O mundo dos investimentos pode ser complexo e repleto de siglas e termos desconhecidos. Dois dos mais pesquisados são CDB e CDI. Embora as siglas sejam parecidas, há uma diferença fundamental: o CDI é uma taxa de juros, enquanto o CDB é um investimento de renda fixa. Em 2026, com o CDI em torno de 14,20% ao ano, entender essa diferença é essencial para rentabilizar bem o seu dinheiro.
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O que é CDI?
CDI, ou Certificado de Depósitos Interbancários, é a taxa de juros praticada nos empréstimos entre bancos. Por lei, os bancos são obrigados a encerrar o dia com saldo positivo. Quando um banco não tem caixa suficiente, ele pede dinheiro emprestado de outro banco — e a taxa aplicada a esses empréstimos é a taxa DI, popularmente chamada de CDI.
Em junho de 2026, a taxa CDI está em aproximadamente 14,20% ao ano, próxima à taxa Selic (14,25% a.a.), mantida pelo Copom em junho de 2026.
O CDI é um indicador, não um investimento. Não é possível aplicar diretamente no CDI, mas ele serve de referência para a rentabilidade de muitos produtos de renda fixa — especialmente o CDB.
O que é CDB?
CDB, ou Certificado de Depósito Bancário, é um título de renda fixa emitido por bancos para captar recursos. Ao investir em um CDB, você empresta dinheiro para o banco. Em troca, o banco paga juros sobre o valor aplicado.
Existem três tipos principais de CDB:
- Pós-fixado: rendimento atrelado ao CDI — o tipo mais comum. Exemplo: “CDB 110% do CDI” rende 110% de 14,20% ao ano = ~15,62% bruto ao ano.
- Prefixado: taxa definida e fixa até o vencimento. Exemplo: “CDB 15% ao ano”.
- Híbrido (IPCA+): inflação mais uma taxa real. Exemplo: “CDB IPCA + 6% ao ano”.
Qual é a diferença entre CDB e CDI?
A principal diferença é simples: o CDB é o produto financeiro (investimento) e o CDI é o referencial de taxa (indicador). Veja na tabela comparativa:
| Característica | CDI | CDB |
|---|---|---|
| O que é | Taxa de juros interbancária | Título de renda fixa |
| Pode investir diretamente? | Não — apenas indicador | Sim — via banco ou corretora |
| Taxa referencial em 2026 | ~14,20% ao ano | Varia: 90% a 130% do CDI |
| Emissor | Transações interbancárias | Bancos e financeiras |
| Proteção FGC | — | Até R$ 250 mil por CPF/instituição |
| Imposto de Renda | — | Tabela regressiva (15% a 22,5%) |
Imposto de Renda no CDB: Tabela Regressiva 2026
O rendimento do CDB é tributado pelo Imposto de Renda na fonte — incide somente sobre o lucro, nunca sobre o capital aplicado. Quanto maior o prazo, menor a alíquota:
| Prazo da aplicação | Alíquota de IR |
|---|---|
| Até 180 dias | 22,5% |
| 181 a 360 dias | 20,0% |
| 361 a 720 dias | 17,5% |
| Acima de 720 dias (2 anos+) | 15,0% |
Exemplo prático: Um CDB pós-fixado a 100% do CDI (14,20% a.a.) mantido por mais de 2 anos rende ~12,07% líquido (14,20% × (1 − 15%)). Para prazos curtos (até 180 dias), o rendimento líquido cai para ~11% — nesse caso, vale comparar com LCI/LCA isentas de IR.
Segurança do CDB: FGC
Os CDBs contam com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que garante até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira em caso de falência do banco emissor. Isso torna o CDB um dos investimentos de renda fixa mais seguros disponíveis para o investidor brasileiro.
Conclusão
Em resumo: o CDI é o termômetro da renda fixa — e em 2026, em ~14,20% ao ano, está no maior nível em mais de uma década. Já o CDB é o investimento que usa esse termômetro como base de remuneração. Na hora de comparar, avalie: a porcentagem do CDI oferecida, o prazo de investimento (para reduzir o IR pela tabela regressiva) e se a instituição tem cobertura do FGC.
Leia também: CDB prefixado ou pós-fixado: qual escolher?