O COIN11 distribuiu R$ 0,8571 por cota no pagamento de agosto de 2026 — um fluxo mensal que parece atraente até você descobrir que a tributação funciona de forma diferente da cripto comprada diretamente. Os ganhos líquidos na venda de cotas são tributados a 15% (operações comuns), sem faixa de isenção. Os rendimentos distribuídos sofrem retenção de 15% na fonte. Entender essas regras antes de investir pode evitar surpresas na declaração de Imposto de Renda.
Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.
O essencial em uma frase: COIN11 é um ETF de estratégia que combina exposição ao Bitcoin com venda de opções de compra e distribuições mensais (sem garantia de valor ou periodicidade). Ganhos na venda de cotas pagam 15% (20% em day trade), sem isenção. Os rendimentos sofrem IRRF de 15%. Não há come-cotas enquanto o fundo estiver enquadrado como entidade de investimento.
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O que é o COIN11 em uma frase
O COIN11 é um ETF de estratégia listado na B3 que busca exposição ao Bitcoin combinada com uma estratégia ativa de opções de compra, seguindo a metodologia do índice NEOS Bitcoin High Income Index (NEOSBTCI). A denominação legal é Buena Vista Neos Bitcoin High Income Index Fundo de Índice – Responsabilidade Limitada; a gestora é a Buena Vista Gestora de Recursos Ltda. e a administradora é a Vórtx DTVM.
Em termos práticos: você compra cotas na bolsa como faria com qualquer ação e ganha exposição indireta ao comportamento do Bitcoin, com a possibilidade de receber rendimentos mensais originados dos prêmios de opções incorporados à estratégia.
Um ponto essencial, muitas vezes ignorado: o COIN11 não mantém necessariamente Bitcoin em custódia própria no Brasil. A exposição é obtida de forma indireta, principalmente por meio de ativos ou cotas de veículo no exterior no qual a estratégia de opções está incorporada. Em balancetes de 2026, a maior parte do patrimônio aparecia registrada como títulos e valores mobiliários no exterior. Isso traz três consequências: exposição cambial (a cota oscila também com o dólar), risco do veículo estrangeiro e possibilidade de descolamento em relação ao índice de referência.
Não se trata, portanto, de um ETF de índice passivo tradicional. A carteira de opções é reequilibrada periodicamente, o que caracteriza gestão ativa da estratégia dentro da metodologia do índice.
Acesso prático: para comprar cotas do COIN11, basta ter conta em qualquer corretora com acesso à B3 e digitar o ticker COIN11 no home broker. No mercado fracionário é possível comprar uma única cota.
Exemplo com números de referência: na sessão de 21 de agosto de 2026, a cotação divulgada pela B3 era de aproximadamente R$ 43,00 por cota. Nesse patamar, 10 cotas custariam cerca de R$ 430,00. Atenção: cotações de bolsa mudam a cada pregão e devem ser consultadas no momento da compra — não é possível estimar o preço de uma cota dividindo o provento por um yield presumido.
Vale destacar: o índice de referência foi construído para capturar o prêmio de volatilidade do Bitcoin. A volatilidade elevada do BTC, normalmente vista como risco, funciona aqui como insumo de receita potencial: quanto maior a volatilidade implícita, maiores tendem a ser os prêmios das opções vendidas.
Na prática, o COIN11 é um produto híbrido: parte do resultado vem da variação do preço do Bitcoin (e do câmbio), e parte pode vir da renda gerada pelas opções. Para o investidor iniciante, a implicação é clara — o produto pode entregar renda periódica, mas o valor do patrimônio investido continua oscilando.
Como o COIN11 pode gerar renda mensal se o Bitcoin não paga dividendos?
O Bitcoin não gera fluxo de caixa por si só. Não paga juros, dividendos nem aluguéis. Portanto, a potencial renda mensal do COIN11 não vem do ativo em si, mas de uma estratégia chamada covered call (opção de compra coberta).
O mecanismo funciona assim: dentro da estrutura que compõe o índice, mantém-se exposição ao Bitcoin e, simultaneamente, vendem-se opções de compra sobre essa exposição. Quem compra a opção paga um prêmio pelo direito de adquirir o ativo a um preço predeterminado no futuro. Esse prêmio é a fonte potencial da renda que pode ser distribuída aos cotistas. No caso do COIN11, o investidor brasileiro acessa essa estratégia de forma indireta, via os ativos no exterior detidos pelo fundo.
O fluxo é direto:
- A estrutura mantém exposição ao Bitcoin
- Vende opções de compra (calls) sobre essa exposição
- Recebe prêmios dos compradores das opções
- O fundo pode distribuir resultados aos cotistas periodicamente
O índice de referência define quanto da posição é coberta por opções e em quais condições. Sobre a distribuição, é importante separar marketing de regra contratual: a gestora divulgou no lançamento um objetivo indicativo de distribuição mensal na faixa de 2% a 2,4%, sem garantia. A política oficial permite, mas não obriga, distribuições mensais, nem fixa percentual mínimo — a gestora pode reinvestir ou provisionar resultados. Além disso, 2% a 2,4% ao mês equivalem, por soma simples, a cerca de 24% a 28,8% ao ano (aproximadamente 26,8% a 32,9% com reinvestimento composto) — sempre em termos brutos e hipotéticos.
Existe, porém, um trade-off importante: ao vender a opção de compra, limita-se o potencial de ganho. Se o Bitcoin subir muito acima do preço de exercício das opções vendidas, esse ganho extra não é capturado — foi transferido ao comprador da opção. Em compensação, o prêmio é recebido independentemente de o BTC subir, cair ou ficar estável.
Em resumo: o COIN11 troca parte do upside do Bitcoin por uma potencial renda periódica.
Para quem pode fazer sentido: investidores que buscam potencial fluxo de caixa e aceitam abrir mão de parte da valorização do BTC em cenários de alta forte. Em mercados de baixa, o prêmio das opções pode não compensar a queda do valor das cotas.
A implicação prática é direta: avalie o COIN11 não apenas pelo yield mensal, mas também pela variação do preço das cotas ao longo do tempo. Renda alta com erosão de patrimônio não é necessariamente um bom negócio.
Quanto o COIN11 pagou de rendimentos? Histórico real
O COIN11 distribuiu rendimentos mensais desde seu lançamento, com valores bastante variáveis. Dados públicos de agregadores de mercado indicam pagamentos como R$ 1,451 por cota (dez/2025) e R$ 1,466 por cota (jan/2026), contra R$ 0,8571 por cota no pagamento de agosto de 2026.
Histórico dos últimos rendimentos:
| Referência | Valor por cota (R$) | Situação |
|---|---|---|
| Ago/2026 | 0,8571 | Pago |
| Jan/2026 | 1,466 | Pago |
| Dez/2025 | 1,451 | Pago |
Importante contextualizar esses três pontos: os valores de dez/2025 e jan/2026 coincidem com um período de topo do ciclo de alta do Bitcoin, e não representam a média do produto. Levantamentos de agregadores sugerem que o total distribuído nos primeiros oito meses de 2026 foi cerca da metade do distribuído no mesmo intervalo de 2025 — ou seja, a trajetória de 2026 aponta redução progressiva dos rendimentos, e não apenas oscilação de curto prazo. Consulte a série mensal completa nos informes oficiais do fundo antes de projetar renda.
A volatilidade implícita influencia os prêmios de opções, mas não explica isoladamente o valor distribuído. A distribuição também depende do patrimônio por cota, do câmbio, dos preços de exercício, do percentual da posição coberta, dos resultados efetivamente realizados, das despesas e da política discricionária de distribuição da gestora.
Cenário real com R$ 10.000 investidos
Usando como referência a cotação de R$ 43,00 por cota (21/08/2026), R$ 10.000 permitiriam comprar 232 cotas, com desembolso de R$ 9.976,00 (232 × R$ 43,00).
Se um pagamento futuro repetisse exatamente R$ 0,8571 por cota — hipótese, não previsão:
- Rendimento bruto: 232 × R$ 0,8571 = R$ 198,85
- IRRF de 15%: R$ 29,83
- Rendimento líquido: R$ 169,02 no mês (R$ 198,85 − R$ 29,83)
Isso equivale a cerca de 1,69% líquidos sobre os R$ 10.000 aplicados naquele mês (aproximadamente 1,99% brutos sobre o valor efetivamente investido em cotas). Note ainda um detalhe operacional relevante: quem comprou cotas depois da data de corte (21/07/2026) não teve direito ao pagamento realizado em 10/08/2026.
O valor do patrimônio em cotas continua oscilando com o Bitcoin e com o câmbio. Portanto, o retorno total — renda mais variação de preço — pode ser positivo ou negativo. O COIN11 não é um produto de renda fixa disfarçado: o rendimento é real, mas o risco de capital também.
Impacto em cenários de alta forte do Bitcoin
Considere um exercício puramente hipotético, sem base em dados históricos do índice: o Bitcoin sobe 50% em seis meses. Com R$ 10.000 em Bitcoin direto, a posição iria a R$ 15.000 (ganho de R$ 5.000). Em um produto com covered call, a valorização das cotas tende a ser menor, porque parte do upside acima do preço de exercício foi vendida; suponha, apenas para ilustrar, 30% de valorização das cotas (R$ 3.000).
Somando cerca de R$ 500 em rendimentos no período (5% sobre os R$ 10.000 iniciais), o retorno total do COIN11 nesse cenário ilustrativo seria de ~35% (30% de valorização de cotas + ~5% em rendimentos), contra ~50% do Bitcoin direto. Não há como estimar com precisão quanto da alta o COIN11 capturaria: isso depende dos strikes, da cobertura, do câmbio e das distribuições efetivas.
Tributação do COIN11 vs Bitcoin direto
O COIN11 é tributado como ETF de renda variável negociado em bolsa. Bitcoin direto segue regras próprias, que variam conforme a instituição de custódia esteja no Brasil ou no exterior. Essas diferenças mudam completamente a análise comparativa.
Tributação do COIN11
Ganho de capital na venda de cotas
Em operações realizadas em bolsa, o termo técnico correto é ganho líquido em renda variável. Os ganhos líquidos na venda de cotas são tributados a 15% nas operações comuns (swing trade) e a 20% em day trade.
Não existe aqui a isenção mensal aplicável à venda de ações. A alíquota incide sobre todo e qualquer ganho apurado.
Há uma pequena retenção antecipatória de IRRF feita pela instituição intermediária, compensável com o imposto devido no mês. O saldo é apurado pelo próprio investidor e recolhido via DARF código 6015, até o último dia útil do mês seguinte à operação.
Exemplo prático: um investidor compra 100 cotas a R$ 40,00 e vende a R$ 50,00. O lucro é de R$ 1.000,00.
- Ganho líquido: R$ 1.000,00
- Alíquota (operação comum): 15%
- Imposto: R$ 150,00 — a ser recolhido via DARF 6015, deduzida a retenção antecipatória
Tributação sobre rendimentos distribuídos
Os rendimentos distribuídos pelo COIN11 sofrem retenção de IR de 15% na fonte. Para pessoa física residente, essa tributação é definitiva — não há ajuste na declaração anual, apenas a informação do valor recebido.
Por isso, ao projetar renda, distinga sempre valor bruto, IRRF e valor líquido creditado na conta da corretora.
Ausência de come-cotas
O COIN11 não sofre come-cotas enquanto estiver enquadrado como ETF entidade de investimento, hipótese regida pelo art. 24 da Lei nº 14.754/2023. A ausência de tributação periódica não decorre simplesmente do fato de ser um ETF de renda variável: fundos que não sejam classificados como entidade de investimento podem ficar sujeitos à tributação periódica prevista na mesma lei.
Na prática, para o investidor de longo prazo, isso significa que o patrimônio não é reduzido semestralmente por antecipação de imposto — diferentemente de quem investe em fundos multimercado ou de renda fixa convencionais. Vale confirmar o enquadramento no regulamento e nos informes do fundo.
Tributação de Bitcoin direto
Aqui a resposta depende de onde o criptoativo é custodiado ou negociado:
- Instituição no Brasil: permanece a isenção quando o total das alienações no mês não supera R$ 35.000 (o limite recai sobre o total alienado, não sobre o ganho). Acima disso, aplicam-se as alíquotas progressivas de ganho de capital, de 15% a 22,5%, conforme o montante do ganho.
- Instituição no exterior: desde 1º/1/2024, criptoativos custodiados ou negociados fora do país são tratados como aplicações financeiras no exterior, tributados a 15% na declaração anual, sem a isenção de R$ 35.000.
Quem investe via COIN11 não tem nenhuma isenção — qualquer ganho líquido na venda de cotas é tributado. Essa diferença pode ser decisiva dependendo do volume e do local de custódia.
Quem detém cripto diretamente também pode ter obrigações acessórias específicas, além da declaração anual do patrimônio no IRPF. A Receita Federal instituiu a DeCripto (Declaração de Criptoativos), com efeitos para operações realizadas a partir de julho de 2026.
O que é a DeCripto: é uma declaração de operações, não de posição em 31/12. Para pessoa física, a obrigação própria alcança operações realizadas por meio de prestadora no exterior, plataforma descentralizada ou sem intermediação de prestadora, quando o total mensal ultrapassa R$ 35.000. Operações feitas em prestadoras brasileiras são reportadas pelas próprias prestadoras. A primeira entrega, prevista para o último dia útil de agosto de 2026, refere-se às operações de julho de 2026. Segundo as regras aplicáveis, as penalidades para pessoa física incluem R$ 100 por mês ou fração de atraso, 1,5% do valor da operação por informação omitida ou incorreta e R$ 500 por mês por descumprimento de intimação. Confirme os detalhes na página oficial da Receita sobre a DeCripto.
O COIN11 não gera obrigação de entrega da DeCripto, pois cotas de ETF não são criptoativos para esse fim. Isso não elimina as obrigações próprias das operações em bolsa: controle de custo médio, apuração mensal, eventual DARF e declaração anual continuam sob responsabilidade do investidor.
Tabela comparativa: COIN11 vs Bitcoin direto
| Critério | Bitcoin direto | COIN11 (ETF) |
|---|---|---|
| Isenção mensal | Até R$ 35.000 alienados/mês (custódia no Brasil); sem isenção no exterior | Nenhuma |
| Alíquota sobre ganhos | 15% a 22,5% progressivo (Brasil, acima do limite); 15% (exterior) | 15% (comum) / 20% (day trade) |
| Distribuição de renda | Não | Mensal, discricionária (objetivo indicativo de 2–2,4%) |
| Custódia | Exchange / carteira própria | Corretora (B3) |
| Come-cotas | Não se aplica | Não, se enquadrado como entidade de investimento |
| DeCripto | Pode haver, conforme operações e prestadora | Não |
Para quem opera cripto em exchange nacional com volumes mensais abaixo de R$ 35.000, a compra direta pode oferecer vantagem tributária. Já quem busca potencial renda mensal e prefere a simplicidade operacional da B3 encontra no COIN11 uma alternativa mais prática, mesmo com IRRF sobre os rendimentos.
Se você fizer só uma coisa: verifique onde seus criptoativos estão custodiados antes de contar com a isenção de R$ 35.000 — ela não vale para cripto enquadrado como aplicação financeira no exterior — e trate o COIN11 como a parcela do portfólio voltada a fluxo de caixa, não como substituto de renda fixa.
Como declarar o COIN11 no Imposto de Renda
Antes dos passos, um alerta de calendário: a declaração entregue em 2026 refere-se ao ano-calendário de 2025. Compras, vendas e rendimentos ocorridos em 2026 serão declarados no IRPF 2027, conforme as instruções que a Receita Federal divulgar. As orientações abaixo descrevem a lógica geral, em três frentes.
1. Posição de cotas em Bens e Direitos
Declare as cotas na ficha Bens e Direitos, grupo 07 – Fundos, no código aplicável a fundos de índice (ETFs), conforme a lista vigente do programa.
Passo a passo:
- Acesse a ficha Bens e Direitos
- Clique em “Novo” e selecione o grupo 07 e o código de fundos de índice
- Informe o CNPJ do COIN11: 57.920.798/0001-07
- Discrimine: “X cotas do ETF COIN11 — Buena Vista Neos Bitcoin High Income Index Fundo de Índice, adquiridas a R$ Y”
- Preencha o saldo em 31/12 com o custo de aquisição (não o valor de mercado)
2. Rendimentos recebidos em Rendimentos Exclusivos
Os rendimentos distribuídos devem ser informados na ficha Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva, na linha de rendimentos de aplicações financeiras.
Preencha conforme o informe oficial do administrador/fonte pagadora: a orientação do manual do IRPF é lançar o rendimento líquido do imposto retido, e não o bruto. Se houver divergência entre seu extrato e o informe, prevalece o documento oficial.
3. Ganhos de capital na venda de cotas
Os ganhos líquidos apurados na venda de cotas devem ser calculados mês a mês e recolhidos via DARF 6015 até o último dia útil do mês seguinte à venda, separando operações comuns e day trade.
Na declaração anual, os resultados são informados na ficha Renda Variável. Prejuízos corretamente apurados e declarados podem ser compensados com ganhos futuros, inclusive em anos seguintes, respeitada a separação entre operações comuns e day trade.
Para apurar custo médio e resultado, podem ser necessários notas de corretagem, extratos da B3, controles próprios e o ReVar — especialmente se houver operações em mais de uma instituição ou transferência de custódia. Não pressuponha que o informe da corretora traga todo o histórico consolidado.
A implicação prática é que o COIN11, apesar de simples de operar, exige atenção em três frentes: bens e direitos, rendimentos exclusivos e renda variável. Organizar a documentação com antecedência evita erros e retificações.
Resumo prático
- O que é: ETF de estratégia listado na B3 que busca exposição ao Bitcoin com venda de opções de compra, seguindo a metodologia do índice NEOSBTCI, via ativos no exterior (com exposição cambial).
- Como pode gerar renda: prêmios de opções de compra podem ser distribuídos periodicamente; o objetivo de 2% a 2,4% ao mês é indicativo e não contratual.
- Tributação: rendimentos com IRRF de 15% (definitivo para PF residente); ganhos líquidos a 15% (comum) ou 20% (day trade), sem isenção, via DARF 6015.
- Sem come-cotas: desde que o fundo esteja enquadrado como ETF entidade de investimento (art. 24 da Lei nº 14.754/2023).
- Vantagem vs. cripto direta: simplicidade operacional e potencial renda mensal; desvantagens: sem isenção, upside limitado em altas fortes e risco cambial.
- Declaração no IRPF: Bens e Direitos (grupo 07, código de ETFs) + Rendimentos Exclusivos/Definitivos + ficha Renda Variável.
FAQ — Perguntas frequentes sobre o COIN11
O COIN11 paga rendimentos todo mês?
O fundo tem distribuído rendimentos mensalmente, mas a política oficial permite — e não obriga — distribuições, sem percentual mínimo garantido. O valor por cota varia conforme prêmios de opções, câmbio, resultados realizados e decisão da gestora.
Qual a tributação dos rendimentos do COIN11?
Os rendimentos distribuídos sofrem retenção de 15% na fonte, com tributação definitiva para pessoa física residente. Na declaração anual, informe o valor conforme o informe oficial, na ficha de rendimentos sujeitos à tributação exclusiva/definitiva.
COIN11 tem come-cotas?
Não, desde que classificado como ETF entidade de investimento, hipótese regida pelo art. 24 da Lei nº 14.754/2023. A ausência de come-cotas não decorre simplesmente de ser um ETF de renda variável: fundos fora desse enquadramento podem sofrer tributação periódica.
Qual a diferença entre COIN11 e comprar Bitcoin direto?
A diferença é tributária e operacional. Cripto custodiado no Brasil pode ter isenção quando o total alienado no mês não passa de R$ 35.000 (acima disso, 15% a 22,5%); no exterior, aplica-se 15% sem isenção. O COIN11 não tem isenção, mas oferece potencial renda periódica e operação simplificada pela B3, sem exchange ou carteira própria — com exposição adicional ao câmbio.
Qual é o custo de corretagem para operar COIN11?
Depende da corretora. Algumas oferecem operações isentas ou com taxa reduzida para ETFs. Verifique a tabela de taxas antes de investir — a diferença pode ser relevante em operações frequentes. Considere também a taxa de administração do fundo.
Posso usar COIN11 em conta de investimento ou precisa ser conta margem?
Você pode comprar e manter COIN11 em conta de investimento comum. Não há necessidade de margem: a operação é idêntica à compra de ações.
Qual é a volatilidade histórica do COIN11?
Não é possível afirmar, sem medição empírica, que a volatilidade do COIN11 seja próxima ou menor que a do Bitcoin. Para comparar, calcule a volatilidade anualizada de ambos em um mesmo período e com metodologia equivalente. Considere ainda que a cota oscila também com o câmbio e pode se descolar do índice de referência, e que a estratégia limita a participação em altas fortes.
A diferença entre usar o COIN11 de forma eficiente e pagar mais IR do que o necessário está nos detalhes da estratégia tributária. Se você tem valores relevantes alocados em Bitcoin ou está considerando alocar, uma análise personalizada pode significar economia tributária ao longo do tempo.
A Renova Invest faz essa análise para você — simulando cenários de Bitcoin em alta, queda e consolidação, comparando COIN11 vs Bitcoin direto vs outros produtos de investimento, e desenhando a estrutura mais adequada para seu perfil. Fale com um assessor da Renova e vamos definir a melhor estratégia para o seu caso.
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