O GENB11 acumulou queda de -11,80% no ano até março de 2026, sendo negociado a R$ 15,92 na B3. Esse resultado reflete a correção do setor de tecnologia americano e a valorização do real frente ao dólar — os dois fatores que fazem esse ETF tanto se destacar em ciclos de expansão tech quanto sofrer com força em correções. Veja também: SPXB11 — ETF S&P 500 com câmbio | SPBZ11 — ETF S&P 500 sem risco cambial
Resposta direta: O GENB11 é um ETF negociado na B3 que replica o índice S&P/B3 Ingenius, composto por grandes empresas inovadoras americanas acessadas via BDRs. É gerido pelo BTG Pactual Asset Management, com lote mínimo de 1 cota (~R$ 15–16) e oscila com o câmbio. Indicado para investidores com perfil arrojado e horizonte de longo prazo.
Neste artigo
- O que é o GENB11?
- Como funciona o índice S&P/B3 Ingenius?
- Composição do GENB11: quais empresas fazem parte?
- Cotação e rentabilidade em 2026
- As Três Camadas de Risco do GENB11
- GENB11 vs IVVB11: qual ETF escolher?
- Como investir no GENB11
- Tributação do GENB11
- GENB11 vale a pena em 2026?
- Resumo prático
- FAQ
O que é o GENB11?
O GENB11 é um ETF gerido pelo BTG Pactual Asset Management que replica o índice S&P/B3 Ingenius, composto por empresas internacionais inovadoras de grande capitalização nos EUA, negociadas na B3 via BDRs. Ao comprar uma cota, o investidor obtém exposição a big techs americanas como Nvidia, Apple e Microsoft sem precisar operar no exterior.
O fundo aloca no mínimo 95% do patrimônio em ativos do índice S&P/B3 Ingenius, e a cotação oscila com o câmbio USD/BRL — valorização do real reduz o retorno em reais; desvalorização amplifica.
O GENB11 é mais concentrado e temático do que o SPXB11 (que replica o S&P 500 amplo). Maior potencial em ciclos de expansão tech — e maior risco em correções setoriais.
Como funciona o índice S&P/B3 Ingenius?
O índice S&P/B3 Ingenius é calculado pela S&P Global e mede a performance de empresas internacionais de alto crescimento e grande capitalização nos EUA, negociadas na B3 via BDRs. A metodologia combina dois filtros: grande capitalização de mercado nos EUA e alta pontuação de crescimento dentro dos setores GICS.
O resultado é uma carteira concentrada em tecnologia, comunicação e consumo discricionário — os setores onde a inovação é mais intensa. O rebalanceamento periódico substitui empresas que perdem relevância por novas entrantes com maior pontuação de crescimento.
O índice S&P/B3 Ingenius é mais concentrado e volátil que o S&P 500 — o que amplifica retornos em ciclos de alta tech e perdas em correções.
Composição do GENB11: quais empresas fazem parte?
A carteira do GENB11 é dominada por grandes empresas de tecnologia americanas, acessadas via BDRs na B3. A concentração setorial em tecnologia é uma característica estrutural do fundo.
Pesos aproximados. Consulte a composição atualizada no site da B3 antes de investir.
95% — percentual mínimo do patrimônio do GENB11 alocado em ativos do índice S&P/B3 Ingenius
Uma queda de 20% em Nvidia pode impactar aproximadamente R$ 30–40 por R$ 1.000 investidos. Os rebalanceamentos periódicos alteram esses pesos — a composição atual pode ser diferente da de 12 meses atrás.
Cotação e rentabilidade do GENB11 em 2026
-11,80% — queda acumulada do GENB11 no ano até março de 2026, fonte B3 Bora Investir
A performance negativa reflete um cenário desfavorável: correção de big techs americanas em dólar somada à valorização do real. O investidor que aportou R$ 5.000 no início de 2026 teria aproximadamente R$ 4.410 em março — perda de R$ 590 em menos de três meses.
Esse resultado reforça que o GENB11 não é adequado para quem tem horizonte de curto prazo ou baixa tolerância a perdas temporárias.
As Três Camadas de Risco do GENB11
A maioria dos investidores que compra o GENB11 acredita estar comprando “um ETF de tecnologia americana”. Tecnicamente correto. Mas esse enquadramento esconde três camadas de risco que se sobrepõem — e que, combinadas, produzem volatilidade muito maior do que o esperado.
Checklist das Três Camadas: você está preparado?
Se qualquer resposta for “não”, o GENB11 pode ser o produto correto para o seu objetivo — mas no momento errado da sua vida financeira.
GENB11 vs IVVB11: qual ETF escolher?
Para quem busca exposição ampla ao mercado americano com menor volatilidade, o SPXB11 tende a ser mais adequado. Para quem quer isolar o desempenho do S&P 500 sem câmbio, o SPBZ11 é a alternativa.
Como investir no GENB11: passo a passo
- Abra conta em corretora habilitada na B3 (BTG Pactual, XP, Rico, Clear, Genial)
- Transfira recursos via TED ou PIX
- Acesse o home broker e busque GENB11
- Defina quantidade — lote mínimo de 1 cota (~R$ 15–16)
- Use ordem limitada — ativo com liquidez moderada pode ter spread relevante
- Confirme a compra — liquidação em D+2
Tributação do GENB11
O GENB11, como ETF de renda variável, é tributado com alíquota de 15% sobre o ganho de capital na venda das cotas. Não existe isenção para vendas abaixo de R$ 20.000 mensais — essa regra vale apenas para ações individuais.
O come-cotas não se aplica. O IR incide exclusivamente no momento da venda com lucro. Recolhimento via DARF (código 6015) até o último dia útil do mês seguinte.
Exemplo: Compra de 100 cotas a R$ 14,00 (R$ 1.400) e venda a R$ 16,00 (R$ 1.600). Ganho: R$ 200. IR: R$ 30,00.
15% — alíquota flat de IR sobre ganho de capital em ETFs de renda variável como o GENB11
GENB11 vale a pena em 2026?
O GENB11 pode ser uma opção interessante para diversificação internacional com foco em inovação. No entanto, as Três Camadas de Risco — concentração tech, câmbio e liquidez restrita — resultaram em queda de -11,80% no acumulado de 2026 até março.
Para investidores com perfil arrojado, horizonte acima de 5 anos, reserva de emergência e diversificação em renda fixa, o GENB11 pode ser um componente válido. Para quem quer exposição americana mais ampla e menos volátil, o SPXB11 ou o SPBZ11 são alternativas mais equilibradas.
Quem entra sem entender as Três Camadas de Risco tende a sair no momento errado — exatamente quando o ciclo começa a virar.
Resumo prático
- O GENB11 replica o S&P/B3 Ingenius — big techs americanas via BDRs, com concentração em inovação e câmbio embutido
- Queda de -11,80% no ano até março de 2026; volume médio de R$ 209.515/dia
- IR de 15% sobre ganho de capital, sem isenção de R$ 20.000/mês e sem come-cotas
- As Três Camadas de Risco: concentração tech + câmbio embutido + liquidez restrita
- Perfil adequado: arrojado, longo prazo, carteira já diversificada
- Alternativa mais ampla: SPXB11 (S&P 500 com câmbio) ou SPBZ11 (sem câmbio)
FAQ
O que é o GENB11?
O GENB11 é o ETF BTG Pactual S&P/B3 Ingenius Fundo de Índice, negociado na B3. Replica o índice S&P/B3 Ingenius, composto por grandes empresas inovadoras americanas (Nvidia, Apple, Microsoft, Alphabet, Meta) negociadas na B3 via BDRs. Em março de 2026, a cota era negociada a R$ 15,92.
GENB11 ou IVVB11: qual é melhor em 2026?
Depende do perfil. O IVVB11 replica o S&P 500 com ~500 empresas e maior diversificação setorial — mais adequado para quem busca exposição ampla ao mercado americano. O GENB11 é mais concentrado em inovação e tecnologia, com maior volatilidade e potencial de retorno superior em ciclos de expansão tech. Para quem quer o S&P 500 sem risco cambial, o SPBZ11 é a alternativa distinta.
GENB11 oscila com o câmbio?
Sim. O GENB11 investe em empresas americanas via BDRs, com preços referenciados em dólar. Quando o real se valoriza frente ao dólar, o retorno em reais é reduzido — mesmo que as ações subjacentes tenham subido em dólar. Em 2026, essa dinâmica contribuiu para a queda de -11,80% no ano.
Qual o Imposto de Renda do GENB11?
IR de 15% sobre o ganho de capital nas vendas, sem isenção para vendas abaixo de R$ 20.000 mensais. Recolhimento via DARF código 6015 até o último dia útil do mês seguinte. Come-cotas não se aplica a ETFs de renda variável.
Antes de alocar no GENB11 — ou em qualquer ETF de ações internacionais —, a pergunta certa não é “qual rendeu mais”. É qual se encaixa na sua tese cambial e no seu horizonte. A Renova pode fazer essa análise com você — fale com um assessor.