Quando se fala em investimentos, uma das dicas mais comuns é a diversificação da carteira. Isso porque essa estratégia dilui os riscos e potencializa os resultados do portfólio. Tendo isso em vista, você já pensou em investir fora do Brasil?

Alocar no mercado internacional pode ser uma alternativa interessante para diversificar os investimentos. Você sabe como fazer isso? Na verdade, existem diversas possibilidades, incluindo opções que não exigem contas no exterior, então vale a pena conhecê-las.

Se você quer saber como investir fora do Brasil, continue a leitura deste post. Nele, você entenderá por que alocar no mercado internacional e conhecerá 3 alternativas simples para alcançar esse objetivo.

Confira!

Por que investir fora do Brasil?

Antes de aprender como investir no mercado internacional, é importante que você saiba por que essa decisão pode ser acertada. No mercado financeiro, há uma expressão muito utilizada para justificar essa escolha: “não coloque todos os seus ovos na mesma cesta”. Mas o que significa?

Quando se aloca todos os recursos no mesmo investimento ou em alternativas que se comportam igualmente frente aos riscos, as chances de perdas intensas são maiores.

Considerando o exemplo da cesta de ovos, se você colocar todos os ovos na mesma cesta e ela cair, perderá todo o alimento. Entretanto, se distribui os ovos por várias cestas, quando uma cai, ainda restarão as outras.

O mesmo acontece com os investimentos. Se você distribui os seus aportes de maneira adequada, se expondo a riscos diferentes, é possível se proteger diante das oscilações do mercado. Assim, se um ativo sofrer uma queda, a perda pode ser compensada pelos outros investimentos.

Essa estratégia se chama diversificação de investimentos. Nesse cenário, uma das formas de se expor a diferentes riscos é por meio da exposição internacional. Afinal, os investimentos terão relação com outras economias e moedas.

Inclusive, uma vantagem de alocar no mercado internacional é a possibilidade de acessar economias mais sólidas, como a dos Estados Unidos. As grandes potências costumam ter maior estabilidade, aumentando a proteção diante de crises econômicas.

Sendo assim, é uma maneira de proteger o seu patrimônio, além de aumentar as oportunidades de ganhos.

Como investir no mercado internacional?

Agora que você sabe as vantagens de investir fora do Brasil, é necessário aprender como fazer esses aportes. Primeiro, é importante saber que, mesmo diversificando a carteira alocando no exterior, os investimentos devem ser adequados ao seu perfil de investidor e objetivos.


Como há exposição cambial, os riscos podem ser mais elevados. Logo, se essa alternativa se alinhar às suas necessidades, é preciso conhecer as formas de acessar o mercado internacional. Uma das maneiras possíveis é a partir do investimento direto.

Nesse caso, é preciso ter conta em uma corretora internacional para ter acesso às alternativas do mercado exterior. Entretanto, há burocracias e custos diferenciados, como os referentes ao câmbio e impostos para a troca do real pela moeda do país em questão.

Também é comum que seja preciso entender tanto o idioma quanto às regras financeiras do país em que alocará seus recursos, principalmente em relação aos tributos. Porém, se você busca praticidade, saiba que é possível ter exposição internacional sem sair do Brasil.

Essa opção traz mais simplicidade para quem deseja acessar o mercado internacional e pode ser aproveitada com uma conta em um banco de investimentos.

Quais são as 3 alternativas para investir fora do Brasil?

Você já descobriu que não é necessário passar por toda a burocracia de abrir contas em corretoras internacionais para investir no exterior. Afinal, é possível ter acesso ao mercado internacional de maneira indireta — investindo em alternativas disponíveis no Brasil, por meio da sua conta no banco de investimentos.

Quer saber mais? Então confira 3 alternativas simples para investir fora do Brasil!

1. Fundos de investimentos

Antes de entender como os fundos de investimentos podem dar acesso ao mercado internacional, é importante saber seu funcionamento. Trata-se de um veículo de investimento que funciona de maneira coletiva, como um condomínio que reúne diversos investidores.

Para participar, eles compram cotas, enquanto os recursos são alocados por um gestor profissional, conforme a estratégia do veículo de investimento. Entre as possibilidades, é possível encontrar fundos de investimentos internacionais, que aportam a maior parte dos recursos no exterior.

Entretanto, por conta do maior nível de risco, eles são exclusivos para investidores qualificados. Eles são profissionais certificados no mercado financeiro ou investidores com, no mínimo, R$ 1 milhão investidos.

Porém, investidores com menor capital podem investir fora do Brasil por meio de fundos de ações ou multimercado que tenham exposição internacional. Contudo, nessas modalidades a alocação no exterior é feita com um percentual menor dos recursos do fundo.

2. ETFs

Outra alternativa simples é investir por meio de ETFs (exchange traded funds), que são um tipo de fundo de investimento. No Brasil, eles são conhecidos como fundos de índice, pois a estratégia utilizada é espelhar um índice do mercado nacional ou internacional.

Para tanto, o portfólio segue as alocações da carteira teórica do indicador de referência. Por exemplo, é possível que um ETF replique o Ibovespa, que é o principal índice de ações do mercado brasileiro.

Do mesmo modo, ele pode ter exposição internacional ao replicar um indicador de outro país. Entre os principais exemplos, está o Índice S&P 500, que possui ações de 500 empresas americanas de grande representatividade no mercado.

3. BDRs

Já a terceira alternativa para investir fora do Brasil são os brazilian depositary receipts (BDRs). Eles são certificados de valores mobiliários emitidos no Brasil, mas com lastros ativos do exterior, como ações, títulos de dívidas ou ETFs internacionais.

Eles funcionam da seguinte maneira: a instituição depositária compra os ativos no exterior e os deixa sob custódia no Brasil. Então, a instituição é autorizada a emitir os certificados para serem negociados na bolsa de valores brasileira (B3).

Assim, o investidor se expõe indiretamente aos ativos que lastreiam o certificado, acompanhando as suas movimentações no mercado internacional.

Neste post, você aprendeu que investir fora do Brasil é uma forma de diversificar a carteira de investimentos e conferiu 3 alternativas para fazer isso com praticidade. Portanto, avalie se a opção se alinha ao seu perfil e objetivos para definir se a estratégia é adequada para as suas necessidades.

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