos os títulos disponíveis na plataforma, com intensidade diferente conforme o prazo e o indexador.

Desde janeiro de 2023, essa exibição se tornou padrão obrigatório nas corretoras e na própria plataforma do Tesouro. Antes, muitos investidores viam apenas o valor “na curva” — ou seja, o rendimento contratado avançando de forma suave. Agora, o extrato mostra o preço real de negociação, que sobe e desce conforme as expectativas econômicas mudam.

Na prática, o título tem dois “preços” coexistindo. O primeiro é a rentabilidade contratada: a taxa que você travou ao comprar. O segundo é o preço de mercado: o valor pelo qual outros investidores estariam dispostos a comprar seu papel agora. Quando esses dois valores divergem, surge a sensação de “prejuízo” ou “ganho extra” no extrato.

Por exemplo: você comprou um Tesouro Prefixado 2030 travando 11% ao ano. Três meses depois, o mercado passa a negociar o mesmo papel a 13% ao ano. Seu título perde valor porque outros investidores conseguem rendimento maior com papéis novos. Mas atenção: se você segurar até 2030, ainda receberá os 11% combinados na compra original.

Essa lógica vale para todos os títulos públicos negociados via Tesouro Direto. O Tesouro Nacional adota o padrão para dar transparência ao valor atual do ativo e alinhar a precificação ao que acontece no mercado secundário. Você pode confirmar essa metodologia no portal oficial em tesourodireto.com.br.

Implicação prática: abrir o app e ver o saldo cair não significa perder dinheiro. Significa apenas que, se você vendesse hoje, receberia menos. Quem mantém o investimento até o vencimento ignora completamente essa oscilação diária e fica com a taxa contratada — desde que o emissor (Tesouro Nacional) honre o pagamento, o que historicamente sempre ocorreu.

Como funciona a marcação a mercado na prática?

A marcação a mercado funciona aplicando, diariamente, a taxa de juros negociada no mercado secundário sobre os fluxos futuros do título. Em outras palavras: o sistema calcula quanto vale hoje todo o dinheiro que você receberia no futuro, descontando essa quantia por uma taxa de juros atualizada.

A fórmula é o conceito de valor presente. Imagine que você tem direito a receber R$ 1.000 daqui a 5 anos. Quanto vale isso hoje? Depende da taxa de juros usada para “trazer” esse valor ao presente. Se a taxa for 10% ao ano, o valor presente é aproximadamente R$ 620,92 (cálculo: 1000 ÷ (1,10)^5). Se a taxa subir para 14%, o valor presente cai para R$ 519,37 (cálculo: 1000 ÷ (1,14)^5).

Veja que o valor futuro continua o mesmo: R$ 1.000. Mas o preço de hoje muda conforme a taxa usada no desconto. Esse é exatamente o mecanismo que faz o preço dos títulos públicos oscilar todos os dias.

Exemplo numérico completo: Maria compra Tesouro Prefixado 2030 por R$ 5.000, travando 12% ao ano. Seis meses depois, a Selic sobe e o mesmo título passa a ser negociado a 14% ao ano no mercado.

  • Valor que Maria receberá em 2030: permanece inalterado pela taxa contratada
  • Preço de mercado após 6 meses: cai porque agora se desconta pela taxa nova de 14%
  • Impacto no extrato: saldo pode aparecer em torno de R$ 4.650, sugerindo “perda” de R$ 350
  • Se Maria segurar até 2030: recebe os 12% contratados, ignorando a oscilação intermediária

Esse mecanismo é simétrico. Se as taxas caírem após sua compra, o efeito se inverte: seu título passa a render mais que os novos papéis emitidos, e o preço de mercado sobe. Aí surge a oportunidade de venda antecipada com ganho — estratégia que detalharemos adiante.

A intensidade da oscilação depende de dois fatores principais: o prazo até o vencimento e o tipo de remuneração. Quanto mais distante o vencimento, maior o impacto de uma variação na taxa de juros. Isso ocorre porque há mais fluxos futuros sendo descontados pela taxa nova. Esse conceito tem nome técnico — duration — e explica por que um Tesouro IPCA+ 2045 balança muito mais que um Tesouro Selic 2027.

Implicação prática: ao escolher um título, considere se você consegue segurá-lo até o vencimento. Se sim, a marcação a mercado é apenas ruído visual no extrato. Se há chance de resgate antecipado, prefira papéis mais curtos ou pós-fixados para reduzir o risco de surpresa.

Por que o saldo do Tesouro Direto aparece negativo no extrato?

O saldo aparece negativo porque a plataforma mostra o preço de mercado atual do título, não o rendimento acumulado contratado. O que parece prejuízo é, na verdade, uma fotografia momentânea de quanto outros investidores pagariam pelo seu papel agora.

Existem dois conceitos que coexistem no seu investimento. O primeiro é a marcação na curva: o rendimento esperado se você levar o título até o vencimento, avançando suavemente pela taxa contratada. O segundo é a marcação a mercado: o preço pelo qual o papel seria negociado hoje. No vencimento, esses dois valores convergem para o mesmo número.

Cenário real: João comprou R$ 5.000 em Tesouro IPCA+ 2035 em janeiro. Após uma alta nas expectativas de inflação e juros, ele abre o app em junho e vê saldo de R$ 4.700. Pânico imediato — perdeu R$ 300? Vamos destrinchar:

  • O que João vê no extrato: R$ 4.700 (preço de mercado atual)
  • Rentabilidade contratada na compra: IPCA + taxa real travada em janeiro
  • O que receberá em 2035 se segurar: exatamente o IPCA acumulado + taxa real contratada
  • Perda real materializada: zero, desde que não venda antecipadamente

O “prejuízo” de R$ 300 só se concretiza se João vender hoje. Se ele aguardar o vencimento, recebe o valor combinado independentemente das oscilações no meio do caminho. Essa é a diferença crucial entre prejuízo contábil de tela e prejuízo financeiro de bolso.

Por que isso acontece com mais frequência em momentos específicos? Quando o Copom sinaliza juros mais altos ou as expectativas de inflação sobem, as taxas no mercado secundário se ajustam imediatamente. Quem comprou títulos antes dessa mudança vê o preço de mercado cair, mesmo que a economia “esteja bem”. É pura mecânica de precificação.

como a Selic elevada impacta seus investimentos em renda fixa

A própria plataforma do Tesouro Direto explica que rentabilidade negativa intermediária é esperada e não significa perda do principal. O órgão reforça que o investidor que mantém o título até o vencimento recebe exatamente a remuneração pactuada na compra.

Implicação prática: antes de entrar em pânico, pergunte-se: “preciso desse dinheiro agora?”. Se a resposta for não, ignore o extrato e foque no objetivo original. Conferir saldo todos os dias em títulos longos é receita para decisões emocionais ruins. A oscilação é parte do jogo — e desaparece no vencimento.

Qual título do Tesouro Direto sofre mais com a marcação a mercado?

O Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+ são os mais sensíveis à marcação a mercado, especialmente nos vencimentos longos. O Tesouro Selic tem volatilidade muito baixa e é o mais estável para quem pode precisar resgatar antes do prazo.

A diferença vem da estrutura de cada papel. Títulos com taxa fixa (Prefixado) ou com componente real fixo (IPCA+) precisam ser reprecificados sempre que as expectativas mudam. Já o Tesouro Selic acompanha a taxa básica de juros diariamente — quando a Selic sobe, seu rendimento sobe junto, sem necessidade de reajuste de preço.

Tipo de Título Sensibilidade à Marcação Indicação de Uso
Tesouro Selic Muito baixa Reserva e curto prazo
Tesouro Prefixado Alta Carregar até vencimento
Tesouro IPCA+ Alta (cresce com prazo) Objetivos de longo prazo

O conceito que explica essa diferença é a duration. De forma simplificada, duration mede quanto tempo, em média, leva para você receber de volta o dinheiro investido considerando todos os fluxos futuros. Quanto maior a duration, maior a sensibilidade do preço a mudanças na taxa de juros.

Comparação prática com variação de 1% na taxa de juros:

  • Tesouro Selic 2029: oscilação inferior a 0,5% no preço
  • Tesouro Prefixado 2027: oscilação aproximada de 2% a 3% no preço
  • Tesouro Prefixado 2033: oscilação aproximada de 6% a 8% no preço
  • Tesouro IPCA+ 2045: oscilação que pode passar de 12% no preço

Por isso, o Tesouro Selic é considerado o mais seguro para resgate antes do vencimento. Ele é isento de taxa de custódia da B3 até R$ 10.000 de estoque por CPF, segundo regra vigente desde agosto de 2020. Acima desse valor, a custódia incide apenas sobre o excedente, à alíquota de 0,20% a.a. pro-rata diária.

Já o Tesouro IPCA+ longo é o campeão de volatilidade. Isso não é defeito — é característica. Quem investe em IPCA+ 2045 está aceitando oscilações fortes em troca da proteção contra inflação no longo prazo. Para esse perfil, o extrato no curto prazo é irrelevante.

ETF IMA-B como alternativa ao Tesouro IPCA+ direto

Implicação prática: escolha o título pelo prazo do seu objetivo, não pelo rendimento aparentemente maior. Se o dinheiro pode ser necessário em menos de 2 anos, fique com Tesouro Selic. Se você está construindo aposentadoria para 2045, o IPCA+ longo faz sentido apesar (ou justamente por causa) das oscilações intermediárias.

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Vender antes do vencimento vale a pena? Quando a marcação a mercado é oportunidade

Vender antes do vencimento vale a pena quando as taxas de juros caíram após a sua compra, gerando valorização do título acima da rentabilidade contratada. Essa estratégia, conhecida como “surfar a marcação a mercado”, pode antecipar anos de rendimento em poucos meses.

A lógica é simples e simétrica. Se você comprou um Tesouro Prefixado a 13% ao ano e a taxa de mercado cai para 10%, seu título virou um ativo escasso: paga mais que os novos papéis emitidos. Outros investidores estão dispostos a pagar um prêmio para ter esse rendimento melhor, e o preço do seu papel sobe acima da curva contratada.

Simulação prática: Carlos compra R$ 10.000 em Tesouro IPCA+ 2035 com taxa de IPCA + 6,5% em janeiro de 2026. Cenário hipotético: ao longo de 18 meses, as taxas reais de mercado caem para IPCA + 4,5% devido a melhora da percepção fiscal. O que acontece com o preço?

  • Valor investido em janeiro/2026: R$ 10.000
  • Valor “na curva” após 18 meses: aproximadamente R$ 11.800 (rendimento contratado normal)
  • Valor “a mercado” com taxa caindo 2 pontos: pode chegar a R$ 13.500 ou mais
  • Ganho extra capturado: em torno de R$ 1.700 acima do contratado

Carlos pode vender, embolsar o ganho e reinvestir. Esse é o ganho de capital em renda fixa — algo que muitos investidores associam apenas a ações.

Atenção ao risco simétrico: se as taxas subirem após sua compra, vender antes do vencimento materializa prejuízo. O investidor que comprou Tesouro Prefixado 2029 em momentos de juros baixos viu perdas significativas quando o ciclo de aperto monetário começou. A estratégia exige timing e tolerância ao risco.

Sobre tributação: o ganho de capital na venda antecipada segue a tabela regressiva de IR. Quem vende em menos de 180 dias paga 22,5% sobre o lucro. Entre 181 e 360 dias, 20%. Entre 361 e 720 dias, 17,5%. Acima de 720 dias, 15%. O imposto incide só sobre o ganho, não sobre o valor total.

Vale lembrar que o Tesouro RendA+ tem prazo mínimo de 60 dias para resgate antecipado — antes disso, não há liquidez. Os demais títulos têm liquidez diária via Tesouro Nacional, com preço de recompra atualizado todo dia útil.

como funcionam os juros compostos nos investimentos

Implicação prática: só considere “surfar a marcação” se você entende o mecanismo e aceita o risco do movimento oposto. Para a maioria dos investidores, a estratégia mais previsível continua sendo carregar até o vencimento. Quem quer tentar o ganho extra deve fazê-lo com parcela controlada da carteira, não com todo o patrimônio.

Marcação na curva versus marcação a mercado: qual a diferença?

Marcação na curva mostra o rendimento esperado até o vencimento usando a taxa contratada na compra. Marcação a mercado mostra o preço atual de negociação do título. No vencimento, ambas convergem para o mesmo valor final.

A diferença prática é como cada uma se comporta no caminho. A marcação na curva avança de forma suave e previsível, como uma linha ascendente que cresce um pouquinho a cada dia. A marcação a mercado oscila, sobe e desce conforme o humor das taxas de juros, mas sempre encontra a curva no dia do vencimento.

Analogia que funciona: imagine que você comprou um imóvel para alugar por R$ 3.000 mensais via contrato de 5 anos. O valor de mercado do imóvel oscila ao longo do tempo — pode subir, pode cair conforme a economia. Mas o aluguel contratado permanece os R$ 3.000 por mês, independentemente do que acontece com o preço do imóvel. A marcação a mercado é o valor flutuante do imóvel; a marcação na curva é o aluguel garantido pelo contrato.

No Tesouro Direto, isso funciona assim:

  • Marcação na curva: aplica diariamente a taxa contratada sobre o valor investido, ignorando o mercado
  • Marcação a mercado: reprecifica diariamente o título conforme taxa de juros vigente no secundário
  • No vencimento: ambas mostram exatamente o mesmo número final

Por que muita gente pergunta “por que meu Tesouro Direto rende menos do que o contratado?”. A resposta está nessa diferença. Quem olha o extrato em um momento ruim do mercado vê a marcação a mercado, e ela pode estar abaixo da curva contratada. Mas o rendimento “menor” é apenas aparente — no vencimento, a taxa combinada se cumpre integralmente.

Em previdência privada, a Resolução CNPC 61/2024 permitiu que planos CD/CV de previdência fechada registrem títulos em “mantidos até o vencimento” (marcação na curva), reduzindo a volatilidade aparente. Isso não se aplica ao Tesouro Direto do investidor pessoa física, que continua com exibição obrigatória pela marcação a mercado desde janeiro de 2023.

Para o investidor comum, o aprendizado é: se você não vai vender, a marcação a mercado é informação contábil, não financeira. Ela informa quanto seu título valeria caso vendido hoje, mas não altera o rendimento garantido pela curva.

Implicação prática: escolha sua estratégia antes de comprar. Se o objetivo é carregar até o vencimento, configure-se mentalmente para ignorar a marcação a mercado e foque no fluxo de caixa final. Se há possibilidade de venda antecipada, monitore ambas as marcações e entenda que o resultado real só se materializa na hora da venda.

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Resumo prático

  • Marcação a mercado é normal e obrigatória: padrão de exibição desde janeiro de 2023 em todas as corretoras
  • Saldo negativo no extrato não é prejuízo real: só se materializa se você vender antes do vencimento
  • Títulos mais sensíveis: Prefixado e IPCA+ longos balançam muito; Tesouro Selic é estável
  • Estratégia “surfar a marcação”: vender quando taxas caem pode antecipar anos de rendimento, mas tem risco simétrico
  • Vencimento neutraliza tudo: levar o título até o fim garante a taxa contratada na compra
  • IR sobre ganho de capital: tabela regressiva de 22,5% (até 180d) a 15% (acima de 720d)

Perguntas frequentes

Quanto rende 1.000 reais no Tesouro Direto hoje?

O rendimento de R$ 1.000 depende do título escolhido. No Tesouro Selic, o rendimento acompanha a taxa básica de juros vigente, com liquidez diária. No Tesouro IPCA+, você recebe a inflação medida pelo IPCA mais uma taxa real fixa contratada no momento da compra. No Tesouro Prefixado, a taxa é totalmente travada — você sabe na compra exatamente quanto receberá no vencimento. Considerando o CDI acumulado de 14,40% a.a. em junho de 2026 como referência aproximada para títulos pós-fixados, R$ 1.000 renderiam algo próximo desse percentual antes de impostos.

Quanto rende 100 reais no Tesouro Direto em 1 ano?

Em um Tesouro Selic, R$ 100 renderiam aproximadamente o equivalente à taxa básica de juros do período, descontado o IR de 17,5% (alíquota para resgates entre 361 e 720 dias). Com referência ao CDI acumulado em 12 meses de 14,40%, o rendimento bruto seria próximo de R$ 14,40, resultando em algo perto de R$ 11,88 líquidos após imposto. Para esse valor, vale destacar que o Tesouro Selic é isento de taxa de custódia da B3 até R$ 10.000 de estoque por CPF.

Quanto rende 50 mil no Tesouro Direto por mês?

R$ 50.000 em Tesouro Selic, considerando o CDI acumulado em 12 meses de 14,40% a.a. como referência aproximada, renderiam cerca de R$ 600 brutos mensais antes de impostos. Após IR (alíquota conforme prazo) e taxa de custódia da B3 de 0,20% a.a. sobre o valor que excede R$ 10.000, o rendimento líquido fica próximo de R$ 450 a R$ 500 mensais, variando conforme o tempo de aplicação. Em títulos prefixados ou IPCA+, o cálculo muda completamente e a marcação a mercado pode gerar oscilações relevantes no curto prazo.

O que é o Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é uma plataforma do Tesouro Nacional em parceria com a B3 que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos federais diretamente, sem intermediários, a partir de cerca de R$ 30. Os títulos disponíveis incluem Tesouro Selic (pós-fixado), Tesouro Prefixado (taxa fixa), Tesouro IPCA+ (inflação mais taxa real), Tesouro RendA+ (aposentadoria) e Tesouro Educa+ (educação). Todos têm garantia do Tesouro Nacional, considerada o investimento mais seguro do país. A plataforma oficial está em tesourodireto.com.br.

Saber escolher o título certo para cada objetivo é o que separa um investidor que dorme tranquilo daquele que vende no pior momento por puro pânico do extrato. A diferença entre comprar um Tesouro IPCA+ 2045 para a aposentadoria ou para a reserva de emergência não é detalhe — é o tipo de erro que custa anos de rendimento. Fale com um assessor da Renova Invest e estruture sua carteira de renda fixa com critério, não com susto.

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