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Ouro rompe US$ 4.000 e vive o maior rali da história moderna: o que isso significa para o investidor brasileiro?

barra de ouro com gráfico ascendente simbolizando a alta histórica do metal no mercado financeiro.


Pela primeira vez em cinco milênios de civilização, o ouro ultrapassou a marca simbólica de US$ 4.000 por onça-troy, chegando a US$ 3.999,52 durante o pregão.

No Brasil, isso significou o grama do metal valendo R$ 696,23, um salto de mais de 50% apenas neste ano, superando praticamente todos os índices de ações, fundos imobiliários e até as principais criptomoedas.

Mas essa não é uma alta qualquer. Estamos diante do movimento de valorização mais expressivo do ouro em mais de 40 anos. E entender o que está por trás dessa disparada é essencial para quem busca proteger o patrimônio em um mundo cada vez mais incerto. Vamos continuar a leitura?

O que explica essa disparada do ouro

O movimento começou de forma discreta no fim de 2024, mas ganhou força em 2025, impulsionado por uma combinação rara de fatores econômicos e geopolíticos. Como resume Ahmad Assiri, estrategista da Pepperstone Group:

“O que estamos vendo não é especulação, é realocação estrutural de capital. O ouro voltou a ser visto como ativo de valor real.”

A percepção mudou. Segundo Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova:

“Hoje, o ouro é tanto proteção quanto oportunidade. Não é medo, é estratégia.”

Os números confirmam essa tendência: os ETFs globais de ouro receberam US$ 60 bilhões em aportes apenas em 2025, o maior fluxo anual da história.

No Brasil, o ETF GOLD11, negociado na B3, teve R$ 4 bilhões em volume nas últimas semanas, um avanço de 141% em relação à média histórica.

O terceiro grande ciclo do ouro

O mercado vive algo que só aconteceu duas vezes em 50 anos:

1980 – Inflação e caos

O ouro atingiu US$ 850 por onça (equivalente a cerca de US$ 3.200 hoje), em meio à inflação americana acima de 14% e juros de 15%. Era o porto seguro em um ambiente de descontrole monetário.

2011 – Crise financeira e estímulos recordes

Após a crise de 2008, o metal saltou de US$ 800 para US$ 1.920, embalado pelos programas de quantitative easing e pelo medo de colapso bancário.

2025 – A era da diversificação global

Agora, os bancos centrais deixaram de ser vendedores e se tornaram os principais compradores de ouro, com destaque para China, Polônia e Índia.

A produção global está perto do limite, e o metal passou a ter papel crescente na indústria tecnológica, de semicondutores a dispositivos médicos. Tudo isso em meio a uma fragmentação geopolítica inédita.

Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates, resumiu o momento:

“Se você não entende por que o ouro importa agora, talvez ainda não tenha compreendido o novo ciclo monetário global.”

7 motores da alta em 2025

1 – Juros em queda e inflação resiliente

O Federal Reserve iniciou cortes de juros, reduzindo a taxa básica de 5,5% para 4,5%, e sinalizou conforto com inflação próxima de 3%. Com juros reais próximos de zero, o custo de oportunidade de manter ouro caiu — cenário clássico de valorização.

2 – Compras recordes de bancos centrais

Em 2024 e 2025, bancos centrais globais compraram mais de 1.000 toneladas de ouro — um dos maiores volumes da história. O movimento não é especulativo, e sim estratégico: reduzir a dependência do dólar.

3 – Tensão geopolítica e incerteza global

O retorno de Donald Trump à Casa Branca reacendeu disputas comerciais e elevou a incerteza. Com conflitos e novas tarifas em pauta, investidores migraram para ativos de proteção.

4 – Dólar mais fraco

O Índice DXY caiu 7% no ano, refletindo preocupação com a dívida pública americana, que já ultrapassa US$ 35 trilhões. O ouro, como ativo de reserva, se beneficia diretamente desse enfraquecimento.

5 – Risco de estagflação

O crescimento global desacelerou enquanto a inflação segue resistente. Esse é o ambiente em que o ouro historicamente tem seu melhor desempenho.

6 – Entrada de investidores institucionais

Fundos de pensão e universidades passaram a incluir ouro em suas carteiras modelo. O Morgan Stanley, por exemplo, revisou seu modelo clássico de portfólio 60/40, incluindo uma fatia de alternativos onde o ouro passou a figurar.

7 – Efeito “shutdown” nos EUA

O shutdown, paralisação parcial do governo americano em outubro, reduziu a divulgação de dados econômicos e aumentou a incerteza, catalisando uma nova onda de compras.

Como investir em ouro no Brasil

 ETFs (Fundos de índice)

O GOLD11 é o principal ETF de ouro na B3. Ele replica o preço internacional do ouro (em dólar), oferecendo exposição global sem necessidade de abrir conta no exterior. É prático, líquido e acessível.

Ações de mineradoras

Empresas como Newmont, Barrick Gold e Aura Minerals (AURA33) têm performance atrelada ao preço do metal, mas com volatilidade maior. São alternativas para quem busca exposição indireta, com potencial de valorização adicional.

Ouro físico

Barras e moedas certificadas por empresas como Ourominas ou Parmetal seguem sendo a forma mais tradicional de investir. Têm custos de custódia e segurança, mas oferecem posse total do ativo.

Fundos de investimento

Diversas gestoras, como a do BTG Pactual, oferecem fundos multimercado com ouro na composição. Essas estratégias permitem exposição parcial dentro de uma gestão ativa e diversificada.

Contratos futuros

Indicados apenas para investidores experientes, os contratos OZ1D e OZ2D na B3 permitem operar com alavancagem e hedge cambial, exigindo acompanhamento profissional.

O que dizem as grandes instituições

  • Goldman Sachs: projeta ouro a US$ 4.300 até o fim de 2025.
  • Citigroup: fala em US$ 4.500 até meados de 2026.
  • JP Morgan: prevê consolidação entre US$ 3.800 e US$ 4.200.
  • John Paulson: acredita em US$ 5.000 nos próximos anos e até US$ 10.000 em cenário de crise fiscal.

Apesar de projeções otimistas, o consenso é claro: o ouro reassumiu protagonismo estrutural no portfólio global, não como aposta, mas como proteção.

Como o ouro se encaixa na sua carteira

O ouro voltou a ganhar espaço nas alocações estratégicas de grandes instituições, mas o papel dele não é o de protagonista e sim o de diversificador inteligente.

Ele funciona como componente de descorrelação, ajudando a proteger o portfólio em períodos de instabilidade econômica, inflação ou incerteza geopolítica.

Em relatórios recentes, bancos como o BTG Pactual, Morgan Stanley e JP Morgan tratam o ouro dentro da classe de ativos alternativos, ao lado de multimercados e estratégias globais.

A ideia não é buscar performance isolada, mas equilíbrio: reduzir a volatilidade e suavizar as quedas em cenários adversos.

Para investidores individuais, isso significa avaliar a exposição ao ouro com base no perfil de risco, horizonte e objetivos pessoais  e não seguir uma porcentagem genérica.

Alguns preferem o ETF GOLD11, pela praticidade e liquidez. Outros optam por fundos multimercado com ouro na composição ou alocação internacional com lastro em commodities. O importante é integrar o ouro de forma estratégica, e não especulativa.

“O ouro é menos sobre ganho rápido e mais sobre equilíbrio estrutural. É a peça que você espera nunca precisar, mas fica feliz por ter.” – completa um assessor da Renova Invest.

Comparativo de performance em 2025 (até outubro)

Ativo Rentabilidade
Ouro (USD) +50,2%
Ouro (BRL/GOLD11) +55,8%
Bitcoin +38,4%
S&P 500 +12,7%
Ibovespa +5,3%
Tesouro IPCA+ 2029 +9,1%
CDI +6,2%

O ouro lidera o ranking global de performance, mas o foco não está no curto prazo, e sim na consistência e na função de equilíbrio dentro de uma carteira diversificada.

Riscos e pontos de atenção

Lembre-se: nenhum ativo é infalível. O ouro também enfrenta riscos de correção, spreads elevados em operações físicas e sensibilidade a mudanças na política monetária dos EUA.

Além disso, não gera fluxo de caixa — o ganho vem da valorização do preço. Por isso, o ouro deve ser visto como pilar de estabilidade, não como aposta especulativa.

O ouro acima de US$ 4.000 por onça não é apenas um marco histórico. É um sinal de que o mundo está atravessando uma nova fase: de juros reais baixos, dívidas elevadas e fragmentação geopolítica crescente.

Para o investidor brasileiro, isso reforça a importância de diversificar com ativos reais e de proteção, dentro de uma estratégia planejada e equilibrada.

“O ouro é, ainda hoje, a moeda última. Nenhuma moeda fiduciária pode competir com ele.”  – Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve

A visão da Renova Invest

Na Renova Invest, acreditamos que proteger o patrimônio é tão importante quanto fazê-lo crescer. Nosso time de assessores ajuda você a montar carteiras equilibradas e personalizadas, com alocação adequada em ativos locais e globais, sempre respeitando o seu perfil e objetivos.

Converse com um assessor Renova Invest e descubra como estruturar sua carteira com estratégia, segurança e visão de longo prazo.

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