OIAG11: o que é o Ourinvest Innovation FIAGRO e como funciona

OIAG11: o que é o Ourinvest Innovation FIAGRO e como funciona

Em agosto de 2026, a taxa corrente do CDI está próxima de 13,90% ao ano, com a Selic em 14% a.a. e o IPCA acumulado em 12 meses em 4,44%. Mas sabia que existe uma alternativa com potencial isenção de imposto de renda para investidores pessoa física, com rendimentos mensais e exposição ao agronegócio brasileiro? Conheça o OIAG11, um FIAGRO Imobiliário com estratégia focada em crédito do agronegócio, que vem pagando cerca de R$ 0,12 por cota mensalmente.

OIAG11 OIAG Ourinvest Innovation Fiagro Imobiliario ETF
R$ 8,16 0,12%
Cotação · atualizada há 35 minutos
Variação (6 meses) -11,0%
Máxima (6 meses) R$ 9,30
Mínima (6 meses) R$ 7,71
Cotação de OIAG11 — últimos 6 meses
máx R$ 9,30 mín R$ 7,71

Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.

Resposta direta: o OIAG11 é um FIAGRO (Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais) listado na B3, estruturado juridicamente como FIAGRO Imobiliário, que investe principalmente em CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e CRIs ligados ao setor rural. Ele distribui proventos mensais e pode oferecer isenção de IR para pessoas físicas quando atende aos requisitos legais.

O que é o OIAG11 e como surgiu esse investimento?

Portanto, o OIAG11 é o código de negociação do Ourinvest Innovation FIAGRO Imobiliário na B3. Além disso, trata-se de um fundo de investimento criado para canalizar recursos privados diretamente para o financiamento do agronegócio brasileiro. Vale um esclarecimento importante desde já: o nome “Ourinvest” tem origem histórica, ligada à estruturação e à gestão original do fundo em sua oferta inicial (2022). Segundo os relatórios mensais divulgados pelo próprio fundo, a gestão passou a ser exercida pela Fator Asset (Fator Administração de Recursos – FAR), com administração da QI CTVM. Ou seja, o nome do veículo não reflete o gestor atualmente responsável pelas decisões de investimento — confirme sempre essa informação no informe mensal e no regulamento vigente.

No entanto, nem sempre foi assim. Durante anos, o financiamento rural no Brasil ficou restrito a grandes bancos e investidores institucionais. A criação dos FIAGROs mudou esse cenário, permitindo que qualquer investidor pessoa física pudesse participar desse mercado através de cotas negociadas em bolsa.

Na prática, quando você compra cotas do OIAG11, não está adquirindo terras ou ações de empresas rurais. Você está, na verdade, fornecendo crédito para produtores e empresas da cadeia agroindustrial através de títulos securitizados. Dessa forma, o fundo funciona como um intermediário financeiro especializado.

Por exemplo, essa estrutura é diferente dos FIIs tradicionais. Enquanto um FII investe em imóveis urbanos como shoppings e escritórios, o FIAGRO direciona recursos para operações ligadas ao campo, como financiamento de safras, processamento de commodities e operações de crédito rural. Cabe notar que a designação “Imobiliário” no nome do OIAG11 indica a estrutura jurídica adotada (baseada na legislação dos fundos imobiliários), e não o tipo de ativo predominante na carteira.

Para quem busca diversificação com exposição ao agronegócio sem a volatilidade das ações, o OIAG11 apresenta uma opção interessante. Em vez de comprar papéis de uma trading ou empresa de insumos, você recebe rendimentos provenientes de contratos de crédito lastreados na produção rural. Vale destacar que o fundo é gerido pela Fator Asset (FAR), gestora registrada e supervisionada pela CVM, o que impõe deveres de transparência e prestação de contas.

O CNPJ do fundo é 41.218.352/0001-03 e o ISIN é BROIAGCTF009. Esses dados permitem acessar diretamente os documentos oficiais do fundo no site da CVM, verificando regulamento, política de investimentos e relatórios gerenciais atualizados.

Em resumo, esse FIAGRO surgiu para preencher uma lacuna importante: a necessidade de financiamento do agronegócio enfrentando a disponibilidade de capital no mercado. Consequentemente, o investidor individual se torna parte dessa engrenagem financeira com potencial de renda recorrente.

Como o Ourinvest Innovation FIAGRO funciona na prática?

O OIAG11 opera como um condomínio fechado. Portanto, o número de cotas permanece fixo após cada emissão inicial. Para sair do investimento, você precisa vender suas cotas no mercado secundário da B3, da mesma forma que faz com ações ou FIIs.

No entanto, o fluxo de operação é mais simples do que parece. Primeiramente, o fundo capta recursos em ofertas públicas. Em seguida, aplica esse capital em ativos de crédito do agronegócio. Ao longo do tempo, recebe os pagamentos de juros e principal dessas operações, constituindo seu caixa. Mensalmente, o gestor distribui parte desses recursos como rendimentos aos cotistas.

Processo de seleção e monitoramento de ativos

Por exemplo, não são todas as operações agrícolas que entram na carteira. O gestor — atualmente a Fator Asset — realiza uma análise cuidadosa de cada oportunidade, avaliando diversos fatores:

  • A inadimplência histórica da securitizadora
  • O perfil do devedor (cooperativa versus pequeno produtor)
  • A qualidade das garantias oferecidas
  • A previsibilidade dos recebimentos

Além disso, fundos de crédito desse tipo costumam adotar critérios internos de risco previstos em sua política de investimentos, como limites máximos de exposição a um único devedor e diretrizes de diversificação setorial dentro do agronegócio — não apenas soja, mas também cana, café, pecuária e alimentos processados. Os limites exatos aplicáveis ao OIAG11, incluindo eventuais restrições por qualidade de crédito, devem ser conferidos diretamente no regulamento vigente do fundo, disponível no site da CVM.

O monitoramento não termina após a compra. Quando um devedor começa a atrasar pagamentos, o fundo registra como inadimplência e comunica aos cotistas no informe mensal. Em casos mais graves, podem ser necessárias provisões para perdas – o gestor reduz o valor do ativo no balanço, antecipando possíveis não-recebimentos. Essas provisões diminuem o caixa disponível para distribuição de dividendos.

Consequentemente, a gestão profissional e regulada pela CVM (Resolução 175) oferece maior segurança. Essa norma estabelece responsabilidades claras, limites de concentração e obrigações de divulgação, protegendo os interesses dos cotistas.

Como funciona a distribuição de dividendos

Vamos exemplificar: se você possui 500 cotas do OIAG11 e o dividendo anunciado é R$ 0,12 por cota, você receberá R$ 60,00 brutos naquele mês. O valor é creditado automaticamente na conta da sua corretora, sem necessidade de qualquer solicitação adicional. Como os valores são proporcionais, quem possui 1.000 cotas recebe R$ 120,00 e quem tem 100 cotas recebe R$ 12,00.

No entanto, é importante entender que esses dividendos não são garantidos. Eles dependem diretamente do desempenho da carteira – dos pagamentos recebidos pelos devedores dos CRAs e outros ativos. Meses com maior inadimplência podem resultar em proventos menores, enquanto meses com amortizações antecipadas podem elevar temporariamente as distribuições.

Para acompanhar os rendimentos, você pode consultar:

  • O site da B3 para comunicados oficiais
  • O portal da CVM para informes mensais completos
  • Plataformas especializadas em FIIs e FIAGROs

Os documentos oficiais informam a data de corte (quem tem direito ao provento) e a data de pagamento. Já o informe mensal detalha a taxa de inadimplência vigente, as provisões constituídas e as projeções para os próximos períodos. Por isso, analisar regularmente esses relatórios é essencial para quem investe em FIAGROs.

O que o OIAG11 investe? Conheça a carteira e estratégia

O Ourinvest Innovation FIAGRO Imobiliário concentra sua carteira em instrumentos de crédito lastreados no agronegócio. Os principais ativos são CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), complementados por CRIs ligados a imóveis rurais e, ocasionalmente, cotas de outros FIAGROs ou fundos do setor agro.

Para entender melhor, o CRA é o instrumento central dessa estratégia. Trata-se de um título emitido por securitizadoras, lastreado em recebíveis originados de operações do agronegócio. Na prática, uma empresa agroindustrial com direitos a receber (de clientes ou operações) pode securitizar esses ativos e emitir CRAs. O fundo compra esses títulos e passa a receber os pagamentos devidos.

Instrumento Lastro Isenção IR (PF)
CRA Recebíveis do agronegócio Sim (direto)
CRI Rural Imóvel rural / operação rural Sim (direto)
Debênture comum Dívida corporativa geral Não

Diversificação setorial e mecanismos de proteção

A diferença entre CRA e CRI está no lastro. O CRI tem lastro imobiliário – pode ser uma fazenda, armazém rural ou estrutura de beneficiamento. Já o CRA tem lastro em recebíveis operacionais do agro – vendas de safra, contratos de fornecimento ou financiamentos de insumos. Ambos são isentos de IR para pessoas físicas quando adquiridos diretamente.

A estratégia do OIAG11 busca diversificar dentro do agronegócio. Isso significa alocar recursos em diferentes elos da cadeia produtiva:

  • Produção primária (lavouras, pecuária)
  • Processamento industrial
  • Distribuição e exportação
  • Serviços de apoio

Por exemplo, o fundo pode ter CRAs de uma cooperativa de soja no Mato Grosso, CRIs de um frigorífico no Paraná e cotas de outro FIAGRO focado em cana-de-açúcar. Essa diversificação reduz o risco de concentração em um único devedor, cultura ou região.

Para consultar a composição atual da carteira, utilize o CNPJ 41.218.352/0001-03 no site da CVM (cvm.gov.br) ou consulte os documentos do fundo publicados na B3, onde também estão disponíveis os materiais da oferta inicial — cujo anúncio de encerramento identifica a Órama como coordenadora líder e a NuInvest como coordenadora contratada. O regulamento e o prospecto detalhados estabelecem os limites de concentração e os critérios para seleção de ativos.

Dividendos do OIAG11: valores, prazos e o que influencia os pagamentos

O OIAG11 distribui proventos mensalmente. Recentemente (agosto 2026), os pagamentos têm girado em torno de R$ 0,12 por cota. Esse valor, porém, não é fixo e varia conforme o desempenho da carteira a cada período.

Como são calculados e comparativo com CDB

Vamos analisar um exemplo prático. Ao longo de 2026, as cotações do OIAG11 informadas por plataformas de mercado oscilaram aproximadamente entre R$ 8,00 e R$ 9,10 — o preço varia diariamente, portanto consulte a cotação do dia antes de qualquer cálculo. Usando como referência ilustrativa um preço de R$ 8,50, um investidor com 500 cotas teria cerca de R$ 4.250,00 investidos. Com um dividendo de R$ 0,12 por cota, receberia R$ 60,00 no mês, o que equivale a um rendimento mensal de aproximadamente 1,41% sobre o valor investido. Note que, quanto maior o preço pago pela cota, menor o yield: a R$ 9,10, o mesmo dividendo representaria cerca de 1,32% ao mês (a R$ 8,00, cerca de 1,50%).

Investimento Capital Rendimento Mensal (1º mês) Yield Mensal Alíquota IR Rendimento Líquido
CDB 100% CDI R$ 10.000 R$ 108,72 (bruto) 1,09% 22,5% (até 180d) R$ 84,26
OIAG11 (estimado, cota a R$ 8,50) R$ 10.000 R$ 141,18 (bruto) 1,41% 0% (se isento) R$ 141,18

Compare: R$ 10.000 aplicados em CDB a 100% do CDI (taxa corrente de 13,90% a.a. em agosto/2026) rendem cerca de R$ 108,72 brutos no primeiro mês. Após IR regressivo de 22,5% (para aplicações até 180 dias), o valor líquido cai para aproximadamente R$ 84,26. Já no OIAG11, com dividendos de R$ 0,12/cota e cota a R$ 8,50, o mesmo capital renderia cerca de R$ 141,18/mês – porém sujeito a variações conforme o preço de entrada, a inadimplência e os recebimentos da carteira.

Segundo o regulamento do OIAG11, o fundo prevê a distribuição de no mínimo 95% do resultado apurado em regime de caixa, apurado nos períodos definidos no próprio documento. Vale esclarecer que essa é uma política contratual do fundo: a exigência legal de distribuição de 95% dos resultados semestrais é própria dos FIIs e, conforme entendimento manifestado pela CVM em ofício circular, não se aplica automaticamente aos FIAGROs. Muitos desses fundos, ainda assim, optam por distribuições mensais para atrair investidores interessados em renda recorrente. No caso do OIAG11, os valores são creditados na conta da corretora de cada investidor próximo à data estipulada após o anúncio.

Impacto da inadimplência nos proventos

Vamos a um exemplo numérico esclarecedor: suponha que em um determinado mês a inadimplência da carteira seja de 2%, com dividendo anunciado de R$ 0,12 por cota. Se no mês seguinte a inadimplência subir para 5% – cenário possível em períodos econômicos desafiadores – o gestor pode precisar constituir provisão de R$ 0,02 por cota para cobrir perdas esperadas. Resultado: o dividendo cairia de R$ 0,12 para R$ 0,10, uma queda de quase 17% no valor distribuído.

Por esse motivo, monitorar os relatórios mensais é fundamental antes de considerar os dividendos como “recorrentes”. Você pode acompanhar os proventos através de:

  • Portal da B3 (b3.com.br): onde são publicados os comunicados de distribuição
  • Site da CVM: com os informes mensais detalhados
  • Plataformas de acompanhamento de fundos

Os documentos oficiais informam tanto a data de corte (quem tem direito ao provento) quanto a data de pagamento. Além disso, o informe mensal detalha a taxa de inadimplência atual, as provisões constituídas e as projeções para os próximos meses.

Lembre-se que dividendos passados não garantem dividendos futuros. Se a inadimplência aumentar ou forem necessárias mais provisões, os valores distribuídos podem cair. Por outro lado, amortizações antecipadas de CRAs podem elevar temporariamente os proventos. Acompanhar esses relatórios é parte essencial da gestão do seu investimento.

Tributação do OIAG11: entenda como funciona para pessoa física

A tributação varia conforme o tipo de rendimento. Para os proventos distribuídos, pode haver isenção de IR para investidores pessoa física quando o fundo atende aos requisitos legais. Quanto às taxas cobradas pelo fundo, informações de plataformas de mercado indicam taxa de performance de 20% sobre o que exceder o benchmark de CDI + 2% ao ano — confirme a redação exata da cláusula no regulamento vigente antes de investir. Já para ganhos de capital na venda das cotas, a alíquota é de 20%, recolhida via DARF.

Os FIAGROs seguem regras similares aos FIIs. A isenção de IR sobre os rendimentos pagos a pessoas físicas exige três condições principais:

  • O fundo deve ter no mínimo 100 cotistas (requisito atualizado pela Lei 14.754/2023)
  • As cotas devem ser negociadas exclusivamente em bolsa ou mercado de balcão organizado
  • O investidor pessoa física deve deter menos de 30% das cotas, individualmente ou em conjunto com partes a ele ligadas (limite também atualizado pela Lei 14.754/2023, que ampliou o antigo patamar de 10%)

Atenção: o requisito atual é de 100 cotistas, não 50, e o limite de participação individual é de 30%, não mais 10%. Ambos os números foram alterados pela Lei 14.754/2023, e muitos materiais ainda mencionam incorretamente os limites antigos. Verifique sempre no informe mensal se o fundo cumpre essas exigências.

Uma vantagem importante é que não há come-cotas nos FIAGROs listados em bolsa. Essa tributação semestral (maio e novembro) incide sobre fundos de renda fixa tradicionais, reduzindo o patrimônio mesmo sem resgates.

Sobre o IOF, ele incide apenas nos primeiros 30 dias de aplicações com resgate direto. Como o OIAG11 não permite resgate junto ao fundo, esse imposto não se aplica na saída via mercado secundário. Entretanto, a venda de cotas na B3 gera ganho de capital tributado à alíquota de 20%, com recolhimento via DARF até o último dia útil do mês seguinte.

Na declaração anual do IRPF, você deve informar:

  • As cotas na ficha “Bens e Direitos” pelo valor em 31/12
  • Os rendimentos isentos recebidos em “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”
  • Ganhos de capital apurados na venda em “Ganhos de Capital”

Checklist das suas obrigações tributárias:

  • Declarar cotas em Bens e Direitos (saldo em 31/12)
  • Informar rendimentos isentos recebidos mensalmente
  • Recolher DARF de 20% sobre ganho de capital em vendas de cotas
  • Verificar se o fundo cumpriu requisitos de isenção no período
  • Prazo do DARF: último dia útil do mês seguinte à venda

OIAG11 vale a pena? Avalie riscos e oportunidades

A resposta depende do seu perfil como investidor e do momento de mercado. O OIAG11 oferece diversificação no agronegócio, rendimentos mensais e potencial isenção fiscal, mas também apresenta riscos específicos que exigem análise cuidadosa.

Risco de crédito: este é o principal risco do fundo. Os CRAs e CRIs dependem da capacidade de pagamento dos devedores – produtores, cooperativas e empresas agroindustriais. Safras ruins, quedas de preços de commodities ou dificuldades financeiras podem gerar inadimplência e reduzir os rendimentos distribuídos.

Risco de liquidez: como não há resgate direto, você depende do mercado secundário para vender suas cotas. Em períodos de estresse, pode haver pouca demanda, obrigando você a aceitar preços desfavoráveis. Portanto, esse investimento não serve como reserva de emergência – você deve estar preparado para manter as cotas por períodos prolongados.

Risco setorial: toda a carteira está exposta ao agronegócio. Crises sistêmicas no setor – como seca prolongada, restrições regulatórias ou desvalorização de commodities – afetam todos os ativos do fundo simultaneamente. Diferente de fundos multimercado, não há diversificação entre setores.

Risco de gestão: mudanças de gestor e de administrador alteram o processo de seleção e monitoramento dos ativos. No caso do OIAG11, a gestão hoje é atribuída à Fator Asset (FAR), com administração da QI CTVM, o que reforça a importância de avaliar o histórico da equipe atual — e não apenas a marca que dá nome ao fundo.

Risco regulatório: as regras para FIAGROs ainda estão se consolidando. Mudanças na legislação tributária ou nas normas da CVM podem alterar o tratamento fiscal ou a composição permitida das carteiras.

Por outro lado, as vantagens são concretas:

  • Potencial isenção de IR sobre rendimentos (vantagem significativa frente ao CDB)
  • Renda mensal que facilita o planejamento financeiro
  • Exposição ao agronegócio sem volatilidade das ações
  • Diversificação real frente a carteiras concentradas em renda fixa urbana

Para exemplificar, um investidor conservador com R$ 10.000 em CDB a 100% do CDI, considerando o CDI corrente de 13,90% a.a. em agosto/2026, teria cerca de R$ 11.146,75 líquidos após um ano – já descontado o IR regressivo de 20%, alíquota aplicável à faixa de 181 a 360 dias (17,5% valem de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias). Já um investidor moderado no OIAG11 teria renda mensal potencialmente isenta, mas enfrentando risco de crédito, que o CDB não apresenta.

A escolha entre eles não se resume ao retorno potencial – envolve principalmente sua tolerância ao risco e horizonte temporal. Em crises agrícolas, o OIAG11 sofre; já o CDB permanece estável.

O OIAG11 pode ser uma opção interessante para investidores com horizonte de médio prazo (2+ anos), tolerância moderada ao risco e interesse em diversificação setorial. Para quem precisa de liquidez imediata ou tem baixa tolerância a variações nos proventos, alternativas como CDB ou Tesouro Selic podem ser mais adequadas. A Renova Invest possui especialistas que podem analisar qual proporção faz sentido no seu caso.

Resumo prático:

  • OIAG11 é um FIAGRO Imobiliário com estratégia focada em crédito do agronegócio (CRAs e CRIs rurais)
  • Gestão atribuída à Fator Asset (FAR) e administração pela QI CTVM; o nome “Ourinvest” é histórico
  • Distribui proventos mensais (recentemente em torno de R$ 0,12/cota), variando conforme inadimplência
  • Isenção de IR sobre rendimentos depende do cumprimento de requisitos legais
  • Ganho de capital em vendas é tributado a 20% via DARF
  • Sem liquidez diária – saída pelo mercado secundário da B3
  • Indicado para investidores com horizonte médio e tolerância a risco setorial

Perguntas frequentes sobre o OIAG11

O que é exatamente o OIAG11?

O OIAG11 é o código do Ourinvest Innovation FIAGRO Imobiliário na B3, um fundo que investe em instrumentos de crédito do agronegócio – principalmente CRAs e CRIs rurais. Seu CNPJ é 41.218.352/0001-03. A gestão é atribuída à Fator Asset (FAR), com administração da QI CTVM. Ele distribui rendimentos mensais e pode oferecer isenção de IR para investidores pessoa física que atendam aos requisitos legais.

Como funciona o pagamento de dividendos?

O fundo distribui rendimentos mensalmente. Recentemente (agosto/2026), os pagamentos têm ficado em torno de R$ 0,12 por cota. Mas atenção: esse valor não é garantido e depende dos recebimentos da carteira de CRAs e outros ativos. Com inadimplência, os dividendos podem cair. Os valores são creditados automaticamente na conta da corretora após a data de corte anunciada. O informe mensal detalha a taxa de inadimplência da carteira.

Há isenção de Imposto de Renda no OIAG11?

Os rendimentos podem ser isentos de IR para pessoa física desde que: o fundo tenha no mínimo 100 cotistas (Lei 14.754/2023), as cotas sejam negociadas em bolsa e você detenha menos de 30% das cotas, isoladamente ou junto com partes ligadas. Quanto às taxas, informações de mercado apontam performance de 20% sobre o que exceder CDI + 2% a.a., o que deve ser confirmado no regulamento vigente. Já o ganho de capital na venda das cotas é sempre tributado a 20% via DARF. Verifique sempre o informe mensal disponível na CVM para confirmar se o fundo cumpre as exigências.

Qual a diferença entre FIAGRO e FII?

Enquanto os FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) investem em imóveis urbanos como shoppings e galpões logísticos, os FIAGROs focam no agronegócio – CRAs, CRIs rurais e operações de crédito agrícola. Ambos são listados na B3, distribuem rendimentos e podem oferecer isenção de IR. Há diferenças também nas obrigações aplicáveis: a regra de distribuição mínima de 95% dos resultados semestrais é própria dos FIIs, enquanto nos FIAGROs a política de distribuição decorre do regulamento de cada fundo. A diferença principal, porém, está nos ativos e riscos: FIIs sofrem com recessão imobiliária; FIAGROs, com crises agrícolas.

Como posso comprar cotas?

As cotas do OIAG11 são negociadas na B3 como ações ou FIIs. Basta ter conta em uma corretora, acessar o home broker e digitar OIAG11. A compra é feita pelo preço de mercado no momento da ordem – que oscila diariamente. Como é um condomínio fechado, não há resgate direto – para sair, você deve vender suas cotas no mercado secundário.

Qual o risco de calote no OIAG11?

O risco não é exatamente do fundo, mas dos devedores dos CRAs e CRIs da carteira. Se produtores ou empresas agrícolas não conseguirem honrar seus compromissos, o fundo (e cotistas) absorve a perda. Por isso é crucial acompanhar a taxa de inadimplência mensal. Percentuais acima de 5-8% podem indicar problemas na seleção de ativos ou deterioração do cenário agrícola.

Entender os detalhes do Ourinvest Innovation FIAGRO Imobiliário é fundamental antes de investir. A diferença entre um FIAGRO adequado e um inadequado para seu perfil não está apenas no dividendo anunciado – mas principalmente na qualidade da carteira de crédito, na gestão dos riscos, na equipe que hoje toma as decisões e no alinhamento com seu horizonte de investimento.

Se você busca exposição qualificada ao agronegócio dentro de uma carteira equilibrada, o OIAG11 merece sua atenção. No entanto, essa alocação deve ser proporcional à sua tolerância ao risco setorial e capacidade de manter o investimento por pelo menos dois anos. A Renova Invest pode ajudá-lo a calcular o percentual ideal para seu patrimônio, equilibrar essa posição com CDBs e Tesouro Direto, e integrá-la em uma estratégia de diversificação consistente. Fale com um de nossos assessores hoje mesmo e descubra como esse instrumento pode agregar valor à sua carteira.

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CDI hoje
13,65% a.a.
  • Meta Selic13,75%
  • CDI 12 meses14,47%
  • CDI em 202610,55%
Ver CDI e simulação →
Fonte: Banco Central · 01/10/2026
Dólar hoje
R$5,2338
  • Variação no dia+0,22%
  • Dólar em 2026-4,43%
  • PTAX 01/10R$ 5,2079
Ver cotação e gráfico →
Fonte: Brapi e Banco Central · 02/10/2026 às 12h30

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