CHIP11: o ETF de semicondutores que subiu 69% em 2026

CHIP11: o ETF de semicondutores que subiu 69% em 2026

O CHIP11 entregou retorno de 69,71% no primeiro semestre de 2026, tornando-se o ETF de maior valorização da B3 no período. Esse desempenho colocou o fundo no radar de investidores que buscam exposição ao setor de semicondutores sem precisar operar diretamente em bolsas americanas. Neste artigo, você entende como o CHIP11 funciona, quais empresas compõem sua carteira, quanto custa investir e como declarar o imposto de renda.

CHIP11 Investo ETF US Listed Semiconductor 25 Index Fundo de Indice - Investimento no Exterior ETF
R$ 35,93 2,16%
Cotação · atualizada há 54 minutos
Variação (6 meses) 40,9%
Máxima (6 meses) R$ 42,52
Mínima (6 meses) R$ 23,46
Cotação de CHIP11 — últimos 6 meses
máx R$ 42,52 mín R$ 23,46

Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.

Resposta direta: O CHIP11 é um ETF da Investo listado na B3 que replica o índice MVIS US Listed Semiconductor 25 Index, composto pelas 25 maiores e mais líquidas empresas do setor de semicondutores listadas em bolsas americanas — incluindo ADRs de empresas estrangeiras como TSMC (Taiwan) e ASML (Holanda). No primeiro semestre de 2026, o fundo valorizou 69,71%, em meio ao forte crescimento da demanda por chips ligada à inteligência artificial. A alíquota de IR sobre o ganho de capital é de 15% em operações comuns (20% em day-trade), sem isenção mensal.

O que é o CHIP11 e por que ele disparou em 2026?

O CHIP11 é um ETF listado na B3 pela gestora Investo. O fundo replica o desempenho do índice MVIS US Listed Semiconductor 25 Index, que reúne as 25 maiores e mais líquidas empresas do setor de semicondutores listadas em bolsas americanas — critério que inclui ADRs de companhias estrangeiras, como TSMC (Taiwan) e ASML (Holanda), mas exclui líderes globais sem listagem nos EUA. No primeiro semestre de 2026, registrou retorno de 69,71% — o maior entre todos os ETFs negociados na B3 no período, conforme dados divulgados pela própria B3.

Esse desempenho acompanhou a forte expansão de receitas do setor. Parte do mercado interpreta o crescimento da demanda por chips ligada à IA como um possível superciclo estrutural, embora analistas divirjam sobre a durabilidade do movimento. Processadores gráficos, chips de memória e circuitos integrados avançados tornaram-se insumos estratégicos para data centers, carros elétricos e dispositivos conectados. Empresas como NVIDIA, TSMC e Broadcom reportaram receitas e lucros recordes, puxando o índice para cima.

Além do fundamento setorial, o retorno em reais do CHIP11 é influenciado pelo comportamento do câmbio. Como a carteira subjacente é composta por empresas estrangeiras, uma apreciação do dólar frente ao real amplia o retorno em reais, enquanto uma desvalorização o reduz. Para dimensionar esse efeito no primeiro semestre de 2026, é necessário comparar a cotação de fechamento de dezembro de 2025 com a de junho de 2026 — um valor pontual não permite essa conclusão. Como referência de patamar, o dólar PTAX divulgado pelo Banco Central esteve em torno de R$ 5,15 em agosto de 2026, data já posterior ao período de retorno analisado.

Mas observe: se o dólar recuar, parte do ganho do índice em dólar pode ser diluída na conversão para reais. Esse risco cambial é estrutural e deve ser considerado antes de alocar no CHIP11.

O volume médio diário negociado no semestre foi de R$ 3.230 mil, indicando liquidez adequada para um ETF temático. Isso permite entrada e saída sem grandes distorções de preço em operações de porte moderado.

Na prática, o CHIP11 oferece ao investidor brasileiro acesso a um dos setores mais dinâmicos da economia global com uma única ordem de compra. Não é necessário ter conta em corretora americana, converter dólares manualmente nem lidar com a burocracia de operar no exterior. Essa simplicidade operacional, combinada com o desempenho recente, explica o crescimento de interesse pelo fundo em 2026.

Para o investidor iniciante, o ponto de atenção é a volatilidade. O mesmo setor que sobe 69% em seis meses pode corrigir com igual intensidade diante de mudanças regulatórias, guerra comercial ou revisão de expectativas de lucro das empresas do portfólio.

Como o CHIP11 funciona na prática?

O CHIP11 funciona comprando cotas do ETF americano SMH, o VanEck Semiconductor ETF, listado na Nasdaq. O SMH, por sua vez, detém ações das 25 empresas que compõem o índice — as maiores e mais líquidas do setor de semicondutores com listagem em bolsas americanas. Ao comprar CHIP11 na B3, o investidor brasileiro adquire indiretamente uma fatia dessas companhias, pagando em reais e operando no horário da bolsa brasileira.

Replicação indireta e estrutura operacional

Esse modelo é chamado de replicação indireta. O CHIP11 não compra ações de NVIDIA ou TSMC diretamente. Em vez disso, replica o desempenho do SMH, que já detém essas posições. A gestora Investo é responsável por manter essa estrutura e garantir que o fundo siga o índice com o menor desvio possível.

O índice MVIS US Listed Semiconductor 25 Index é calculado pela MarketVector Indexes GmbH. A metodologia seleciona empresas com parcela relevante da receita proveniente de semicondutores e listadas em bolsas americanas, ordenando-as por tamanho e liquidez. A revisão da carteira ocorre periodicamente, o que pode alterar os pesos e a própria lista de componentes ao longo do tempo.

Na prática, imagine um investidor que aplica R$ 5.000 em CHIP11. Esse valor é convertido em cotas do fundo pelo preço de mercado do dia. A Investo utiliza esses recursos para manter a exposição ao SMH. O investidor não recebe dividendos separados — qualquer distribuição das empresas do portfólio é reinvestida automaticamente, potencializando os juros compostos ao longo do tempo.

A liquidez diária é um ponto positivo. As cotas do CHIP11 são negociadas na B3 durante o pregão regular, como qualquer ação. O investidor pode vender sua posição a qualquer momento, sem carência ou prazo mínimo de permanência. Contudo, em momentos de alta volatilidade no mercado americano, pode haver oscilações relevantes no preço antes da abertura do mercado brasileiro.

O risco cambial é estrutural e direto. Como o ativo subjacente é denominado em dólar, variações no câmbio impactam o valor das cotas em reais. Não existe hedge cambial embutido no CHIP11. Portanto, o investidor assume simultaneamente o risco do setor de semicondutores e o risco da taxa de câmbio BRL/USD.

Para quem quer exposição internacional ao setor sem abrir conta no exterior, o CHIP11 é uma solução direta. A operação é simples: basta ter conta em uma corretora habilitada e digitar o ticker CHIP11 na plataforma de negociação.

Quais empresas compõem a carteira do CHIP11?

A carteira do CHIP11 é concentrada nas maiores empresas de semicondutores listadas em bolsas americanas, com peso majoritário em companhias sediadas nos EUA e participação relevante de Taiwan e da Holanda. Entre as posições de maior peso costumam aparecer AMD, Broadcom, Micron, TSMC, NVIDIA, ASML e Intel — sendo que a ordem entre elas muda de acordo com o desempenho das ações e com os rebalanceamentos periódicos do índice. Conforme o fact sheet de 27 de maio de 2026, AMD liderava com 10,33%, seguida por Broadcom (9,57%), Micron (9,39%) e TSMC (8,75%), com a NVIDIA fora do topo da carteira.

Essa concentração é uma característica estrutural do setor. O mercado global de semicondutores é dominado por poucos players com vantagens competitivas difíceis de replicar — seja em design de chips (NVIDIA, AMD), fabricação avançada (TSMC), equipamentos de litografia (ASML) ou fornecimento de componentes especializados (Broadcom). Por isso, o índice MVIS tende a ter peso elevado nas maiores posições, que somavam cerca de 38% da carteira no fact sheet de 27/05/2026.

A exposição geográfica merece atenção. A TSMC, maior fabricante de chips do mundo por encomenda, está sediada em Taiwan — país que vive tensão geopolítica constante com a China. Um eventual conflito ou bloqueio comercial envolvendo Taiwan teria impacto direto e imediato sobre o índice e, consequentemente, sobre o CHIP11. A ASML, sediada na Holanda, é fornecedora crítica de equipamentos de fabricação e está exposta a controles de exportação que limitam vendas a determinados mercados.

Empresa País Segmento principal
TSMC Taiwan Fabricação avançada
Micron EUA Memórias
Micron EUA Memórias
TSMC Taiwan Fabricação avançada
ASML Holanda Equipamentos de litografia
Intel EUA Processadores e fabricação

Nota: A tabela é ilustrativa das companhias que costumam figurar entre as maiores posições. Pesos e ranking variam a cada rebalanceamento do índice e podem mudar em poucos meses. Consulte o site da VanEck, da Investo ou da B3 para a composição atualizada.

O risco de concentração é real. Se apenas uma das grandes posições passar por uma correção abrupta, o impacto sobre o CHIP11 pode ser desproporcional. Em ETFs temáticos concentrados, a diversificação entre empresas não elimina o risco setorial.

Por outro lado, a concentração é também o que permitiu o retorno de 69,71% no primeiro semestre. Quando o setor está em alta, a carteira concentrada amplifica os ganhos. O investidor deve avaliar se está disposto a aceitar essa assimetria de risco e retorno antes de alocar.

Na prática, o CHIP11 funciona melhor como parte de uma carteira diversificada. Combiná-lo com ETFs de outros setores ou com ativos de renda fixa reduz a exposição ao risco específico de semicondutores sem abrir mão do potencial de valorização.

CHIP11 x BSOX39: qual é a melhor opção para investir em semicondutores?

O CHIP11 e o BSOX39 são os dois principais veículos para exposição ao setor de semicondutores na B3. O CHIP11 replica o índice MVIS US Listed Semiconductor 25 Index via SMH (25 empresas), enquanto o BSOX39 é um BDR de ETF que acompanha o ICE Semiconductor Index — índice seguido pelo SOXX, o iShares Semiconductor ETF, gerido pela BlackRock —, com mais de 30 empresas.

A diferença começa na estrutura jurídica. O CHIP11 é um ETF brasileiro registrado na CVM, gerido pela Investo. O BSOX39 é um BDR — Brazilian Depositary Receipt — que representa cotas de um ETF estrangeiro. Essa distinção tem implicações práticas em liquidez, tributação e acesso.

CHIP11

  • Índice replicado: MVIS US Listed Semiconductor 25
  • Número de empresas: 25
  • Estrutura: ETF nacional (CVM)
  • Custo total estimado: ~0,65% a.a. (0,30% Investo + 0,35% SMH)
  • Tributação ganho de capital: 15% em operações comuns; 20% em day-trade

BSOX39

  • Índice replicado: ICE Semiconductor Index (ETF subjacente: SOXX)
  • Número de empresas: 30
  • Estrutura: BDR de ETF estrangeiro
  • Taxa de administração: 0,43% a.a. no ETF subjacente (SOXX), com rebalanceamento trimestral do índice — confirme a taxa atualizada na B3 ou na instituição depositária
  • Tributação ganho de capital: 15% em operações comuns; 20% em day-trade

Em termos de concentração, o CHIP11 é mais concentrado. Com apenas 25 empresas, cada posição tem peso maior no portfólio. O BSOX39, ao seguir um índice com 30 componentes, distribui o risco de forma ligeiramente mais ampla. Na prática, as maiores posições de ambos os índices se sobrepõem — nomes como TSMC, Broadcom e NVIDIA aparecem nos dois.

A liquidez do CHIP11 na B3 foi de volume médio diário de R$ 3.230 mil no primeiro semestre de 2026. Esse número indica que o fundo tem mercado ativo o suficiente para operações de porte individual sem grandes impactos no preço.

Para o investidor iniciante, o CHIP11 tende a ser mais acessível operacionalmente por ser um ETF nacional. Para quem já tem familiaridade com BDRs e busca uma exposição ligeiramente mais diversificada dentro do setor, o BSOX39 pode ser complementar.

A melhor escolha depende do perfil e dos objetivos. Se a prioridade é simplicidade e exposição concentrada nas líderes do setor, o CHIP11 é direto ao ponto. Se a preferência é por um índice mais amplo, o BSOX39 merece análise. Em ambos os casos, o risco setorial e o risco cambial estão presentes.

Qual é a taxa de administração do CHIP11 e quais são os custos reais?

O CHIP11 cobra taxa de administração de aproximadamente 0,30% ao ano na camada brasileira. Mas esse não é o custo total: por se tratar de replicação indireta, o investidor também arca com a taxa do ETF americano SMH, de aproximadamente 0,35% ao ano, além de eventuais corretagens cobradas pela corretora utilizada.

O custo total estimado de propriedade do CHIP11 é de aproximadamente 0,65% a.a., composto pela taxa cobrada pela Investo (0,30% a.a.) e pela taxa do SMH subjacente (0,35% a.a.), ambas debitadas automaticamente do patrimônio dos respectivos fundos. Nenhuma delas é paga separadamente pelo investidor — ambas reduzem o valor da cota ao longo do tempo. Em comparação com fundos de ações ativos do mesmo setor, que costumam cobrar entre 1,5% e 2,5% a.a. mais taxa de performance, o custo do CHIP11 continua sendo menor.

Vale destacar que a camada americana não é um detalhe: os 0,35% a.a. do SMH representam mais da metade do custo total do produto. Ignorá-la leva a subestimar o custo real em algo próximo de duas vezes.

Para visualizar o impacto real, considere um investidor com R$ 10.000 aplicados no CHIP11 por cinco anos, assumindo retorno bruto hipotético constante. Um custo total de 0,65% a.a. equivale a aproximadamente R$ 65 no primeiro ano sobre o capital inicial. Ao longo de cinco anos com crescimento do patrimônio, o custo acumulado é proporcionalmente maior em valor absoluto, mas segue baixo como percentual do retorno total — especialmente em cenários de alta valorização como o observado em 2026.

O custo de corretagem varia por plataforma. Diversas corretoras brasileiras já oferecem taxa zero para compra e venda de ETFs. Mesmo nas que cobram, o valor por ordem costuma ser inferior a R$ 10, o que representa custo irrelevante para posições acima de R$ 1.000.

O custo total de propriedade do CHIP11 é de aproximadamente 0,65% a.a. — soma da taxa do ETF brasileiro (0,30%) e da taxa do SMH subjacente (0,35%) —, ao qual se acrescenta a corretagem, quando houver.

Na prática, para horizontes de médio e longo prazo, a taxa de administração não é o fator determinante do resultado. O desempenho do setor de semicondutores e a variação cambial têm impacto muito maior sobre o retorno final.

Como é a tributação do CHIP11 no Imposto de Renda?

O CHIP11, por ser um ETF de ações, segue as regras de tributação de renda variável: alíquota de 15% sobre o ganho de capital nas vendas com lucro em operações comuns. Diferentemente das ações individuais, não existe isenção para vendas mensais abaixo de R$ 20.000 — essa regra não se aplica a ETFs. O imposto deve ser recolhido via DARF até o último dia útil do mês seguinte à operação com lucro.

Atenção: operações de day-trade em ETFs são tributadas a 20% (não 15%). A alíquota de 15% aplica-se exclusivamente a operações comuns (swing trade e posição). Verifique o enquadramento da operação antes de emitir o DARF.

O ganho de capital é calculado pela diferença entre o valor de venda e o custo médio de aquisição das cotas. Se o investidor comprou R$ 10.000 em CHIP11 e vendeu por R$ 15.000 em operação comum, o ganho tributável é R$ 5.000. O IR devido é R$ 750 (15% × R$ 5.000), pago via DARF com código específico para renda variável. Caso a mesma operação fosse enquadrada como day-trade, a alíquota seria de 20%.

O CHIP11 não tem come-cotas. Esse mecanismo de antecipação de IR — que incide semestralmente em maio e novembro sobre fundos de investimento convencionais — não se aplica a ETFs de ações listados em bolsa. Portanto, o imposto só é devido no momento da venda com lucro, o que favorece a acumulação de longo prazo.

O CHIP11 também não distribui dividendos ao cotista. Eventuais proventos recebidos pelas empresas do portfólio são reinvestidos automaticamente na estrutura do fundo. Dessa forma, não há evento tributável por distribuição de rendimentos.

Checklist de obrigações fiscais para o investidor de CHIP11:

  • Calcular o ganho de capital em cada venda (preço de venda menos custo médio)
  • Separar operações comuns de day-trade antes de calcular o imposto
  • Emitir DARF com 15% sobre o ganho em operações comuns, ou 20% em day-trade, até o último dia útil do mês seguinte
  • Declarar as cotas na ficha “Bens e Direitos” do IRPF 2026 (ano-base 2025), pelo custo de aquisição
  • Declarar os ganhos de capital na ficha “Renda Variável — Operações Comuns/Day-Trade”, no campo correspondente ao tipo de operação
  • Não aplicar a isenção de R$ 20.000 mensais — ela não vale para ETFs
  • Considerar que os custos do fundo (≈0,65% a.a.) já reduzem o valor da cota e não são dedutíveis na apuração do IR

Para o IRPF 2026, referente ao ano-base 2025, o investidor deve declarar o saldo de cotas em 31/12/2025 pelo custo de aquisição. Lucros realizados ao longo do ano devem constar na ficha de renda variável, com o IR já recolhido via DARF comprovando a regularidade fiscal.

Na prática, manter um controle mensal das operações — data, quantidade, preço médio, tipo de operação e resultado — evita surpresas na declaração anual e garante que o DARF seja emitido corretamente dentro do prazo.

Resumo prático:

  • O CHIP11 é um ETF da Investo que replica o índice MVIS US Listed Semiconductor 25, via SMH, com exposição a nomes como AMD, Broadcom, Micron, TSMC, NVIDIA, ASML e Intel.
  • O índice reúne as 25 maiores e mais líquidas empresas de semicondutores listadas em bolsas americanas, incluindo ADRs de estrangeiras — e não as 25 maiores do mundo por qualquer métrica.
  • No primeiro semestre de 2026, o fundo valorizou 69,71%, o maior retorno entre ETFs da B3 no período, em meio à demanda ligada à IA e ao efeito do câmbio.
  • O custo total estimado é de ~0,65% a.a. (0,30% Investo + 0,35% SMH), sem come-cotas — o IR de 15% incide sobre o ganho de capital na venda em operações comuns, e 20% em day-trade.
  • Não existe isenção de R$ 20.000 mensais para ETFs; o DARF deve ser pago até o último dia útil do mês seguinte à venda com lucro.
  • O principal concorrente é o BSOX39, que segue o ICE Semiconductor Index (ETF subjacente SOXX) com 30 empresas e taxa de 0,43% a.a. no ETF subjacente; o CHIP11 é mais concentrado e tem estrutura de ETF nacional.
  • O risco cambial é estrutural: a valorização ou desvalorização do dólar frente ao real afeta diretamente o retorno em reais do fundo.

Perguntas frequentes sobre o CHIP11

O CHIP11 paga dividendos?

Não. O CHIP11 não distribui dividendos ao cotista. Eventuais proventos recebidos pelas empresas do portfólio são reinvestidos automaticamente. Isso favorece a acumulação composta, mas significa que o investidor não recebe renda periódica — o retorno se materializa apenas na valorização das cotas e na eventual venda com lucro.

CHIP11 tem come-cotas?

Não. O come-cotas é um mecanismo de antecipação de IR que incide sobre fundos de investimento convencionais (em maio e novembro). ETFs de ações listados em bolsa, como o CHIP11, estão fora dessa regra. O imposto só é devido quando o investidor vende as cotas com lucro, tornando o fundo mais eficiente tributariamente para quem pretende manter a posição por prazo longo.

CHIP11 é um bom investimento para 2026?

O desempenho passado de 69,71% no primeiro semestre não garante retornos futuros. O setor de semicondutores tem demanda estrutural ligada à IA e à infraestrutura digital, mas é altamente cíclico e sujeito a correções abruptas. Para o investidor com horizonte de médio a longo prazo e tolerância à volatilidade, o CHIP11 pode ser um componente válido de uma carteira diversificada — nunca a totalidade dela.

Como declarar o CHIP11 no Imposto de Renda?

No IRPF 2026 (ano-base 2025), declare as cotas na ficha “Bens e Direitos” pelo custo de aquisição em 31/12/2025. Lucros realizados nas vendas devem ser informados na ficha “Renda Variável”, separando operações comuns de day-trade. O IR de 15% (operações comuns) ou 20% (day-trade) sobre cada ganho deve ter sido recolhido via DARF no mês seguinte à operação. Guarde os comprovantes de DARF para cruzamento com a declaração.

Qual a diferença entre CHIP11 e BSOX39?

O CHIP11 é um ETF nacional registrado na CVM que replica o índice MVIS (25 empresas) via SMH. O BSOX39 é um BDR de ETF estrangeiro que acompanha o ICE Semiconductor Index, índice do ETF SOXX (iShares Semiconductor ETF, da BlackRock), com as 30 maiores companhias de semicondutores listadas no mercado americano. Ambos têm tributação de 15% sobre ganho de capital em operações comuns e 20% em day-trade. O CHIP11 tende a ser mais concentrado; o BSOX39 oferece exposição ligeiramente mais ampla ao setor.

Para aprofundar sua análise antes de investir, consulte a página oficial do CHIP11 na B3, onde estão disponíveis cotação atualizada, composição da carteira e histórico de retorno. A exposição a ETFs de alta volatilidade como o CHIP11 deve fazer parte de uma estratégia maior — e a Renova Invest pode ajudar a avaliar se o fundo se encaixa no seu perfil e objetivos. Fale com um assessor antes de alocar capital em ativos de alta volatilidade e concentração setorial.

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Fonte: Banco Central · 10/09/2026

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