OURO11 e ETFs de Ouro na B3: qual escolher em 2026?

OURO11 e ETFs de Ouro na B3: qual escolher em 2026?

Para quem busca proteção patrimonial, entender a diferença entre OURO11 e ETFs de ouro na B3 é a pergunta certa — e a resposta depende do seu objetivo, tolerância ao risco cambial e horizonte de investimento. O OURO11, gerido pela Bradesco Asset Management, replica o Índice Futuro de Ouro B3 (IFGold). Outros ETFs, como GOLD11 e GLDX11, seguem índices internacionais cotados em dólar, adicionando exposição cambial à equação. Já o GOLB11, do BTG Pactual, também segue o Índice Futuro de Ouro B3 (IFGold), com taxa de administração de 0,40% ao ano.

OURO11 B-index ETF OURO BRL B3 Fundo De Indice Responsabilidade Limitada ETF
R$ 98,71 0,97%
Cotação · atualizada há 3 horas
Variação (6 meses) -10,3%
Máxima (6 meses) R$ 110,09
Mínima (6 meses) R$ 88,91
Cotação de OURO11 — últimos 6 meses
máx R$ 110,09 mín R$ 88,91

Fonte: B3 via Brapi. Valores podem ter atraso em relação ao pregão. Conteúdo informativo, não é recomendação de investimento.

Resposta direta: Em 2026, o principal ETF de ouro da B3 é o OURO11, que replica o mercado futuro local em reais. Para quem quer também exposição ao dólar, GOLD11 e GOLB11 são alternativas. Nenhum deles tem isenção de IR para vendas até R$ 20.000 — regra exclusiva de ações. A escolha depende do perfil cambial do investidor.

O que é o OURO11 e como ele funciona na prática?

O OURO11 é um ETF de renda variável listado na B3 que replica o desempenho do Índice Futuro de Ouro B3, conhecido como IFGold. A gestora responsável é a Bradesco Asset Management. O fundo não compra barras de ouro físico — ele obtém exposição ao metal por meio de contratos futuros de ouro negociados na própria B3.

O mecanismo funciona assim: a gestora mantém posições em contratos futuros de ouro denominados em reais. Quando o preço do ouro sobe no mercado futuro local, o valor da cota do OURO11 sobe proporcionalmente. Quando cai, o investidor sente a queda na mesma direção. Não há entrega física do metal.

Isso diferencia o OURO11 de ETFs como o GOLD11, que replica o índice internacional LBMA Gold Price. O LBMA é o benchmark global do ouro físico, cotado em dólares em Londres. Portanto, quem compra GOLD11 tem exposição simultânea ao preço do ouro e à variação do dólar frente ao real. O GOLB11, apesar de também ser um ETF de ouro, segue o Índice Futuro de Ouro B3 (IFGold), assim como o OURO11.

O OURO11, por outro lado, segue o mercado futuro brasileiro. Na prática, o preço do contrato futuro local tende a acompanhar o ouro internacional convertido para reais — mas podem existir pequenas diferenças chamadas de risco de base. Esse risco é a divergência entre o preço futuro local e o preço spot internacional convertido.

Exemplo prático: Suponha que um investidor aplique R$ 1.000 em OURO11. Se o Índice Futuro de Ouro B3 subir 5% no mês, a cota do ETF sobe aproximadamente 5% — o investidor passaria a ter cerca de R$ 1.050 (antes de custos e spread de negociação). A taxa de administração é descontada ao longo do tempo, não no ato da compra.

O OURO11 não compra ouro físico — ele replica contratos futuros em reais negociados na B3.

A liquidez do OURO11 é intradiária, como qualquer ETF de renda variável. O investidor compra e vende cotas durante o pregão da B3, pelo home broker da sua corretora. Não há carência nem prazo mínimo de permanência.

Na prática, isso significa que o OURO11 é acessível para qualquer investidor com conta em corretora habilitada à B3. O valor mínimo de investimento corresponde ao preço de uma cota, que varia conforme o mercado. Consulte o site oficial da B3 para o preço atualizado da cota.

Para o investidor iniciante, o OURO11 é a forma mais direta de ter ouro na carteira sem precisar entender câmbio ou custódia física. Para o investidor intermediário, é importante entender o risco de base e como ele pode gerar pequenas divergências em relação ao ouro internacional.

Quais são os ETFs de ouro disponíveis na B3 em 2026?

Em 2026, há pelo menos cinco ETFs de ouro negociados na B3 — entre eles OURO11, GOLD11, GOLB11, GOLX11, GLDX11 e AURO11 —, cada um com estrutura e índice de referência distintos. A escolha entre eles começa pelo entendimento de qual mercado cada um replica.

5+ — ETFs de ouro listados na B3 em 2026

Veja o comparativo por produto:

OURO11

  • Gestora: Bradesco Asset Management
  • Índice: IFGold (futuro local B3)
  • Exposição cambial: Indireta (ouro em reais)
  • Taxa de administração:

GOLD11

  • Gestora: iShares (BlackRock)
  • Índice: LBMA Gold Price (internacional, em USD)
  • Exposição cambial: Sim — sem hedge cambial
  • Taxa de administração:

GOLB11

  • Gestora: BTG Pactual
  • Índice: Índice Futuro de Ouro B3 (IFGold B3)
  • Exposição cambial: Indireta (ouro em reais)
  • Taxa de administração: 0,40% a.a.

GLDX11

  • Gestora: Investo (Grupo VanEck)
  • Índice: Solactive Gold Spot Index
  • Exposição cambial:
  • Taxa de administração:

A distinção mais importante é entre o mercado local e o internacional. OURO11 e GOLB11 replicam o mercado futuro brasileiro (IFGold B3) — o preço é formado em reais, na B3. GOLD11 replica o LBMA, o benchmark global do ouro físico, cotado em dólares em Londres, e o GLDX11 segue o Solactive Gold Spot Index.

Na prática, isso significa que os ETFs atrelados a índices internacionais sobem quando o ouro internacional sobe ou quando o dólar se valoriza frente ao real. Nos dois casos, o investidor ganha. Mas o inverso também vale: se o ouro cair em dólar e o real se fortalecer, o impacto negativo é duplo.

O OURO11, por seguir o contrato futuro local em reais, já embute implicitamente a variação cambial — porque o preço futuro do ouro no Brasil é formado a partir do ouro internacional convertido para reais. Portanto, a diferença prática entre os produtos é menor do que parece, mas existe.

ETFs temáticos listados na B3 | /gove11-entenda-como-funciona-o-etf-de-governanca-da-b3

Para o investidor que já tem exposição ao dólar em outros ativos, ETFs atrelados ao futuro local de ouro podem evitar concentração cambial. Para quem quer diversificação internacional explícita, os ETFs atrelados a índices internacionais em dólar podem ser mais adequados.

OURO11 vs GOLD11: qual a diferença real entre os dois?

A principal diferença entre OURO11 e GOLD11 é o índice replicado. O OURO11 segue o Índice Futuro de Ouro B3 (IFGold), em reais, via contratos futuros locais. O GOLD11 replica o LBMA Gold Price em dólares, sem proteção cambial (sem hedge).

Na prática, isso gera três diferenças relevantes para o investidor brasileiro:

  • Exposição cambial: GOLD11 sobe quando o dólar sobe. O OURO11 tem exposição cambial implícita, mas mediada pelo mercado futuro local.
  • Risco de base: O OURO11 pode apresentar pequenas divergências em relação ao ouro internacional por conta da formação de preço nos contratos futuros da B3.
  • Taxa de administração: As taxas variam entre os ETFs de ouro listados na B3 e afetam o retorno líquido no longo prazo — consulte o regulamento e a lâmina de cada fundo.

Cenário real: Imagine que um investidor aplique R$ 5.000 em OURO11 e outros R$ 5.000 em GOLD11. Durante um período em que o ouro internacional sobe 10% em dólar e o dólar sobe 8% frente ao real, o GOLD11 tende a capturar ambos os movimentos — resultando em ganho maior em reais. Já o OURO11, por seguir o futuro local, também captura boa parte dessa alta, mas pode apresentar leve diferença por conta do risco de base e da dinâmica específica do mercado futuro brasileiro.

Em períodos de dólar forte, GOLD11 tende a superar OURO11 em reais — mas o inverso ocorre quando o real se valoriza.

Por outro lado, se o dólar cair 5% enquanto o ouro sobe 3% em dólar, o GOLD11 pode ter resultado negativo em reais. O OURO11, por sua vez, tenderia a refletir apenas a variação do ouro convertida para reais via futuro local — possivelmente com resultado positivo.

Outra diferença relevante é o tracking error — a divergência entre o retorno do ETF e o retorno do índice que ele replica. Quanto menor o tracking error, mais fiel o ETF ao seu benchmark. Ambos os produtos buscam minimizar essa divergência, mas ela pode existir por custos operacionais, rebalanceamentos e diferenças de timing.

0,40% a.a. — taxa de administração do GOLB11, ETF de ouro do BTG Pactual atrelado ao IFGold B3

Para o investidor iniciante, o critério prático é o índice de referência: ETFs atrelados ao futuro local de ouro em reais são mais simples do ponto de vista cambial. Se o objetivo é diversificação internacional explícita com exposição ao dólar, os ETFs atrelados a índices internacionais fazem mais sentido.

diversificação internacional com ETFs e BDRs | /por-que-e-como-investir-na-china-descubra

Como é a tributação de OURO11 e ETFs de ouro no IR?

ETFs de ouro como OURO11 e GOLD11 são classificados como renda variável pela Receita Federal. A alíquota é de 15% sobre o ganho de capital em operações comuns e 20% em operações de day trade. O recolhimento é feito pelo próprio investidor via DARF, código 6015, até o último dia útil do mês seguinte à venda.

Diferentemente das ações, os ETFs de ouro não têm isenção de IR para vendas mensais até R$ 20.000. Qualquer lucro na venda é tributável, independentemente do valor.

Isso é um ponto frequentemente confundido por investidores iniciantes. A isenção de R$ 20.000 mensais é exclusiva para ações individuais. ETFs — incluindo OURO11, GOLD11 e qualquer outro fundo de índice — não se enquadram nessa regra.

O cálculo do ganho de capital segue a lógica padrão:

  1. Preço de venda menos custo de aquisição (preço médio das cotas compradas)
  2. O resultado positivo é o ganho tributável
  3. Aplica-se 15% sobre esse ganho em operações comuns
  4. O DARF 6015 deve ser gerado e pago até o último dia útil do mês seguinte

Exemplo: Um investidor compra 100 cotas de OURO11 a R$ 50,00 cada (custo total: R$ 5.000). Meses depois, vende todas a R$ 60,00 cada (receita: R$ 6.000). O ganho é R$ 1.000. O IR devido é 15% × R$ 1.000 = R$ 150,00, pago via DARF 6015.

Não há come-cotas em ETFs de ouro. O come-cotas é um mecanismo de antecipação de IR que incide em fundos de investimento tradicionais (como fundos de renda fixa e multimercado) nos meses de maio e novembro. ETFs listados em bolsa não estão sujeitos a esse mecanismo.

O ouro físico (barras, moedas) tem tributação diferente. O ganho na venda é tratado como ganho de capital, com alíquota de 15%, mas o recolhimento segue o programa de Ganho de Capital da Receita Federal — não o DARF 6015 de renda variável. Além disso, há isenção para vendas totais de bens de até R$ 35.000 no mês, conforme a legislação vigente de ganho de capital.

O DARF 6015 é o código correto para recolher IR sobre ganhos com ETFs de renda variável, incluindo OURO11 e GOLD11.

Na prática, o investidor de ETF de ouro precisa controlar manualmente o preço médio de aquisição e apurar o ganho a cada venda. Corretoras geralmente disponibilizam notas de corretagem com essas informações. Guardar todos os documentos é fundamental para a declaração anual.

Como declarar OURO11 no Imposto de Renda?

Cotas de OURO11 e demais ETFs de ouro devem ser informadas na ficha Bens e Direitos da declaração de IRPF pelo valor de aquisição. Os ganhos com a venda são apurados na ficha Renda Variável.

Veja o passo a passo para a declaração no IRPF 2026 (ano-base 2025):

  1. Bens e Direitos: Informe as cotas que você possuía em 31/12/2025. Use o grupo “07 — Fundos” e o código 09 (ETFs de renda variável). Preencha o CNPJ do fundo, a quantidade de cotas e o valor de aquisição (custo médio total pago). Não use o valor de mercado — use o custo histórico.
  2. Renda Variável: Se você vendeu cotas com lucro ao longo de 2025, informe o ganho na aba de renda variável. O programa da Receita Federal tem campo específico para operações em bolsa.
  3. DARF 6015: Confirme que todos os DARFs pagos ao longo do ano estão registrados. O programa cruza as informações.
  4. Prejuízos: Se houve perda em alguma venda, o prejuízo pode ser compensado com ganhos futuros em renda variável. Registre na ficha de renda variável para manter o histórico.

O código a usar em Bens e Direitos para ETFs listados em bolsa é o Grupo 07 (“Fundos”), Código 09 para ETFs de renda variável e Código 08 para ETFs de renda fixa. Ainda assim, confirme no programa da Receita Federal do exercício, pois os códigos podem ser atualizados.

O ouro físico (barras, joias) segue caminho diferente na declaração. Ele também vai em Bens e Direitos, mas em grupo e código distintos. O ganho na venda é declarado no programa de Ganho de Capital (GCAP), separado do programa principal do IRPF.

Nunca informe o valor de mercado das cotas em Bens e Direitos — use sempre o custo de aquisição. O valor de mercado não é declarado; o imposto sobre a valorização só é devido no momento da venda.

Para o investidor que opera com frequência, manter uma planilha de controle com data de compra, quantidade, preço médio e DARFs pagos facilita muito a declaração anual. A Renova Invest, que atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A nos termos da Resolução CVM nº 178, pode orientar sobre a organização documental adequada para investidores com carteiras diversificadas.

Por que investir em ouro via ETF e não comprar ouro físico?

ETFs de ouro oferecem liquidez imediata, fracionamento, ausência de custos de custódia física e tributação equivalente ao ouro financeiro. Para a maioria dos investidores, especialmente com valores abaixo de R$ 50.000, o ETF é a forma mais prática e eficiente de ter ouro na carteira.

Compare as duas modalidades:

ETF de ouro (OURO11 / GOLD11)

  • Liquidez: Imediata — venda no pregão da B3
  • Fracionamento: Sim — compra frações do ouro
  • Custódia: B3 — sem custo de armazenamento físico
  • Tributação: 15% sobre ganho de capital (operações comuns)
  • Come-cotas: Não

Ouro físico (barra, moeda)

  • Liquidez: Menor — depende de revendedor ou leilão
  • Fracionamento: Limitado — barras têm tamanho mínimo
  • Custódia: Cofre ou empresa especializada — custo adicional
  • Tributação: 15% sobre ganho de capital (GCAP), isenção até R$ 35.000/mês em vendas
  • Come-cotas: Não aplicável

R$ 2.000 — valor mínimo prático para exposição ao ouro via ETF na B3

Cenário real: Um investidor com R$ 2.000 quer exposição ao ouro. Comprar uma barra física exige valores mínimos maiores, custos de autenticação e armazenamento seguro. Via OURO11, o mesmo investidor compra cotas no valor disponível, com liquidez imediata e sem preocupação com guarda física.

Por outro lado, o ouro físico tem uma vantagem específica: ele não está sujeito a riscos de contraparte. Uma barra de ouro não “quebra” como uma instituição financeira. Para patrimônios muito elevados e com foco em proteção extrema, o ouro físico pode complementar a posição em ETFs.

Há também os contratos futuros diretos de ouro negociados na B3. Esses instrumentos são voltados para investidores com maior conhecimento técnico, pois envolvem margem, alavancagem e ajustes diários. Para a maioria dos investidores, o ETF é mais adequado.

Com a Selic em 14,00% ao ano em 2026, o ouro compete com a renda fixa por espaço na carteira. No entanto, o ouro cumpre uma função diferente: proteção contra crises sistêmicas, desvalorização cambial e inflação de longo prazo. Não é um substituto da renda fixa — é um diversificador. Tesouro IPCA+ como alternativa de proteção contra inflação | /tesouro-direto-ipca-como-funciona-e-como-investir A alocação recomendada em ouro para carteiras diversificadas varia conforme o perfil, mas especialistas geralmente sugerem entre 5% e 10% do portfólio.

Em resumo: para o investidor brasileiro em 2026, ETFs como o OURO11 são a forma mais acessível, líquida e eficiente de ter ouro na carteira. O ouro físico faz sentido como complemento para patrimônios maiores ou como reserva de valor extrema — não como primeira opção para quem está começando.

Resumo prático

  • OURO11 replica o Índice Futuro de Ouro B3 (IFGold) em reais, sob gestão da Bradesco Asset Management — exposição ao ouro sem complexidade cambial adicional.
  • GOLD11 replica o LBMA Gold Price em dólares e o GLDX11 segue o Solactive Gold Spot Index, ambos sem hedge cambial — sobem também quando o dólar sobe, adicionando risco e potencial de retorno cambial. O GOLB11, do BTG Pactual, segue o IFGold B3 em reais, com taxa de 0,40% a.a.
  • IR sobre ETFs de ouro: 15% em operações comuns, 20% em day trade, pago via DARF 6015 até o último dia útil do mês seguinte à venda. Sem isenção de R$ 20.000/mês.
  • Declaração IRPF: cotas informadas em Bens e Direitos pelo custo de aquisição; ganhos apurados na ficha de Renda Variável.
  • ETF vs ouro físico: para valores até R$ 50.000, o ETF é mais prático — liquidez imediata, fracionamento e sem custo de custódia física.
  • Selic alta em 2026 não elimina o papel do ouro na carteira — ele serve como diversificador e proteção contra crises, não como substituto da renda fixa.

FAQ

OURO11 tem isenção de IR para vendas até R$ 20.000?

Não. A isenção de IR para vendas mensais até R$ 20.000 é exclusiva para ações individuais. ETFs de renda variável, incluindo OURO11, GOLD11 e GOLB11, não se beneficiam dessa isenção. Qualquer ganho com a venda de cotas de ETF de ouro é tributado à alíquota de 15% em operações comuns, independentemente do valor vendido no mês.

Qual o código DARF para pagar IR sobre OURO11?

O código DARF correto para recolher IR sobre ganhos com ETFs de renda variável, incluindo OURO11, é o 6015. O pagamento deve ser feito até o último dia útil do mês seguinte ao mês em que ocorreu a venda com lucro. O DARF pode ser gerado pelo Sicalc (sistema da Receita Federal) ou pelo internet banking.

Como declarar OURO11 no Imposto de Renda 2026?

As cotas de OURO11 devem ser informadas na ficha Bens e Direitos pelo custo de aquisição (valor pago), não pelo valor de mercado. Os ganhos com vendas realizadas em 2025 devem ser informados na ficha de Renda Variável. O código é o Grupo 07 (“Fundos”), Código 09, para ETFs de renda variável — ainda assim, confirme no programa da Receita Federal do exercício, pois os códigos podem ser atualizados anualmente.

Vale a pena investir em ETF de ouro com a Selic alta em 2026?

Com a Selic em 14,00% ao ano em 2026, a renda fixa oferece retorno real positivo elevado. No entanto, o ouro cumpre uma função diferente na carteira: proteção contra crises sistêmicas, desvalorização cambial e inflação estrutural. A maioria dos especialistas recomenda entre 5% e 10% do portfólio em ouro como diversificador — não como substituto da renda fixa. A decisão depende do perfil e dos objetivos do investidor.

Qual a diferença entre OURO11 e GOLD11?

O OURO11 replica o Índice Futuro de Ouro B3 (IFGold) em reais, via contratos futuros locais, sob gestão da Bradesco Asset Management. O GOLD11 replica o LBMA Gold Price em dólares, sem hedge cambial, sob gestão da iShares (BlackRock). A diferença prática: o GOLD11 sobe também quando o dólar se valoriza frente ao real — o que pode ser vantagem ou desvantagem dependendo do cenário cambial.

Antes de alocar em qualquer ETF de ouro, avalie sua exposição cambial total na carteira e o papel que o ouro deve cumprir nos seus objetivos. A diferença entre escolher o produto certo e o errado pode parecer pequena no curto prazo — mas se acumula significativamente ao longo de anos. Fale com um assessor da Renova Invest para entender qual estrutura faz mais sentido para o seu perfil.

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Fonte: Banco Central · 10/09/2026

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