SIMPAR (SIMH3): receita de serviços recorde e alavancagem cai a 2,8x, menor desde 2010

Fato relevante: SIMPAR S.A.

Renova Invest · 27 de julho de 2026

SIMPAR divulga prévia do 2T26 com receita de serviços recorde e menor alavancagem desde o IPO

A SIMPAR S.A. (B3: SIMH3) divulgou em 27 de julho de 2026 fato relevante com a prévia dos resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26), destacando crescimento orgânico, disciplina de capital e um novo ciclo de monetização de ativos. Os dados são preliminares, não auditados e sujeitos a revisão até a divulgação oficial.

Segundo a companhia, a Receita Líquida de Serviços atingiu R$9,4 bilhões, alta de 13,2% a/a, patamar recorde impulsionado pela maturação de contratos adicionados nos últimos doze meses e por projetos com precificação mais adequada. A Receita Líquida total somou R$11,249 bilhões (+8,8% a/a) e a Receita Bruta chegou a R$12,389 bilhões (+9,5% a/a).

Desalavancagem é o principal destaque

A alavancagem financeira consolidada do grupo recuou para 2,8x (dívida líquida/EBITDA conforme covenants do bond), melhora de 0,8x na comparação anual e o menor patamar desde o IPO em 2010. O movimento dá sequência ao ciclo de redução de dívida já observado antes: no 4T25 a alavancagem consolidada estava em 3,1x, então descrita pela empresa como o menor nível em 15 anos.

Na SIMPAR Holding, a Dívida Líquida caiu 54% a/a, para R$1,4 bilhão no 2T26, ante R$3,0 bilhões no 2T25 e R$2,8 bilhões no 1T26. Considerando a monetização da CS Porto Aratu, a dívida líquida pro forma seria de R$1,0 bilhão, redução de 66% frente ao 1T26. A companhia também informou ter recomprado R$250 milhões de títulos de própria emissão no mercado secundário, atingindo 25% da meta de reduzir em R$1,0 bilhão o endividamento bruto.

Monetização de ativos: CS Porto Aratu por R$1,8 bilhão

A SIMPAR anunciou a monetização de 100% da CS Porto Aratu por R$1,8 bilhão (enterprise value), com MOIC de 5,8x sobre o capital investido em um prazo médio de 3,6 anos. O fechamento está condicionado a condições precedentes, incluindo aprovação do CADE e autorização do poder concedente. A operação segue as monetizações da Ciclus Rio e da Ciclus Amazônia e, segundo a empresa, evidencia o valor intrínseco ainda não precificado do portfólio de empresas não listadas.

Outro pilar do trimestre foi a conclusão dos aumentos de capital privados em SIMPAR, MOVIDA e VAMOS, ancorados pela JSP Holding e pela BNDESPAR, totalizando R$3,0 bilhões. O indicador EBITDA UDM/Capex Líquido alcançou 1,9x no 2T26 UDM, melhora de 0,5x a/a.

Derivativos e marcação a mercado

No âmbito do aumento de capital, a SIMPAR contratou derivativos com liquidação exclusivamente financeira que geram exposição sintética às ações de sua própria emissão e de controladas (JSL, MOVIDA, VAMOS e AUTOMOB). A operação é contabilizada por marcação a mercado (MTM), sem impacto caixa até o vencimento em 06/09/2027, podendo ser liquidada antes ou prorrogada por mais 18 meses. No 2T26, essa posição gerou MTM negativo de R$231,8 milhões (R$153,0 milhões líquidos de IR).

Leitura para o investidor

O caso reforça a transição da SIMPAR de uma tese de conglomerado intensivo em capital para um modelo com maior peso de serviços, rotação de ativos e menor capex. Para o mercado, os gatilhos mais relevantes são a queda da alavancagem e a monetização de participações não listadas, que tendem a melhorar percepção de risco, custo de capital e flexibilidade para novos investimentos. Em 2025, a companhia reportou receita líquida de R$43,5 bilhões e EBITDA de R$12,8 bilhões, ambos recordes. Como contraponto, o MTM negativo dos derivativos e a dependência de fechamento de condições precedentes (como aprovação do CADE na venda da CS Porto Aratu) são pontos de atenção.

As ações SIMH3 eram negociadas a R$7,64 (variação de +2,41%), com valor de mercado em torno de R$4,3 bilhões, dentro de uma faixa de 52 semanas entre R$7,19 e R$14,62.

Leia também: acompanhe as últimas notícias e fatos relevantes do mercado e as análises de ações da B3 na Renova Invest.

Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. A Renova Invest não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.

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Fonte: Banco Central · 24/07/2026

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