Tokenização de Imóveis: Como Investir a Partir de R$ 5 em 2026

Tokenização de Imóveis Como Investir a Partir de R$ 5 em 2026

Renova Invest · 13 de julho de 2026

A tokenização de imóveis como investir é uma das perguntas mais buscadas por quem quer entrar no mercado imobiliário sem precisar de centenas de milhares de reais. Com aportes a partir de R$ 5, qualquer pessoa pode adquirir uma fração digital de um imóvel registrada em blockchain e receber rendimentos proporcionais de aluguel e valorização. O segmento já movimenta R$ 20 bilhões em VGV no Brasil, com 450 incorporadoras aderentes.

Resposta direta: Para investir em tokenização de imóveis em 2026, escolha uma plataforma regulada pela CVM, abra conta com KYC, selecione um projeto com due diligence, compre tokens via PIX e acompanhe rendimentos pelo dashboard. O aporte mínimo começa em R$ 5, e a rentabilidade projetada varia entre 10% e 24% a.a., dependendo do projeto.

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O que é tokenização de imóveis e como funciona?

Tokenização de imóveis é o processo de converter direitos financeiros sobre um ativo imobiliário em tokens digitais registrados em blockchain. Cada token representa uma fração do imóvel. O investidor adquire direito proporcional a rendimentos e valorização — mas não a posse física do bem.

Funciona assim: uma incorporadora ou gestora seleciona um imóvel, avalia seu valor e emite tokens correspondentes a frações desse valor. Por exemplo, um apartamento avaliado em R$ 1 milhão pode ser dividido em 200.000 tokens de R$ 5 cada. Quem compra 100 tokens detém 0,05% do ativo e recebe 0,05% dos aluguéis distribuídos mensalmente.

O registro em blockchain garante rastreabilidade e imutabilidade das transações. Os smart contracts — contratos autoexecutáveis em código — distribuem automaticamente os rendimentos entre os detentores de tokens, sem necessidade de intermediários tradicionais. Isso reduz custos operacionais e aumenta a transparência.

No Brasil, cartórios não podem associar matrículas a tokens digitais — ao menos em SP (Provimento CGJ nº 54/2025) e SC (Circular CGJ-SC nº 410/2025). O investidor adquire direito financeiro, não propriedade registrada em cartório.

É importante distinguir: a tokenização imobiliária não transfere propriedade física. Segundo a CVM, o token representa um direito financeiro sobre o ativo, não a titularidade jurídica do imóvel. Portanto, o investidor não recebe escritura, não consta na matrícula e não pode usar o bem como garantia de crédito pessoal.

Essa distinção tem implicação prática relevante. Em estados como SP e SC, os cartórios já formalizaram a proibição de associar matrícula a token digital. A restrição é objeto de debate nacional, com o PL 4.438/2025 propondo um marco legal federal.

Apesar dessa limitação, o modelo traz vantagens concretas. Primeiro, democratiza o acesso: antes, investir em imóveis exigia capital de R$ 200 mil ou mais. Agora, R$ 5 bastam. Segundo, automatiza a distribuição de rendimentos via smart contracts, eliminando atrasos e disputas sobre repasses. Terceiro, permite diversificação geográfica — o investidor pode ter frações em imóveis em São Paulo, Florianópolis e Recife simultaneamente.

R$ 20 bilhões — VGV mobilizado pela tokenização imobiliária no Brasil com 450 incorporadoras aderentes

O modelo também se diferencia dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) em um aspecto estrutural: cada token está vinculado a um ativo específico, enquanto o FII agrega múltiplos imóveis em um único fundo. Isso dá ao investidor de tokens maior controle sobre qual ativo escolhe, mas também maior exposição ao risco de um único projeto.

Na prática, a tokenização imobiliária é mais adequada para quem quer exposição direta a um imóvel específico, aceita menor liquidez e busca rentabilidade potencialmente superior. Para quem prioriza liquidez diária e diversificação automática, os FIIs seguem sendo mais eficientes — tema explorado em detalhe mais adiante.

Implicação prática: antes de investir, confirme se a plataforma possui registro na CVM e se o projeto tem laudo de avaliação independente do imóvel. Esses dois pontos são a base de segurança mínima para qualquer alocação em tokens imobiliários.

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Como investir em tokenização de imóveis em 2026? Passo a passo

Investir em tokenização de imóveis envolve cinco etapas principais: escolher plataforma regulada, abrir conta com KYC, selecionar projeto com due diligence, comprar tokens e acompanhar rendimentos. O processo é digital e pode ser concluído em menos de 30 minutos.

Passo 1 — Escolha uma plataforma regulada pela CVM

O primeiro passo é verificar se a plataforma possui autorização ou registro junto à CVM. Plataformas não reguladas operam em zona de risco jurídico elevado. Acesse o portal da CVM em gov.br/cvm e consulte a lista de entidades autorizadas antes de qualquer aporte.

Passo 2 — Abra conta e realize o KYC

KYC (Know Your Customer) é o processo de verificação de identidade exigido por regulação. Você precisará enviar RG ou CNH, CPF, comprovante de residência e, em alguns casos, selfie com documento. O processo é feito pelo aplicativo ou site da plataforma e costuma ser aprovado em até 24 horas.

Passo 3 — Selecione o projeto com due diligence

Due diligence significa analisar o projeto antes de investir. Verifique: localização e tipo do imóvel, histórico da incorporadora, laudo de avaliação independente, taxa de vacância projetada, prazo do investimento e como os rendimentos são calculados. Projetos sem essas informações disponíveis publicamente devem ser evitados.

Passo 4 — Compre tokens via PIX ou criptomoedas

A maioria das plataformas aceita PIX como forma de pagamento, o que facilita o processo para investidores sem familiaridade com criptomoedas. Algumas aceitam stablecoins (como USDC ou BRLA). O valor mínimo varia: há projetos com entrada a partir de R$ 5 e outros com mínimo de R$ 500, como o projeto Sunset Tower.

Passo 5 — Acompanhe rendimentos via dashboard

Após a compra, os rendimentos são distribuídos automaticamente pelos smart contracts conforme o contrato do projeto — mensal, trimestral ou conforme o cronograma definido. O dashboard da plataforma mostra seu saldo de tokens, rendimentos acumulados e histórico de transações em tempo real.

Um exemplo concreto: suponha que você invista R$ 500 em um projeto com rentabilidade projetada de 12% a.a. em dividendos. Em 12 meses, você receberia aproximadamente R$ 60 em rendimentos distribuídos — equivalente a R$ 5 por mês. Se o projeto também registrar valorização do imóvel, o ganho de capital é distribuído proporcionalmente no momento da venda ou liquidação do projeto.

Implicação prática: o passo mais crítico é o terceiro — a due diligence. Plataformas sérias disponibilizam laudo de avaliação, contratos e histórico do projeto antes da captação. Se essas informações não estiverem disponíveis, não invista.

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Qual a rentabilidade da tokenização de imóveis em 2026?

A rentabilidade da tokenização de imóveis varia entre 10% e 24% a.a., dependendo do projeto, da localização do imóvel e da composição entre dividendos de aluguel e ganho de capital. Não existe garantia de rentabilidade — os percentuais divulgados pelas plataformas são projeções, não promessas.

Existem dois componentes de retorno nesse investimento. O primeiro é o rendimento de aluguel: os aluguéis gerados pelo imóvel são distribuídos proporcionalmente entre os detentores de tokens. Projetos de imóveis comerciais em localizações consolidadas tendem a oferecer entre 10% e 12% a.a. nesse componente. O segundo é o ganho de capital: quando o imóvel é vendido ou o projeto é liquidado, a valorização é distribuída entre os investidores. Esse componente é mais incerto e depende das condições do mercado imobiliário no momento da liquidação.

Para contextualizar, compare com alternativas de renda fixa disponíveis em 2026. O CDI acumulado nos últimos 12 meses é de aproximadamente 14,15% a.a. (junho/2026). Um CDB 100% CDI com prazo superior a 720 dias rende, líquido de IR (15%), aproximadamente 12,03% a.a. Uma LCI a 90% do CDI, isenta de IR, rende 12,74% a.a. líquido.

Portanto, apenas o componente de dividendos da tokenização (10-12% a.a.) já compete com a renda fixa. O diferencial está no ganho de capital — mas esse componente carrega risco real de não se materializar ou até de resultar em perda, caso o imóvel se desvalorize.

Outro ponto relevante: a tributação impacta o retorno líquido. Rendimentos de aluguel de tokens são tributados como renda (veja detalhes na seção de IR). Já na renda fixa, o IR regressivo pode chegar a 15% para aplicações acima de 720 dias. Essa diferença de tratamento tributário precisa ser considerada no cálculo de rentabilidade real.

Projetos com rentabilidade projetada acima de 20% a.a. exigem análise rigorosa: em geral, indicam maior risco de vacância, localização secundária ou prazo de liquidação incerto.

Implicação prática: ao avaliar um projeto, peça o histórico de distribuições anteriores (se houver), a taxa de ocupação do imóvel e o critério de avaliação do ganho de capital. Rentabilidade projetada sem esses dados é apenas marketing.

Tokenização de imóveis vs FIIs: qual vale mais a pena em 2026?

Tokenização de imóveis e FIIs são formas distintas de investir no setor imobiliário. A escolha depende do perfil do investidor, do horizonte de tempo e da prioridade entre rentabilidade potencial e liquidez.

Os FIIs são negociados na B3 com liquidez diária — você pode vender suas cotas em segundos durante o pregão. Os rendimentos (dividendos) de FIIs para pessoa física são isentos de IR, desde que o fundo tenha no mínimo 100 cotistas e o investidor detenha menos de 10% das cotas. O dividend yield médio dos FIIs de tijolo gira em torno de 8% a 10% a.a., com ganho de capital adicional dependendo da valorização das cotas.

Já a tokenização imobiliária oferece aportes menores (a partir de R$ 5 contra o preço de uma cota de FII, que pode variar bastante), potencial de rentabilidade superior e exposição direta a um imóvel específico. Por outro lado, não existe mercado secundário consolidado para tokens — se você precisar do dinheiro antes do prazo, pode não conseguir vender ou precisar aceitar deságio significativo.

Comparativo direto com R$ 500:

Token imobiliário (projeto com 12% a.a. em dividendos)

  • Aporte mínimo: R$ 500
  • Rentabilidade projetada (dividendos): 12% a.a.
  • Liquidez: baixa (sem mercado secundário consolidado)
  • IR sobre rendimentos: tributado como aluguel
  • Garantia FGC: não possui

FII de tijolo (dividend yield médio de 9% a.a.)

  • Aporte mínimo: valor de uma cota (variável por fundo)
  • Rentabilidade (dividendos): ~9% a.a.
  • Liquidez: alta (negociação diária na B3)
  • IR sobre rendimentos: isento para PF (condições vigentes em 2026)
  • Garantia FGC: não possui

A isenção de IR dos FIIs é uma vantagem competitiva real: um FII com 9% a.a. isento pode superar um token com 12% a.a. tributado, dependendo da alíquota aplicada aos rendimentos do token.

Para investidores iniciantes com menos de R$ 1.000 para alocar, os FIIs oferecem diversificação automática e liquidez que a tokenização ainda não consegue replicar. Para investidores com perfil mais arrojado e horizonte de 3 a 5 anos, a tokenização pode complementar a carteira com exposição a projetos específicos de maior potencial.

Implicação prática: não trate tokenização e FIIs como concorrentes diretos. O ideal é usar FIIs como base de liquidez e diversificação, e alocar uma parcela menor (5% a 15% da carteira imobiliária) em tokens de projetos selecionados com rigor.

Quais os riscos da tokenização de imóveis em 2026?

Os principais riscos da tokenização imobiliária são: falta de liquidez, ausência de cobertura do FGC, risco de plataforma, risco do projeto imobiliário e incerteza regulatória. Conhecer cada um deles é essencial antes de qualquer aporte.

Risco de liquidez: este é o risco mais imediato. Não existe mercado secundário consolidado para tokens imobiliários no Brasil em 2026. Se você precisar resgatar o investimento antes do prazo, pode não encontrar comprador ou precisar aceitar deságio expressivo. Diferente de FIIs ou CDBs com liquidez diária, o token imobiliário é essencialmente ilíquido até o vencimento do projeto.

Ausência de FGC: o Fundo Garantidor de Créditos cobre CDBs, LCIs, LCAs e poupança até R$ 250 mil por CPF por instituição. Tokens imobiliários não possuem essa cobertura. Em caso de falência da plataforma ou do projeto, o investidor não tem garantia de recuperação do capital.

Risco de plataforma: a solidez operacional e financeira da plataforma importa tanto quanto a qualidade do projeto. Plataformas sem auditoria independente, sem histórico comprovado ou sem registro na CVM representam risco adicional de gestão inadequada dos recursos ou até fraude.

Risco do projeto imobiliário: vacância alta, atrasos na obra, problemas jurídicos com o imóvel ou desvalorização do mercado local podem reduzir ou eliminar os rendimentos projetados. Um projeto com taxa de vacância de 30% distribui apenas 70% dos aluguéis esperados.

Risco regulatório: a regulamentação da tokenização imobiliária no Brasil ainda está em desenvolvimento. Cartórios em vários estados não reconhecem a associação entre matrícula e token. Mudanças regulatórias futuras podem impactar o modelo de operação das plataformas e os direitos dos investidores.

Tokens imobiliários não têm cobertura do FGC — diferente de CDBs e LCIs. Esse ponto é frequentemente omitido em materiais de marketing das plataformas.

Um exemplo concreto de risco: suponha que você invista R$ 5.000 em uma plataforma sem auditoria independente que capta recursos para um projeto com vacância projetada de 5%. Se a vacância real for de 25%, os rendimentos caem proporcionalmente — e, se a plataforma não tiver reserva de liquidez, pode simplesmente suspender as distribuições sem aviso prévio.

Implicação prática: trate tokens imobiliários como investimento de alto risco e baixa liquidez. Aloque apenas o capital que você pode deixar imobilizado por 3 a 5 anos sem necessidade de resgate. Diversifique entre plataformas e projetos, e nunca concentre mais de 10% do patrimônio total nesse tipo de ativo.

Como declarar tokens imobiliários no Imposto de Renda 2026?

Tokens imobiliários devem ser declarados na ficha “Bens e Direitos” do IRPF 2026, usando o código 99 (Outros bens e direitos). Os rendimentos de aluguel distribuídos são tributados como renda de aluguel, e o ganho de capital na venda ou liquidação do projeto é tributado separadamente.

O processo de declaração segue três etapas principais:

1. Declaração do bem (ficha Bens e Direitos): informe o valor investido (custo de aquisição dos tokens), a plataforma emissora e a quantidade de tokens. Use o código 99 — Outros bens e direitos. Na descrição, especifique: “Tokens imobiliários — [nome da plataforma] — [nome do projeto] — [quantidade de tokens]”.

2. Rendimentos de aluguel (ficha Rendimentos Tributáveis Recebidos de PJ ou PF): os valores distribuídos como aluguel devem ser informados conforme os informes de rendimentos emitidos pela plataforma. A alíquota aplicável segue a tabela progressiva do IRPF para rendimentos de aluguel. O recolhimento é feito via DARF, mensalmente, quando o rendimento supera o limite de isenção da tabela progressiva vigente.

3. Ganho de capital na venda ou liquidação: se você vender tokens no mercado secundário (quando disponível) ou receber o ganho de capital na liquidação do projeto, o lucro é tributado como ganho de capital. A alíquota é de 15% sobre ganhos até R$ 5 milhões, recolhida via DARF até o último dia útil do mês seguinte à operação.

Simulação prática: suponha um investimento de R$ 5.000 em tokens com rendimento de R$ 600 em aluguéis no ano-calendário 2025 (declaração IRPF 2026). Se esses R$ 600 são seu único rendimento de aluguel no mês em que foram distribuídos e estão abaixo do limite de isenção da tabela progressiva, não há IR a recolher naquele mês. Se, somados a outros rendimentos, ultrapassarem o limite de isenção, o IR incide sobre o excedente conforme a tabela progressiva.

Segundo a Receita Federal, a falta de declaração de bens e rendimentos pode gerar multa de 1,5% ao mês sobre o imposto devido, além de juros pela taxa Selic. Portanto, mesmo que não haja imposto a pagar, declare o bem na ficha correspondente.

Atenção: a legislação tributária aplicável a tokens imobiliários ainda não tem instrução normativa específica da Receita Federal para esse tipo de ativo. O tratamento como “aluguel” e “ganho de capital” é o mais conservador e alinhado com a natureza econômica do investimento — mas recomenda-se consultar um contador para situações específicas.

Implicação prática: solicite à plataforma o informe de rendimentos até fevereiro de cada ano. Plataformas sérias emitem esse documento automaticamente. Se a plataforma não fornecer, use os extratos do dashboard para calcular os rendimentos recebidos no ano-calendário.

Quais as melhores plataformas para investir em tokenização de imóveis?

As plataformas mais citadas no mercado brasileiro de tokenização imobiliária em 2026 incluem Tokeniza, Liqi e Kodo Assets. A escolha deve se basear em critérios objetivos: registro regulatório, transparência nos projetos, histórico de distribuições e qualidade da due diligence.

450 incorporadoras — aderentes à tokenização imobiliária no Brasil em 2026

Antes de comparar plataformas, é fundamental verificar o registro junto à CVM. Plataformas que operam como oferta pública de valores mobiliários precisam de autorização regulatória. Acesse o portal da CVM para confirmar o status de cada plataforma antes de qualquer investimento.

Os critérios objetivos para comparar plataformas são:

  • Registro na CVM: essencial para segurança jurídica do investidor
  • Aporte mínimo: varia de R$ 5 a R$ 500 por projeto
  • Rentabilidade projetada: entre 10% e 24% a.a. (projetos específicos)
  • Prazo do projeto: geralmente 24 a 60 meses
  • Auditoria independente: laudo de avaliação do imóvel por terceiro
  • Liquidez: existência ou não de mercado secundário na plataforma
  • Histórico: projetos anteriores concluídos com distribuições comprovadas

Um ponto de diferenciação importante é a auditoria independente. Plataformas que contratam avaliadores externos para laudar os imóveis oferecem maior credibilidade do que aquelas que usam apenas avaliações internas. Pergunte diretamente à plataforma quem avaliou o imóvel e solicite o laudo antes de investir.

Outro critério relevante é a existência de mercado secundário interno — alguns projetos permitem a negociação de tokens entre usuários da própria plataforma, o que oferece alguma liquidez, ainda que limitada. Esse recurso reduz parcialmente o risco de liquidez, mas não o elimina.

Plataformas sem auditoria independente ou sem registro na CVM representam risco jurídico e operacional que nenhuma rentabilidade projetada justifica.

Para investidores iniciantes, a recomendação é começar com aportes pequenos (R$ 500 a R$ 1.000) em plataformas com histórico comprovado de projetos concluídos. Isso permite entender o funcionamento operacional — distribuições, dashboard, comunicação — antes de comprometer capital maior.

Implicação prática: não escolha plataforma com base apenas na rentabilidade projetada. Plataformas com projetos mais conservadores (10-12% a.a.) e histórico comprovado oferecem melhor relação risco-retorno do que plataformas novas prometendo 24% a.a. sem referências verificáveis.

Checklist: 7 passos para investir em tokenização de imóveis com segurança

  1. Verifique o registro da plataforma na CVM: acesse gov.br/cvm e confirme a autorização antes de qualquer aporte.
  2. Analise o histórico do projeto e da incorporadora: quantos projetos foram concluídos? As distribuições foram realizadas no prazo?
  3. Confirme a auditoria independente: solicite o laudo de avaliação do imóvel emitido por avaliador externo credenciado.
  4. Entenda prazo e rentabilidade projetada: diferencie o componente de aluguel (mais previsível) do ganho de capital (mais incerto).
  5. Avalie a liquidez disponível: existe mercado secundário? Qual o prazo de liquidação do projeto?
  6. Simule a tributação: calcule o impacto do IR sobre os rendimentos de aluguel e ganho de capital para estimar a rentabilidade líquida real.
  7. Diversifique entre projetos e plataformas: não concentre mais de 30% do capital alocado em tokens em um único projeto.

Aplicando esse checklist ao projeto Sunset Tower (Tokeniza): verifique o registro da Tokeniza na CVM, solicite o laudo de avaliação do imóvel, confirme o histórico de distribuições de projetos anteriores da plataforma, calcule o IR sobre os 24% a.a. projetados e defina quanto do seu capital total você está disposto a alocar nesse único projeto.

Resumo prático

  • Tokenização de imóveis permite investir a partir de R$ 5 em frações digitais de imóveis registradas em blockchain, com rendimentos distribuídos automaticamente via smart contracts.
  • A rentabilidade projetada varia entre 10% e 24% a.a., mas não há garantia — analise o componente de aluguel separado do ganho de capital.
  • Tokens imobiliários não têm cobertura do FGC e carecem de mercado secundário consolidado — trate como investimento ilíquido de médio a longo prazo.
  • Para declarar no IRPF 2026: informe os tokens na ficha “Bens e Direitos” (código 99) e os rendimentos de aluguel na ficha de rendimentos tributáveis.
  • FIIs oferecem liquidez diária e isenção de IR nos dividendos — use tokenização como complemento, não substituto dos FIIs na carteira imobiliária.
  • Antes de investir: confirme registro na CVM, solicite laudo de avaliação independente e verifique o histórico de projetos concluídos pela plataforma.

FAQ — Perguntas frequentes sobre tokenização de imóveis

Quanto rende 1.000 reais no Tesouro Direto hoje?

Investindo R$ 1.000 no Tesouro Selic (referenciado à taxa básica de juros atual de 14,25% a.a.), o valor estimado após 12 meses é de aproximadamente R$ 1.116,74 líquido de IR (alíquota de 17,5% para 361-720 dias), conforme simulação baseada no CDI acumulado de 14,15% a.a. (junho/2026). O Tesouro Direto tem custódia B3 de 0,20% a.a., que incide sobre o estoque acima de R$ 10.000 no Tesouro Selic.

Quanto rende 20 mil no Tesouro Direto por mês?

Com R$ 20.000 aplicados a 100% do CDI (14,15% a.a.), o rendimento bruto mensal é de aproximadamente R$ 223,50 (1,107% ao mês). Líquido de IR (alíquota regressiva conforme prazo), o valor é menor. Para o Tesouro Selic, a dinâmica é equivalente, com a incidência adicional da taxa de custódia B3 de 0,20% a.a. sobre o excedente acima de R$ 10.000.

Como funciona o Tesouro Direto e o que é?

O Tesouro Direto é o programa do Tesouro Nacional que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos federais pela internet. Funciona assim: você empresta dinheiro ao governo e recebe de volta o valor corrigido pela taxa acordada (Selic, IPCA+ ou prefixada) no vencimento. Os títulos têm liquidez diária, mas a venda antecipada pode resultar em ganho ou perda dependendo das condições de mercado. Aplica-se a quem busca segurança e rentabilidade acima da poupança.

Quanto rende R$ 100.000 hoje no Tesouro Direto?

Com R$ 100.000 aplicados em título referenciado ao CDI (14,15% a.a.), o valor estimado após 12 meses é de R$ 111.673,75 líquido de IR (17,5% para prazo entre 361-720 dias), assumindo CDI constante. Após 2 anos, o valor estimado é de R$ 125.929,00 líquido. Esses valores consideram a alíquota regressiva de IR e não incluem a taxa de custódia B3 de 0,20% a.a. aplicável ao Tesouro Direto.

Tokenização de imóveis tem garantia do FGC?

Não. O FGC cobre CDBs, LCIs, LCAs e poupança até R$ 250 mil por CPF por instituição — mas não cobre tokens imobiliários. Em caso de falência da plataforma ou insucesso do projeto, o investidor não tem garantia de recuperação do capital pelo FGC. Esse é um dos principais pontos de diferença em relação à renda fixa bancária tradicional.

Para estruturar uma carteira imobiliária com segurança — combinando FIIs, tokens e renda fixa na proporção adequada ao seu perfil —, recomenda-se consulta a um assessor de investimentos credenciado e regulado pela CVM. A diferença entre escolher o projeto certo e o errado na tokenização não está na rentabilidade projetada — está na qualidade do ativo e na solidez da plataforma. O custo de não analisar isso com rigor pode ser a perda total do capital investido.


Aviso legal: As informações contidas neste artigo têm caráter exclusivamente educacional e informativo, não constituindo recomendação de investimento, oferta ou solicitação de compra ou venda de qualquer ativo financeiro. Rentabilidades passadas não garantem resultados futuros. Investimentos em tokens imobiliários envolvem riscos, incluindo perda parcial ou total do capital investido. Consulte um profissional habilitado pela CVM antes de tomar decisões de investimento.

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CDI hoje
14,15% a.a.
  • Meta Selic14,25%
  • CDI 12 meses14,77%
  • CDI em 20267,29%
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Fonte: Banco Central · 10/07/2026

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