Quando se fala em internacionalizar a carteira, é comum fazer uma associação direta com os Estados Unidos e os países da Europa ou Ásia. No entanto, os investimentos na América do Sul podem ser alternativas interessantes para isso.

Ao diversificar seu portfólio com opções do mercado estrangeiro, será possível trazer um maior equilíbrio para seus investimentos e atingir melhores rentabilidades no longo prazo. No entanto, muitas oportunidades na América Latina passam despercebidas por diversos investidores.

Quer saber como internacionalizar sua carteira com investimentos na América do Sul? Então siga a leitura para conhecer algumas alternativas do mercado!

Qual a importância da diversificação internacional?

Um conceito que é fortemente difundido no mundo dos investimentos é a diversificação da carteira. Isso significa incluir diferentes ativos, derivativos e títulos com objetivo de trazer mais robustez e um maior equilíbrio para o seu portfólio.

Uma das estratégias para tornar esse processo possível é com a adição de alternativas do mercado internacional. Essa prática é importante, principalmente, por permitir uma maior segurança em momentos de instabilidade do Brasil.

Imagine, por exemplo, que parte do seu capital está alocado em ativos do mercado norte-americano. Caso a economia brasileira entre em um processo de crise ou o país esteja com instabilidade política, uma parcela dos seus investimentos estará protegida das oscilações nacionais.

Assim, pensar em alternativas estrangeiras pode ajudar a trazer uma maior estabilidade ao seu portfólio. Além disso, pode ser uma oportunidade para se expor a novas moedas — expandindo seu potencial de rentabilidade.

Contudo, isso não significa que você deva, necessariamente, abrir uma conta de investimentos em outros países. É possível fazer aportes com foco no mercado internacional a partir de seu banco de investimentos no Brasil.

Uma alternativa é com os brazilian depositary receipts (BDRs) — que são certificados de ativos de outros países. Outra oportunidade é com os exchange traded funds (ETFs) que replicam resultados de índices internacionais ou outros fundos internacionais (FIEX).

Quais as oportunidades na América do Sul e Latina?

Como você viu, muitos investidores consideram os Estados Unidos e a Europa o assunto é investimentos internacionais. Essa é uma associação espontânea pela relevância que essas duas regiões têm para a economia global.

Mas a América Latina — especialmente a do Sul — pode reservar alternativas interessantes. O motivo para isso está no potencial de crescimento. Os países do Mercosul, por exemplo, ainda estão em desenvolvimento e buscam oportunidades para desenvolver suas economias.

Além disso, enquanto a Europa apresenta uma estagnação em seu crescimento populacional, as Américas continuam crescendo. Isso pode significar um maior aquecimento desse mercado no futuro em relação às demais nações do mundo.

INVESTIR FORA DO BRASIL? DESCUBRA COMO

INVESTIR FORA DO BRASIL? DESCUBRA COMO

Aprenda a como investir no exterior de forma prática

Quais os principais ETFs ligados a esses países?

Com o contexto de oportunidades, você pode desejar conhecer as alternativas para investir nesses mercados e internacionalizar seus investimentos. Uma das formas mais práticas e diversificadas é adquirir cotas de ETFs que foquem em países da América do Sul.

Veja algumas opções a seguir disponíveis para investidores ao redor do mundo:

Argentina

Como a segunda maior economia da América do Sul — atrás apenas do Brasil —, a Argentina pode ser uma opção para investidores que buscam oportunidades fora do Brasil. Uma alternativa para investir nesse país é com o Global X MSCI Argentina ETF (ARGT).

Esse fundo de índice investe nas empresas mais negociadas da bolsa de valores argentina. O seu objetivo é replicar o Índice MSCI All Argentina 25/50. Assim, é uma alternativa para expor seu capital ao peso argentino. Esse ETF está disponível nos Estados Unidos.

Chile

Outro país na América do Sul é o Chile. Sendo um dos únicos que não fazem fronteira com o Brasil, a nação se destaca por ter o mais alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do continente.

Um exemplo de fundo de índice para investir no Chile é o iShares MSCI Chile ETF (ECH). O seu benchmark é o MSCI Chile IMI 25/50 Index. Uma característica interessante desse ETF é que, além dos EUA, ele está disponível nas bolsas do México e do Peru.

Peru

O mercado peruano também pode apresentar características a serem avaliadas. Um dos ETFs desse mercado é o iShares MSCI Peru ETF (EPU), que acompanha o MSCI All Peru Capped Index. Esse fundo de índice pode ser adquirido nas bolsas de Nova Iorque e do México.

Colômbia

Por fim, a Colômbia pode ser uma alternativa a ser considerada. Com a terceira maior economia do continente e a segunda maior população, se expor ao peso colombiano pode ser positivo para seus objetivos.

Desse modo, uma alternativa é com o iShares MSCI Colombia ETF (ICOL), que replica o MSCI All Colombia Capped Index. O ETF, disponível na bolsa de Nova Iorque, tem como objetivo investir nas 32 principais ações do país.

Há outras alternativas para fazer investimentos na América do Sul?

Como você viu, é possível se expor ao mercado sulamericano a partir do investimento em ETFs. Contudo, há outras alternativas disponíveis. Inclusive, uma de suas vantagens é que podem ser feitas a partir do Brasil.

Assim, você não precisará abrir contas em outros países para aproveitar os investimentos. Conheça as possibilidades disponíveis no mercado brasileiro!

Fundos internacionais

Os fundos internacionais podem ser uma boa oportunidade para internacionalizar sua carteira. Para que isso seja possível, é interessante avaliar as estratégias dos seus gestores e entender quanto do capital estará alocado em ativos das Américas do Sul e Latina.

Na plataforma do BTG Pactual digita, por exemplo, é possível encontrar o fundo BTGP LATAM CORP DEBT FI MULT IE, focado em crédito, e o BTG Pactual Discovery — que estava exposto em América Latina em 2021. O fundo, no entanto, pode mudar suas estratégias e posição a qualquer momento.

BDRs

Também é possível considerar os brazilian depositary receipts (BDRs). Como você viu, eles são certificados de ativos internacionais. Nesse cenário, uma instituição depositária brasileira é responsável por fazer a compra direta no mercado internacional.

Após esse momento, ela mantém os ativos sob custódia e emite certificados para os investidores brasileiros. Desse modo, é possível encontrar BDRs de ações de empresas da América do Sul e de ETFs que replicam índices desses países em bolsas internacionais, por exemplo.

Os investimentos na América do Sul podem ser uma oportunidade interessante para a sua carteira. Além de trazerem a exposição internacional, eles podem apresentar um potencial de crescimento para seu portfólio. Por isso, vale a pena entender como fazer esses aportes.

Quer entender mais sobre investimentos internacionais? Aproveite para conhecer as 5 principais bolsas do mundo!