Você sabia que um CDB a 110% do CDI rende cerca de R$ 120 a mais do que um título a 100% do CDI em apenas 12 meses, mesmo depois de pagar imposto — e que, subindo para 120% do CDI, a diferença chega a aproximadamente R$ 225? É uma diferença que, em valores maiores e prazos mais longos, pode se transformar em milhares de reais no seu bolso. Mas esse detalhe passa batido para a maioria dos investidores — e o pior: muitos nem sabem onde encontrar essas oportunidades.
Renova Invest
Pronto para fazer seu patrimônio trabalhar por você?
Abra sua conta e conte com assessoria especializada para investir com estratégia. Abertura gratuita, sem compromisso.
Renova Invest atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A (Resolução CVM nº 178).
Neste guia completo, vamos mostrar não só onde estão os melhores CDBs acima do CDI em 2026, mas também como compará-los de forma inteligente, evitar armadilhas tributárias e, principalmente, garantir que você não perca rentabilidade por decisões mal informadas. Porque, no final das contas, não adianta nada encontrar uma taxa alta se você não entender como o imposto, o prazo e o risco afetam o retorno real.
Para quem quer resposta rápida: Hoje, os CDBs mais competitivos costumam estar nos bancos digitais (como Sofisa Direto e Neon), nos bancos de médio porte (BMG, Daycoval) e nas plataformas de investimento (XP, BTG, Órama). As taxas geralmente variam de 102% a 120% do CDI — mas atenção: o rendimento líquido depende muito do prazo. Se você resgatar antes de 720 dias, vai pagar até 7,5 pontos percentuais a mais de imposto, o que pode anular parte da vantagem da taxa alta.
O que realmente significa um CDB pagar acima do CDI?
Quando um banco oferece um CDB a 110% ou 120% do CDI, na prática, ele está prometendo pagar mais do que a taxa básica do mercado. Mas o que isso significa em números reais?
O CDI — Certificado de Depósito Interbancário — é a taxa que os bancos usam para emprestar dinheiro entre si no curtíssimo prazo. Ele acompanha de perto a Selic e, nos exemplos deste guia, adotamos como premissa um CDI acumulado de 13,65% ao ano. Antes de investir, confirme as taxas vigentes nas fontes oficiais (Banco Central e B3), já que elas mudam ao longo do tempo.
Portanto, quando você vê um CDB a 110% do CDI, significa que ele vai render 110% dessa taxa. Com o CDI da nossa premissa, isso equivale a cerca de 15,11% ao ano. Já um CDB a 120% do CDI chega a 16,38% ao ano.
Mas por que alguns bancos pagam mais do que 100% do CDI? A resposta está na competição. Bancos menores ou digitais, que não têm a mesma base de clientes dos grandes bancos, usam taxas mais altas para atrair investidores. É uma estratégia de captação — e uma ótima oportunidade para quem sabe buscar.
Para deixar ainda mais claro, veja quanto rendem R$ 10.000 em diferentes taxas ao longo de 12 meses (365 dias), aplicando a alíquota de IR correspondente a esse prazo (17,5%):
| Taxa | Valor bruto (12 meses) | IR (17,5%) | Valor líquido |
|---|---|---|---|
| 100% CDI | R$ 11.365,00 | R$ 238,88 | R$ 11.126,12 |
| 110% CDI | R$ 11.511,00 | R$ 264,43 | R$ 11.246,57 |
| 120% CDI | R$ 11.638,00 | R$ 286,65 | R$ 11.351,35 |
No fim das contas, mesmo pagando imposto, um CDB com taxa mais alta sempre renderá mais. A questão não é “se vale a pena”, mas como encontrar essas oportunidades e aproveitá-las da forma certa.
Onde encontrar os melhores CDBs acima do CDI em 2026
Se você ainda acredita que os melhores CDBs estão apenas nos grandes bancos, prepare-se para uma surpresa. Os títulos mais rentáveis estão em lugares que muitos investidores nem consideram. Vamos aos principais canais:
1. Plataformas de investimento: diversidade e facilidade
Plataformas como XP, BTG, Rico e Órama concentram CDBs de dezenas de emissores em um só lugar. Por isso, são ideais para quem quer comparar taxas e prazos sem abrir conta em cada banco.
- Vantagem: Você encontra CDBs de diversos bancos em um único ambiente, com filtros por taxa, prazo e cobertura FGC.
- Taxas típicas: em geral entre 105% e 115% do CDI, dependendo do prazo.
- Custo: Algumas cobram corretagem — verifique se há isenção para CDBs.
- Dica: Use os filtros para ordenar as opções pela maior taxa. Quanto mais tempo você dedicar à comparação, maior tende a ser o retorno.
2. Bancos digitais: simplicidade e liquidez
Bancos como Sofisa Direto, Neon e PagBank oferecem CDBs próprios, muitas vezes com liquidez diária e aportes mínimos baixos. São perfeitos para quem quer simplicidade ou precisa de dinheiro disponível a qualquer momento.
- Vantagem: Sem burocracia, sem corretagem e com taxas competitivas para prazos curtos.
- Taxas típicas: costumam ficar entre 100% e 130% do CDI, especialmente em produtos com liquidez diária.
- Aporte mínimo: pode ser bastante baixo, dependendo da instituição.
- Dica: Ótimo para reserva de emergência, já que você pode resgatar a qualquer hora sem perder a rentabilidade acumulada.
3. Bancos de médio porte: taxas altas, mas sem liquidez
Instituições como BMG e Daycoval costumam oferecer algumas das melhores taxas do mercado — mas com uma condição: o dinheiro fica travado até o vencimento.
- Vantagem: Taxas que podem superar 115% do CDI em prazos mais longos.
- Desvantagem: Sem resgate antecipado — ideal apenas para quem não precisa do dinheiro antes do prazo.
- Aporte mínimo: costuma variar de alguns milhares de reais, conforme o emissor.
- Dica: Se você tem um objetivo de médio ou longo prazo (como uma viagem daqui a dois anos), essa é a melhor opção para maximizar o retorno. Mas só invista se tiver certeza de que não vai precisar do dinheiro antes.
4. Comparadores online: economia de tempo e dinheiro
Ferramentas como Yubb e Investidor10 são verdadeiros “Google dos investimentos”. Elas mostram quais CDBs estão disponíveis, com suas taxas e prazos, sem que você precise entrar em cada site.
- Vantagem: Economia de tempo e possibilidade de encontrar taxas que você não acharia sozinho.
- Como usar:
- Acesse yubb.com.br ou investidor10.com.br.
- Selecione “CDB” na categoria de produtos.
- Filtros: defina taxa mínima (ex: 105% CDI), prazo (ex: 1 ano) e liquidez (diária ou no vencimento).
- Ordene as opções pela maior taxa.
- Verifique o emissor no site do Banco Central (índice de Basileia) ou no FGC.
- Clique em “investir” e seja redirecionado para a corretora ou banco.
E tem mais: Se você tem um bom relacionamento com um assessor de investimentos, ele pode te ajudar a acessar CDBs de “prateleira fechada” — produtos com taxas potencialmente mais altas, que nem sempre estão disponíveis nas plataformas abertas. É uma opção interessante para quem quer retorno máximo sem abrir mão de segurança.
Bancos digitais x bancos de médio porte: qual rende mais no mundo real?
Você já deve ter ouvido que “bancos menores pagam mais”. Isso costuma ser verdade, mas a escolha não é tão simples. Tudo depende do seu objetivo e do prazo que você pode deixar o dinheiro investido. Vamos comparar com números concretos:
Bancos digitais: liquidez e praticidade
Opções como Sofisa Direto, Neon e PagBank são excelentes para quem precisa de flexibilidade. Você pode resgatar o dinheiro a qualquer momento, sem perder rentabilidade acumulada.
- Taxa típica: 100% a 130% do CDI.
- Liquidez: Diária ou no vencimento.
- Aporte mínimo: costuma ser baixo.
- Custo adicional: Em geral zero (sem corretagem, sem taxa de custódia).
- Perfil ideal: Reserva de emergência ou dinheiro que pode ser necessário em até 6 meses.
Bancos de médio porte: retorno maior, mas sem saída antecipada
Instituições como BMG e Daycoval oferecem taxas mais altas, mas travam seu dinheiro até o vencimento.
- Taxa típica: 101% a 115% do CDI.
- Liquidez: Apenas no vencimento.
- Aporte mínimo: geralmente na casa dos milhares de reais.
- Custo adicional: Em geral zero (dentro do FGC, sem corretagem).
- Perfil ideal: Objetivos de médio e longo prazo (2 anos ou mais).
Grandes bancos: conveniência, mas retorno mediano
Bancos de varejo tradicionais costumam oferecer CDBs com taxas próximas a 100% do CDI — ou até menos. A vantagem aqui é a praticidade, não a rentabilidade.
- Taxa típica: em torno de 90% a 100% do CDI no varejo.
- Liquidez: Variável.
- Aporte mínimo: variável conforme o produto.
- Custo adicional: Pode incluir taxa de custódia.
- Perfil ideal: Quem prioriza conveniência em vez de retorno.
Vamos aos números: R$ 20.000 investidos
Opção A — Banco digital (liquidez diária, 102% do CDI, 6 meses):
Usando a premissa de CDI a 13,65% ao ano, o equivalente em 6 meses é de cerca de 6,61%; a 102% do CDI, aproximadamente 6,74%. O rendimento bruto seria de cerca de R$ 1.348. Considerando o IR de 22,5% (prazo até 180 dias), o líquido fica em aproximadamente R$ 1.045. Valor final: cerca de R$ 21.045.
Opção B — Banco médio (sem liquidez, 115% do CDI, 2 anos):
Com a mesma premissa, 115% do CDI equivale a aproximadamente 15,70% ao ano. Em 2 anos, com juros compostos, o rendimento bruto seria de cerca de R$ 6.766. Com o IR de 15% (prazo acima de 720 dias), o líquido fica em aproximadamente R$ 5.751. Valor final: cerca de R$ 25.751.
Conclusão: Lembrando que os horizontes são diferentes (6 meses x 2 anos), para objetivos de longo prazo o banco médio com taxa mais alta tende a ser a melhor escolha. Para dinheiro que pode ser necessário a qualquer momento, o banco digital com liquidez diária é a opção mais segura.
Como calcular o rendimento líquido: não caia na armadilha do IR
Muitos investidores olham apenas para a taxa bruta do CDB e esquecem de um detalhe crucial: o imposto de renda pode comer uma parte significativa do seu rendimento, dependendo do prazo.
O IR para CDBs segue uma tabela regressiva, que reduz a alíquota conforme o tempo de aplicação:
| Prazo | Alíquota de IR | Implicação prática |
|---|---|---|
| Até 180 dias | 22,5% | Resgate rápido é caro — você paga mais imposto. |
| 181 a 360 dias | 20% | Melhor que o prazo anterior, mas ainda alto. |
| 361 a 720 dias | 17,5% | Começa a ficar interessante. |
| Acima de 720 dias | 15% | A melhor alíquota — economia de 7,5 pontos percentuais em relação ao prazo curto. |
Como calcular o rendimento líquido:
- Rendimento bruto = capital investido × taxa bruta acumulada no período.
- IR devido = rendimento bruto × alíquota correspondente ao prazo.
- Rendimento líquido = rendimento bruto − IR devido.
Exemplo 1: R$ 10.000 a 110% do CDI por 12 meses (365 dias, alíquota de 17,5%):
Taxa efetiva de 110% do CDI = 15,11% ao ano.
Rendimento bruto = R$ 10.000 × 0,1511 = R$ 1.511.
IR = R$ 1.511 × 0,175 = R$ 264,43.
Rendimento líquido = R$ 1.246,57. Valor final: R$ 11.246,57.
Exemplo 2: Mesmo valor e taxa, mas por 24 meses (alíquota de 15%):
Em 2 anos, o rendimento bruto acumula mais, e a alíquota de IR cai para 15%. Manter o CDB por mais de 720 dias reduz o imposto de 17,5% para 15% — uma economia de aproximadamente 14% no IR pago sobre o ganho.
Com juros compostos a 15,11% ao ano, o bruto em 2 anos seria de cerca de R$ 3.250; descontando 15% de IR (R$ 487,50), o líquido fica em aproximadamente R$ 2.762. Resultado: valor final aproximado de R$ 12.762 — diferença de cerca de R$ 1.516 em relação ao exemplo de 12 meses.
Lição fundamental: Sempre calcule o rendimento líquido, não apenas o bruto. Um CDB a 120% do CDI em 6 meses pode render menos líquido do que um CDB a 105% do CDI em 2 anos, tanto pelo tempo de aplicação quanto pela alíquota de IR mais alta no curto prazo.
CDB acima do CDI vs. LCI e LCA: quando cada um faz sentido
LCI e LCA são isentas de imposto de renda para pessoa física. Vale acompanhar eventuais mudanças na legislação, mas, considerando a regra de isenção vigente, será que elas sempre são a melhor escolha? Nem sempre.
Para comparar CDB (tributado) e LCI/LCA (isentas), usamos a fórmula:
Taxa CDB equivalente = Taxa LCI ÷ (1 − alíquota IR)
Exemplo prático: Uma LCI a 90% do CDI, com prazo de 12 meses (IR de 17,5% na faixa de 361 a 720 dias), equivale a um CDB de aproximadamente 109,1% do CDI. Ou seja: só vale a pena escolher o CDB se a taxa for superior a isso.
Aqui está o breakeven (o ponto em que LCI/LCA e CDB dão o mesmo retorno líquido):
| Prazo | LCI/LCA para empatar com CDB 100% CDI | Implicação |
|---|---|---|
| Até 180 dias | 77,5% do CDI | Qualquer LCI acima disso vence um CDB a 100%. |
| 181 a 360 dias | 80% do CDI | LCI a 80% já compete com CDB a 100%. |
| 361 a 720 dias | 82,5% do CDI | Com IR de 17,5%, a vantagem da LCI diminui. |
| Acima de 720 dias | 85% do CDI | CDB a 100% CDI já compete com LCI a 85%. |
Checklist para decidir:
- Escolha LCI/LCA se:
- A taxa for acima do breakeven para o seu prazo.
- O prazo mínimo (geralmente longo) for compatível com seu objetivo.
- Você não precisar do dinheiro antes do vencimento.
- Escolha CDB se:
- A taxa for significativamente acima do breakeven.
- Você precisar de liquidez diária.
- O prazo da LCI/LCA não se encaixar no seu horizonte.
Lembre-se: LCI e LCA têm prazos mínimos de carência definidos pelo CMN, que variam conforme o tipo de indexação do título (atualmente a partir de seis meses, podendo chegar a doze meses) e costumam ser mais longos do que os de um CDB com liquidez diária. Se você precisa do dinheiro em menos de um ano, o CDB com liquidez diária pode ser sua única opção viável.
Risco de crédito e FGC: como proteger seu dinheiro
CDBs de bancos médios pagam taxas mais altas porque carregam risco de crédito — afinal, você está emprestando dinheiro para uma instituição que pode, em tese, não conseguir pagar. Mas a boa notícia é que o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) existe justamente para cobrir parte desse risco.
Cobertura do FGC: Até R$ 250.000 por CPF por conglomerado financeiro, com teto global de R$ 1.000.000 por CPF a cada 4 anos. Isso significa que, se o banco quebrar, você recebe seu dinheiro de volta, com rendimentos, até o limite coberto.
Exemplo: Se você aplicar R$ 100.000 em um CDB de um banco médio a 110% do CDI, esse investimento conta com a mesma garantia do FGC de um CDB de um grande banco, desde que esteja dentro do limite coberto.
Mas atenção: há detalhes importantes:
- Conglomerado compartilha limite: Se você tem CDBs no Banco X e no Banco Y, mas ambos pertencem ao mesmo grupo financeiro, o limite de R$ 250.000 é compartilhado.
- Diversifique: Se você tem mais de R$ 250.000 para investir, distribua entre emissores diferentes para garantir que todo o valor esteja coberto.
- Taxas estranhamente altas: Um CDB com taxa muito acima da média em prazo curto pode indicar dificuldade de captação do emissor. Não é necessariamente fraude, mas exige uma análise mais cuidadosa.
Como verificar a saúde de um emissor em 5 minutos:
- Índice de Basileia: Consulte o Banco Central — quanto maior, mais capitalizado tende a estar o banco.
- FGC: Verifique se o banco está na lista de instituições associadas ao FGC.
- Reclamações: Pesquise no site do Banco Central e no Reclame Aqui.
- Histórico: Prefira bancos com histórico mais longo de operação.
Nunca invista mais de R$ 250.000 em um único emissor sem verificar se está dentro dos limites do FGC — ou sem ter certeza de que está confortável com o risco não coberto.
Liquidez diária ou prazo fixo: qual escolher?
A escolha entre liquidez e rentabilidade é uma das mais importantes ao investir em CDB. Quanto mais flexível for o resgate, menor tende a ser a taxa oferecida. Mas como decidir?
Vamos pensar em dois perfis:
1. CDBs com liquidez diária: ideal para reserva de emergência
Se você está construindo uma reserva de emergência, a liquidez é tão importante quanto a rentabilidade. Afinal, imprevistos não avisam antes de acontecer.
Os CDBs com liquidez diária acima de 100% do CDI são uma excelente alternativa aos fundos DI. Eles oferecem retorno previsível e resgate imediato, sem o come-cotas semestral — a antecipação periódica de IR aplicada a fundos de renda fixa pela regulação tributária brasileira, que não incide sobre CDBs.
Estratégia recomendada: Busque CDBs entre 102% e 110% do CDI com liquidez diária para sua reserva.
2. CDBs com prazo fixo: melhor para médio e longo prazo
Para objetivos como comprar um carro daqui a dois anos ou juntar entrada para um imóvel, travar o dinheiro pode ser vantajoso. Os bancos oferecem taxas mais altas nesses casos porque têm mais previsibilidade sobre o uso do recurso captado.
Exemplo prático: A diferença entre um CDB com liquidez diária e um CDB de 2 anos no mesmo emissor pode chegar a vários pontos percentuais do CDI. Em números (atenção: os horizontes comparados são diferentes — 1 ano x 2 anos —, então parte da diferença vem do tempo extra de aplicação, não só da taxa):
- R$ 15.000 em CDB liquidez diária a 103% do CDI, por 1 ano:
Rendimento bruto anual: ~R$ 2.109 (com a premissa de CDI a 13,65%). Considerando a alíquota de 17,5% aplicável a um resgate em 365 dias: ~R$ 1.740 líquidos. Já em um resgate em até 180 dias, a alíquota seria de 22,5%, reduzindo proporcionalmente o líquido do período.
- R$ 15.000 em CDB prazo fixo 2 anos a 112% do CDI:
Rendimento em 2 anos com juros compostos: ~R$ 4.913 brutos. Após IR de 15%: ~R$ 4.176 líquidos. Valor final: ~R$ 19.176.
Em bases anualizadas líquidas, o prazo fixo sai à frente — mas boa parte do valor acumulado a mais vem do dobro de tempo investido. E atenção: isso só faz sentido se você realmente não precisar do dinheiro antes.
E tem mais: O prazo também afeta o imposto. Resgatar antes de 180 dias significa pagar 22,5% de IR sobre o ganho. Esperar mais de 720 dias reduz para 15% — uma diferença de 7,5 pontos percentuais. Para quem não precisa do dinheiro antes de 2 anos, manter o CDB até passar dos 720 dias tende a ser a decisão mais eficiente.
Resumo prático: 6 pontos para não errar
1. Onde encontrar os melhores CDBs acima do CDI:
Use comparadores como Yubb ou Investidor10 para analisar opções de diversos emissores. Bancos digitais (Sofisa, Neon) são ideais para liquidez diária, enquanto bancos médios (BMG, Daycoval) tendem a oferecer taxas mais altas para prazos longos.
2. Taxas de referência em 2026:
Bancos digitais costumam pagar de 100% a 130% do CDI em prazos curtos. Bancos médios oferecem, em geral, 101% a 115% do CDI em prazos longos. Grandes bancos raramente superam 100% no varejo. Confirme as condições vigentes antes de aplicar.
3. Cálculo de retorno:
Sempre calcule o rendimento líquido (após IR). A alíquota cai de 22,5% para 15% conforme o prazo aumenta. Manter o dinheiro investido por mais de 720 dias economiza 7,5 pontos percentuais de imposto sobre o ganho em relação ao resgate em até 180 dias.
4. CDB vs. LCI/LCA:
Uma LCI a 90% do CDI equivale a um CDB de aproximadamente 109,1% do CDI em 12 meses (considerando IR de 17,5%). Só compensa escolher o CDB se a taxa for maior que esse breakeven.
5. Segurança do investimento:
O FGC cobre até R$ 250.000 por CPF por conglomerado. Se você investir mais que isso, diversifique entre emissores diferentes para garantir cobertura total.
6. Estratégia de alocação:
Use CDBs com liquidez diária para reserva de emergência e objetivos de curto prazo. Para metas de médio prazo (2 anos ou mais), CDBs de prazo fixo com taxas mais altas costumam ser a melhor opção — a diferença de rentabilidade pode justificar travar o capital.
Perguntas frequentes: dúvidas que todo investidor tem sobre CDBs acima do CDI
Quanto rende R$ 1.000 em um CDB a 110% do CDI em 12 meses?
Com a premissa de CDI a 13,65% ao ano, um CDB a 110% do CDI rende aproximadamente 15,11% ao ano. Para R$ 1.000, isso significa um rendimento bruto de R$ 151,10. Após o IR de 17,5% (prazo de 365 dias), o líquido é de cerca de R$ 124,66. Valor final: R$ 1.124,66.
Para comparação, um CDB a 100% do CDI renderia cerca de R$ 112,61 líquidos. Ou seja: a diferença entre 100% e 110% é de aproximadamente R$ 12 em um ano para R$ 1.000 — parece pouco, mas escala rapidamente com valores maiores.
CDB ou Tesouro Direto: qual é melhor?
O Tesouro Selic rende próximo ao CDI. Ambos seguem a mesma tabela regressiva de IR: para resgates em 12 meses (365 dias), a alíquota é de 17,5% nos dois casos. A diferença de custo está na taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano no Tesouro Direto — que, no caso do Tesouro Selic, é isenta para saldos até R$ 10.000 por CPF, incidindo apenas sobre o que exceder esse valor. Já um CDB a 100% do CDI com liquidez diária não tem custódia adicional, o que pode torná-lo ligeiramente mais vantajoso para valores maiores.
Para prazos acima de 720 dias, ambos pagam 15% de IR — não há vantagem tributária de um sobre o outro. A diferença real continua sendo a custódia e as condições de cada emissor. No fim, a escolha depende mais da sua estratégia e preferência de plataforma do que do retorno absoluto. Ambos são seguros e complementares em uma carteira diversificada.
CDB é seguro? Existe risco de perder o dinheiro?
CDB é um título de crédito privado: você empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca. O principal risco é a quebra do emissor — mas o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) cobre até R$ 250.000 por CPF por conglomerado financeiro. Dentro desse limite, mesmo se o banco falir, você recebe seu investimento de volta, respeitados os prazos e procedimentos do fundo.
Ponto importante: Desde que respeite os limites do FGC, o CDB é um dos investimentos de menor risco disponíveis no mercado. Acima do limite, existe risco não coberto — por isso, diversificar é essencial para quem investe grandes quantias.
Qual a melhor plataforma para comprar CDBs acima do CDI?
Depende do seu perfil:
- Se você gosta de comparar muitas opções: XP, Rico ou Órama são boas escolhas, mas fique atento às possíveis taxas de corretagem.
- Se prefere simplicidade e liquidez: Bancos digitais como Sofisa Direto ou Neon oferecem CDBs com taxas competitivas e sem intermediários.
- Se busca taxas mais altas com assessoria: Um assessor de investimentos (atividade regulada pela CVM) pode acessar CDBs de “prateleira fechada”, com condições exclusivas.
O mais importante é sempre comparar. Use ferramentas como Yubb ou Investidor10 antes de investir — mesmo que tenha um assessor. Essas plataformas ajudam a acompanhar as taxas disponíveis e a garantir que você está fazendo uma escolha bem informada.
CDB acima de 120% do CDI é confiável?
CDBs com taxas muito acima da média de mercado geralmente indicam maior dificuldade de captação por parte do emissor. Não é sinal de fraude, mas exige cautela. Antes de investir:
- Consulte o índice de Basileia do banco.
- Pesquise reclamações no Banco Central e Reclame Aqui.
- Prefira emissores com histórico mais longo de operação.
- Respeite o limite do FGC (R$ 250.000 por conglomerado).
Lembre-se: dentro do limite do FGC, o risco de crédito é mitigado. Você pode sim buscar taxas altas em bancos médios — desde que diversifique e não concentre todo o recurso em um único emissor.
No fim, a melhor estratégia é alinhar prazo, taxa e liquidez ao seu objetivo. Se ainda tiver dúvidas sobre como montar uma carteira eficiente em renda fixa, fale com um assessor da Renova Invest. Podemos ajudar a estruturar uma alocação que combine CDBs, Tesouro Direto e fundos, otimizando retorno e segurança para o seu perfil.