CDI ou Selic: qual rende mais em agosto de 2026?

CDI vs Selic em Agosto 2026: Qual rende mais na prática?

Renova Invest · 12 de agosto de 2026

Você já parou para pensar quanto deixa de ganhar por confundir CDI com Selic? Em agosto de 2026, a Selic meta está em 14,00% ao ano e a taxa DI (CDI) vigente está próxima de 13,90% a.a. — uma diferença de cerca de 0,10 ponto percentual. Já o CDI acumulado nos 12 meses anteriores é um indicador retrospectivo (variação passada do período) e não deve ser comparado diretamente com uma taxa anualizada vigente. O que realmente define seu retorno não é essa pequena diferença entre as taxas, e sim como você investe: o percentual do CDI contratado, a tributação, os custos e a segurança do produto.

Este guia mostra, com simulações e premissas explícitas, onde seu dinheiro pode trabalhar melhor em 2026. As taxas oficiais podem ser conferidas nas séries do Banco Central.

Resposta direta:
CDI e Selic são taxas com papéis distintos. A Selic é a meta definida pelo Banco Central e serve de referência para o Tesouro Selic. O CDI, taxa interbancária, é referência para CDBs, fundos DI, LCI e LCA. A rentabilidade líquida do Tesouro Selic e de um CDB 100% do CDI não é igual em qualquer prazo, porque depende da taxa efetiva de cada produto, dos custos e da alíquota de IR aplicável ao prazo. O que muda tudo é o percentual do CDI que você contrata (85%, 100%, 110%?) e a tributação aplicável, incluindo a alíquota regressiva, eventual isenção e, nos fundos sujeitos ao regime, a antecipação periódica conhecida como come-cotas. Sem esses ajustes, qualquer comparação é imprecisa.

Renova Invest

Pronto para fazer seu patrimônio trabalhar por você?

Abra sua conta e conte com assessoria especializada para investir com estratégia. Abertura gratuita, sem compromisso.

Renova Invest atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A (Resolução CVM nº 178).

Abrir conta de investimento

O que são CDI e Selic — e por que importam?

Para investir bem em renda fixa, entender essas duas taxas é o primeiro passo. Elas operam de formas diferentes, mas estão conectadas.

Selic: a taxa que move a economia

A Selic é a taxa básica de juros do Brasil. O Copom (Comitê de Política Monetária) define a meta Selic em oito reuniões ordinárias por ano, realizadas aproximadamente a cada 45 dias, conforme calendário divulgado pelo Banco Central. Em agosto de 2026, a Selic meta está em 14,00% ao ano.

Ela é a referência do Tesouro Selic, título público disponível no Tesouro Direto. Esse título acompanha a variação diária da Selic, mas sua rentabilidade efetiva também depende do ágio ou deságio existente no preço de compra, das taxas, dos tributos e, em caso de venda antecipada, do preço de mercado praticado na recompra.

CDI: o benchmark da renda fixa privada

O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é um título emitido por bancos para captar recursos entre si, geralmente por um dia útil. A taxa DI apurada a partir dessas operações é divulgada diariamente e serve de referência para a renda fixa privada:

  • CDBs (Certificados de Depósito Bancário)
  • Fundos DI
  • LCI e LCA (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio)

Se um banco oferece um CDB a 100% do CDI, você recebe a variação da taxa DI no período. Se a oferta for 110% do CDI, o percentual é aplicado aos fatores diários da taxa — o que pode fazer diferença relevante no longo prazo.

Por que caminham juntas?

A taxa DI costuma acompanhar de perto a Selic porque ambas refletem o custo do dinheiro de curtíssimo prazo e estão conectadas pela gestão de liquidez das instituições e pela arbitragem no sistema financeiro. Quando o Copom eleva a meta, o custo de captação sobe e a taxa DI tende a acompanhar.

Como isso funciona?
O Banco Central atua diariamente no mercado monetário, comprando e vendendo títulos públicos para manter a Selic próxima da meta. Isso baliza o custo do dinheiro no sistema. Historicamente, a taxa DI tende a ficar ligeiramente abaixo da meta Selic, sem que exista uma regra fixa para esse diferencial.

Para o investidor, a diferença prática é clara:

  • Tesouro Selic → acompanha a variação diária da Selic, ajustada por ágio ou deságio, custos e tributos.
  • CDB, LCI, LCA → muitos são oferecidos como percentual do CDI (mas também existem versões prefixadas ou ligadas a outros índices). Fundos DI buscam acompanhar indicadores de juros por meio da carteira, sem garantir um percentual contratual do CDI.

E isso faz diferença: um CDB 100% do CDI e o Tesouro Selic têm rentabilidades próximas, mas não idênticas — o resultado depende da taxa efetiva, dos custos e da tributação de cada um.

Por que a diferença entre CDI e Selic importa pouco

Em agosto de 2026, a diferença entre a taxa DI (13,90% a.a.) e a Selic meta (14,00% a.a.) é de cerca de 0,10 ponto percentual. Essa proximidade é esperada. Mas ela é ofuscada por fatores muito mais relevantes para o seu bolso.

O que essa diferença significa na prática?

Na conversão para taxa mensal equivalente:

  • Selic (14,00% a.a.)~1,098% ao mês
  • CDI (13,90% a.a.)~1,090% ao mês

A diferença é de cerca de 0,008 ponto percentual ao mês — pouco relevante para a maioria dos investidores. Em grandes volumes ou prazos longos pode se tornar perceptível, especialmente quando comparamos produtos com tributações diferentes.

O que realmente define a rentabilidade líquida?

  1. O percentual do CDI contratado (85%, 100%, 110%?)
  2. A tributação aplicável, incluindo a alíquota regressiva de IR, eventual isenção e, nos fundos sujeitos ao regime, a antecipação periódica conhecida como come-cotas

Portanto, focar apenas na diferença bruta entre CDI e Selic é perder o ponto central. Uma LCI a 90% do CDI, isenta de IR para pessoa física, pode superar um CDB a 100% do CDI no resultado final em determinados prazos. E o Tesouro Selic, com recompra diária e baixo risco de crédito soberano, pode ser mais adequado que ambos em certos cenários.

A rentabilidade líquida do Tesouro Selic e do CDB 100% do CDI não é igual em qualquer prazo. O que realmente importa é o percentual do CDI contratado, os custos e a incidência de tributos.

A lição é clara: compare produtos pela rentabilidade líquida, não pela taxa bruta.

Como calcular a rentabilidade real: além dos números brutos

Para saber quanto seu investimento realmente rende, é preciso considerar IR, eventual IOF em resgates realizados nos primeiros 30 dias, taxas e inflação. Em resumo, dois ajustes principais:

  1. Descontar tributos e custos (IR, IOF quando aplicável, custódia e taxas)
  2. Descontar a inflação (para estimar o ganho real)

Sem esses passos, você compara valores nominais — e pode decidir errado.

Passo 1: Rentabilidade líquida (descontando o IR)

A tributação da renda fixa segue tabela regressiva por prazo da aplicação:

Prazo de Investimento Alíquota de IR
Até 180 dias 22,5%
181 a 360 dias 20%
361 a 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15%

Atenção ao prazo em dias: uma aplicação mantida por 365 dias cai na faixa de 361 a 720 dias (17,5%), enquanto 360 dias ainda ficam na faixa de 20%. Nas simulações deste guia, usamos 365 dias e IR de 17,5%, salvo indicação diferente.

Exceção importante: para pessoas físicas, os rendimentos de LCI e LCA são isentos de IR. Ainda assim, saldo e rendimentos devem ser informados na declaração anual quando o investidor estiver obrigado a entregá-la.

Passo 2: Rentabilidade real (ganho acima da inflação)

Considerando o IPCA acumulado em 12 meses até junho de 2026, de 4,64% (último resultado divulgado pelo IBGE que utilizamos como referência), o juro real bruto calculado a partir das taxas vigentes fica em torno de:

  • Juro real bruto do CDI (13,90%): ~8,85% ao ano
  • Juro real bruto da Selic (14,00%): ~8,94% ao ano

Tomando apenas as taxas brutas atuais e o IPCA passado como referência, o juro real bruto calculado fica próximo de 9% a.a. Isso não é projeção garantida de ganho real líquido, que dependerá de tributos, IOF, taxas, ágio ou deságio, inflação futura e dos juros vigentes em cada período.

Qual rende mais na prática? Números reais para decidir

A melhor forma de comparar é simular. Premissas de todas as tabelas abaixo: CDI/taxa DI constante em 13,90% a.a., capitalização pelos fatores diários (252 dias úteis), data-base agosto de 2026, sem IOF (resgates após 30 dias) e IR conforme a tabela regressiva.

R$ 10.000 em CDB 100% do CDI (tributado)

Prazo Valor Líquido (após IR)
180 dias (IR 22,5%) R$ 10.521,11
365 dias (IR 17,5%) R$ 11.146,75
730 dias (IR 15%) R$ 12.527,23
5 anos (IR 15%) R$ 17.794,37

Para cada R$ 100 investidos por 365 dias, o retorno estimado é R$ 111,47 — ganho líquido de R$ 11,47, mantidas as premissas.

R$ 10.000 em LCI/LCA 90% do CDI (isenta de IR)

Com 90% aplicado aos fatores diários e CDI constante em 13,90%, a taxa anual equivalente fica próxima de 12,43% a.a.. Como os rendimentos são isentos de IR para pessoa física:

Prazo Valor Líquido (sem IR)
365 dias R$ 11.242,75
730 dias R$ 12.639,96
5 anos R$ 17.961,98

Resultado: nas simulações de 1, 2 e 5 anos apresentadas, e mantidas as mesmas premissas de CDI, a LCI/LCA a 90% do CDI supera o CDB a 100% do CDI — em 5 anos, cerca de R$ 167 a mais por R$ 10.000. O resultado não deve ser generalizado para qualquer prazo: como o IR do CDB incide apenas no resgate, a composição da taxa bruta maior pode inverter a comparação em horizontes suficientemente longos.

Quanto rende por mês?

  • R$ 10.000 a 100% do CDI (13,90% a.a.)~R$ 109,05 brutos no primeiro mês
  • R$ 100.000~R$ 1.090,48 brutos no mês
  • R$ 500.000~R$ 5.452,42 brutos no mês

Importante: nos CDBs e no Tesouro, o IR é normalmente retido no resgate ou no vencimento; no Tesouro, também incide sobre eventuais cupons, e resgates nos primeiros 30 dias podem sofrer IOF. CDB e Tesouro Selic normalmente acumulam rendimentos: para gerar renda mensal, é necessário escolher um produto com fluxo periódico de pagamentos ou planejar resgates parciais, considerando tributação, liquidez e risco de mercado.

Dica prática: nas premissas adotadas, uma LCI a 90% do CDI tende a render mais que um CDB a 100% do CDI no líquido em prazos de até alguns anos — a isenção de IR para pessoa física faz a diferença.

CDB vs Tesouro Selic: qual escolher?

A resposta depende do valor investido, do prazo e da necessidade de liquidez.

As diferenças que realmente importam

Fator CDB 100% CDI Tesouro Selic
Taxa de custódia Não tem 0,20% a.a. sobre o estoque que exceder R$ 10.000 por CPF
Liquidez Varia por emissor (muitos apenas no vencimento) Recompra diária pelo Tesouro, a preço de mercado e sujeita a horários e condições operacionais
Risco Risco de crédito do banco, com cobertura do FGC nos limites vigentes Baixo risco de crédito soberano, com possibilidade de oscilação de preço em venda antecipada

Simulação: R$ 10.000 em 1 ano

Premissas: 365 dias, CDI 13,90% a.a., Selic 14,00% a.a., IR 17,5%, sem custódia (valor igual a R$ 10.000).

Produto Rentabilidade Líquida (365 dias)
CDB 100% CDI R$ 11.146,75
Tesouro Selic (R$ 10.000, sem custódia) ~R$ 11.155,00*
LCI/LCA 90% CDI (isenta) R$ 11.242,75

*Estimativa simplificada, sem considerar ágio, deságio ou spread de recompra do título.

Acima de R$ 10.000, a custódia de 0,20% a.a. incide somente sobre o excedente, de modo que o impacto proporcional depende do valor total. Em estimativas simplificadas para 365 dias: R$ 20.000 resultariam em cerca de R$ 22.289 líquidos (custódia aproximada de R$ 21) e R$ 50.000 em cerca de R$ 55.689 (custódia aproximada de R$ 86).

Para valores maiores, um CDB de emissor sólido a 100% ou mais do CDI pode superar o Tesouro Selic — especialmente se você não precisar resgatar antes do vencimento.

Dica prática: o limite de R$ 10.000 afeta apenas a incidência da custódia do Tesouro Selic sobre o excedente. A escolha deve ser feita por comparação líquida, considerando taxa, prazo, liquidez, risco do emissor e limites do FGC.

Comparativo completo: CDB, Tesouro Selic e LCI/LCA em 2026

Comparação para 365 dias, com CDI em 13,90% a.a. e Selic meta em 14,00% a.a.:

Produto Indexador Rentab. Bruta (365 dias) Rentab. Líquida* Liquidez Cobertura FGC Isenção IR (PF)
CDB 100% CDI CDI (13,90%) 13,90% ~11,47% Varia por emissor Sim** Não
Tesouro Selic (R$ 10 mil) Selic (14,00%) ~14,00% ~11,55% Recompra diária, a preço de mercado Não Não
LCI/LCA 90% CDI 90% do CDI ~12,43% ~12,43% Vencimento (após carência legal) Sim** Sim
Poupança TR + 0,5% a.m. 0,5% a.m. + TR (0,5% a.m. capitalizado ≈ 6,17%) Igual à bruta Diária, com remuneração creditada mensalmente na data de aniversário Sim** Sim

*Prazo de 365 dias, IR de 17,5% para produtos tributados; sem custódia, IOF, ágio ou deságio.
**FGC: até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição ou conglomerado financeiro, considerados principal e rendimentos elegíveis, sujeito ao teto global de R$ 1 milhão em quatro anos.

Destaques:

  • Enquanto a meta Selic estiver acima de 8,5% a.a., a poupança rende 0,5% ao mês mais TR; a rentabilidade anual efetiva depende das TRs de cada período. Nas premissas da tabela, ela rende significativamente menos que um CDB a 100% do CDI, mas não menos da metade — a diferença aproximada é de R$ 500 por ano para cada R$ 10.000, variando com a TR.
  • LCI/LCA a 90% do CDI superam, nas simulações apresentadas, CDBs tributados a 100% do CDI e o Tesouro Selic, graças à isenção de IR para pessoa física.

Qual escolher? Guia prático por perfil

Perfil do Investidor Melhor Escolha Por quê?
Reserva de emergência (até R$ 10.000) Tesouro Selic ou CDB com liquidez diária Recompra diária, baixo risco de crédito, sem custódia até R$ 10.000
Investimento de 1-2 anos (sem necessidade de liquidez) LCI/LCA 90%+ CDI Isenção de IR compensa o percentual menor nesses prazos
Acima de R$ 10.000 (1 ano) Comparar CDB 100%+ CDI e Tesouro Selic A custódia incide só no excedente; decida pelo líquido
Acima de R$ 10.000 (3+ anos) CDB com taxa elevada ou LCI/LCA IR regressivo e taxa contratada pesam mais no longo prazo
Precisa de renda periódica Produtos com fluxo de pagamentos ou plano de resgates parciais CDB comum e Tesouro Selic acumulam rendimento, não pagam mensalmente

Lembrete: considere prazo, liquidez e risco, não só a taxa bruta.

Vale a pena investir em CDB acima de 100% do CDI?

CDBs que pagam mais de 100% do CDI existem e podem ser atrativos. Considerando taxa DI anualizada de 13,90% e aplicação de 110% sobre os fatores diários, a taxa anual equivalente fica próxima de 15,39% a.a., se o CDI permanecer constante. Antes de investir, analise:

O risco do emissor
O prazo de vencimento e a liquidez
O impacto do IR e dos custos

Por que bancos oferecem taxas acima do CDI?

Bancos médios e fintechs precisam competir por captação com grandes bancos e com o Tesouro Direto e, por isso, oferecem taxas mais altas. Isso não define, por si só, o nível de risco: avalie a instituição e os limites do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Simulação: CDB 110% do CDI vs Tesouro Selic (1 ano)

Produto Rentabilidade Bruta Rentabilidade Líquida*
CDB 110% CDI ~15,39% a.a. ~12,70% a.a.
Tesouro Selic (aplicação de R$ 20.000) ~14,00% a.a. ~11,44% a.a.

*365 dias, IR de 17,5% e custódia de 0,20% a.a. aplicada somente sobre o valor que excede R$ 10.000.

Resultado: a diferença estimada é de cerca de 1,3 ponto percentual ao ano nessas premissas. Para R$ 50.000 em 365 dias, isso equivaleria a aproximadamente R$ 660 de diferença — variando conforme taxas, custos e preço do título.

Como avaliar se um banco é seguro?

Antes de investir em um CDB de alta rentabilidade, faça essa verificação:

  1. Cobertura do FGC
    • Confirme se o banco é associado ao FGC (fgc.org.br).
    • Considere o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição ou conglomerado, somando principal e rendimentos elegíveis, com teto global de R$ 1 milhão em quatro anos.
  2. Prazo mínimo
    • CDBs de taxa elevada costumam exigir prazos de 1 a 3 anos sem resgate antecipado.
  3. Indicadores prudenciais
    • Compare os índices de capital da instituição com seus requerimentos regulatórios específicos e analise também liquidez, qualidade dos ativos, rentabilidade e inadimplência. Não use faixas arbitrárias como “saudável” ou “excelente”.
    • Consulte os dados no site do Banco Central.
  4. Reputação
    • Pesquise avaliações públicas e o histórico de atendimento da instituição.
  5. Break-even vs LCI/LCA
    • No cálculo simplificado, uma LCI/LCA a 85% do CDI equivale aproximadamente a um CDB de 100% do CDI com IR de 15%.
    • Para superar uma LCI/LCA a 90% do CDI nessa faixa tributária, o CDB precisaria pagar cerca de 105,9% do CDI, antes de ajustes de composição e custos.

Para quem já tem reserva de emergência e horizonte de 1 a 3 anos, CDBs entre 105% e 120% do CDI podem ser atrativos, mas devem ser avaliados caso a caso quanto a risco do emissor, prazo, liquidez, concentração e limites do FGC.

Exemplo com prazo definido: um CDB a 120% do CDI, com 120% aplicado aos fatores diários e CDI constante em 13,90%, equivale a cerca de 16,90% a.a. brutos. Em uma aplicação de R$ 10.000 mantida por 730 dias, com IR de 15% sobre o rendimento no resgate, o valor líquido estimado seria de ~R$ 13.116, contra ~R$ 12.640 em uma LCI/LCA a 90% do CDI no mesmo prazo.

Resumo: o que você precisa saber

Selic meta = 14,00% a.a. | taxa DI ≈ 13,90% a.a. em agosto de 2026 — diferença de cerca de 0,10 p.p.
O que realmente importa:

  • O percentual do CDI contratado (85%, 100%, 110%?)
  • A tributação e os custos (IR regressivo, isenção, IOF em até 30 dias, custódia)

Nas simulações de 1, 2 e 5 anos aqui apresentadas, LCI/LCA a 90% do CDI superam CDBs a 100% do CDI no líquido — sem generalização para qualquer prazo.
Tesouro Selic é uma alternativa comum para reserva de emergência (recompra diária, baixo risco de crédito soberano, sem custódia sobre os primeiros R$ 10.000).
CDBs acima de 100% do CDI podem fazer sentido para quem pode abrir mão da liquidez por 1-3 anos, após avaliar o emissor.
A poupança rende 0,5% ao mês mais TR enquanto a Selic estiver acima de 8,5% a.a. — bem menos que produtos atrelados ao CDI nas premissas adotadas.

Perguntas frequentes

Quanto rende R$ 1.000 no Tesouro Selic hoje?

Em simulações simplificadas, com retorno bruto de 14,00% a.a. e sem custódia, ágio ou deságio:

  • ~R$ 51,74 líquidos em 180 dias (IR 22,5%)
  • ~R$ 115,50 líquidos em 365 dias (IR 17,5%)

Para aplicações de até R$ 10.000, não há taxa de custódia B3 sobre esse valor. O resultado efetivo depende do preço de negociação do título. Para cálculos detalhados, use a calculadora do Tesouro Direto.

Quanto rende R$ 20.000 por mês no Tesouro Selic?

A taxa mensal equivalente a 14,00% a.a. é de cerca de 1,098%, o que corresponderia a aproximadamente R$ 219,60 brutos em um mês hipotético sobre R$ 20.000. O Tesouro Selic acumula rendimento diariamente e não paga esse valor mensalmente; o IR é retido no resgate ou vencimento.

Para valores acima de R$ 10.000, a custódia B3 (0,20% a.a.) incide sobre o excedente, reduzindo o resultado anual em cerca de R$ 21 nesse exemplo. Confira o extrato na corretora para valores atualizados.

Quanto rende R$ 100 por mês no Tesouro Direto com aportes recorrentes?

Não há valor fixo de rendimento mensal, pois o saldo cresce a cada novo aporte e cada aplicação é remunerada pelas taxas vigentes na data. Para projeções de séries de aportes, use a calculadora oficial do Tesouro Direto.

O importante: aportes recorrentes, mesmo pequenos, podem contribuir para a formação de patrimônio; o ganho real dependerá das taxas, da inflação, dos custos e da tributação ao longo do período.

O que é o Tesouro Direto e como começar?

O Tesouro Direto é o programa do governo federal que permite a pessoas físicas comprarem títulos públicos pela internet. O valor mínimo depende do título e da modalidade disponível: algumas opções permitem começar com valores bastante baixos, como aplicações a partir de R$ 1 no Tesouro Reserva.

Principais títulos:

  • Tesouro Selic (pós-fixado) → acompanha a variação diária da Selic, ajustada por ágio ou deságio.
  • Tesouro IPCA+ → inflação medida pelo IPCA mais taxa contratada.
  • Tesouro Prefixado → taxa fixa até o vencimento.

Como investir:

  1. Abra conta em uma instituição habilitada a distribuir títulos públicos.
  2. Acesse a plataforma e escolha o título adequado ao seu objetivo e prazo.
  3. Faça a compra no valor desejado, observando os mínimos de cada título.

Precisa de ajuda para montar sua carteira?

Aviso importante: Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, não constituindo recomendação de investimento. As taxas, alíquotas e simulações apresentadas são estimativas baseadas nas premissas indicadas e podem mudar. Rentabilidades passadas não garantem resultados futuros. Antes de investir, consulte um profissional habilitado. Renova Invest é escritório de assessoria de investimentos credenciado ao BTG Pactual, registrado nos termos da regulamentação da CVM.

Para apoio na definição de uma estratégia de renda fixa adequada ao seu perfil, fale com um assessor habilitado.

Renova Invest

Pronto para fazer seu patrimônio trabalhar por você?

Abra sua conta e conte com assessoria especializada para investir com estratégia. Abertura gratuita, sem compromisso.

Renova Invest atua como preposto do Banco BTG Pactual S/A (Resolução CVM nº 178).

Abrir conta de investimento

Tópicos relacionados

Facilidades da Renova Invest para você:

Conta digital gratuita

Abra sua conta sem custo e tenha acesso a uma plataforma para investir com praticidade e segurança.

Viver de renda

Construa uma carteira inteligente com foco em geração de renda passiva e alcance sua independência financeira.

CDI hoje
13,90% a.a.
  • Meta Selic14,00%
  • CDI 12 meses14,71%
  • CDI em 20268,65%
Ver CDI e simulação →
Fonte: Banco Central · 13/08/2026

Recomendamos para você