O EETH11 — o ETF de Ethereum do BTG Pactual listado na B3 — estava cotado a R$ 48,87 em 15 de abril de 2026, acumulando queda de 54,26% nos últimos 12 meses. Para quem não entende o que está comprando, esse número é assustador. Para quem conhece os ciclos do Ethereum, é um dado de contexto — não de pânico. Este guia explica como o EETH11 funciona, como comprar, como declarar no IR e se ele faz sentido para o seu perfil. Veja também: BITC11 — ETF de Bitcoin | GOLB11 — ETF de Ouro
Resposta direta: EETH11 é um ETF listado na B3 que replica o desempenho do Ethereum (ETH) via o Índice Teva Ethereum, gerido pelo BTG Pactual. Ao comprar uma cota, o investidor obtém exposição ao preço do Ethereum em reais, com segurança regulatória da CVM e praticidade do home broker — sem precisar de carteira cripto. Tributação: 15% sobre ganho de capital. Sem come-cotas. Sem FGC.
Neste artigo
- O que é o EETH11?
- Como funciona o EETH11?
- Cotação e desempenho em 2026
- Qual a liquidez do EETH11?
- EETH11 vs ETHE11, QETH11 e ETHY11
- Como investir no EETH11
- Tributação do EETH11
- Riscos do EETH11
- 💡 O ETF como proteção contra você mesmo
- Método ETH-3F: como avaliar se cabe na carteira
- EETH11 vale a pena em 2026?
- Resumo prático
- FAQ
O que é o EETH11?
O EETH11 é o BTG Pactual Teva Ethereum Fundo de Índice, um ETF da classe de ativos cripto listado na B3. Seu objetivo é replicar o desempenho do Índice Teva Ethereum, que mede o retorno total de uma carteira composta 100% por Ethereum (ETH).
Ao comprar uma cota, o investidor não adquire ETH diretamente. Em vez disso, adquire uma fração de um fundo regulamentado pela CVM, que detém Ethereum em custódia institucional. A exposição econômica ao ativo existe — mas a estrutura jurídica é a de um fundo de investimento brasileiro.
A Teva Índices é responsável pela metodologia do índice de referência. O BTG Pactual, como gestor, administra o patrimônio do fundo e garante a aderência ao índice.
Comprar EETH11 na B3 dispensa carteira digital e preocupação com hack de exchange — a custódia é institucional e regulada pela CVM.
Como funciona o EETH11?
O EETH11 funciona comprando Ethereum no mercado e emitindo cotas negociadas na B3. O preço de cada cota acompanha o valor do ETH em reais, incorporando automaticamente a variação cambial do dólar.
O mecanismo de replicação é físico: o fundo efetivamente detém Ethereum. Isso o diferencia de produtos sintéticos, que usam derivativos para simular a variação do ativo. O rebalanceamento anual ocorre em abril — um ajuste metodológico que não altera a composição do fundo de forma brusca.
A exposição cambial que muitos ignoram: a conversão cambial é automática: o Ethereum é cotado em dólar, e o fundo converte esse valor para reais com a taxa vigente. Isso cria uma exposição dupla — ao preço do ETH em dólar e à variação do câmbio BRL/USD.
Exemplo prático: um investidor compra 10 cotas a R$ 48,87 cada. Valor total: R$ 488,70. Se o Ethereum subir 10% em dólar com câmbio estável, as cotas passam a valer aproximadamente R$ 537,57.
R$ 488,70 — valor de 10 cotas do EETH11 à cotação de R$ 48,87 em 15/04/2026
Cotação e desempenho do EETH11 em 2026
A queda de 54,26% em 12 meses é expressiva — mas precisa de contexto. O mercado de criptomoedas opera em ciclos longos de alta e baixa. Quedas de 50% ou mais são historicamente comuns no Ethereum durante fases de contração.
Quem comprou EETH11 no pico do ciclo anterior pode estar com metade do capital investido — esse é o risco real de ETFs de criptomoedas sem gestão ativa de posição.
Qual a liquidez do EETH11 e por que isso importa?
A liquidez do EETH11 é muito baixa. O volume médio diário nos últimos 6 meses foi de R$ 34.434, com apenas 9 negócios por dia em média. Esse número posiciona o EETH11 entre os ETFs de menor liquidez da bolsa brasileira.
9 — número médio de negócios diários do EETH11 nos últimos 6 meses
Quando a liquidez é baixa, o spread bid-ask tende a ser maior. Na prática, o investidor pode pagar mais caro na compra e receber menos na venda do que o preço exibido na tela. Imagine um investidor com R$ 5.000 em EETH11 que precisa vender em um momento de pânico no mercado cripto. Com apenas 9 negócios por dia em média, pode não haver comprador disponível ao preço desejado.
Com volume de apenas R$ 34.434/dia, uma posição de R$ 5.000 representa ~15% do volume diário — o que pode causar impacto de preço significativo na saída.
EETH11 vs outros ETFs de Ethereum: ETHE11, QETH11 e ETHY11
O critério mais relevante na escolha entre eles costuma ser a liquidez disponível. Para o investidor de varejo, o ETHE11 (Hashdex) tende a ter maior volume. Para comparação completa, use a B3 Bora Investir.
Como investir no EETH11: passo a passo
- Abra conta em corretora regulada pela CVM (BTG Pactual, XP, Rico, Clear, NuInvest)
- Transfira recursos via TED ou PIX
- Acesse o home broker
- Busque o ticker EETH11
- Defina a quantidade — sempre use ordem limitada (nunca ordem a mercado em ativos com baixa liquidez)
- Confirme a compra — liquidação em D+2
O horário de negociação é das 10h às 17h (horário de Brasília) em dias úteis. O valor mínimo é o preço de uma cota — aproximadamente R$ 48,87 em abril de 2026.
Tributação do EETH11: como funciona o Imposto de Renda?
O EETH11, como ETF de renda variável listado na B3, está sujeito à alíquota de 15% de IR sobre o ganho de capital nas vendas. Não existe isenção para vendas abaixo de R$ 20.000 mensais — essa regra se aplica a ações, não a ETFs.
O come-cotas não se aplica ao EETH11. O IR incide apenas no momento da venda das cotas.
Cálculo prático: Um investidor compra 100 cotas a R$ 40,00 (custo total: R$ 4.000) e meses depois vende a R$ 55,00 (receita: R$ 5.500). Ganho de capital: R$ 1.500. IR devido: 15% × R$ 1.500 = R$ 225,00, recolhido via DARF código 6015.
O EETH11 não tem come-cotas — diferente de fundos de renda fixa. Esta é uma vantagem tributária para quem mantém posição de longo prazo.
Riscos do EETH11: o que o investidor precisa saber
- Volatilidade extrema do Ethereum: queda de 54,26% em 12 meses é o risco real
- Risco cambial: a cota em reais oscila com o câmbio USD/BRL
- Baixíssima liquidez: R$ 34.434/dia — risco de não conseguir sair ao preço desejado
- Risco regulatório: ambiente regulatório de criptoativos em desenvolvimento no Brasil
- Tracking error: diferença entre retorno do fundo e do índice
- Sem FGC: ETFs não têm cobertura do Fundo Garantidor de Créditos
Na prática, o investidor que considera o EETH11 deve estar preparado para ver o valor investido cair à metade em menos de 12 meses. Isso não é hipotético — já aconteceu no período recente.
💡 O que poucos percebem: o ETF como proteção contra você mesmo
A maioria dos conteúdos sobre EETH11 para na análise técnica — volatilidade, liquidez, tributação. O que raramente se discute é o componente comportamental.
Entre 2021 e 2022, o Ethereum caiu de aproximadamente US$ 4.800 para US$ 900 — uma queda de 81% em menos de 12 meses. Investidores que compraram ETH diretamente em exchanges relataram mover o ativo repetidamente: vendendo na queda por pânico, recomprando na alta por FOMO, pagando imposto sobre ganho de capital a cada operação. Quem manteve a posição sem tocar saiu melhor.
O EETH11 cria uma barreira natural contra esse comportamento: a negociação acontece apenas durante o pregão da B3 (10h às 17h), eliminando a exposição às movimentações de madrugada — quando o mercado cripto é mais volátil e o investidor está mais suscetível a decisões impulsivas.
A implicação prática é direta: se você sabe que tende a reagir emocionalmente à volatilidade, o EETH11 pode gerar um retorno real superior ao ETH direto, não porque é tecnicamente melhor, mas porque reduz as chances de você sabotá-lo.
O Método ETH-3F: como avaliar se o EETH11 cabe na sua carteira
O Método ETH-3F é um modelo de três filtros que define se o EETH11 é adequado antes de qualquer alocação: Fit de perfil, Fração de carteira e Firmeza de horizonte.
Se você travar em qualquer um dos três filtros, não aloque — independentemente do que o preço do Ethereum esteja fazendo no momento.
EETH11 vale a pena em 2026?
O EETH11 pode valer a pena como alocação tática de 1% a 5% da carteira para investidores arrojados que buscam exposição ao Ethereum sem lidar com custódia de criptoativos. Mas a baixa liquidez e a alta volatilidade exigem cautela e horizonte de longo prazo.
Para quem prioriza liquidez, o ETHE11 (Hashdex) é uma alternativa mais robusta no mesmo segmento. Use o Método ETH-3F como critério de decisão — não a intuição sobre o preço do Ethereum.
Resumo prático
- O EETH11 é um ETF da B3 gerido pelo BTG Pactual que replica 100% o Ethereum via Índice Teva Ethereum
- Cotação em 15/04/2026: R$ 48,87 — queda de 54,26% em 12 meses
- Liquidez muito baixa: R$ 34.434/dia e 9 negócios/dia — use sempre ordens limitadas
- Tributação: 15% sobre ganho de capital, via DARF código 6015. Sem come-cotas. Sem isenção.
- Adequado apenas para perfil arrojado, com posição de 1% a 5% da carteira e horizonte longo
- Use o Método ETH-3F (Fit, Fração, Firmeza) para decidir se o ativo cabe na sua carteira
Veja também: BITC11 — ETF de Bitcoin | GOLB11 — ETF de Ouro
FAQ
O que é o EETH11?
O EETH11 é o BTG Pactual Teva Ethereum Fundo de Índice, um ETF listado na B3 que replica o Índice Teva Ethereum, composto 100% por Ethereum. É regulado pela CVM e permite ao investidor ter exposição ao ETH pelo home broker, sem precisar de carteira digital.
Como comprar EETH11 na B3?
Abra conta em corretora habilitada na B3, transfira recursos via TED ou PIX e acesse o home broker para buscar o ticker EETH11. O valor mínimo é o preço de uma cota (~R$ 48,87 em abril de 2026). Como o EETH11 tem baixa liquidez, use sempre ordens limitadas.
EETH11 paga dividendos?
Não. O EETH11 não distribui dividendos ou rendimentos periódicos. O retorno vem exclusivamente da valorização das cotas. O Ethereum não gera fluxo de caixa, portanto não há base para distribuição de proventos.
Qual a diferença entre EETH11 e ETHE11?
O EETH11 é gerido pelo BTG Pactual e replica o Índice Teva Ethereum. O ETHE11 é gerido pela Hashdex e replica o Nasdaq Ethereum Reference Price. Ambos têm o Ethereum como ativo subjacente. Para escolher entre eles, aplique o Método ETH-3F e compare liquidez — o ETHE11 tende a ter maior volume diário.
EETH11 tem isenção de IR?
Não. A isenção para ETFs não existe — ela se aplica apenas a ações individuais. Todo ganho de capital na venda de cotas do EETH11 é tributado a 15%, via DARF código 6015. O come-cotas não se aplica.
Este artigo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Consulte um assessor de investimentos habilitado pela CVM antes de tomar decisões.
Antes de alocar em EETH11 — ou em qualquer ETF de criptoativos —, a pergunta mais importante não é se o Ethereum vai subir. É se esse nível de volatilidade cabe no seu portfólio, em qual proporção e com qual horizonte. A Renova Invest faz essa análise com você — fale com um assessor.