Pedro de Godoy Bueno e a Dasa: trajetória, fortuna e DASA3

Pedro de Godoy Bueno e a Dasa: trajetória, fortuna e DASA3

Aos 24 anos, Pedro de Godoy Bueno assumiu a presidência de um dos maiores grupos de saúde do Brasil. Herdeiro da família que controla a Dasa, economista de formação e filho de Edson de Godoy Bueno — fundador da Amil —, Pedro comandou a empresa durante um ciclo de expansão agressiva que quintuplicou a receita (de cerca de R$ 3 bilhões em 2014 para cerca de R$ 15 bilhões em 2022) e multiplicou a dívida. Hoje, como vice-presidente do Conselho de Administração, sua trajetória ilustra tanto o poder quanto o risco do controle acionário concentrado na B3.

DASA3 Diagnosticos da America S.A. Ativo
R$ 2,61 4,40%
Cotação · atualizada há 55 minutos
Variação (6 meses) -32,6%
Máxima (6 meses) R$ 3,87
Mínima (6 meses) R$ 2,11
Cotação de DASA3 — últimos 6 meses
máx R$ 3,87 mín R$ 2,11

Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.

Resposta direta: Pedro de Godoy Bueno é economista e empresário nascido em 1990. Atuou como CEO da Dasa de dezembro de 2014 até o início de 2024, quando foi sucedido por Lício Tavares Ângelo Cintra — que, por sua vez, deixou a presidência em 30 de junho de 2025, sendo substituído por Rafael Lucchesi a partir de 1º de julho de 2025. Desde a saída da diretoria, Pedro ocupa o cargo de vice-presidente do Conselho de Administração. Segundo a composição acionária divulgada pela companhia com data-base de 30 de dezembro de 2025, o bloco de controladores detinha 85,0% do capital.

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Quem é Pedro de Godoy Bueno?

Trajetória executiva

Pedro de Godoy Bueno nasceu em 1990 e é economista de formação. Seu pai, Edson de Godoy Bueno, foi cofundador da Amil — vendida à UnitedHealth Group em 2012. A Dasa, porém, não foi fundada pela família: a companhia remonta a 1961, quando médicos como Humberto Delboni e Raul Dias dos Santos criaram a operação de patologia clínica que deu origem ao grupo. A família Godoy Bueno passou a investir na Dasa em 2011 e assumiu o controle acionário em 2014.

Em dezembro de 2014, aos 24 anos, Pedro assumiu a presidência executiva da companhia. Naquele momento, a Dasa era principalmente uma rede de laboratórios de diagnóstico. Durante seus nove anos como CEO, a empresa se transformou em um grupo de saúde integrada, com hospitais, oncologia e serviços ambulatoriais.

Patrimônio e DNA Capital

Não há divulgação oficial do patrimônio individual de Pedro de Godoy Bueno. Estimativas de imprensa costumam partir da participação do bloco familiar na Dasa e dos ativos da DNA Capital, mas participação societária de um bloco de controladores não equivale a fortuna pessoal — não considera dívidas nem a titularidade repartida entre familiares. Por isso, qualquer cifra individual deve ser tratada como estimativa não confirmada.

A DNA Capital é uma gestora de investimentos focada em saúde, fundada em 2013 com apoio da família Bueno — um ano antes de Pedro assumir a presidência da Dasa. Por meio dela, a família amplia sua exposição ao setor além das ações da companhia, atuando em participações privadas.

Reconhecimento e influência atual

Pedro recebeu o prêmio Empreendedor do Ano da Ernst & Young em 2021 e foi reconhecido pelo prêmio ISTOÉ Dinheiro Saúde, consolidando sua reputação pública como executivo de referência no setor. A sucessão na presidência executiva foi anunciada em junho de 2023 e concluída no início de 2024; desde então, Pedro atua como vice-presidente do Conselho de Administração, mantendo influência sobre a estratégia sem atribuições executivas do dia a dia.

Para o investidor em DASA3, entender quem é Pedro de Godoy Bueno significa entender o perfil do controlador: jovem, com visão de longo prazo em saúde integrada e histórico de decisões arrojadas de expansão. Isso tem implicações diretas sobre o apetite por aquisições e o nível de alavancagem que a companhia aceita.

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Como Pedro chegou à presidência da Dasa?

O caminho até o comando executivo

Pedro assumiu a presidência da Dasa em dezembro de 2014, aos 24 anos, no mesmo ano em que a família Godoy Bueno consolidou o controle acionário da companhia. Não foi uma progressão gradual dentro da empresa — foi uma decisão do bloco controlador de colocar um representante da família na liderança executiva.

Marcos de expansão (2014–2023)

Durante os nove anos como CEO, a Dasa passou por uma transformação profunda, apoiada em aquisições e reorganizações societárias. Entre os marcos registrados no histórico oficial da companhia:

  • 2015–2018: consolidação da plataforma de medicina diagnóstica, com integração de redes regionais e laboratórios de anatomia patológica
  • 2019: integralização das ações da Ímpar no grupo, movimento que estruturou a vertical hospitalar
  • 2021: aquisições hospitalares que adicionaram mais de 1.500 leitos à operação, ampliando a atuação em alta complexidade e oncologia
  • 2022–2023: fim do ciclo agressivo, com foco em integração operacional e gestão da alavancagem elevada resultante do período anterior

Essa estratégia posicionou a Dasa como concorrente de grupos como Hapvida e Rede D’Or. Em contrapartida, o ritmo de aquisições elevou a alavancagem financeira, que se tornou o principal desafio da companhia nos anos seguintes.

A transição na presidência executiva

A companhia anunciou a sucessão em junho de 2023, com Lício Tavares Ângelo Cintra atuando inicialmente como COO e assumindo formalmente a presidência executiva no início de 2024. Cintra foi CEO do Grupo São Francisco por cerca de 14 anos, até a venda para a Hapvida em 2019, e depois atuou como vice-presidente comercial e de M&A na própria Hapvida. Em 30 de junho de 2025 ele deixou a presidência da Dasa, passando a liderar a Rede Américas, e Rafael Lucchesi assumiu como diretor-presidente em 1º de julho de 2025.

É importante separar fato de interpretação: a companhia comunicou a troca como antecipação de um plano de sucessão e convergência de visões, não como consequência da dívida. A troca ocorreu, de fato, em um período de maior foco em eficiência e desalavancagem — mas atribuir a saída de Pedro ao endividamento é leitura de mercado, não informação oficial. Para quem acompanha DASA3, monitorar as decisões do Conselho é tão importante quanto acompanhar os resultados trimestrais.

O que é a Dasa e qual o tamanho do grupo?

A Dasa (Diagnósticos da América S.A.) é um dos maiores grupos de saúde do Brasil e está listada na B3 sob o ticker DASA3. Desde 1º de abril de 2025, sua estrutura mudou de forma relevante: a medicina diagnóstica — laboratórios, centros de imagem e anatomia patológica — é a principal operação consolidada; a companhia mantém hospitais e oncologia próprios no Nordeste; e a maior parte dos hospitais antes reunidos na Ímpar passou à Rede Américas, joint venture 50/50 com a Amil, cujos resultados são reconhecidos por equivalência patrimonial, e não mais consolidados integralmente.

Essa mudança de perímetro é o ponto mais importante para quem compara demonstrações de anos diferentes: boa parte da variação de receita entre 2024 e 2025 decorre da desconsolidação dos hospitais aportados na joint venture, e não de perda equivalente de operação.

Números e contexto competitivo

No exercício de 2025, segundo o release oficial do 4T25, a divisão de Diagnósticos registrou receita líquida de R$ 7,789 bilhões. O EBITDA recorrente somou R$ 2,096 bilhões, com margem de 21,7% — métrica que exclui, entre outros itens, equivalência patrimonial, hospitais transferidos à Rede Américas, desinvestimentos, efeitos da formação da joint venture e impairment. Já o EBITDA consolidado foi de R$ 2,026 bilhões, com margem de 18,1%.

Indicador 2025 2024 Contexto
Receita líquida — Diagnósticos R$ 7,789 bi n/d neste texto Receita do segmento, não a consolidada
EBITDA recorrente / consolidado R$ 2,096 bi / R$ 2,026 bi n/d neste texto Margens de 21,7% (recorrente) e 18,1% (consolidada)
Prejuízo líquido –R$ 1,135 bi –R$ 1,196 bi Peso do custo financeiro e de itens não recorrentes
Dívida líquida R$ 5,416 bi R$ 10,051 bi Perímetros afetados pela criação da Rede Américas

A presença nacional da Dasa abrange as principais capitais e regiões metropolitanas do país. Essa escala é um ativo competitivo relevante, pois permite negociar com operadoras de planos de saúde em condições mais favoráveis. Por outro lado, gerir uma rede tão ampla exige capital intensivo e disciplina operacional rigorosa.

Para o investidor, o tamanho da Dasa é faca de dois gumes: a escala gera poder de mercado, mas também concentra risco operacional e financeiro. Comparar sempre indicadores do mesmo perímetro é pré-requisito para qualquer análise de DASA3.

Estrutura de controle: como a família Godoy Bueno domina a Dasa

Segundo a página oficial de composição acionária da Dasa, com data-base de 30 de dezembro de 2025, a categoria “Controladores” reunia 85,0% do capital social. Esse número agrega todos os controladores; a decomposição exata entre a holding Cromossomo II e demais veículos da família deve ser conferida no Formulário de Referência mais recente arquivado na CVM. O percentual de 71,94%, frequentemente repetido na internet, é um dado de 2014 e não reflete a estrutura atual.

De todo modo, a Dasa é uma companhia de controle familiar típica: as decisões estratégicas passam pelo bloco controlador antes de qualquer deliberação formal dos demais acionistas. Pedro de Godoy Bueno também figura como administrador em outras empresas ligadas ao grupo, reforçando sua presença em múltiplos níveis da estrutura corporativa.

Implicações para o acionista minoritário

Com a maior parte do capital nas mãos de um único bloco, as deliberações em assembleia são essencialmente definidas pelo controlador. Isso inclui decisões sobre dividendos, eleição de conselheiros, aprovação de aquisições e eventual fechamento de capital.

Um ponto que costuma ser mal relatado é o segmento de listagem. A Dasa deixou o segmento especial em 2016, mas migrou novamente para o Novo Mercado da B3 em junho de 2021 e segue identificada nesse segmento — ou seja, está sujeita ao padrão mais exigente de governança da bolsa. O tema em aberto é o free float reduzido, na casa de 14%, com autorização temporária da B3 para recomposição. Antes de qualquer conclusão sobre governança, vale conferir o segmento e a situação de free float diretamente no site da B3.

Checklist de pontos de governança que o investidor deve monitorar em DASA3:

  • Composição do Conselho: proporção de conselheiros independentes vs. indicados pelo controlador
  • Política de dividendos: histórico de distribuição e decisões sobre retenção de caixa
  • Transações com partes relacionadas: operações entre a Dasa, a Rede Américas e outras empresas ligadas à família
  • Decisões de desinvestimento: quais ativos foram vendidos ou aportados e em que condições
  • Free float e segmento de listagem: evolução da liquidez e cumprimento das regras do Novo Mercado

Na prática, investir em uma empresa de controle familiar concentrado exige monitoramento mais ativo do que em companhias com capital pulverizado. O alinhamento de interesses entre controlador e minoritário não é automático — precisa ser verificado nos resultados e nas decisões estratégicas ao longo do tempo.

Desempenho financeiro da Dasa: receita, EBITDA e impacto da dívida

Em 2025, a Dasa reportou receita líquida de R$ 7,789 bilhões em Diagnósticos, EBITDA recorrente de R$ 2,096 bilhões (margem de 21,7%) e fluxo de caixa livre de R$ 651 milhões, ante R$ 371 milhões em 2024. Como o EBITDA recorrente exclui itens relevantes, a leitura mais conservadora é a do EBITDA consolidado: R$ 2,026 bilhões, com margem de 18,1%. Sem um benchmark comparável de mesmo perímetro, não é possível afirmar que essa margem seja “boa” ou “ruim” para o setor.

Apesar da geração operacional, a companhia acumulou prejuízo líquido de R$ 1,135 bilhão em 2025, após –R$ 1,196 bilhão em 2024. Esse é o ponto crítico da análise fundamentalista de DASA3: mesmo com EBITDA relevante, custo financeiro e itens não recorrentes levam a última linha ao vermelho.

Vale corrigir uma confusão comum: o resultado de R$ 9 milhões divulgado no 1T2024 era um lucro líquido ajustado, e não o resultado societário da demonstração consolidada do ITR. Comparações de “reversão de prejuízo” só fazem sentido quando se usa a mesma métrica em todos os períodos.

Para contextualizar o impacto da alavancagem no preço da ação: quem comprou DASA3 em 2022 — quando a expansão ainda estava em curso e a dívida já era elevada — viu o papel sofrer pressão relevante nos trimestres seguintes, com o mercado precificando risco de refinanciamento e custo financeiro crescente.

Os indicadores mais relevantes a acompanhar trimestralmente são: dívida líquida (atenção à definição usada), relação dívida/EBITDA, geração de caixa livre, resultado da equivalência patrimonial da Rede Américas e margem EBITDA. Esses números contam a história real da recuperação — ou da estagnação — da companhia.

Ciclo de desalavancagem da Dasa: trajetória e riscos residuais

A dívida em números, na ordem correta

A trajetória não foi linear. Com base nos releases oficiais, e considerando a métrica que inclui aquisições a pagar e antecipação de recebíveis: o 4T23 encerrou com R$ 10,826 bilhões e alavancagem de 4,90x; o 1T24 piorou, para R$ 11,470 bilhões e 5,14x; o 4T24 terminou com dívida líquida de R$ 10,051 bilhões. Somente após a reorganização societária de 2025 houve queda relevante: R$ 5,416 bilhões e 2,67x no 4T25. No 1T26, a companhia registrou dívida financeira líquida de R$ 5,5 bilhões, com índice de alavancagem para fins de covenants de 2,88x. Já há trimestre mais recente divulgado: no 2T26 (divulgado em 13 de agosto de 2026), a dívida líquida financeira caiu para R$ 5,6 bilhões, queda de 23% na comparação anual, e a companhia reportou prejuízo líquido das operações continuadas de R$ 34,9 milhões.

Atenção: as definições mudam entre indicadores (dívida financeira líquida, dívida após aquisições a pagar, índice de covenant). Comparar números de fontes distintas sem checar a metodologia produz conclusões erradas. Em vez de benchmarks genéricos de mercado, o parâmetro objetivo é o covenant contratual da própria companhia: no 4T25, o índice para fins de covenant era de 2,54x, contra limite de 4,0x.

Rede Américas: o que mudou na estrutura

A joint venture com a Amil é o evento estratégico mais relevante do período pós-gestão de Pedro. A Superintendência-Geral do CADE aprovou a combinação dos ativos de Amil e Dasa em agosto de 2024, com a aprovação concluída sem restrições até janeiro de 2025, e a operação foi implementada em abril de 2025, a Rede Américas reúne, em sociedade 50/50, boa parte dos hospitais antes controlados pela Dasa via Ímpar. Três consequências diretas para a tese de investimento: a receita consolidada da Dasa caiu de forma expressiva por desconsolidação, e não por retração operacional; parte relevante do endividamento migrou para a estrutura da joint venture, o que ajuda a explicar a queda da dívida reportada; e a Dasa passou a reconhecer os hospitais por equivalência patrimonial, com Lício Cintra à frente da Rede Américas desde meados de 2025.

Riscos que ainda persistem

A desalavancagem contábil não elimina o risco: a dívida da Rede Américas continua relevante para o grupo em bases econômicas, ainda que fora do balanço consolidado, e analistas apontaram esse ponto como surpresa negativa nos resultados de 2025.

O custo da dívida é atrelado ao CDI — no 1T26, a companhia informou custo médio de CDI + 2,09% a.a. Isso significa que o serviço da dívida varia diretamente com a Selic vigente: com a Selic em 14,00% a.a. e o CDI em 13,90% a.a. na data desta revisão, o custo nominal implícito fica próximo de 16,0% a.a. Antes de estimar despesa financeira, consulte a taxa em vigor na data da sua análise no site do Banco Central.

Há ainda a volatilidade dos resultados. Dois exercícios consecutivos de prejuízo (2024 e 2025) mostram que geração de caixa positiva não basta para levar a última linha ao azul. A consistência trimestral — e não um número isolado — é o que confirma ou desmonta a tese de recuperação.

Resumo prático

  • Quem é: Pedro de Godoy Bueno, economista nascido em 1990, filho do cofundador da Amil e integrante da família que controla a Dasa desde 2014; hoje vice-presidente do Conselho
  • Cargo atual: não é mais CEO desde o início de 2024; a presidência passou a Lício Cintra e, desde 1º de julho de 2025, a Rafael Lucchesi
  • DNA Capital: gestora focada em saúde, criada em 2013 com apoio da família, braço de diversificação patrimonial fora da Dasa
  • Controle acionário: bloco de controladores com 85,0% do capital em 30/12/2025, conforme composição acionária oficial; decomposição por veículo deve ser checada na CVM
  • Financeiro 2025: receita de Diagnósticos de R$ 7,789 bi, EBITDA recorrente de R$ 2,096 bi (21,7%), EBITDA consolidado de R$ 2,026 bi (18,1%), prejuízo de R$ 1,135 bi e FCL de R$ 651 mi
  • Dívida: 4T23 R$ 10,826 bi (4,90x); 1T24 R$ 11,470 bi (5,14x); 4T24 R$ 10,051 bi; 4T25 cerca de R$ 5,4 bi (2,67x; 2,54x para fins de covenant); 1T26 R$ 5,5 bi (2,88x para covenant); 2T26 R$ 5,6 bi

Perguntas frequentes sobre Pedro de Godoy Bueno e a Dasa

Pedro de Godoy Bueno ainda é CEO da Dasa?

Não. Pedro deixou a presidência executiva no início de 2024, após anúncio de sucessão feito em junho de 2023, e passou a vice-presidente do Conselho de Administração. Lício Tavares Ângelo Cintra — ex-CEO do Grupo São Francisco e ex-vice-presidente da Hapvida — assumiu o cargo e o deixou em 30 de junho de 2025, indo liderar a Rede Américas. Rafael Lucchesi é o diretor-presidente desde 1º de julho de 2025.

Qual é a fortuna de Pedro de Godoy Bueno?

Não há divulgação oficial do patrimônio individual de Pedro de Godoy Bueno. Estimativas de imprensa partem da participação do bloco controlador na Dasa e dos ativos da DNA Capital, mas esses dados não permitem inferir patrimônio pessoal, pois não separam a titularidade entre familiares nem descontam dívidas.

O que é a DNA Capital de Pedro de Godoy Bueno?

A DNA Capital é uma gestora de investimentos criada em 2013 com apoio da família Bueno, antes de Pedro assumir a presidência da Dasa. Atua com foco no setor de saúde por meio de participações em empresas privadas e funciona como braço de diversificação patrimonial da família dentro do próprio segmento.

DASA3 paga dividendos?

A Dasa não tem histórico recente de pagamento de dividendos relevantes, dado o ciclo de prejuízos líquidos e o foco em redução de dívida. Distribuição consistente depende de lucro líquido recorrente — o que ainda não se verificou nos exercícios de 2024 e 2025. Consulte os avisos aos acionistas no site de RI para o status mais recente.

Quanto a família Godoy Bueno tem de participação na Dasa?

A composição acionária oficial da companhia, com data-base de 30 de dezembro de 2025, indica 85,0% do capital na categoria Controladores. Esse total agrega os diferentes veículos do bloco, incluindo a holding Cromossomo II; a decomposição exata consta do Formulário de Referência arquivado na CVM. O número de 71,94% refere-se a 2014.

A Dasa está dando lucro?

Nos exercícios mais recentes, não. A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 1,196 bilhão em 2024 e de R$ 1,135 bilhão em 2025, apesar de fluxo de caixa livre positivo de R$ 651 milhões no último ano. Resultados ajustados divulgados em trimestres isolados, como o lucro ajustado de R$ 9 milhões no 1T2024, não equivalem ao resultado societário da demonstração consolidada.

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A diferença entre entender o controlador de uma empresa e ignorá-lo pode custar caro. No caso da Dasa, a família Godoy Bueno concentra a maior parte do capital — 85,0% na categoria Controladores em 30/12/2025 — e cada decisão estratégica reflete os interesses desse bloco. Antes de investir em DASA3, vale conversar com um assessor que analise governança, dívida e geração de caixa de forma integrada para compreender todos os riscos e oportunidades da sua posição.

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Fonte: Banco Central · 28/08/2026

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