No dia 26 de abril de 2021, foi apresentado o resultado Vale (VALE3) para o 1T21 e a equipe de Equity Research do BTG Pactual já realizou a análise dos dados divulgados. Confira os pontos principais.

Resultado operacional da Vale surpreendente

De acordo com o relatório do BTG Pactual, a Vale (VALE3) apresentou um conjunto sólido de resultados no 1T21, amplamente esperados pelo mercado. Os números operacionais foram excepcionais, conseguindo surpreender até os mais otimistas no período.

O destaque do período foi o desempenho operacional da empresa.

No dia em que o relatório foi publicado, as ações VALE3 estavam sendo negociadas a R$ 108,60. A capitalização de mercado era de R$ 557,05 bilhões. O volume médio dos últimos 12 meses era de R$ 2,13 bilhões.

Resultado Vale (VALE3) para o 1T21

Impacto da sazonalidade na divisão de ferrosos

De acordo com o BTG Pactual, a divisão de ferrosos da Vale teve desempenho decente no 1T21.

No geral, a divisão ficou abaixo das expectativas da equipe. Isso se deve aos menores volumes de minério de ferro e preços realizados no período.

As vendas de finos e pelotas ficaram em 65,6 Mt no período. Esse resultado representa queda de -27% na comparação de base trimestral por causa da sazonalidade.

Por sua vez, os preços realizados ficaram em US$ 156 por tonelada devido a um efeito negativo dos mecanismos de precificação, o que deve ser revertido à frente segundo a equipe do BTG Pactual.

Enquanto isso, houve uma redução do custo caixa de US$ 15,00 para US$ 14,80 por tonelada em relação ao 1T20. Essa redução está associada ao aumento gradual da produção, que por sua vez dilui o custo fixo. Nota-se que esse resultado desconsidera compras de terceiros.

Menores vendas de metais básicos e reforma da unidade de carvão

Conforme informa o BTG Pactual, a divisão de metais básicos da Vale ficou abaixo do esperado devido a vendas menores no 1T21 e a divisão de carvão foi concluída.

No que se refere à divisão de metais básicos, que abrange níquel e cobre, houve menores vendas no período. Os preços realizados do níquel ficaram em linha com os preços de referências, enquanto os preços do cobre surpreenderam positivamente.

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Por outro lado, a divisão de carvão segue com resultados negativos, apesar de serem melhores do que o observado no 4T20.

A companhia concluiu recentemente a reforma da unidade de carvão. Dessa forma, continua esperando um run-rate, isto é, a realização do que foi planejado, de 15 milhões de toneladas por ano (Mtpa) até o segundo semestre de 2021. Além disso, também são esperados níveis potencialmente de equilíbrio.

Desempenho operacional surpreende e traz boas notícias para acionistas

De acordo com o BTG Pactual, o resultado operacional da Vale no 1T21 foi excepcional, com destaque para a conversão de caixa.

A equipe calcula que a companhia converteu cerca de 70% do seu EBITDA em FCF no período. Em virtude disso, a Vale está se movendo para uma posição de caixa líquido contábil de US$ 2,1 bilhões.

A companhia entregou um FCFE de US$ 5,8 bilhões, com 22% de yield anualizado (rendimentos).

Assim, a Vale já está atingindo sua meta de dívida líquida expandida na ordem de US$ 10 bilhões. Isso significa que a companhia pode pagar a maior parte do FCF aos acionistas nos próximos trimestres, com yields de até dois dígitos no segundo semestre de 2021.

No que se refere ao programa de recompra da Vale, a equipe acredita que as compras devem acelerar durante as próximas semanas e meses.

Perspectivas para a companhia

Segundo o BTG Pactual, a Vale tem tido sucesso em abordar as principais preocupações dos acionistas nos últimos anos.

A atual gestão da companhia tem proporcionado estabilidade operacional e crescimento recentemente. Dessa forma, está encaminhada para realizar seu guidance em 2021.

No que se refere ao ESG, a gestão continua gradualmente a preencher o gap e pretende se tornar referência na indústria nos próximos anos.

Os dividendos também estão bem encaminhados e com perspectiva de retornos de caixa relevantes para 2021, com yield em torno de 15%.

EBITDA cresce na comparação anual

Conforme informa o BTG Pactual, o EBITDA da Vale no 1T21 ficou em R$ 8,46 bilhões. O número revela queda de -7% na comparação de base trimestral e alta de +178% na comparação anual.

Lucro Líquido bate recorde

Conforme o relatório do BTG Pactual, o lucro líquido da Vale no 1T21 foi de R$ 5,54 bilhões. Esse resultado representa alta de +650% e +2221%, respectivamente, nas comparações de base trimestral e anual.

Resultado Vale (VALE3) para o 1T21

Resultado Vale (VALE3) para o 1T21

Resultado Vale (VALE3) para o 1T21: Recomendações

Recomendação do BTG Pactual

A equipe de análise do BTG Pactual tem a Vale (VALE3) como Top Pick. A equipe pontua que a companhia tem tido sucesso em abordar as principais preocupações dos acionistas nos últimos meses e está sendo negociada em níveis subvalorizados.

Assim, estabelece recomendação de compra, com preço-alvo em R$ 140,00.

 

Esta foi nossa apresentação da análise da equipe de Equity Research do BTG Pactual sobre o resultado Vale (VALE3) para o 1T21. Acompanhe os conteúdos da Renova Invest para ter acesso a todas as análises de resultados trimestrais.

Disclaimer: As informações apresentadas neste artigo são provenientes de relatórios elaborados por terceiros. Esse material tem caráter puramente informativo, e não configura recomendação ou sugestão de investimento.